Poema autógrafo para Teresa em 14-2-2012

Nos olhos mais azuis do quarto piso

Há um mar a anunciar tempestades

No écran onde o silêncio é preciso

E no vidro onde o vento diz saudades.

Fogo de datas, meses, dias, confusão

Envolve-se no branco dum teclado

Qual praia onde assiste a multidão

Ao regresso do que chega inesperado.

Silêncio por favor está escrito em frente

Não perturbem a consulta os doentes

Nestes olhos azuis cabe toda a gente

Na dor só há iguais, nunca diferentes.

Nos olhos mais azuis do quarto piso

Se convoca um rastilho de alegria

O sol no vidro anuncia o paraíso

No círculo desta luz em cada dia.

20 thoughts on “Poema autógrafo para Teresa em 14-2-2012”

  1. manda mas é compotas ò pensas que a rapariga se alimenta com rimas d’asneiras em português dúvidoso. o melro vai à consulta, paga com aspirina-romântica-adolescente e ainda leva um chôcho de troco. nem o capitão roby, antes de conhecer a cabrita, faria melhor.

  2. Há pretextos assim, felizes, meu caro Joaquim. E a Teresa sabe que a homenagem é sentida mesmo se o modelo é outro. E Montechoro não é longe do mar…

  3. teresa, oh filha, tu tem cuidado com quem te metes e não desgraces a tua vida. aparecem assim de mansinho, no consultório, começam a queixar-se do fiscal da emel, passam ao cheiro a mijo à porta de casa e ainda não tomaste balanço para a primeira inalação, levas com a hoover que o abandonou e o assalto-que-o-deixou-sem-cartões-de-crédito, aí já lerpaste o dinheiro da consulta remissível a brinde poético no aspirina, de seguida o hiponcondriaco do museu do trapo linguístico convida-te para lá ir a casa ver os inéditos que se encontram debaixo duma pilha de loiça jurássica que tresanda a capela dos ossos e os inúmeros diplomas de mérito literário emoldurados com cuecas amarelas à frente e castanhas atrás, nessa altura já estás arregaçar as mangas e o proso-poeta a pedir uns trocados para ir à tasca comprar detergente. exacto, de ter gente, ou chamas a polícia ou o gajo salta-te pra cima e ainda acabas como o caso de beja, que era tão boa pessoa mas ninguém tinha lido o cadastro literário.

  4. se calhar a Teresa arriba mais depressa assim?

    e Tu das 22.22, é verdade que não fiz aquilo que me pediste porque num certo sentido já estava feito, procura ‘alegoria da tu-sabes-o-quê‘ e descobres-me, depois segue o rio na canoa,

  5. Olinda ao lado do Recife é bem bonita. No entanto, se a minha vida correr bem como espero confirmar para a semana que vem, o $ seguiu o 222. A nossa tarefa é a de seres inacabados…

  6. E as compotas de pétalas já experimentaste mesmo fazer? Hoje comi dois pastéis de natas num rompante, só espero que não me mendem fazer análises na consulta do viajante.

    dá sim, e agora->xonar!

  7. ó olinda, minha, cunta aí, tu és uma ou outra, pá, tu és a primeira – a das letras de há uns tempos atras, ou a coisa que falava em defecar no mar? esclarece aí para saber se te apoio ou te mando às urtigas, sil vu plé, madmuazele.

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