Mete noja

Nunca na vida recebi uma pressão [de políticos]. Sinto-me um homem pressionado pela imprensa e pela opinião pública, mas eu sou imune a pressões.

Um político não pode nem deve ser beneficiado ou prejudicado por ser político. Tem de ser tratado como qualquer outra pessoa. Não devemos entrar nos julgamentos políticos porque isso é o fim da democracia.

Pinto Monteiro

*

Pulhas, canalhas, ranhosos, conspiradores, trastes, políticos incapazes de fazerem política, políticos que acham que a política não passa da filha-da-putice por qualquer meio, oligarcas e gente séria. Passaram a odiar Pinto Monteiro porque ele foi um dos poucos que resistiu às maiores golpadas contra o poder eleito de que há memória em democracia, orquestradas através de polícias, magistrados, patrões da comunicação social e jornalistas.

Ao mesmo tempo, assistimos a uma absoluta complacência, inércia, impotência, de tudo e de todos, para o que Cavaco Silva fez em 2009 e cuja finalidade era a perversão de actos eleitorais. A disparidade de critérios nos hipócritas que quiseram derrubar Sócrates com campanhas negras, tentativas de assassinato de carácter e ameaças de tribunal e que nem sequer exigem explicações a Cavaco é, em si mesma, uma visão que até aos deuses mete noja.

8 thoughts on “Mete noja”

  1. “enquanto o caso Freeport esteve em segredo de justiça, as especulações e fugas não paravam mas agora que o processo está disponível para consulta ninguém escreve nada sobre ele. ”

    Estamos conversados.Quem quiser usar a cabeça para algo mais do que criar caspa,que medite nessa frase.

  2. @ Gato Vadio, ele disse mais:… ninguém escreve nada sobre ele. Se lá forem verificam que não existe lá nada que possa incriminar ex primeiro ministro”.

    Dá vontade de dar uns socos na boca a algumas beiçudas e a alguns filhos da p**** que por aí andam a prostituir a miserável caneta. Velhacos!!!

  3. e também gostei mesmo muito das pitonisas que nos fizeram o favor de, mais tarde, interpretar a entrevista, pois muito obrigadinhos por terem respeitado um círculo hermenêutico tão próprio que parecia que estavam a exorcisar a descompostura que o conteúdo da entrevista em si lhes dava.

  4. E infelizmente, pelo que eu posso testemunhar à minha volta, até pessoas crescidas do PS ainda hoje continuam absolutamente convencidas de que “o Sócrates é um corrupto” (e até se abstiveram nas últimas Legislativas, dá para acreditar?)!…

    Mas parece-me que a maior gravidade de tudo isto não é já tanto o que fizeram a José Sócrates, bem como a Portugal e, sobretudo, aos portugueses, em especial às gerações que já não conheceram o 25 de Abril, mas sim a real possibilidade de TUDO SE PODER VOLTAR A REPETIR no Futuro, sempre que um Governo afronte os poderosos interesses instalados na Sociedade portuguesa e que, desde há décadas ou mesmo Séculos, lucram com o nosso sub-desenvolvimento económico, político, social e cívico!

    As mesmíssimas forças, sob formas históricamente diversas, que pegaram em armas contra D. Pedro por D. Miguel, que sabotaram o funcionamento da 1ª República fora de Lisboa e Porto e que criaram o artifício propagandístico de Fátima, as mesmas forças que ungiram Salazar e benzeram a Colonização, que resistiram quanto puderam ao 25 de Abril e que ainda clamam por “vingança”, são essas as forças que se opuseram aos Governos de Sócrates, não tanto pelo personagem em si (ao contrário do que tão bem tentaram fazer crer à populaça), mas pela única e inquestionável razão que foi ele, Sócrates, e os seus Governos, sobretudo o primeiro, que deram as maiores sapatadas sérias e com efeitos profundos a essas forças invisíveis, mas bem organizadas e estruturadas, de forma muito mais orgânica do que formal, desde os Governos de Vasco Gonçalves e Mário Soares! De formas absolutamente distintas, claro, para alguns será necessário afirmá-lo explícitamente (e mesmo assim muitos não o conseguirão atingir…).

    Pois a medida do “esquerdismo” de uma ação política mede-se muito mais pelo que a Direita perde com ela, do que por aquilo que a “Esquerda” ganha, representando e defendendo a Esquerda valores e entidades muito mais complexas e difusas do que as diretamente representadas, com inequívoco imediatismo, pela Direita…

    Por isso, exorto todos os que prezam o Estado de Direito e o desenvolvimento político e social (por isso também mental) da Sociedade portuguesa que coloquem em segundo plano a raiva que sentem pelos efeitos diretos do derrube de José Sócrates, que serão muito mais fundos do que os meramente económicos e orçamentais, e centrem as suas preocupações na necessidade de alterar, profundamente e com urgência, as condições concretas que permitiram o que aconteceu no Passado recente e, pior do que isso, voltarão fatalmente a acontecer no dia e com o líder político que encete de novo o caminho do Progresso Social e do desenvolvimento de Portugal de acordo com os padrões civilizacionais europeus. Senão, tudo o que já vimos voltaremos a testemunhar, seja a vítima chamada Assis, como Costa, como até por hipótese académica Alegre, Carrilho, Louçã, até Bruno Dias, o que quiserem…

  5. É isso sem tirar nem pôr. Quem fez a carta anónima (pouco anónima) toda a gente sabe quem foi e onde foi. A mim (pobre de mim) tentaram despedir-me do jornal do Sporting por ter entrevistado o presidente da Câmara de Alcochete. Eram os mesmos mas não conseguiram, logo não podiam conseguir nada no caso Freeport…

  6. o hipocondriaco da benedita bebeu o detergente prás cuecas e entrou em delírio. chamem o inem e peçam uma transfusão de touriga nacional há mais. o socrates até devia estar-te grato por teres freeabortado o caso.

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