Como disse alguém

Ainda iríamos ter saudades do PEC 4. O tal acordo com os parceiros europeus que a oposição chumbou porque não gostava do PS. O tal plano faseado, sem imposições draconianas como as que decorrem de uma ajuda externa de emergência, que em tudo procurava salvaguardar os interesses dos mais desfavorecidos adentro de uma crise sistémica. A tal solução para um problema que não criámos, a crise das dívidas soberanas, que o Presidente da República vilipendiou na cara dos deputados. A tal procura de um equilíbrio entre a austeridade e a protecção ao crescimento económico e aos direitos sociais que a direita e a esquerda, unidas no ódio, deitaram para o lixo sem nada quererem negociar ou propor como alternativa.

Que abéculas, que trastes.

64 thoughts on “Como disse alguém”

  1. Não, não há quaisquer saudades do PEC 4, mero modo de protelar a cura e de ir enganando o paciente, uma vez que o vigarista alcandorado enganadoramente a primeiro-ministro, Sócrates, vinha sistematicamente garantir risonho uma mentira de cada vez, a cada falha ou descontrolo dos números do défice. Quantas vezes anunciara que o PEC em causa é que era, era o tal, o definitivo. Por tudo isso, por esse desgaste da credibilidade socratina, o tal acordo negociado nas costas das Oposições e alinhavado sornamente com os parceiros europeus, PEC IV, tinha de ser chumbado porque o PS já era uma completa fraude governativa aos olhos externos, já era uma fonte de fiascos e não era possível continuar a enganar com números manhosos as instâncias internacionais. Era, sim, e foi, sim, possível enganar os Portugueses com doses massivas de propaganda enganadora, única especialidade das assessorias de imagem e marketing, as quais se convenceram ser eternamente possível vender-nos o rosto, o vestuário, a irreverência insolente, o produto Sócrates. Com o chumbo ao PEC, o Primadonna desamparou-nos a loja finalmente, coisa que nos custou imenso alcançar dadas as ventosas com que se agarrara à fatalidade de desgovernar. A seguir veio a Troyka. A seguir vieram as imposições externas negociadas a três. A seguir veio a ajuda externa e as medidas realísticas tomadas que a possibilitaram: havia um gravíssimo problema de sustentabilidade do Estado português, sempre escamoteado e sonegado, e que foi agravado pelos socialistas para além de quaisquer limites do zelo, do amor por Portugal, do respeito pelas gerações presentes e futuras, para além do bom senso, para além da mínima governança, para além do módico mais módico da prudência. A crise das dívidas soberanas veio revelar o veneno socratista, veio expor um modo palhaço, danoso, de estar na política como quem está na gasolineira do bairro. Era fácil falir com ela: bastava, sempre que lhe dava na cabeça, ir à caixa registadora tirar dinheiro para putas, jantaradas onde escorria champagne entre neblinas de cocaína.

  2. Lembro-me de ter comentado aqui «se deixaram passar o PEC I, II e II porquê deitar abaixo o PEC IV»? Foi uma conjugação desastrada e desastrosa – percebo agora. Mas comentei a tempo.

  3. OK, eles são os abéculas, nós somos os fodidos (involuntários, alguns, mas fodidos). Estes senhores não descansam enquanto não nos transformarem numa Grécia (a propos, parece que a receita fiscal, em vez de subir, como previsto, desceu. sounds familiar?)

  4. Mas o que é isto, Valupetas? Acabaste de saír de uma sessão no psicanalista, em que se viram progressos da tua parte, e agora voltaste ao teu cinismo do costume e à incapacidade para controlar o teu lado pulsional de «betinho revolucionário», é? Controla-te, que isso faz-te mal à psique e ainda tens um ataque de esquizofrenia!
    Lembra-te do que disseste no outro post: que o que é difícil é ser de direita. E que é a este grupo que tu ambicionas pertencer, depois, claro, de ultrapassares esses teus complexos e raiva socretinas em relação aos teus futuros companheiros do Blasfémias. Tens de esquecer o Pinto de Sousa, como o teu idolo Freitas do Amaral fez, que já o esqueceu e «partiu para outra», distribuindo elogios e mais elogios ao Passos Coelho «reformista» e «corajoso», pá! Passos Coelho que quer garantir a existência e sustentabilidade do Estado Social, como ele acabou de dizer, e como Pinto de Sousa também sempre disse! Onde é que tu vês diferenças, pá?
    Na preservação de direitos sociais que não passam de «privilégios» fáceis?! Deste agora em anti-reformas, Valupetas? A Educação e a Saúde são o essencial da «gordura» do Estado, e por isso o Passos Coelho faz muito bem em dar continuidade às politicas socretinas de encerramento de escolas e centros de saúde e de cortes nas duas àreas, assim como faz muito bem em cortar nas pensões e em congelar os salários, com o Pinto de Sousa já tinha feito.
    Os tempos são difíceis, e nessa medida a direita-que-não-está-para-facilidades (como tu próprio «mostraste» em post anterior) dá melhor conta do recado do que o aldrabão «facilitista» que se dizia da «esquerda» moderna, não achas? E queres apostar como o PS se vai abster na votação do orçamento? Então por que é que queres dar uma imagem de que estás revoltado, quando esse teu lado pulsional de «betinho revolucionário» recalcado já não engana ninguém?
    Tens de voltar ao psicanalista, e já!

  5. Carlos Sousa, exacto, mas há uma solução: aumenta-se novamente os impostos – via cortes nas reduções no IRS – e com isso conseguiremos novo decréscimo nas receitas. Para plano genial de afundamento da economia, acho que não lhe falta nada.

    Faltou (posso ter estado pouco atenta), as medidas de austeridade para a Madeira. Calculo qu estejam diluídas nas que foram agora anunciadas.

  6. “O tal plano faseado, sem imposições externas como as que decorrem de uma ajuda externa, que em tudo procurava salvaguardar os interesses dos mais desfavorecidos adentro de uma crise sistémica. A tal solução para um problema que não criámos, a crise das dívidas soberanas”

    Val,
    lamento imenso, a sério, mas esse plano que fala era somente arder em lume lento.
    Não nos levava a lado nenhum que não aqui. No limite podemos até argumentar que se nos afundamos tanto foi porque demoramos demasiado a reagir. Digo-o da minha consciência, não sofro de clubite partidária, embora, até já tenha sido militante socialista.
    Devíamos ter encarado a realidade mais cedo.
    Sejamos sinceros. Estávamos à espera de quê? Figos?
    Confesso que admiro a honestidade de me olhar nos olhos enquanto me apertam um testículo.
    É de Homem.

    O estado do Estado é calamitoso, podemos afirmar que o sabemos, ainda que por apenas no-lo terem dito. Estamos falidos. O empréstimo que pedimos chega em controladas fatias e só se nos portarmos bem.

    Qual seria a alternativa? Uma solução exequível, entendamo-nos?

    Há pouco tempo os media ejaculavam tumultos e revoluções, greves e procissões, o rebentamento do dique que contém os vândalos e cabrões.
    Nada disso, para já, acontecerá.

    O Povo português é extremamente singular. Tem características únicas moldadas pela sua História. Sim, o fado. Sim um trauma carneirista fascizóide,pois claro. No entanto somos um povo determinado. Encornado, se quiserem. Não vamos para onde os outros querem, não seguimos, muitas vezes, pelo caminho que só a nós mesmos beneficiaria seguir. Não somos muito espertos. Mas somos teimosos. Encornamos.

    Nas passadas eleições o memorando de entendimento com a troika foi subscrito por todos os eleitores, não tenhamos a mais pequena dúvida. Se PS, PSD e CDS firmaram, com tinta, o documento, no último acto eleitoral o Povo de Portugal rubricou esse mesmo tratado, não com tinta, mas com o seu sangue. Os Partidos que escolheram a errada estratégia de se porem de parte na negociação com o triunvirato foram, sem o esperar, postos de parte nos votos dos eleitores.
    Sim temos os votos no PCP, mas esses sempre os mesmos. (Não critico, notem bem, apenas o constato.)

    Por tudo o que expusemos até ao momento a conclusão a retirar é por demais evidente:
    A margem de manobra deste Governo é total. Não tenho medo de o afirmar. Reitero-o, pois!
    Estamos, enquanto nação, dispostos a sangrar por este país.
    Não haverá tumultos, a não ser os politicamente organizados.
    Não haverá pilhagens e anarquia. Portugal está encornado em seguir o rumo que a maioria diz ser o único.

    Até ao último limite.
    A crença.
    Quando e se os portugueses entenderem que tanto sacrifício não serve para resolver o problema, meus amigos, a reação será explosiva e incontrolável. Não haverá cacete capaz de segurar um luso enrabado e sem esperança.
    Como diria o Bush (pai ou filho, é indiferente):
    Make no mistake.

  7. Com Sócrates foram 3 PECS. O 4º. a direita e a pseudo-esquerda reprovaram.
    Agora o Governo tem 120 dias e já lá vão uns 120 PECS (um por dia). Mais também não, seria demais. Mais impostos para os portugueses? Nunca disse Coelho ao reprovar o PEC IV. Este sujeito deveria ser imediatamente preso por mentir descaradamente. E hoje vem, com falinhas mansas atribuir aos outros a responsabilidade pelas medidas tomadas.
    Que se viu de bom, de estimulante, de confiança nestes 120 dias? Nada, zero. E, porra! 120 dias são 4 meses.
    A 8 horas por dia dá para muita coisa. Mas nada. Este governo, esta gente é completamente incompetente.
    E a juntar a eles esse aldrabão do Cavaco. No governo anterior os sacrifícios dos portugueses tinham limites. Agora não há limites para nada. Esta canalhada se houvesse justiça deveria estar a contas com ela. Vão roubar para a mãe que os pariu.

  8. Ó joshuazinho, eu acho que “neblinas da cocaína” é o que anda dentro dessa cabecinha e em doses substanciais. Olhe que é pecado, olhe que é pecado. E faz mal à tola, como facilmente
    se percebe ao lermos aquilo que escreveu.
    Já agora, ó Valupi, o Aspirina está a transformar-se num veículo publicitário para blogs que ninguém lê. O pobre do Joshuazinho já transcreve aqui, preto no branco, as baboseiras que ninguém vai ler lá ao “palavro qualquer coisa”.
    O tal de Lisboa, idem idem. Quanto é que o gajo teria de pagar se fosse publicitar lá o “coiso”
    de blog dele num jornal ou na televisão. Pois, e aqui é à borla, não é? É que se ainda dali saísse algo de jeito…
    É pôr os manfios a pagar, então.

  9. A culpa deste orçamento é do PCP e dos sindicatos.
    Vai dai o Passos nacionalizou a carteira dos Portugueses.
    Verdade seja dita não mereciam outra coisa.
    Vá lá todos em conjunto como lhes ensinaram, a culpa é do PCP e dos sindicatos.
    Ainda me estou a ri com a cambada de aventesmas.

  10. André Couto, acabaste de colocar aqui um tratado de psicossociologia do povo português em versaõ resumida, com a qual concordo em grande parte. A questão é que por vezes o timing da reacção torna-a inútil. Porque, se calhar, lá bem no fundo o fado e o medo de existir e de mostrar que existimos obriga-nos a gostar de ser encornados. Daí o silêncios e as manifestações que ficam nas convocatórias…por enquanto, quando seria tempo de fazer algo. Depois será tarde. O desepero grego não os leva a lado algum.

  11. …como disse alguém…acho fixe o blabla de direitola sarronca e da esquerdola caviar…derrubaram o governo de sócrates para provarem ao país que eram melhor o que o que se seguiria era os mercados compreenderem o quão mau era aquele tipo (eu sei que a esquerdola caviar quer é sangue…sonham com as coreias e afins e derrubar o ps é sempre o caminho…uns tolinhos…) agora estamos alguns meses após na rota grega a passos de gigante…o nosso 1º com ar de jotinha laranja compungido pede ao povo tudo o que disse que não devíamos fazer com sócrates ontem e tenta arregimentar o jotinha rosa amém – o melhor é encomendar as violas…podem cortar à vontade onde quiserem mandem o senhor presidente dos 23% cuspir à vontade no herr directório (deu-lhe coitadinho do triste…pruridos que nunca teve nas acções…) – o enterro vai ser em grande mais meia dúzia de meses e nem sindicatos nem esquerdola caviar nem jotinhas nem porra nenhuma trava a malta…para a rua e pau na coisa é limpinho uma beleza de hortaliça…

  12. Edie,
    concordo com o que dizes, sem dúvida, no entanto o que eu penso que irá acontecer é o que acima escrevi.
    Quanto ao ser tarde demais, para nós e para os gregos não sei. Já ouço muitas vozes falar em perdões, pelo menos parciais, da dívida.
    Se abrirem esse precedente com os gregos terão de o repetir com Portugal.
    Afinal, a receita é a mesma…

  13. as pessoas não se revoltam porque a culpa é do Sócartes. Porra, seis a ouvir/ler isto alguma consequência havia de ter. Eles até dizem que se devia prender os ministros anteriores…

  14. André Couto,

    mas teríamos mesmo de repetir a receita, sabendo, por exempo alheio, que está errada?

    É que daqui até aos eventuais perdões dos pecados deste governo, quem leva com o stress e com a pobreza é aqui a malta. Mas pronto, concordo, somos imprevisíveis: como já aqui disse, agora pode não acontecer nada, mas suponhamos que aumentam o IVa nos bilhetes do futebol…aí a coisa pode ficar séria, como o histórico buzinão na ponte, com a polícia de choque do Cavaco e tudo e tudo…

  15. “Confesso que admiro a honestidade de me olhar nos olhos enquanto me apertam um testículo”

    Esqueceu-se de dizer que só deixa que seja o Passos a apertar-lhe o dito testiculo. Porque quando o mal amado e incompreendido filósofo se limitou a belisca-lo(ao testiculo , e sem olhar para os sapatos) foi logo um alto e pára o baile!

    Portanto o que está aqui em causa é uma preferencia de aperto de testiculos. Se for a mão do Socrates “não, que há limites para os sacrificios, ai sei lá, esse beliscão doeu muito né “.
    Já se for a mão do Passos, o que mais se vê e ouve por ai é mesmo o ” aperta mais que eu gosto”.
    Só pode.E gostos não se discutem.

  16. Parece que o governo reuniu durante varias horas, ou mesmo dias. Eu tinha feito as contas numa folha de calculo em excel nuns cinco minutos. E só precisava de mais cinco minutos para desmontar o espetáculo taurino, onde um touro manso marrava as tábuas com a crença de um manso.

  17. André Couto, agradeço o teu sentido comentário. Venho só lembrar-te que este “aqui” não era um lugar inevitável, nem sequer com a Troika, que não pediu em lado algum para se ir mais longe do que o acordado (ou teria proposto outras condições, óbvio), e muito menos sem a Troika. A política é mais do reino da biologia e da química do que da física e da engenharia. É por isso que a crise política que PSD e Cavaco resolveram instaurar para forçar eleições trouxe, de caminho, o aumento dos juros, a retracção no consumo, a insegurança para os investidores e a redução das receitas fiscais por via do arrefecimento da economia. Tudo isso teria sido evitado se os partidos tivessem acordado num plano de unidade nacional com vista a lidar com uma situação que ultrapassa por completo as responsabilidades e capacidades de Portugal (e não só, né?…).

  18. Edie,
    pela lógica não devia ser necessário percorrer um caminho que pode ser errado.
    Não sei se o é, mas também não estou a dizer que seja o certo.

    Pergunto agora eu:
    Íamos por onde?

    Poderiam e deveriam taxar as transações financeiras.
    Li sobre o assunto e um imposto europeu de algumas décimas daria uma receita de biliões.
    Como esta existiriam dezenas de medidas que seriam mais justas.

    Mas dado que temos um memorando assinado haverá hipotese de ir agora por aí?

    Teríamos margem de, só com políticas nossas e sem empréstimo do FMI, subsistir no curto prazo?

    No caso negativo, será que poderíamos ter assinado um acordo diferente do Grego?

    Não sei. Muito honestamente não faço ideia.

  19. Val,
    concordo em absoluto com as tuas palavras. Todas elas.
    Mas… sinceramente, pensas que com José Sócrates seria possível esse acordo?
    Sabemos bem o feitio do homem. Antes quebrar que vergar.
    Essa alternativa devia ter sido tomada antes.
    E não digo que Sócrates tenha culpas isoladas no cartório, muito longe disso.
    Só digo que se formos pragmáticos facilmente chegamos à conclusão que outra saída, que não um empréstimo externo, seria, com a conjuntura política da altura, impossível de por em prática.

  20. Se temos liberdade para ir além da troika e até levarmos avisos dela pelos excessos de medidas recessivas, também temos margem de manobra para ter alguma ideia de investimento no desenvolvimento da economia (coisa que , aliás, estava a ser conseguida e reconhecida internacionalmente quando o parlamento interrompeu a governação anterior).Daí que a Europa tenha aceitado e celebrado o pEC IV, como uma solução nova para o problema europeu).

    Actualmente, resta-nos a subcomissão europeia que está a trabalhar num plano de incentivo ao desenvolvimento (como contraponto às meras medidas recessivas), porque deram-se conta que é um ponto que falta no programa do governo português….

  21. Gato Vadio,
    não leu as minhas palavras todas. Não tenho qualquer preferência pelo Passos.
    Agora, sou-lhe sincero, como não sei ser doutra forma, com Passos não faço a mínima ideia se o aperto no tomate irá dar em algo mais que apenas dor. Já o beliscão do filósofo, como escreve, foi sentido com as cócegas e a com a crença que não iria servir de nada.
    Podemos não estar de acordo.
    É a vida e por isso é que isto ainda vai sendo giro.

    Cumprimentos, pois!

  22. (bom, vamos jlá fazer contas, alguém reparou que a smedidas sãomais agressivas para quem ganha mais de 1000 euros m~es do que para quem ganha mais de 150.000 euros ano? Isto do declarado,que a espeucalção que leva à cris econtinua impune)

    (confidência pessoal- senti repugnância pelo falso ar condoído/sofrido encenado pelo Passos ao anunciar os sacrifícios alheios…Foi físico, mesmo: Provavelmente também vou ter de tomar lexotan nos próximos tempos…por causa do nojo)

  23. André Couto, perguntas se com Sócrates teria sido possível tal acordo. Ó homem, nem com Sócrates nem sem Sócrates. Esse acordo era, é e será impossível enquanto os eleitores continuarem a votar no mesmo tipo de políticos.

  24. Para comentar a raboiada do Passos Coelho na RT2 foi Morais Sarmento, na TVI o Bagão Felix e na Sic o ‘odio-a-Sócrates do Gomes Ferreira. Toma l’a que é democracia sem ponta de asfixia.
    Obrigado, BE e PCP, pela vossa consumada paixão pela direita que levaram, ao colo, para o poder total. Estão felizes?

  25. Bom, foi possível durante alguns dias, antes do golpe do baú, perdão, do pote. Acreditar que essa solução seria aceite pelos sedentos é que foi ingenuidade (pelo menos, minha).
    Mas estivemos tão perto.. ó fado português, dás um passo em frente e logo recuas três…

  26. Edie,
    não me senti ofendido.
    Na merda estamos todos e até ao pescoço.
    Uns tentam respirar determinadamente por um lado, outros resolutamente apenas pelo outro.
    Eu não sou neutro. Sou determinado.
    Quero ar fresco. Venha de onde vier.
    Nada mais.

    Val,
    lógico que sim.

  27. E depois temos estas anedotas:
    “Para contrariar o risco de deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto e do nosso tecido empresarial, o Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia durante os próximos dois anos, e ajustar o calendário dos feriados”, afirmou Passos Coelho.

    O primeiro-ministro salientou que estas medidas respondem directamente à necessidade de recuperar a competitividade da economia, considerando tratar-se do “modo mais eficaz e mais seguro de operar um efeito de competitividade”.

    Ora , horas a mais , comparativamente ao resto da Europa, já nós temos…Não é pelo facto de ficar a olhar para o relógio durante mais 30 minutos que o trabalhador vai produzir mais. Também aqui o analfabetismo do governo é chocante. Já pensaram nas competências de gestão públicas e privadas que temos?

    Os patrões (de estado e privados), na sua incompetência, acham que com mais 30 minutos de presentismo o problema se resolve. É como nos impostos: aumenta-se a tributação e diminui-se a receita. Podíamos ter escolhido alguém só um pouquinho menos estúpido? (não? era só para saber)

  28. pois é mas para ser sincero cara edie…o calo foi-se fazendo de usos que andavam (andam) por aí …também os vi esperançosos mas o humano é uma besta sórdida…é pois um calo pouco virtuoso…para ser real não presta mesmo…assim deixemos neste blabla as virtudes sossegadas lá no seu canto…preparemo-nos só para a besta…ela provocada vem e é feia…podes crer

  29. De uma forma muito simples, independentemente de se ser de esquerda, direita, centro , atrás ou á frente uma coisa era mais que certa e não era preciso ser génio ( nem nascer duas vezes ) para a perceber : uma crise politica desencadeada no momento em que foi desencadeada só podia provocar o descalabro que provocou, independentemente de quem estivesse no governo na altura. Falhamos precisamente no momento em que não estavamos autorizados a falhar.
    Perdemos 4 meses de controlo orçamental enquanto o governo de gestão era substituido por um novo que ainda tem de se ambientar.
    Fecharam-se imediatamente os mercados a Portugal, pelo simples facto da queda do governo e consequentemente pela falta de um orçamento.
    O fecho dos mercados leva ao pedido de ajuda financeira ao FMI que nos traz ás consequencias que já conhecemos.

    Não tenham dúvidas que iria acontecer exactamente da mesma forma estivessem lá o PS, o PSD, o CDS ou as esquerdas revolucionárias.Os mercados estavam e estão a cagar-se para o facto de Passos Coelho achar que os sacrificios eram demais. O que interessava aos mercados era estabilidade e um orçamento.E isso foi o que os mercados não tiveram numa altura em que o mais importante era termos dado isso aos mercados.
    A Irlanda soube faze-lo , negociando um orçamento antes de se ir para eleições.
    Quase que aposto que Passos já está arrependido de não o ter feito. Evitava a situação confrangedora de não fazer a minima ideia agora de como tirar Portugal do buraco em que ele ajudou a meter.

  30. Gato, garra certeira. porque será que custa tanto enxegar tal realidade a alguns iluminados “imparciais”?? Caros, ficaram do lado errado da História e isso enraivece. Compreensível…

  31. Subscrevo esta do gato vadio. O PSD explorou a crise sem olhar a meios nem consequências, movido só pela sede de poder. Mas os aprendizes de feiticeiros costumam lixar-se, mais cedo do que tarde.

  32. A do Gato Vado já divulguei por todo o lado…
    (mas júlio, a merda dos aprendizes de feiticeiro é que não se lixam só a eles)….

  33. Cortes nas gorduras, zero; medidas a estimular a economia, zero;
    provas credíveis sobre o buraco de X milhões, zero; impostos contra os empregados, os desempregados, os reformados, a população em geral, muitos e selvagens; ataques ao anterior governo, insistentes, vazios e despropositados; e muita conversa de circunstância. Estes são alguns dos factos a retirar da apresentação do orçamento de estado para 1912, feita pelo actual, vencido e tristonho, primeiro ministro.

  34. E ainda por cima o primeiro ministro anuncia esta brutalidade ao país com aquele ar cada vez mais amarrotado, o que sublinha a boca de charroco e os olhos de pargo cozido. Um primor de inteligênia, vivacidade e charme.

  35. estes gajos que nos desgovernam e se governam são maus de mais. maus porque aselhas, ‘abéculas’, mas, sobretudo, maus porque sacanas, ‘trastes’. têm e servem interesses que não são os do país, e, à maneira do george w. bush, querem aproveitar rapidamente o poder que conseguiram obter – e antes que o percam – para nos impor as medidas que julgam garantir a defesa daqueles interesses. e estão-se marimbando para tudo o mais.
    se não reagirmos, estamos bem fodidos.
    e pensar que foram o pcp e o be que puseram esta gente no poder!

  36. Brr, é tarde demais. Agora só a revolução mas a velha europa já não aceita revoluções, Só manifestações, porque aprendeu que a cegueira das revoluções leva tudo à frente, como se est’a ver nas “primaveras árabes”. Aqueles países vão precisar de uma fortuna louca para recuperar dos estragos da revolução. A evolução rápida das sociedades não se compadece com quem fica para trás. E nem todos têm petróleo.
    O povo português, enganado pela direita e pela esuqreda do BE e PCP entregou o país nas mãos dos ladrôes de bancos, a fina flor do cavaquismo e seus amigos.
    Podes repetir, minuto a minuto: estamos bem fodidos. O infantilismo atávico de um povo que demasiado tempo foi domesticado pela santa inquisição e depois por 50 anos de ditadura deixou-se ludibriar por quem lhe acenou com um raminho de cenouras. Agora percebes, Brr, porque os pulhas que estão no poder e os seus apaniguados ridicularizaram o “magalhães”, as “novas oportunidades”, pouparam os quinhentos euros para os melhores alunos, malharam na recuperação do parque escolar, ignoraram a aposta decisiva na investigação cientifica, no “simplex” e até, imagine-se, nas energias renováveis.
    Este povo domesticado escolheu o seu passado, sem pensar no futuro dos seus filhos. No Continente como na Madeira.

  37. DS,

    What do you MEAN?

    Manuel Loureiro,

    Gostei muito da tua comparação com os orçamentos da República.

    brr,

    Não reajas, senão pertences à reacção.

    Mário,

    Quando passares para a segunda classe vais compreender melhor essa coisa das “primaveras árabes”.

    ME,

    Why do I bother?

  38. val,o pec 4 a solucção?Mas os outros também eram, e não funcionaram. Nós aumentámos o defice e não foi culpa nossa? mas socrates disse que aumentou de propósito o défice.

  39. outra coisas: dizes que as oposições não quiseram negociar o pec 4.Mentira da tua parte:o governo da altura é que não quis negociar, e outra coisa não seria de esperar, pois eram imposições das instituições europeias percebeste.Imposições de uns técnicos neoliberais do bce,e simplesmente sócrates tinha que dar a beber aquele fel ao pais sem rodriguinhos, dada a sua escassa margem de manobra para alterar o conteudo.Dai ele ter chegado ali , e ter feito a seguinte chantagem com as opoisções.”Olhem é pegar ou largar, ou voces aprovam esta merda ou demito-me”

  40. votaram neles e agora alombam com as consequências. cadê os picanços & voilás? e os deolindos? e as manifes dos 300? devem estar à espera que o ps proclame vingança.

  41. Qual PEC 4, hoje iríamos no PEC 1000. E não se esqueçam que a crise mundial está para começar a sério, é que até agora tínhamos o nosso problema, sobreendividamente, que levou a que os mercados não nos financiassem, mas os outros ainda cresciam, e nós exportávamos. A partir daqui as exportações vão deixar de aumentar tanto e nem isso nos vai ajudar. Uma coisa é certa o PS ou PSD aumentariam na mesma medida os impostos. O que me deixa admirado é haver pessoas que acham que as medidas do PEC 4, que eram medidas para implementar em 2012 eram suficientes, visto que o orçamento de de 2011 (sem medidas extraordinárias) ia ter quase o dobro do défice previsto em orçamento. Nós simplesmente não cumprimos o orçamento, o que vale ter acordo com a união europeia se eles não são cumpridos. A Grécia também tinha um acordo e depois disso já fez mais alguns e não os consegue cumprir. Por outro lado ninguém acha estranho estarmos há 3 anos a fazer sacrifícios e o déficie (o tal que foi aumentado porque o sr eng quis) não baixa? Para onde vai o nosso dinheiro??????????????????

  42. Ainda não percebi por que é que os socretinos (Valupetas incluído) estão tão «revoltados» com este Orçamento de Estado. A eliminação do subsídio de férias e do 13º mês só vai afectar os trabalhadores da função pública, que, como os socretinos se devem lembrar, foram o alvo de ataque principal e privilegiado do Pinto de Sousa, do seu governo e da propaganda socretina, que os apelidou de preguiçosos, absentistas, privilegiados, avessos à avaliação e os acusou de receberam salários muito superiores ao sector privado. Na altura os socretinos aplaudiram essa campanha anti-funcionário público e defenderam o espírito «reformista» do Pinto de Sousa. Por que é que agora se mostram tão «escandalizados» e «indignados» com o Passos Coelho?
    Os cortes nas àreas da Saúde e da Educação também não são novidade nenhuma. O Pinto de Sousa iniciou e promoveu o encerramento de escolas e centros de saúde, e dispensou uma grande número de professores e outros funcionários públicos com contratos a prazo (que renovavam todos os anos). O Passos Coelho só está a dar continuidade a essas políticas de abate da «gordura» estatal. Como o Pinto de Sousa dizia há uns anos, o Estado não é nenhuma agència de emprego, e por isso o ideal até era voltar ao tempo da telescola (que até podia ser magalhãescola, para se parecer mais moderno) e dispensar todos os professores, menos um. Por que é que agora os socretinos se mostram tão «indignados» e «escandalizados» com o Passos Coelho?
    Depois, acho um piadão aos socretinos quando se lamentam por o povo português «comer e calar», por não protestar, por não se manifestar contra as medidas anunciadas, quando estes mesmos socretinos atacaram no passado todos aqueles que saltaram para a rua, ou que fizeram greves, no tempo do Pinto de Sousa: desde os professores, passando pelos «precários inflexiveis», ou pela «geração à rasca», todos estes grupos foram insultados pelos socretinos, apelidados de corporativistas ou como uma geração mimada que não suporta dificuldades, nem o «mundo competitivo moderno». Por que é que agora os socretinos se mostram tão «escandalizados» e «indignados» com essa abstracção designada como «povo português»?
    Por que é que os socretinos não saltam para a rua e não dão o exemplo ao «povo português», que é constituido na sua maior parte por resignados e por tipos sem capacidade de reacção? Os socretinos já nos mostraram que são diferentes do «povo português», e que têm a energia e a iniciativa necessárias para fazerem manifs, como as suas excursões aos comícios e às sessões de propaganda do Pinto de Sousa nos lembram. E aí, realmente, ninguém os parava…

  43. ISTO ESTÁ A TRANSFORMAR-SE EM PALHA SECA. A FAGULHA É QUE TARDA A CHEGAR. MAS JÁ NÃO HÁ COMOP EVITÁ-LA E, QUANDO CHEGAR, NEM SANTA MARIA DE BELÉM NEM S. BENTO LHES VÃO ACUDIR!

    E OS JERÓNIMOS E LOUÇÃS QUE SE PREPAREM: O SÉCULO XX JÁ MORREU, MAS O SÉCULO XXI AINDA NÃO FOI PARIDO, MAS JÁ FALTOU MAIS!…

  44. 2011

    DESPESA: 107
    RECEITA:100
    DEFICIT: 7

    2012

    DESPESA: 105
    RECEITA: 95
    DEFICIT: 10

    RESULTADO: ESTAMOS FODIDOS ENQUANTO LÁ ESTIVEREM ESTAS BESTAS

  45. Quantas vezes na vida só se dá valor ao que se tem quando o perdemos ? A escolha parecia-me simples: podia não ser bom, aquilo que tínhamos, mas a alternativa era muito pior. Como já referi, nas últimas eleições não se festejou uma vitória, festejou-se uma derrota, caso contrário teríamos a multidão “vencedora” extasiada com as medidas agora tomadas. Tarde piaram.

  46. Muito bem, VM!

    Fazer perceber à maralha, bombardeada pelos megafones, que o Sócrates afinal não era o demónio que lhes pintaram não vai ser muito fácil e vai levar o seu tempo (uma década, no mínimo…).

    Mas, pelo andar da carruagem, o mesmo Povaréu intuír que esta quadrilha de larápios é mil vezes pior do que os anteriores governantes não vai ser mesmo nada difícil e não irá levar mais do que alguns meses, ou apenas semanas!

    Esperem pelo 22 de Novembro, dia em que os Funcionários Públicos, mais ainda do que os restantes Trabalhadores, vão sentir no bolso a falta que lhes faz metade do ex-seu (agora “nacionalizado – nosso”!) Subsídio de Natal, sobretudo tendo em vista que o seu I. R. S. vai também aumentar em 2 012 e que, pior ainda do que os restantes Trabalhadores portugueses, a fatia de salário em falta este Natal irá MULTIPLICAR-SE POR QUATRO ao longo dos próximos dois anos!

    Preparem-se para o pior, que isto já cheira a pólvora.

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