Até que enfim: gotas de inteligência no oceano da imbecilidade

“Não tentem imitar a Islândia”, escreve Luís Fazenda, citando o ministro das Finanças local. Ninguém quer imitar a Islândia. Porque há, entre a Islândia e Portugal, diferenças abissais. Mas transformar qualquer meia vitória numa meia derrota – ou numa derrota inteira – não é estratégia nova. Alimenta-se da ideia de que menos do que tudo é traição. Uma ideia que só pode garantir à esquerda mais umas décadas de derrotas. Tem uma utilidade: manter um nicho de mercado, sem riscos nem sobressaltos. Os beneficiários desta crise agradecem tamanha “radicalidade”. E claro que todo o texto de Luís Fazenda é para ter leituras nacionais.

Daniel Oliveira

3 thoughts on “Até que enfim: gotas de inteligência no oceano da imbecilidade”

  1. Humpf. Está então demonstrado que o DO é capaz, quando quer, de uma linha de pensamento estruturada, pragmática e inteligente. O que por seu lado prova que quando não o faz, 90% das vezes ou assim, é então uma escolha deliberada e consciente. Ou seja, este texto prova que o DO é essencialmente um tipo desonesto, o equivalente de esquerda do Pacheco Pereira, e provavelmente com os mesmos resultados no final da vida.

    Que desperdício de intelecto, é o que eu te digo.

  2. Quando quer é capaz, sim:
    “Via Americana
    Chegar a um défice de 5,5% do PIB em 2013 e de 2,8% em 2022. Cortar nas despesas em defesa, justiça e segurança interna. Aumentar a despesa na educação, energia e infraestruturas, com um programa de investimentos públicos. Recolher mais 1,5 biliões de dólares com o fim dos benefícios fiscais que se dirigam às famílias com rendimentos anuais superiores a 250 mil dólares e criar um imposto de 30% sobre todos os cidadãos com receitas anuais superiores a um milhão de dólares. São estas as propostas de Barack Obama para o orçamento de 2013. Percebeu que a receita mais segura para sair desta crise é a que foi experimentada depois de 1929: mais igualdade e mais dinheiro público na economia. Se bama teiver condições externas e internas para aplicar o seu ambicioso programa, teremos duas vias em disputa: a americana e a europeia. Veremos qual resulta. Tenho o meu palpite”.

    Pena que não se tenha lembrado de aplicar a mesma lógica ao nosso Obama. Ou vê-se alguma diferença entre isto e aquilo?

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