Passividade boa e passividade má

“São dois anos de sacrifício, depois virá a ‘terra do leite e do mel’. Nada de mais demagógico para levar as pessoas à passividade. Daqui a dois anos estaremos com a economia afundada e, mesmo qualquer crescimento que se viesse a verificar parte de um nível tão baixo e seria tão incipiente que não tinha significado, nem em termos económicos, nem em termos financeiros, nem de criação de emprego”, afirmou Jerónimo de Sousa, na abertura das jornadas parlamentares do PCP, a decorrer em Torres Vedras.

Com a manifestação de sábado da CGTP, “a operação resignação sofreu um revés”, afirmou, alertando para futuras operações a desenvolver perante a “ofensiva contra o povo português e os trabalhadores”. “O verniz e as falas mansas vão começar a estalar”, adverte.

Fonte

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É por estas, e por muitas outras, que a direita adora o PCP. Para além de serem completamente previsíveis, como inveterados conservadores que são, ficam felizes sempre que enchem as camionetas para trazer a malta até Lisboa a passeio. A lógica é exactamente a mesma das paradas militares, por isso os desfiles são organizados com disciplina férrea e os camaradas não suportam miúdos armados em revolucionários da montra partida e do gás lacrimogéneo.

Jerónimo diz que a “operação resignação” sofreu um “revés”. Jerónimo combate a demagogia declarando que a passividade consiste em não participar nas manifestações do PCP e da CGTP. Jerónimo é um dos mais simpáticos pilares do sistema.

15 thoughts on “Passividade boa e passividade má”

  1. É por estas e por outras que as putas não podem com o PCP.
    Quer queiram quer não queiram, o que está a acontecer o PCP já anunciara há muito tempo.
    E não creio que pessoas inteligentes, como os comentadores e seus discípulos do aspirina não vissem a realidade.
    A história não mente, felizmente vivemos em democracia.
    O que nos garante que um mau povo, nunca terá um bom governo.
    Fiquem bem na vossa sabedoria e na sua profunda ignorância.

  2. mas é trágico que não haja ninguém para além do jerónimo e dos usuais camaradas a mexer-se…ao contrário do que acontecia há uns meses. Va tutto bene, desde que não seja com o Sòcratesa governar. É nestas alturas, Jojo, que fico tentada a pensar como tu, que isto é mau povo demais, para merecer melhor…mas depois arrependo-me.porque acho que quanto melhor, melhor.

  3. Pena que o PCP não tenha acertado com a divida oculta da Madeira. Agora os manifestantes da CGTP vão pagar tostão por tostão a divida do Jardim, porque a Madeira não tem para as dividas correntes, quanto mais para os extras! Vai pagar a malta da CGTP e nós. O Jardim até nos esclareceu que correu com o Sócrates para tratar as coisas com o PSD no governo. O PCP e o BE fizeram-lhe a vontadinha toda e com a pressa toda, porque Jardim estava nos limites, com os seus credores prontos a estourar. O Sócrates tinha de sair já e não daqui a uns meses. A prestimosa oposição a Sócrates salvou Jardim de uma vergonha colossal. Com o PSD no governo pôde revelar às pinguinhas a monstruosidade que acabou por tornar-se numa “coisinha de nada”, uma “gota no oceano”…
    E agora a CGTP paga tostão por tostão, com manifestações para animar a malta. Bravo, esquerda “contenental”, cubana lusa!

  4. este texto tresanda a inveja por todos os poros. Preferiam que a cgtp alinhasse com as politicas deste governo, como faz o ps de seguro é?

  5. oh terminação! tirando o partido comunista, já viste a cgtp alinhada com alguma coisa? nem com os interesses dos trabalhadores que lhes pagam cotas e percentagens das indemnizações os gajos sintonizam. o problema economico resolvia-se com a exportação desses sindicalistas da treta para a china, começavamos a ser rentáveis e viamos-nos livres da concorrência asiática.

  6. Não sei se já repararam, mas o tempo de antena da esquerda está a diminuir rapidamente. Achas de qualquer cor para a fogueira, só para queimar o Sócras. Agora acabou a mama.
    A Campos Ferreira já perdeu toda a vergonha, põe o PSD nos Prós e ( o PSD) nos Contras. O Jerónimo e o Louçã fizeram um pacto com o Diabo ( Balsemão & Cia) na esperança de, arrasado o PS, poderem repartir os seus despojos. Bateram palminhas de contentes com as campanhas porcas da Cabrita, sem pensarem que, quando (ou se) um dia conseguirem realmente pisar um calo aos oligarcas, vão provar o mesmo remédio.
    Esqueceram-se de que o PS é (para já) a única esquerda de Poder possível neste País de saudosistas salazarentos e tem que estar nesse paradigma o ponto de partida negocial, quer queiram quer não.
    Já o disse antes e repito: Gostaria muito de ver implementadas medidas propostas pelo PC e Bloco mas, comer com um presidente e uma maioria de direita, só porque o partido em que a maioria dos portugueses votou não fez tudo o que os meninos queriam, não me parece minimamente honesto, FODA-SE!

  7. As classes obreira, sindicaleira, socio-pêpêdeira e socialeira não se entendem, conforme o Valupi nos informa por implicação e eu melhoro e desenvolveo por amor ao detalhe. O tema, velho como urinar em pé ou de perna aberta, batido demais para adaptação ao teatro, é copiado na íntegra de óperas cómicas entre amizades antigas que já não se visitam há um ror de tempo, do tipo: não me vens ver, minha puta, também não vou às tuas festas nem a piqueniques teus. Mas não exagerar nem cair em ratoeiras, tanto podem não entender-se como fingir que não se entendem, porque a nível de chefias e no privado tou mesmo a ver: é de Saúde Camarada! pra cima, e vá de Reguengos ou Borba pela goela abaixo para olear as dobradiças renais.

    Porque, pergunta básica, onde é que já vimos isto, estas desavenças crónica entre comadres? Pois, vimos e vemos em todo o lado, e nunca pararam desde que começaram em meados do século XIX, aí por alturas da invenção e aperfeiçoamento de várias banhas da cobra muito boas para lumbagos doridos de proletários depois de 10 e 12 horas diárias de mina e usina e uns pensos dialécticos de filósofos que explicaram ou tentaram explicar as origens do mundo a partir do comportamento das formigas.

    Quem anda a pensar que isto é fenómeno recente ou doença nova mude de ideias porque no dia 10 vai rebentar, por implosão para evitar que os detritos façam mal aos peixes do Hudson, a bolsa de NY. E eu sei disso. Tá no Tube. É muito secreto.

    E já que estou a falar em coisas secretas, é bom lembrar aos telespectadores que que faz hoje anos que rebentou a revolução judaico masónica que acabou com a nossa pobre monarquia. Os ingleses lá sabiam o que andavam a fazer.

  8. oh metanos! estamos com sorte, podia-nos ter calhado uma dissertação sobre o serviço nacional de amputações líbio.

  9. AJJ e Mário Nogueira são faces da mesma moeda. O poder e o sindicalismo de mãos dadas, no pior exemplo do que o homem é capaz de fazer em democracia. Por mais legislação que seja produzida para não permitir abusos de posição, pessoas com pouca, ou nenhuma, formação democrática, conseguem furar o sistema em beneficio próprio. O caso de Mário Nogueira é ainda mais perverso que do miserável da Madeira. Um sindicato serve, no principio e no fim, para defender uma classe profissional e isso inclui a sua dignificação. Não defender no sentido de a isolar perante a sociedade, como um orgão acéfalo, não pensante e com caracteristicas de rebanho, onde o único objectivo é a sustentação de uma situação anormal, mesmo sendo essa posição conpletamentamente irresponsável e singular. A forma como foi realizada a avaliação dos professores na Madeira representa o que pode acontecer quando dos dois lados se encontram pessoas cujo objectivo não está inserido nas competências do lugar que ocupam, mas sim utilizar o privilégio da posição que ocupam para alcançar os fins que a sua ambição pessoal lhes determina. Só num sindicato sem regra e sem lei se admite que seja aceite uma avaliação por decreto. Isto não é defender uma classe, é antes torná-la apenas um instrumento de projectos pessoais. A classe assim “defendida” devia manifestar o seu desacordo por tal posição. Mas não, nada ouvimos nem nada vemos. A única altura em se se manifestam é apenas quando recebem a ordem a reunir de Mário Nogueira, que utiliza a maquina do seu partido (os cães de guarda) para juntar os professores (o rebanho). A presença de Mário Nogueira numa qualquer inauguração do AJJ mostra de que cepa é feito o lider da Fenprof.

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