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E pensar que existe quem se aborreça neste mundo

O eterno Pangloss que há em mim espera cheio de confiança que alguém no Ministério da Educação, na Gulbenkian ou no Clube Recreativo de Alguidares de Baixo mande um email ao Cary Huang a dizer-lhe que em Portugal ainda há quem tenha mais de dois neurónios a funcionar, pelo que lhe vamos comprar o direito de usar esta maravilha no nosso sistema de ensino; depois de devidamente traduzida para língua de gente (a nossa).

O cabrãozito (aqui à direita de azul, o mano Michael ao lado, são gémeos) fez a primeira versão da coisa como passatempo quando andava no 7º ano de escolaridade, tinha 12 anos. E conseguiu juntar um comentário informativo, e engraçado, em todos os desenhos (basta tocar neles). Centenas de desenhos e de textos muito, muito, muito fixes. O cabrãozito do chinoca americano.

Este instrumento pode despertar vocações no campo da física, química, biologia, astronomia, computação, design e matemática. Pelo menos, embora não seja de descartar a possibilidade de também despertar vocações no campo da exportação de pastéis de nata. Dos 10 aos 18 anos, e para quem continuar jovem mesmo que tenha 100 anos, a simplicidade desta visão holística da realidade material é uma chamada para mergulhar no mistério de olhos abertos.

O ciborgue laranja

O aproveitamento de uma situação de protesto popular para atacar Cavaco Silva na sua dignidade, juntando ao gesto oportunista farpas explícitas, reactualiza Passos Coelho como aquele ser que despertou ódio incontrolado nos cavaquistas por causa das rasteiras e facadas que dirigiu a Ferreira Leite, tendo como consequência que ele e Relvas ficassem excluídos das listas de deputados para as eleições de 2009.

Passos é um ciborgue criado pela máquina financeira e pela cultura de poder do PSD. Não há, por isso, qualquer dificuldade na interpretação do seu comportamento: está programado para matar os pais se tal for necessário à sua sobrevivência.

Até que enfim: gotas de inteligência no oceano da imbecilidade

“Não tentem imitar a Islândia”, escreve Luís Fazenda, citando o ministro das Finanças local. Ninguém quer imitar a Islândia. Porque há, entre a Islândia e Portugal, diferenças abissais. Mas transformar qualquer meia vitória numa meia derrota – ou numa derrota inteira – não é estratégia nova. Alimenta-se da ideia de que menos do que tudo é traição. Uma ideia que só pode garantir à esquerda mais umas décadas de derrotas. Tem uma utilidade: manter um nicho de mercado, sem riscos nem sobressaltos. Os beneficiários desta crise agradecem tamanha “radicalidade”. E claro que todo o texto de Luís Fazenda é para ter leituras nacionais.

Daniel Oliveira

Impressionar nas manifestações, brilhar nos protestos, seduzir na António Arroio

Lead Levels In Lipstick Much Higher Than Previously Thought
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The Meaning Of Many Spoken Words Understood By 6- To 9-Month-olds
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Pocket Microscope With Accessory for Ordinary Smart Phone
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Cell Phone Hackers Can Track Your Location Without Your Knowledge
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In Sickness and in Health: Importance of Supportive Spouses in Coping With Work-Related Stress
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Video Games Lead to New Paths to Treat Cancer, Other Diseases
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Zoos of the Future May Include Dodo Birds and Woolly Mammoths, but No Chimps
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Puzzle Play Helps Boost Learning Math-Related Skills
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Military Service Changes Personality, Makes Vets Less Agreeable
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Partisans Not Locked in Media ‘Echo Chambers,’ Study Finds

Quanto é que ganha um caluniador?

CVM – O João Miguel Tavares decreta “um adeus sem saudades a Pinto Monteiro”, o Procurador-Geral da República…

JMT – Porque ele deu uma entrevista quase de despedida, de final de mandato, à Judite de Sousa. Eu não gostei nada da entrevista, mas ao mesmo tempo tinha aquele saborzinho bom de “oh, pá… acho que é a última vez que o vou estar a ouvir…”. E portanto eu gostei muito disso. Ele disse: “quero ser relembrado como um beirão de coragem”. Ele como beirão acho que vai ser relembrado, como de coragem é que duvido.

Governo Sombra

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João Miguel Tavares é um caluniador profissional: alguém que é remunerado por órgãos de comunicação social para, entre outros serviços menores, caluniar. Deve a Sócrates a melhoria do seu nível de vida, tendo sido contratado pelo Correio da Manhã como vedeta antisocrática na sequência das calúnias que lançou contra um cidadão e contra um primeiro-ministro. Calúnias sem alcance legal, como se descobriu desde o arquivamento pelo Ministério Público do processo movido por Sócrates até ao acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, passando pelo Tribunal de Instrução Criminal. Mas calúnias com alcance moral, fazendo parte das campanhas de assassinato de carácter que invadiram a comunicação social a partir do episódio OPA da PT e imediata alteração da linha editorial do Público, iniciando-se uma vingança em registo de caça ao homem que iria ocupar a enorme maioria dos publicistas até às eleições de 2011.

Nesta passagem, atacando Pinto Monteiro continua Sócrates a ser o seu alvo obsessivo. O caluniador declara que o Procurador-Geral da República não foi corajoso ao longo do tempo em que exerceu as suas funções. As razões de tal opinião não foram sequer enunciadas, mas, com uma probabilidade que ultrapassa os 200%, o caluniador estará a falar dos casos que envolveram Sócrates. A ideia que deixa implícita é a de que algo terá ficado por fazer, precisamente aquilo que a aludida coragem levaria a ter sido feito. E era o quê? Levar Sócrates a tribunal, claro, usando os abundantes pretextos que foram recolhidos por tanta gente, onde se incluem o casal Moniz, os magistrados de Aveiro e o Pacheco Pereira.

O caluniador tem direito a conceber o Estado de direito como aquela coisa que mete na cadeia aqueles que o caluniador odiar, haja ou não provas. Podemos até considerar que o caluniador tem direito a fazer disto a sua vida, fazendo-se cobrar pelo veneno que liberta no espaço público. O que lamento, ou o que me falta, é que não haja a oportunidade do caluniador levar até ao fim a sua valentia. Por exemplo, chamar cobarde a Pinto Monteiro cara a cara. Ou usar a sua coluna no Correio da Manhã, juntamente com a sua carteira de jornalista, para demonstrar que Pinto Monteiro é corrupto. Porque é isso, e nada menos do que isso, que o caluniador está a dizer no embrulho de um programa radiofónico supostamente humorístico.

Não existe a figura da coragem quando se trata de cumprir a Lei na presidência da Procuradoria-Geral da República – mesmo que se trate desse tipo especialíssimo de coragem ao gosto do caluniador, a qual consiste em arrastar na lama certas pessoas até à destruição completa do seu bom nome e credibilidade política. O que existe é a responsabilidade de Pinto Monteiro, a sua palavra, a sua honra, aqui achincalhadas por mais um dos infelizes que utilizam a sua projecção mediática para envilecer a democracia.

Quanto ganha por mês este caluniador?

A piolheira e as carraças

As famosas gafes da Manela não o eram por serem em si disparates risíveis, impossíveis de resgatar por uma qualquer racionalidade política, antes por serem inconvenientes para a sua imagem. Por exemplo, falar em “suspensão da democracia” provoca associações inaceitáveis para a enorme maioria do público, sendo um imediato alvo de chacota. Porém, e como a própria explicou, o que estava em causa era algo perfeitamente exequível no curto prazo. É, por exemplo, o que acontece nos países sujeitos a resgates financeiros de emergência, tendo de se sujeitar às condições impostas pelos credores. Por essa razão as figuras gradas do PSD, logo após a queda da Grécia e da Irlanda, passaram a fazer claque para que Portugal fosse o próximo. Para além da humilhação de Sócrates e derrota certa do PS nas eleições, qualquer que fosse o programa de assistência iria sempre ao encontro dos interesses desta direita portuguesa: empobrecimento da classe média, depauperação dos pobres e salvamento dos privilegiados.

Agora, vários membros do Governo e deputados da maioria, com o Primeiro-Ministro à cabeça deste pelotão, exprimem-se usando uma atitude de consciente insulto, manifestando desprezo por aqueles que se queixam. Transmitem a ideia de não terem pachorra para aturar o berreiro do povoléu, até porque consideram os portugueses que não são ricos como um bando de calaceiros obesos viciados em subsídios estatais. A panaceia está a ser despejada a torto e a direito, para civis e militares, estudantes e funcionários públicos: emigrem, despeçam-se, desistam, desandem, desapareçam.

Donde vem esta violência verbal e comportamental? Vem do mesmo caldo da suspensão da democracia. Trata-se da oligarquia, a qual é exactamente assim, soberba e inimputável, há milhares de anos e seja qual for a geografia onde se constitua. Visto daí, Portugal será sempre uma piolheira com alguns condomínios fechados para protecção e remanso da gente séria.

Vivemos o apogeu do cavaquismo

Se a degradação moral que atingiu a Presidência da República tivesse como responsável alguém ligado ao PS, a gente séria já teria decretado o fim do regime e estaria numa agitação frenética exigindo a cabeça do animal numa travessa. Como é um deles, como o reelegeram, como a hipocrisia é a única regra de ouro que respeitam, estão calados.

Extraordinariamente mais acabrunhante tem sido a postura da extrema-esquerda, ou esquerda verdadeira, ou única esquerda, ou esquerda dos que são realmente de esquerda e não admitem misturas com gentios. Estes santos revolucionários têm sido cúmplices passivos de Cavaco Silva, adorando todas as malfeitorias lançadas de Belém contra o inimigo comum. Deliraram com a golpada de Março que derrubou um Governo e o País. Continuam a proteger Cavaco porque ainda lhes poderá ser útil nos próximos 4 anos.

O Presidente da República foi sempre até 2008 uma figura que representava a segurança última para a pacificação da sociedade. Apesar dos diferentes envolvimentos políticos de acordo com os diferentes tempos e conjunturas desde o 25 de Abril, existia um consenso fundo à volta do simbolismo efectivo do lugar e da estima que naturalmente gerava. Agora, vivemos em stress pós-traumático, negando a evidência: o actual Presidente da República é causa de vergonha para qualquer português que se respeite a si próprio.

Os novos pitagóricos

Este vídeo já leva mais de 30 mil comentários, o que significa que demoraria mais tempo a lê-los a todos do que levou o Universo a chegar a este estado de impedimento em que se encontra Portugal. Lawrence Krauss é um físico teórico que despreza a religião, o humanismo, a América e Bush. Pelo menos, era assim em 2009, quando deu este espectáculo. E é um verdadeiro espectáculo, pois para além das questões espectaculares, e especulativas, que aborda ainda oferece uma sucessão imparável de chistes e sarcasmos os mais variados. O seu reportório tem também a vantagem de não sofrer alterações ao longo dos anos, pelo que basta assistir uma vez para ficarmos a conhecer o que a casa gasta.

Como curiosidade, o seu testemunho a respeito de Christopher Hitchens, de quem era amigo.

Lapidar

Ou seja, a próxima terça-feira de carnaval vai ser um dia de verdadeira paralisação nacional reforçada e o 1º ministro e respetivo séquito vão entrar na história dos “momos”, ou por outra, dos “bufões”. Óbvio que Passos Coelho se defenderá invocando a propalada “coerência” das imposições recentes dos feriados, prouvera retorquindo com o infelizmente célebre “custe o que custar”, o que, por se tratar de um bordão de linguagem do ditador espanhol Franco, aconselharia a que Passos o devesse evitar, por mera questão de bom senso e de bom gosto.

Tudo para que conste que este é o mesmo 1ºministro que vilipendiou os portugueses apodando-os de “piegas” entre outros impropérios, num registo discursivo verdadeiramente inenarrável e grosseiro, mais próprio de quem pretende amedrontar e aterrorizar os cidadãos que sofrem os sucessivos acréscimos do desemprego, o aumento da austeridade vazada em cima da austeridade, os cortes dos subsídios de férias e de Natal, a que acresce a recente baixa do produto interno bruto (PIB) e a consequente e inevitável ausência de medidas que favoreçam o crescimento económico.

Osvaldo Castro

Mete noja

Nunca na vida recebi uma pressão [de políticos]. Sinto-me um homem pressionado pela imprensa e pela opinião pública, mas eu sou imune a pressões.

Um político não pode nem deve ser beneficiado ou prejudicado por ser político. Tem de ser tratado como qualquer outra pessoa. Não devemos entrar nos julgamentos políticos porque isso é o fim da democracia.

Pinto Monteiro

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Pulhas, canalhas, ranhosos, conspiradores, trastes, políticos incapazes de fazerem política, políticos que acham que a política não passa da filha-da-putice por qualquer meio, oligarcas e gente séria. Passaram a odiar Pinto Monteiro porque ele foi um dos poucos que resistiu às maiores golpadas contra o poder eleito de que há memória em democracia, orquestradas através de polícias, magistrados, patrões da comunicação social e jornalistas.

Ao mesmo tempo, assistimos a uma absoluta complacência, inércia, impotência, de tudo e de todos, para o que Cavaco Silva fez em 2009 e cuja finalidade era a perversão de actos eleitorais. A disparidade de critérios nos hipócritas que quiseram derrubar Sócrates com campanhas negras, tentativas de assassinato de carácter e ameaças de tribunal e que nem sequer exigem explicações a Cavaco é, em si mesma, uma visão que até aos deuses mete noja.

Ontologia de Debra Morgan

Embora tenha começado em 2006, e desde logo topasse que era uma série imperdível tamanho o entusiasmo nas críticas, só vi o primeiro episódio de Dexter em 2011. Uma procrastinação causada pela fama imediata. E a certeza, de experiência feita, de que certos livros, filmes, músicas, histórias e locais sabem melhor do que nós qual o tempo oportuno para se darem a conhecer. Não há pressa em chegar ao destino.

O conceito leva o espectador a querer identificar-se com todos os criminosos, incluindo o maior deles todos que os faz de vítimas, torturando e matando sadicamente. É ele o protagonista principal, um louco que ultrapassa em sanidade mental qualquer um de nós. Se o conceito é muito bom, a execução é brilhante. E tem um bónus especialíssimo: Debra Morgan, irmã do tal, interpretada por Jennifer Carpenter.

Desde os meus 10 anos de idade, quando sofri desalmadamente com a súbita consciência de “Os Cinco” não existirem, lutando interiormente contra a terrível possibilidade de serem apenas uma invenção para habitar em folhas de papel, que não sentia este desejo insano de acreditar na realidade da fantasia. A personagem Debra Morgan entranhada no corpo e mente de Jennifer Carpenter criou um novo ser cujo encanto é capaz de deixar mecânicos e pedreiros ruborizados. As caralhadas que lhe saem com regularidade não pretendem chocar ou chamar a atenção, são apenas a forma mais rigorosa de se exprimir. E a sua inviolável honestidade permite-lhe conviver com uma sucessão imparável de mentiras. Nós não queremos que ela descubra a verdade, só queremos que continue verdadeira.

Debra Carpenter ou Jennifer Morgan, sei que uma delas não existe e que a outra é real.

Mais do que a tão necessária solidariedade europeia, uma lição civilizacional

Numa altura em que os gregos estão sob fogo, a ministra de Estado para os Assuntos Europeus da Irlanda diz ser importante que os países com um plano de resgate da UE e FMI “como a Grécia, Portugal e Irlanda mostrem solidariedade entre si e uma grande compreensão em relação às dificuldades que enfrentam. Acho que seria um erro não fazê-lo. É importante que nos tentemos apoiar ao máximo. Não é fácil. Temos enormes desafios nos nossos respetivos Estados membros. Mas acho que seria errado tentarmos dissociar-nos da Grécia”.

Fonte

Uma luz ao princípio do túnel

Ainda bem que Domingos foi libertado agora em Fevereiro de forma a poder preparar a próxima época no Porto com todo o tempo necessário e a paz de espírito que merece. Por lá ficará muitos e bons anos, não traindo a casa pelo vil metal e vanglória megalomaníaca como fez Villas-Boas.

Quanto ao Sporting, e enquanto não chegar um treinador inglês, qualquer um e de preferência um bêbado, o maior desafio é o túnel. O túnel da polémica, o túnel da infâmia e o túnel da decadência do sportinguismo. Recordemos:

– Alguma besta decidiu entregar a decoração do túnel por onde a equipa visitante entra no relvado a uns taralhoucos que cobriram as paredes com imagens de membros da claque em poses e cenas agressivas.

– Várias bestas acharam bem e aprovaram aquilo, as bestas.

– O Público deu a bestial notícia no princípio de Janeiro.

– Algumas bestas proibiram a entrada de jornalistas do Público no estádio para a cobertura do Sporting-Porto e do Sporting-Nacional como retaliação.

– Alguma besta, semanas depois, decidiu substituir a decoração por outra com flores e borboletas, um exacto simétrico semiótico da acusação de apelo à violência e, portanto, cobarde e involuntária assunção de culpa.

Este episódio revela que a Direcção do clube é constituída por alimárias que ignoram por completo o que seja a mística de um clube, quanto mais a mística do Sporting. Em vez de celebrarem as lendas e feitos de uma história centenária, de José Alvalade a Amado de Freitas, de Joaquim Agostinho a Carlos Lopes, de Futre ao Ronaldo, dos Cinco Violinos a Moniz Pereira, enaltecendo o ecletismo e os valores desportivos por excelência que fazem a grandiosidade do clube enquanto objecto de afecto e sentimento, colocaram-se como cúmplices activos de um fenómeno adolescente e potencialmente psicopatólogico. Grotesco.

A mística, como melhor do que ninguém sabe Pinto da Costa, existe e tem consequências. É uma das formas, a par da oferta de férias no Brasil a árbitros mais andarilhos, de conseguir influenciar a sorte. Isto porque não somos apenas racionais, e a sorte é esse sincretismo de factores em que as dimensões irracionais se alinham com as racionais. É o que pode decidir um jogo no último minuto, aquele tal golpe de sorte, aquela ida maluca do guarda-redes à baliza contrária, aquele pontapé do meio da rua.

Sem sorte não há campeões, não há heróis. Algo que se sabe desde os mais antigos gregos, os quais também passavam por túneis para se iniciarem na mística. Para terem a sorte de ganharem a melhor das vidas.

Impressionar sem preguiça, brilhar sem lamúrias, seduzir sem tradições

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