Arquivo da Categoria: Valupi

Fait divers passivo-agressivos

O vídeo não mostra o início do episódio. Antes de Seguro falar, Anabela Neves entrou na emissão a dar conta da sua surpresa por ainda ter trabalho a fazer quando o PS já tinha mandado todos os jornalistas embora. Depois de Seguro proferir a sua declaração, lançou-lhe uma pergunta armadilhada que pretendia obrigá-lo a reconhecer a anomalia daquela sua intervenção imprevista e tão tardia na noite eleitoral. A resposta de Seguro é um fartote de sonsice.

Começa por mostrar que não admitia à jornalista a alusão à possibilidade de ter cometido qualquer falha. Isso foi transmitido apenas com o corpo, primeiro através de um esgar que simulava espanto quando ouviu a palavra “erro”, e depois através de movimentos incontroláveis dos olhos e dos lábios quando a pergunta foi repetida ipsis verbis. Mas donde veio a necessidade de se repetir a pergunta? Veio do ataque de Seguro à própria Anabela, insinuando que ela tinha sido tão confusa na formulação da questão que nada se tinha percebido. Esta táctica é poderosa, especialmente em contextos tão marcados pela efemeridade dos diálogos, pois obriga o interlocutor a refazer a questão, usando outras palavras num contexto onde recebeu censura pública de uma figura com autoridade. Trata-se, pois, de uma humilhação. Do lado de quem assim se defende, o propósito é o de evitar responder à pergunta inicial e ainda exibir controlo.

O momento mais significativo desta lógica afectiva e subtextual acontece quando Anabela Neves procura reconstruir o que tinha dito segundos antes só para ser interrompida assim que Seguro viu um brecha para lhe anular a tentativa. Felizmente, ela não se intimidou e conseguiu reproduzir exactamente o tinha dito. Seguiu-se uma justificação manhosa que deu razão à intuição da jornalista: Seguro terá levado um puxão de orelhas de alguém por não ter aparecido a dar a cara pelos resultados na Madeira e veio falar a toque de caixa.

Diabo à solta

Um resultado explicado por um sentimento de desânimo, designadamente de apoiantes da CDU, que fustigados de forma mais particular pelo agravamento exponencial das injustiças, do desemprego, da pobreza, não acreditaram que com a sua decisão e o seu voto podiam contribuir para penalizar quem lhes agravou as condições de vida e reforçar aqueles com quem contam para construir uma vida melhor. Mas também resultado da dispersão de votos em candidaturas inconsequentes, e até provocatórias, que embora sem projecto, nem valor próprio, beneficiaram de uma generosa mediatização destinada não só a favorecê-las mas a impedir o crescimento da força mais consequente e capaz de se opor e dar combate ao programa de exploração que atinge os madeirenses.

Jerónimo de Sousa

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É tão raro o PCP admitir qualquer derrota que essas ocasiões são oportunidades imperdíveis para observarmos os monopolistas da História a terem de lidar com mais uma situação em que a realidade se engana. Eis o que os camaradas teólogos puseram Jerónimo a debitar:

– Que o desânimo, quando na forma de um sentimento, tem profundas consequências eleitorais.

– Que os apoiantes da CDU na Madeira foram fustigados de forma particular pelo agravamento das injustiças, do desemprego e da pobreza, mesmo que não haja notícia de tal agravamento selectivo ter acontecido em qualquer parte do território nacional e muito menos na gastadora Madeira onde o nível de vida não tem parado de subir.

– Que o alegado agravamento é exponencial – ou seja, geométrico – não tendo o PCP a necessidade de explicitar em quê, desde quando, como e porquê.

– Que os apoiantes da CDU na Madeira não acreditam que a CDU da Madeira contribua seja para o que for de politicamente válido para os seus interesses.

– Que a existência de outros partidos para além do PCP e seus aliados, especialmente se forem pequenos ou novos partidos que calhem ter mais votos do que a CDU, configura uma provocação.

– Que a comunicação social faz o que pode para diminuir o poder do PCP porque só o PCP está em condições de salvar os madeirenses, assim se revelando o que a CDU pensa da inteligência e liberdade dos cidadãos e eleitores da Madeira.

O PCP nunca tem nada para investigar, reflectir, descobrir. Já sabem tudo, carregam às costas milhares de anos de opressão e imperialismos. Depois de tão sacrificial caminhada, o mundo tornou-se simples, viver é agora fácil: existem os comunistas e os seus livros, as suas memórias e a sua fé – o resto é o Diabo à solta, esse mestre do ultra-liberalismo que nem Deus consegue domar.

A democracia será linda

Os eleitores madeirenses fizeram a sua parte e escolheram livremente os seus governantes. Fica agora a faltar a metade correspondente onde as instituições políticas e judiciais da República farão também a sua parte com plena liberdade. Se tal acontecer, a democracia será linda.

Centro, volver

«O faz e o desfaz da acção governativa é absolutamente devastador para a realidade de um país», adianta.

Olhando para trás, Luís Amado analisa os erros: «Por preguiça política e institucional ao longo desta década, mesmo percebendo que estava aí o nó do problema. Os Governos com capacidade reformista e com autoridade política para fazer as reformas que era absolutamente necessário fazer para garantir essa competitividade foram protelando essas reformas até ao momento em que caimos no buraco em que caimos».

E enquanto estavamos a cair no buraco, uns estavam mais atentos que outros: «Vivi talvez com mais angústia do que outros colegas de Governo a situação em que paulatinamente o país foi caindo».

Luís Amado

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Amado foi o ministro mais ao centro no anterior Governo. Ou ainda melhor, é a única figura do universo socialista que não se inibe de reclamar o centro como o lugar da boa governação. Embora ultra-discreto debaixo dos holofotes mediáticos durante o tempo em que assumiu a pasta, as suas opiniões chegavam ao público através do aproveitamento e manipulação pela oposição à direita, numa natural tentativa de abrir brechas no Executivo e aumentar o desgaste de Sócrates. Quando finalmente falou a respeito da queda do Governo e da vitória do PSD, apresentou um vasto horizonte de responsabilidades e possibilidades, focando-se com rigor e zelo exemplares no interesse nacional. Tal e qual como volta a fazer nestas recentes declarações.

Seria fascinante, para os apaixonados pela política, poder participar num seminário com Luís Amado, Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Lourdes Rodrigues, Correia de Campos, Vieira da Silva, Teixeira dos Santos e Sócrates a respeito da sua experiência governativa num período de desafios internacionais impensáveis há 6 anos e num contexto nacional marcado pelas suas consequências e pela decadência do PSD e influência de Cavaco a partir de Belém. Sem surpresa ouviríamos diferentes diagnósticos e perspectivas, e seria possível aprofundar e esclarecer o que Amado apenas deixa como aceno vago e ambíguo. Que preguiça é essa de que fala? Qual a sua origem e dinâmica? Como se evita? Teria sido ele capaz de fazer diferente caso fosse primeiro-ministro ou o mal é insuperável venha o mais corajoso e visionário? Enfim, será “preguiça” o conceito adequado? Esta discussão, com este elenco, daria para um ano de sessões absolutamente imperdíveis e de interesse histórico.

Luís Amado fez um trabalho magnífico à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Os elogios choviam de todos os quadrantes. O nome de Portugal nos círculos diplomáticos ganhou um brilho de que nos podemos, e devemos, orgulhar sem qualquer embaraço bacoco. A diplomacia é uma área crucial para o desenvolvimento económico, a paz social, o avanço cultural e a coesão entre cidadãos, povos, regiões e países. Sócrates acertou em cheio quando o escolheu. E Sócrates deixou mais uma marca do seu carácter ao ter mantido uma lealdade imaculada com um ministro que se prestava a ser usado como aríete da oposição só por causa da sua liberdade de pensamento.

Assim por alto, quantos corruptos há no PS?

Esclareço ainda não ter, de modo nenhum, afirmado que o Secretário Geral do PS “não quer combater a corrupção”, como me atribui o seu jornal, erradamente. O que disse – e mantenho – é que há no PS pessoas que não querem combater a corrupção. Mas não é de maneira nenhuma essa a minha “sensação” sobre o actual Secretário Geral do PS, muito pelo contrário.

Ana Gomes

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Esta famosa militante do PS, eurodeputada desde 2004, actual membro da Comissão Política de Seguro, formada em Direito, com uma vida dedicada à diplomacia, regular presença na comunicação social onde diz o que lhe dá na gana sem qualquer censura, afirma que há no PS pessoas que não querem combater a corrupção. Ora, o PS é tão grande que terá todo o tipo de pessoas, incluindo essas supracitadas mas também pessoas que cospem na sopa, pessoas que mentem a freiras, pessoas que dizem palavrões à frente dos seus animais de estimação. Qual o problema de existir no partido quem represente a enormíssima maioria da população portuguesa que nem sequer no último lugar da sua lista de pequenos interesses colocou o combate à corrupção precisamente porque, em maior ou menor grau, pratica, ou deixa praticar, actos de corrupção?

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Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

‘Benevolent Sexism’ Is Not an Oxymoron and Has Insidious Consequences for Women, Experts Argue
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Wash Away Your Troubles
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The Decline of Violence
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Babies Show Sense of Fairness, Altruism as Early as 15 Months
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Reducing Iron May Lower Age-Related Brain Disease Risk
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Why Does Conflict Arise When Social Identity Is Threatened?
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People Without Cars, Financial Assets Less Likely to Marry: Study
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Illusory Memories Can Have Salutary Effects

Comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental 2011 / 5º Aniversário da ENCONTRAR+SE

Partindo do tema proposto pela World Federation for Mental Health (WFMH) para o Dia Mundial da Saúde Mental de 2011, “The great push : investing in mental heath”, que tem como principais pressupostos de acção a importância da Unidade, da Visibilidade, dos Direitos e da Recuperação das pessoas com doença mental, a ENCONTRAR+SE – Associação de Apoio a Pessoas com Perturbação Mental Grave em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos, desenvolveu um programa de Comemorações que decorre entre os dias 9 e 12 de Outubro.

O programa das Comemorações engloba iniciativas que tratam aspectos ligados à saúde mental ao longo do ciclo da vida, dirigidas a diferentes grupos e actores sociais, com o objectivo de responder ao grande desafio proposto pela WFMH para as Comemorações deste ano – o de alertar para a necessidade de investir na saúde mental.

Para dar início às Comemorações e contribuir para dar visibilidade ao tema da saúde mental, combate ao estigma e discriminação associados à doença mental, o programa começa com a Caminhada UPA – Unidos Para Ajudar. Este evento terá lugar no dia 9 de Outubro, pelas 10 horas, na marginal de Leça da Palmeira e contará com a presença de inúmeras figuras públicas, entre as quais o Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Dr. Nuno Oliveira, o Sr. Presidente do Conselho de Administração da ULSM, Dr. Vitor Herdeiro, o Sr. Presidente do Futebol Clube de Leixões, Sr. Carlos Oliveira.

Estará também presente o Padrinho do Movimento UPA, o músico Zé Pedro dos Xutos e Pontapés, entre outros convidados.

[texto da organização]

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Para todos aqueles interessados em proteger as pessoas com doença mental, a ENCONTRAR-SE é uma ajuda e uma esperança.

O maioral de Portugal

Nós, os ingénuos, ficamos perplexos com o deserto de publicações – monografias, ensaios, meras divagações – a respeito do Cavaquismo. Nem académicos, nem politólogos, nem curiosos, muito menos jornalistas, ousam verter um linha que seja na investigação e análise metodológica do fenómeno político mais longo, e mais influente, após o 25 de Abril. É um ciclo que já ultrapassou os 25 anos, o qual subsume as matrizes que passaram intactas do Estado Novo para o regime democrático. Compare-se com o panorama norte-americano, mutatis mutandis, onde todas as semanas sai um livro acerca de Obama. Este silêncio generalizado reflecte um efeito do próprio Cavaquismo, o resultado de uma cascata de censuras e, acima de tudo, auto-censuras.

Contudo, tendo a esquerda, especialmente a extrema-esquerda, tantos professores universitários e jornalistas sabidos nos seus bornais, a situação atinge o nível do escândalo – ou, então, o do absurdo. Que estará a impedir aos fogosos revolucionários e impantes defensores do povo a dissecação de uma força tão poderosa como aquela que Cavaco Silva exibe e frui? Não faço ideia. Mas constato a factual proximidade entre o Cavaquismo e o comunismo português. Por um lado, houve eleitorado comunista a votar Cavaco para as presidenciais. Por outro, o PCP nunca hostilizou o boliqueimense desde que este entrou em Belém, nem sequer aquando da Inventona das Escutas. Neste quadro não podem faltar as declarações dos cavaquistas a apelarem a uma coligação PSD-CDS-PCP para derrubarem Sócrates no frenesim que antecedeu e envolveu o chumbo do PEC IV. O argumento sustentava que os comunistas eram sérios como eles… Ou seja, cavaquistas e comunistas estariam bem uns para os outros, conheciam e respeitavam as mesmas regras; o mal estava com aqueles que pretendiam aplicar regras novas.

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Aqueles que os deuses amam

Hoje, se alguém morre aos 70 anos, podemos ouvir dizer que morreu novo. Morrer aos 56 é morrer na segunda ou terceira juventude. E quando se é genial, é morrer na infância.

Não devia haver no Mundo um só médico, especialista, equipa de médicos, equipa de especialistas, magotes de prémios Nobel que não largassem tudo para ir a correr tentar salvar Steve Jobs. E nem seria pelo dinheiro, ilimitado, à disposição para a investigação, tratamento e recompensa. Seria pela imperdível oportunidade de entrar na História junto de tão icónica figura da cultura popular global no auge da sua produtividade e influência.

O desaparecimento prematuro daqueles que os deuses amam humilha a nossa necessidade de sentido. A nossa necessidade de sentido, porém, devia sentir-se ainda mais humilhada por não conseguir sequer despertar um mísero olhar de curiosidade a esses mesmos deuses amadores.

Cavaco deixa aviso a todos aqueles que se encheram no BPN e na Madeira

Durante alguns anos, foi possível iludir o que era óbvio, pese os avisos que foram feitos dos mais diversos quadrantes.

Perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado.

Acabaram os tempos de ilusões.

Não podemos agarrar-nos a soluções fáceis que a realidade depressa irá desmentir.

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Intervenção do Presidente da República na Enésima Cerimónia de Comemoração da Rambóia Cavaquista

Passividade boa e passividade má

“São dois anos de sacrifício, depois virá a ‘terra do leite e do mel’. Nada de mais demagógico para levar as pessoas à passividade. Daqui a dois anos estaremos com a economia afundada e, mesmo qualquer crescimento que se viesse a verificar parte de um nível tão baixo e seria tão incipiente que não tinha significado, nem em termos económicos, nem em termos financeiros, nem de criação de emprego”, afirmou Jerónimo de Sousa, na abertura das jornadas parlamentares do PCP, a decorrer em Torres Vedras.

Com a manifestação de sábado da CGTP, “a operação resignação sofreu um revés”, afirmou, alertando para futuras operações a desenvolver perante a “ofensiva contra o povo português e os trabalhadores”. “O verniz e as falas mansas vão começar a estalar”, adverte.

Fonte

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É por estas, e por muitas outras, que a direita adora o PCP. Para além de serem completamente previsíveis, como inveterados conservadores que são, ficam felizes sempre que enchem as camionetas para trazer a malta até Lisboa a passeio. A lógica é exactamente a mesma das paradas militares, por isso os desfiles são organizados com disciplina férrea e os camaradas não suportam miúdos armados em revolucionários da montra partida e do gás lacrimogéneo.

Jerónimo diz que a “operação resignação” sofreu um “revés”. Jerónimo combate a demagogia declarando que a passividade consiste em não participar nas manifestações do PCP e da CGTP. Jerónimo é um dos mais simpáticos pilares do sistema.

Os paneleiros não merecem misericórdia

Alberto João Jardim contrapôs dizendo que “eles [Sócrates e Portas] é que são muito parecidos, eu não tenho nada a ver, nem com um, nem com o outro”.

E acrescentou, à margem da inauguração da primeira fase da reabilitação do Bairro de São Gonçalo erigido em 1943 durante o Estado Novo, que “além de serem muito parecidos são cúmplices, porque o dr. Portas absteve-se na Lei de Finanças Regionais, foi cúmplice na roubalheira que o engenheiro Sócrates fez à Madeira”.

Fonte Vídeo

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Como o vídeo comprova caso restasse alguma dúvida, Jardim ao falar da parecença com Portas está a convocar o boato da suposta homossexualidade de Sócrates lançado pela campanha de Santana para as eleições de 2005. Estaremos perante um exercício de estilo, diria Cavaco mais dado à promoção de boatos doutro calibre, e perante um novo capítulo da Política de Verdade, diria Ferreira Leite azougadamente. Aguardemos curiosos para ver o que dirão os eleitores da Madeira.

Entretanto, urge chamar à pedra Santana Lopes. Que eu recorde, e apesar das evidências, este homem nunca foi interrogado por algum jornalista a respeito da origem desse boato que até metia o Diogo Infante à mistura. Poderá não ter nada de nada de nadinha de nada a ver com o seu lançamento, clarinho. O que já não poderá negar é ter cavalgado o tema da vida familiar e relacional de Sócrates, porque existem documentos que o registaram. Assim, eis-nos perante a inferência clássica onde se identifica o suspeito principal pela vantagem obtida ou procurada com o dano em causa.

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Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas

Journalists Prefer Twitter, According to a New Study
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Majority of Journalists Use LinkedIn, though Many Ask, “What’s the Value?”
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Americans Move Dramatically Toward Acceptance of Homosexuality: Young People Lead the Changes
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Non-Verbal Clues Guide Doctor-Patient Relationships, Clinical Judgments
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Increased Caffeinated Coffee Consumption Associated With Decreased Risk of Depression in Women
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Lower Turnover Rates, Higher Pay for Teachers Who Share Race With Principal, Study Shows
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Role of Gender in Workplace Negotiations
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Musical Weather Shows Climate Influence
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People Learn While They Sleep, Study Suggests
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Women Have Stronger Immune Systems Than Men — And It’s All Down to X-Chromosome Related microRNA
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No centro está a virtude

O melhor espaço de conversa política é – de longe, de muito, muito longe – o Bloco Central na TSF. Oiça-se este exemplo: Cavaco Silva e a Madeira

Pedro Marques Lopes, que votou em Cavaco e não se cansa de mostrar que Sócrates não prestava para nada, é aqui implacável com o vergonhoso Presidente da República que ora temos. Pedro Adão e Silva, que nem sob ameaça de arma votaria Cavaco, elogia a atitude e as ideias acerca da Europa que o Presidente da República transmitiu na entrevista. Resultado? Este zelo pela honestidade intelectual própria, esta imaculada liberdade de pensamento e expressão, aumenta ainda mais a credibilidade e relevância das suas restantes opiniões.

Louvados sejam os neurónios de quem se lembrou de juntar estes dois amigos e de quem deu o nome ao programa. De facto, estamos mesmo perante um bloco central. Mas este centro é preenchido pelo culto da justiça e da democracia. É o centro que dá dimensão e referência às variegadas periferias.

Tenho só uma sugestão a fazer aos carolas da TSF: aumentem a duração do programa para duas horas. Invariavelmente, os assuntos em agenda, já de si uma redução dos tópicos a merecer análise, ou não são discutidos na totalidade ou obrigam a intervenções de pouquíssimos minutos, às vezes segundos, para os últimos da lista. E tal não se deve à lentidão com que os rapazes falam, pois estamos perante duas matracas. É mesmo porque pensam nas questões e têm genuíno gosto em estarem ali a comunicar uns com os outros para uma audiência invisível. Ainda por cima, as duas horas permitiriam incluir mais excertos das declarações dos políticos, o que por sua vez suscitaria ainda mais pertinácia, rigor e profundidade nos comentários, para além de também ajudar o ouvinte na recordação ou primeiro contacto com esses episódios.

Vá lá TSF, põe o relógio a funcionar a teu e nosso favor.

PSD no seu melhor

O Secretário Regional das Finanças da Madeira, Ventura Garcês, afirma estarem “tecnicamente erradas” as contas relativas à dívida da Madeira apresentadas esta tarde pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. “Reitero que a dívida da Madeira é de 5,8 milhões de euros”, disse em conferência de imprensa.

Fonte

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O Secretário Regional das Finanças de um Governo social-democrata que falcatrua as contas declara que o Ministro das Finanças de um outro Governo social-democrata anda a falcatruar as contas.

It’s PR stupid

Um elogio mais do que merecido: A melhor oposição ao Governo

Não se trata propriamente de uma novidade esta constatação da inigualável importância do Câmara Corporativa para o debate político no meio digital, pois tal já tinha sido feito faz tempo pelos difamadores e caluniadores nos blogues de direita, e feito em registo de ódio e obsessão. A novidade na opinião do Rui Calafate está no seu enfoque profissional e disciplinar. Ganha a inteligência de todos, assim haja inteligência para o reconhecer.