Num naufrágio, os pessimistas são os primeiros a ir ao fundo.
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Ares sorridentes
O antigo líder social-democrata defendeu, sem apontar nomes, que “muitos ex-governantes com ares sorridentes no Parlamento deviam estar a ser julgados”, já que “não chega a responsabilização política” para situações como a “gestão danosa de orçamentos”.
De acordo com Marques Mendes, ex-membros do Governo de Sócrates deviam ter “vergonha” pelo “caminho de ligeireza e irresponsabilidade” que, a seu ver, levou o País à recessão.
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Existe um lado de companheirismo, solidariedade, respeito, simpatia e empatia entre a generalidade dos políticos. Aquilo que os leva a dizer amiúde que são amigos deste e daquele adversário, com vero ou simulado sentimento. É uma atitude frequente entre deputados e políticos de muitos Carnavais, com maturidade e memórias mais do que suficientes para exibirem uma permanente bonomia ao participarem nos rituais, trabalhos e jogos da política. É algo absolutamente natural, até inevitável entre pessoas que partilham as mesmas responsabilidades no mesmo meio. No reverso da medalha, existem as marcas dos antagonismos, dos conflitos, dos combates. Há dores, invejas, desilusões, rancores, vinganças à espera de oportunidade. Há o variegado psiquismo, o díspar carácter, a individualizar as relações e suas metamorfoses ao longo do tempo e dos eventos. Esta dimensão da actividade política é aquela que anima as crónicas jornalísticas, fornecendo inesgotável material para comentários, análises, boatos, piadas.
Good food for good thought
Lawyers quip that justice is what the judge ate for breakfast. New research suggests that justice might actually depend on when the judge ate breakfast.
Researchers at Ben Gurion University in Israel and Columbia University examined more than 1,000 decisions by eight Israeli judges who ruled on convicts’ parole requests. Judges granted 65 percent of requests they heard at the beginning of the day’s session and almost none at the end. Right after a snack break, approvals jumped back to 65 percent again.
Jonathan Levav, associate professor of business at Columbia, said that the judges could just be grumpy from hunger. But they probably also suffer from mental fatigue. Previous studies have shown that repeated decisions make people tired, and they start looking for simple answers. For instance, after making a slew of choices, car buyers will start accepting the standard options rather than continuing to customize. As sessions drag on, judges may find it easier to deny requests and let things stand as they are.
Levav says he suspects a similar effect occurs in hospitals, university admissions offices or anywhere people make repeated decisions. So if you’re thinking about asking the boss for something special, you might want to do it right after a nice lunch.
Lunchtime Leniency: Judges’ Rulings Are Harsher When They Are Hungrier
Num telejornal longe de si
Agência de notação DBRS corta rating a Portugal – A falta de credibilidade internacional de Passos Coelho arrasta Portugal para o abismo.
“O Governo teve uma enorme coragem. Julgo que é o buraco da agulha por onde podemos passar para voltar a ter credibilidade”, afirmou Ricardo Salgado numa conversa com os jornalistas, na sede do BES, em Lisboa, citado pela Lusa – Ricardo Salgado é o banqueiro do passismo.
Jovem morto à facada por causa de um boné – Este Governo, devido à sua falta de autoridade, é responsável pelo aumento da criminalidade violenta relacionada com bonés.
FC Porto volta a perder pontos – Se o Governo tivesse gente séria, ou que pelo menos se esforçasse por parecer séria, nesta altura o Porto já estaria qualificado para a próxima fase da Champions, quiçá na final.
Correlações
A manifestação que falta fazer
Desde o 25 de Abril que as manifestações de rua têm sido provas de vitalidade política e comunitária. O PCP e os sindicatos acabaram por ficar com o monopólio desses espectáculos assim que a democracia ficou consolidada. O BE, um híbrido de ex-comunistas e ex-socialistas com radicais variados à mistura, nunca teve massa crítica para mais do que umas arruadas e umas barulheiras grupais para televisão filmar. Mas não perderam nenhuma oportunidade de parasitarem tudo o que fosse movimentação social anti-Governo, como fizeram com especial sucesso nas manifestações dos professores. O extremo deste folclore resulta no culto juvenil e maníaco de usar a rua como palco de uma imolação cívica em directo, onde alguns imbecis reclamam a passividade absoluta: ocupam um dado espaço público dia e noite com o fito de interromperem permanentemente a sua utilização pelos outros cidadãos e assim conquistarem o protagonismo na comunicação social.
Numa situação em que um Governo de direita acéfala é particularmente inábil na aplicação de políticas particularmente violentas, os apelos à centralização da oposição na rua vêm de toda a esquerda, não só do seu extremo. Trata-se de uma resposta natural, onde as indignações e repulsas, medos e perplexidades encontram na reunião e exposição colectiva um alívio imediato. Quem participa sente-se bem, muito bem. É até fácil ficar embriagado, tantas as substâncias químicas produzidas nesses cérebros que por umas horas imergem num super-consciente colectivo. Todavia, as consequências de tal experiência podem não ter qualquer repercussão política, como o evento de 12 de Março comprova. Desse enorme manifestação, apesar de não ter atingido os números míticos que logo se propagandearam, não veio nenhuma alteração perceptível nas agendas dos partidos, na tipologia dos discursos dos políticos ou nas modalidades da participação cívica. Foi apenas uma catarse, uma rave opositora com o alto patrocínio dos mandantes da imprensa – e do Presidente da República – interessados em mandar abaixo Sócrates nessa mesma janela temporal.
Que se façam as manifestações que apeteça fazer. De preferência, ao estilo da Soeiro Pereira Gomes, com essa disciplina soviética que não destrói propriedade privada nem bens públicos, exibindo uma organização que deixa cheios de inveja as agências de viagens e os serviços municipais. Mas que se tenha a perfeita noção da sua irrelevância, do seu artifício para benefício da elite que as organiza. O que falta à democracia não são mais ruas e avenidas ocupadas por revoltados em part-time. Se fosse assim tão simples, há muito que teríamos experimentado um Governo liderado pela CGTP com o Nogueira a primeiro-ministro. O que falta à democracia é outra coisa: a ocupação das casas onde habitamos, ou trabalhamos, ou estudamos, ou calhamos visitar, pela manifestação permanente da inteligência e da coragem. Não é possível conceber revolução mais radical.
O Mal-Amado
Custa-me muito ter de admitir
Impressionar no emprego, brilhar nos jantares, seduzir em festas
Permanently Dismal Economy Could Prompt Men to Seek More Sex Partners
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Robot Biologist Solves Complex Problem from Scratch
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Emulating — And Surpassing — Nature: Using DNA to Build Nanomaterials With Desired Properties
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Those With A Sweet Tooth Usually Have A Sweeter Personality
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Sexual Abuse 4 Times More Likely For Men With Disabilities Compared To Men Without Disabilities
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100,000-Year-Old Art Studio Discovered
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First Physical Evidence Bilingualism Delays Onset of Alzheimer’s Symptoms
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Why You Should Keep Your Goals Secret
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Researchers Examine Impact of ‘Green Politics’ On Recent National Elections
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Psychopathic Killers: Computerized Text Analysis Uncovers the Word Patterns of a Predator
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Breastfed babies are smarter and get a better chance in life
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Eating Your Greens Can Change the Effect of Your Genes On Heart Disease
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Industry Conflicts of Interest Are Pervasive Among Medical Guideline Panel Members, Experts Say
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U.S. Spy Agency to Use Twitter to Forecast Unrest
Entretanto
Estão bem uns para os outros
Coisas que os cínicos e os snobes nunca irão entender
Quem nos dera ser a Grécia
Perguntas simples
Como disse alguém
Ainda iríamos ter saudades do PEC 4. O tal acordo com os parceiros europeus que a oposição chumbou porque não gostava do PS. O tal plano faseado, sem imposições draconianas como as que decorrem de uma ajuda externa de emergência, que em tudo procurava salvaguardar os interesses dos mais desfavorecidos adentro de uma crise sistémica. A tal solução para um problema que não criámos, a crise das dívidas soberanas, que o Presidente da República vilipendiou na cara dos deputados. A tal procura de um equilíbrio entre a austeridade e a protecção ao crescimento económico e aos direitos sociais que a direita e a esquerda, unidas no ódio, deitaram para o lixo sem nada quererem negociar ou propor como alternativa.
Que abéculas, que trastes.
Mais um crente no método da qualificação natural
Carlos Queiroz, ex-seleccionador nacional, garante que a selecção portuguesa já estaria apurada para o Europeu do próximo ano se o próprio não tivesse sido demitido.
“Comigo, já estávamos no Euro. A qualificação teria sido natural”, disse o actual seleccionador do Irão, em declarações à Antena 1, acrescentando que foi despedido devido às “turbulências criadas pelo senhor Laurentino Dias e pelo senhor Amândio de Carvalho e seus pares”.
Esquerda fácil, direita difícil
É muito mais difícil ser de direita do que de esquerda. Em relação à riqueza, a direita justifica e protege as desigualdades quanto à sua posse, enquanto a esquerda defende a sua diluição pelo maior número, acabando na abstracção comunista da abolição da propriedade privada. Justificar racionalmente uma desigualdade material é tarefa difícil, defender a partilha do que não é nosso é apetite fácil. Em relação à moral, a direita justifica e protege uma ordem imperativa e punitiva, enquanto a esquerda defende o relativismo e a subjectividade. Justificar racionalmente um qualquer código social coercivo é tarefa difícil, defender a liberdade individual é apetite fácil.
Por estas razões a esquerda é maioritária e mais diversificada do que a direita, incluindo no seu espectro a social-democracia. Marx chegou a pretender fazer da evidência quantitativa uma suposta ciência, ao imaginar que não faltaria muito para o número de proletários ser suficiente para a então inevitável revolução. Saiu-lhe o sector terciário pela culatra e lá se foi a utopia para o galheiro. Já a direita tende a uniformizar-se colectivamente, cultivando as diferenças na dimensão da privacidade e do estilo de vida. Entre a esquerda e a direita há variados pontos de contacto e de fusão , há baldios que podem ser ocupados à vez ou ao mesmo tempo e há migrações, como é o caso dos liberais, que podem ser de direita ou de esquerda consoante as épocas e lugares. O mínimo denominador comum entre a esquerda e a direita, todavia, é a muralha da Cidade – isto é, o respeito pela Lei que garante os direitos e estabelece os deveres, e, last but not least, o zelo pela coesão da comunidade.
À luz do que se passou nas duas últimas legislaturas, onde a elite do PSD e CDS conspirou abertamente com vista ao derrube do Governo através de assassinatos de carácter e tentativas de criminalização, podemos perguntar se existe direita em Portugal pois não se pode reclamar de direita quem faz da calúnia uma ideologia. Neste dois partidos não se vê nem um exemplar para amostra, tendo de se recorrer a comentadores avulsos e figuras de referência actualmente afastadas da vida política activa para identificar genuínos representantes da direita. Mas ainda mais interessante é o caso da esquerda, onde muitos dos que nela encontram a identidade política por falta de status, ou por acaso intelectual, não resistiriam às primeiras e mais básicas tentações do poder. A História tem mostrado uma e outra vez as propriedades transitivas da natureza humana.
Acessoria jornalística
Mas há ainda uma outra lição a tirar, que muitos resistem a aceitar: é que, do lado dos privados, a acessoria jurídica de que se dotaram soube blindar os termos dos contratos celebrados. O que significa que qualquer tentativa de renegociação acabará, com alto grau de probabilidade, por redundar em aumento de custos para o Estado. Os erros do passado pagam-se caros. De futuro, não podem repetir-se. E fica por se saber quem é verdadeiramente responsável por não saber salvaguardar capazmente nessas PPP passadas o interesse público, em nome do qual foram realizadas.
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Há unanimidade partidária à volta desta questão. PSD e CDS fizeram campanha contra o anterior Governo usando as PPP como prova do despesismo irresponsável e fatal dos socialistas e ainda da corrupção de Sócrates e seu bando. PCP e BE consideram que qualquer acto governativo que não vá no caminho da abolição do capitalismo é um acto corrupto, pelo que para eles as PPP serão criminosas logo no plano conceptual. E o actual PS inscreveu uma espécie de combate à corrupção nas suas prioridades, o que, a juntar a várias declarações ao longo dos anos de Seguro e de quem o apoia, sustenta a hipótese de também vir a alinhar numa caça às bruxas nas PPP que consiga satisfazer o desejo manifesto no editorial: identificar aqueles que não foram capazes de salvaguardar o interesse público – que o mesmo é dizer, descobrir os maiores corruptos das maiores corrupções, gritam em coro canalhas e broncos.
Claro que estamos perante uma falácia embrulhada num sofisma. Nem a actividade governativa é imune ao erro, bem pelo contrário, dadas as dificílimas condições em que se tomam decisões e a complexidade dos problemas, nem é suposto que as empresas deixem de tentar alcançar as melhores condições contratuais só porque estão a fazer negócios com o Estado, bem pelo contrário, pois é essa a sua obrigação em todos os contratos celebrados seja com quem for. Logo, colar eventuais pressupostos muito questionáveis ou mesmo errados com o facto de se blindar os termos dos contratos celebrados tanto pode servir para introduzir um problema ainda a ser dilucidado ou para impor uma conclusão da qual se espera obter vantagens.
A opção do Marcelino, ao pedir para rolarem cabeças, é a de continuar a estratégia da difamação contra os governantes que deixaram as suas assinaturas nas parcerias. Caso contrário, usaria os recursos do DN para investigar as infames PPP e fazer luz sobre o assunto com objectividade e profissionalismo jornalísticos. Se o fizesse, até a palavra acessoria, que continua sem ter sido corrigida à hora em que escrevo, passaria a merecer entrar no léxico corrente com o significado de auxílio no acesso aos factos.
Resultado injusto
Da vida louca nas escadas rolantes do Porto
Homem apanhado a masturbar-se nas escadas do metro
A PSP apanhou hoje um homem de 56 anos a masturbar-se numa escada rolante da principal estação de metro do Porto, na Trindade, disse uma fonte policial.
O indivíduo, residente na Póvoa de Varzim, estava a masturbar-se cerca das 11.40, enquanto circulava numa escada rolante atrás de uma mulher com quem aparentemente não tinha qualquer afinidade e que entrou apressadamente numa carruagem do metro.
Polícias que seguiam noutra escada rolante, em sentido contrário, deram a volta a apanharam o homem. Levaram-no para a Divisão de Investigação Criminal, onde foi elaborado o respectivo auto de notícia.
