Aqueles que os deuses amam

Hoje, se alguém morre aos 70 anos, podemos ouvir dizer que morreu novo. Morrer aos 56 é morrer na segunda ou terceira juventude. E quando se é genial, é morrer na infância.

Não devia haver no Mundo um só médico, especialista, equipa de médicos, equipa de especialistas, magotes de prémios Nobel que não largassem tudo para ir a correr tentar salvar Steve Jobs. E nem seria pelo dinheiro, ilimitado, à disposição para a investigação, tratamento e recompensa. Seria pela imperdível oportunidade de entrar na História junto de tão icónica figura da cultura popular global no auge da sua produtividade e influência.

O desaparecimento prematuro daqueles que os deuses amam humilha a nossa necessidade de sentido. A nossa necessidade de sentido, porém, devia sentir-se ainda mais humilhada por não conseguir sequer despertar um mísero olhar de curiosidade a esses mesmos deuses amadores.

50 thoughts on “Aqueles que os deuses amam”

  1. Val, não fales de deuses porque te pode cair um dentinho. A morte de um “amaricano” que inventou umas merdas caríssimas para uma elite usar não me aquenta nem me arrefenta. A vida é só uma e este Steve vai em breve andar aí de fraldas em outros jobs. Mais nada!

  2. O fralda-de-fora Steve Jobs foi despedido, com 20 anos, pelo seu primeiro patrão Joe Keenan, o inteligente presidente da Atari, que o acusou de cheirar mal dos pés:

    “Get your feet off my desk, get out of here, you stink, and we’re not going to buy your product.” – Joe Keenan, Presidente da Atari (1976), em resposta à oferta de Steve Jobs de lhe vender os direitos do novo computador pessoal que tinha desenvolvido com Steve Wozniak, o Apple.

  3. O homem era maniento, não gostava de teclas… alguém me sabe dizer quem inventou a roda? pois é, foi um génio! depois desse mais ninguém conseguiu viver sem essa invenção!

  4. Ter um filho é deixar o nosso legado, a breve ilusão de que deixamos algo de nós que continuará e permanecerá aqui, que continuará a nossa história. Imortaliza-nos.

    Steve Jobs, para além do legado dos seus 3 filhos, deixará um legado em todos nós. E isso, imortaliza-o para sempre, não só na sua história mas na história de todos nós. Na história da humanidade.
    Steve Jobs deixa-nos lições de empreendedorismo, de gestão, de criatividade, de inovação, de humanidade, e principalmente, de paixão. Conceitos universais, mas tão importantes e vitais aos dias de hoje.

    Quanto a mim, designer e gestora do meu próprio negócio, resta-me inspirar-me na sua história e tentar melhorar a minha. Tentar sempre melhor.

    A diferença entre você Zé Maria e Steve Jobs, é que provavelmente você não passa de um frustado que inevitavelmente não passará disso mesmo. Ou isso, ou anda distraído ou mal informado.

    Think different.

  5. Ficar do lado do contra por opção é falta de inteligência. Não é uma questão de amor, ódio ou indiferença que faz as pessoas aproximar ou afastar de Steve Jobs. Para se falar dele (bem ou mal) é preciso conhecer minimamente o seu percurso.

    Reduzir Steve Jobs a um “amaricano” que foi despedido por cheirar mal dos pés e que inventou umas coisas caras para elite, é falar para não estar calado. Steve Jobs foi muito mais do que estas patetices pegadas.

    Todos os que aqui falam, estão agarrados a uma invenção que ele democratizou, o “mouse”.
    Provavelmente todos nós já utilizámos pelo menos uma vez na vida uma das 600 patentes que este “amaricano” registou em seu nome.

    “Think Different” não é pensar no contra. Como dizia o outro é preciso ter cabecinha para estas coisas.

  6. É a inovação que distingue um lider de um seguidor”, disse Obama sobre Steve Jobs.
    Sei que que é deslocado, mas ocorreu-me, porque foi como um lider que eu, que nunca fui militante PS, vi a actuaçâo de José Sócrates como PM. O ódio da mesquinhez que lhe caiu sobre a cabeça não suportou que ele não fosse apenas mais um governante a ser apeado na primeira oportunidade. Desde o primeiro ano mostrou-se um PM empreendedor, diferente do que víramos desde há décadas na democracia. O ódio veio mesmo apesar da obra reconhecida por todos e a conclusão foi que só pela calúnia poderia ser apeado. A crise, que nunca existiu até seis de Junho passado. foi o aliado decisivo que faltava ao PSD-CDS-PCP-BE.
    Tal como Steve Jobs, Sócrates cometeu erros. Mas a obra está aí. Os homens do ódio não a suportam e tentam fazer a desmontagem custe o que custar. Pelo menos denegrir o que for possivel. Tentam fazer esquecer que nos finais de 2008 o défice era histórico em democracia: 2,8% . As apostas eram certas, at’e que surgiu o tsunami vindo de fora. Um tsunami que foi escondido pela miseráverl oposição, presidencia da republica e comunicaçâ0 social até ao dia 6 de Junho 2011. Tão criminosa e irresponsavelmente ocultado como as contas de Alberto João Jardim. Com que moral estes fulanos que derrubaram o governo de Sócrates criticam Alberto João?
    Este sabe muito bem que os tem a todos encostados à parede. Porque ele sabe que eles sabiam!

  7. Mesmo para um «sem-abrigo» informático como eu esta morte significa muito. Foi um espantoso criador, sempre.

  8. “No one wants to die. Even people who want to go to heaven don’t want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away.
    Sorry to be so dramatic, but it is quite true.”

    Steve Jobs

  9. Infelizmente morreu Steve Jobs, ponto.

    tenho a leve impressão que muitos do que aqui escrevem não sabem quase nada das criações do Steve Jobs. A sua grande criação foi a Pixar, o resto foram copias, mais ou menos bonitas, de produtos de outros.

    Peço aos iluminados que me apresente uma invenção do Sr. Steve Jobs. Aliás, tinha uma postura indecente, mas isso são contas de outro rosário.

    Paz à sua alma

  10. “A morte de um “amaricano” que inventou umas merdas caríssimas para uma elite usar não me aquenta nem me arrefenta.”

    Que inventou umas merdas caríssimas!!!
    Também houve aí um sacana que inventou essa merda da eletricidade que está caríssima e agora vai ficar muito mais caríssima com 23% de IVA e qualquer dia só a elite a pode usar né Zé Maria Pincel!
    Outro sujeito inventou o automóvel essa merda caríssima que o Zé Maria Pincel também não usa.
    Outra merda caríssima que um sacrista inventou foi o computador e a net que por acaso a merda do Zé… perdão merda essa que o Zé Maria Pincel usa e abusa mesmo sendo caríssima.
    Que se há-de fazer a estes Zés Marias!

  11. Sem dúvida um homem que contribuiu para o que é o mundo hoje. Um visionário. Como digo no meu blog, quando se comprou lá para casa o primeiro Apple IIC, nem eu imaginava onde isto iria parar.
    Quanto ao sentido desta vida (Steve Jobs) o sentido é inerente à própria vida. Não advém do que produzimos ou não.

  12. Quero agradecer a quem me honrou com a contestação ao meu comentário e dizer:
    “Se um dia tiveres a tentação de defender uma ideia alguém virá lutar contra ela. Em seguida os dois haverão de discutir com um terceiro e nesse instante, TODA a tua vida será tagarelice e contradição” – Lao Tse, in HUA HU CHING.

  13. “Your time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma, which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of others’ opinions drown out your own inner voice, heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.” — Steve Jobs

  14. Mas oh Zé Maria tás a brincar pá!
    Mas tu vieste aqui expôr alguma ideia?
    Mas o que escreveste é apenas diarreia cerebral.
    Qualquer loira com um neurónio faria melhor.
    Vai-te encher de moscas!

  15. Steve Jobs diz tudo o que há de essencial para dizer a respeito da existência humana nesta citação que a Raquel deixou. Não há sabedoria superior à consciência da nossa mais radical liberdade.

  16. Espera…o tema do post não era “Aqueles que os deuses amam?
    Então, estamos a desviar-nos do assunto…
    Apesar de tudo, são muitos anos de resistência, que respeito.

  17. Steve Jobs – o nerd de que ninguém sentirá falta. Um imbecil, magnata de olhos e mãos postos em dinheiro, ouvi-lo falar dá vontade de vomitar. Um cromo. Um robot ao serviço do tempo. Sim, inventou(?) umas máquinas que toda a gente usa… mas acreditem-me: génios desses é o que não falta para aí… Aos pontapés.

    Morreu de cancro – big deal. Eu como médico, não o operaria, mas recomendava-lhe a extrema unção, para ver se se arrependia de toda a idiotia à última da hora. Perverteu o gesto de dádiva e fez todos ficarem mais alheados do que realmente importa (que não são ipads).

    Alguém já viu o vídeo em que este nerd capitalista anuncia o “iphone” como a mistura magnífica de um ipad com um phone? Que triste. E parelelamente ganham-se prémios Nobel da Paz que primam pela ignorância generalizada.

    Que descanse em paz. Não devo favores a quem não fez mais que cumprir com obrigações que outros humanos lhe impuseram. Há mais que isso: ninguém nos pede para amar, por exemplo. Pedem-nos para ser obedientes, mas não para amar. Steve Jobs foi um ás na primeira tarefa.

  18. NAS, ainda bem que não és médico mas, lá está, também dificilmente o conseguirias ser. E não, não tenho procuração do Jobs, e mesmo que a tivesse já de nada me serviria, mas detecto um imbecil à légua.

  19. Parabéns Teresa, pelo seu PES. Guarde esse “tu” para quem lhe dá de comer. Se não quer idolatrar Hitler como os fascistas, não me peça para admirar o Steve Jobs como os tolos.

  20. Ora porque o homem era “amaricano”, ora porque era “capitalista” (ainda por cima, ambas as coisas)…a mim, a estupidez faz-me muito mais impressão…Mas isto é muito subjectivo.

  21. edie, o Herman vai muito bem a fazer de mamã dos manos. Mas estou para aqui atormentado com o que a Teresa escreveu, pelo que nem pude apreciar a peça em condições: como é que alguém hesita entre ser do Sporting ou do Benfica época a época?!… Estou chocado com tamanha falta de critério.

  22. Senhor mediocridade, senhor mediocridade, edie, fazes o favor de dobrar a língua e fazer vénia que eu cá estou a tentar parar de rir.

  23. Eu também, desde que me conheço que sou do benfica, acho que foi declarado até na cerimónia do baptismo. E desde ai nunca mais questionei…Para o bem ou para o mal…Reconheço que o meu paizinho teve visão, foi mais para o bem do que para o mal. Mas o sporting carrega uma certa mística metafórica do próprio Portugal, o que também tem o seu encanto…

  24. Val, andas esquecido? Sempre disse que me baralho na segunda circular e nunca sei qual é o lado certo portanto e, desde que me lembro, tem anos, nuns morro pelo Benfica, noutros sou mais do que doente pelo Sporting. Vivo bem assim e é muito mais divertido.

  25. Eu tenho um remédio para parar de rir, Teresa: ligue-se à realidade que a rodeia. Não lhe pedi uma vénia, mas o tratamento que geralmente temos uns para com os outros. Não faça troça da sua própria vida. O tratamento por “tu” traduz um “à vontadinha” que não lhe atribuí. Se a educação tem piada, ria-se então descaradamente como Rabelais, mas duvido que tenha elevação para isso. Duvido – não afirmo.

  26. Não, Teresa, não percebo pelos motivos anteriormente explicados, quando andava de cueiros, ensinaram-me que era do benfica. Quanto à confusão da segunda circular, já vais com muita sorte de não teres de levar com a BCI (Bia de Cintura Interna) do Porto. Aí, ficavas tripolar.

  27. Teresa, reparei agora que há uma coisa que nos distingue infalivelmente: acha piada aos Gato Fedorento. Relações cortadas.

  28. (Teresa, é impressão minha ou já é o segundo que quer que pares de rir?)
    Ora esta, nós a lutarmos pelo humor contra a crise e depois vêm estes seres sérios sábios a estragar tudo…

  29. edie, aqui ainda é pior, para além de querer que eu pare de rir quer cortar relações comigo e eu juro, juradinho, que não sei como isso é possível porque eu não me lembro de nada.

  30. Edie, pode rir-se. Desde que não seja com a tristeza dos Gato Fedorento. Toda aquela dinâmica grupal dá-me dó. É um elefante branco que todos fazem de conta não ver. O suicídio de um deles pode bem acabar com a carreira de todos. E também com as gargalhadas imbecis.

  31. E não consigo parar de rir, este NAS parece o Doutor Morte. Deixava o Jobs morrer, quer que um destes morra, começo a temer que ainda sobre qualquer coisa para mim… Ó homem, perdão, ó senhor, beba um copo que isso passa-lhe.

  32. NAS,
    agora está Vexa a meter-se comigo? (note bem que não o atuei abusivamente, como a Teresa), pois não condenava que ela- Teresa – e não eu – edie- se risse com os gato fedorento?

    De qualquer modo, agradeço a sua gentil autorização para que me possa rir. Vê-se que é um cavalheiro.

  33. Não foi uma autorização. Foi uma constatação. Os verbos em inglês fazem-no melhor. Peço desculpa pela presunção inexistente.

  34. Não há nada como a originalidade do NAS. Com ele nunca se sabe donde vem o tiro. É um gosto ler este gajo. Jobs? what Jobs? Ah, you mean the billionaire with pancreatic cancer. Poor fellow, he never cared to inspecte his food properly, see…

    Anyway, we will ALL meet again in the next plane, therefore there is no need to take the ipad with us anymore.

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