Quem tem medo da deontologia?

O Miguel fez o resumo do essencial do Parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas acerca da inventona de Belém, mas a leitura integral do texto oferece a melhor exposição, e análise, do caso até agora disponível. Um caso absolutamente incrível não tanto por ter acontecido, mas pelo silêncio das autoridades políticas e figuras sociais de referência. Pelos vistos, Cavaco Silva, José Manuel Fernandes e Belmiro de Azevedo podem continuar a produzir golpadas deste e doutros calibres que nem sequer a uma conferência de imprensa se sujeitam para dar explicações. Esta situação é lunática.

Que eu saiba, ranhosos e imbecis não tocaram no documento. Pudera.

8 thoughts on “Quem tem medo da deontologia?”

  1. Val,

    Tem medo da deontologia todos os que tentam abafa-la e subvertê-la e que nunca conheceram o sentido da palavra ETICA.

    Todos os que pertencendo à civilização, não fazem parte dela porque o provincianismo não lhes permite.

  2. Para essa malta de Belém «vale tudo menos tirar olhos» mas qaunto a mim que sou um obscuro jornalista e estive na tomada de posse dos actuais corpos gerentes da Casa onde também esteve o novo CD só gostava de frisar que foi no «Diário de Noticias» que o dito cujo (laranja lima) fez uma razia aqui há anos quando por lá passou. Agora pagou – quem com ferros mata com ferros morre!

  3. Esse silêncio das autoridades públicas que referes é o que, desde que apareceu esta história, não deixa de me intrigar.
    Não sou grande adepto das comparações com o estrangeiro, mas num país decente, a esta altura já teríamos eleito outro Presidente da República e Cavaco seria uma (má) memória distante.

  4. Tal e qual André.

    Mas por cá ainda existe a ousadia de saber quando é que a criatura vai apresentar a candidatura. Um autentico insulto aos portugueses, creio.

  5. Deontologia, Valupi? Que é isso? Eu, se fosse jornalista, andava com a cara escondida num saco! Pelo menos não dizia a ninguém a minha profissão, com receio de ser confundido com um pulha qualquer. Transformaram o dever e obrigação de informar numa canalhice só comparável à canalhice dos magistrados que usam o meio «excepcional!!!» das escutas como quem usa cuecas descartáveis e depois ainda tomam tanto cuidado com o resultado desse excepcional!!! meio de investigação, que tudo que se escuta vai parar à NET. É caso para dizer que os portugueses estão entregues a uma canalha a quem a democracia deu poderes quase sagrados e que mais ninguém tem! Todos têm que se curvar aos omnipontentes magistrados e respeitar o sagrado direito da liberdade de expressão. Uns transformaram a justiça em lincahmentos publicos e outros fizeram da liberdade de expressão o púlpito das calunias. E como quem julga os caluniadores são os mesmos que elegeram o linchamento público como meio sumário e sumarissimo de fazer justiça, ficamos com um país entregue a canalhas. É só abrir os jornais e seguir pela neta as escutas montadas pelos magistrados. Já ouvimos Ferro Rodrigues, já ouvimos Pinto da Costa e um dia destes vamos ouvir o PM a ser devassado. Os que mandaram escutar sabem que podem contar com os caluniadores que dão por nome de jornalistas.

  6. Isso deve ter sido decisao tomada na Loja durante o avio mensal, entre dois pacotes de semolina e duas garrafas de azeite virgem, e quem sabe se de algum caviar. E que todos eles, rapazes e raparigas, sabem muito bem que quanto mais se mexe na Media mais mal ela cheira. Especialmente quando a cuja pouco lida tende a fumegar perante o mais trivial dos assuntos.

    Ou poderia ser porque uns deveriam estar a espera que os outros se demitissem primeiro em autenticos paroxismos de vergonha seguidos de confissao, um tipo de reaccao que esta proscrito pela Lei em Democracias de Pudor.Tal nao acontceu, como vimos, apesar da insitencia do Valupi e de muitos comentadores, pela unica e tradicional razao de que todos os implicados estao agarrados ao poder como o nosso mexilhao a rocha.

    Vamos a ver se a Bayer descobre algum comprimido para isso.

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