E pensar que existe quem se aborreça neste mundo

O eterno Pangloss que há em mim espera cheio de confiança que alguém no Ministério da Educação, na Gulbenkian ou no Clube Recreativo de Alguidares de Baixo mande um email ao Cary Huang a dizer-lhe que em Portugal ainda há quem tenha mais de dois neurónios a funcionar, pelo que lhe vamos comprar o direito de usar esta maravilha no nosso sistema de ensino; depois de devidamente traduzida para língua de gente (a nossa).

O cabrãozito (aqui à direita de azul, o mano Michael ao lado, são gémeos) fez a primeira versão da coisa como passatempo quando andava no 7º ano de escolaridade, tinha 12 anos. E conseguiu juntar um comentário informativo, e engraçado, em todos os desenhos (basta tocar neles). Centenas de desenhos e de textos muito, muito, muito fixes. O cabrãozito do chinoca americano.

Este instrumento pode despertar vocações no campo da física, química, biologia, astronomia, computação, design e matemática. Pelo menos, embora não seja de descartar a possibilidade de também despertar vocações no campo da exportação de pastéis de nata. Dos 10 aos 18 anos, e para quem continuar jovem mesmo que tenha 100 anos, a simplicidade desta visão holística da realidade material é uma chamada para mergulhar no mistério de olhos abertos.

7 thoughts on “E pensar que existe quem se aborreça neste mundo”

  1. Gratíssima Val!!!

    Fabulosamente simples e genial!!! Aqui está uma real noção de escala e consequentemente de perspectiva cósmica.

    É como muito bem ‘profetizas’: “Este instrumento pode despertar vocações no campo da física, química, biologia, astronomia, computação, design e matemática”…

    Acrescento: pode ser um grande profilático de alzheimer e depressão….e toda a espécie de marasmo cerebral – mesmo para quem tenha menos de 40 aninhos;)

    Adorei e revisitarei N vezes… :):):)

  2. Das Strings ao Hubble Deep field…passando pelo colibri………………………………………………….em menos de 30seg………………………………………………………………………………………………………..

    Absolutamente Apaixonada!!!

  3. pangloss de pantufas e cadeira de baloiço porque cheira-me que o país não anda virado para essas chinesices que me puseram, agora, de olhos ainda mais em bico – só para outras. :-)

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