Arquivo da Categoria: Valupi

Exactissimamente

cristiano ronaldo, o micro da cmtv e nós

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Nota:

O texto da Fernanda é uma carta aberta de uma jornalista à classe jornalística. Nessa esfera, considero-o irrepreensível. Para uma posição cívica a respeito do episódio, alinho parcialmente com o João Lopes_Cristiano Ronaldo e o seu microfone

Parcialmente porque se esqueceu do contexto onde o Correio da Manhã aparece como violador dos direitos do cidadão Cristiano Ronaldo e explorador não autorizado da sua imagem para efeitos sensacionalistas, difamatórios e caluniosos. Calhando a vítima decidir-se por uma resposta judicial, como já aconteceu várias vezes por parte de Ronaldo contra o pasquim, quem ainda sai a ganhar, mesmo que perca no tribunal, é o violador. O mesmo está a acontecer neste episódio, o qual será usado ao longo das próximas semanas pelo CM até ao limite do seu potencial para gerar mais notoriedade e proveitos para o esgoto a céu aberto.

Assim, tem toda a razão a Fernanda ao expor a sistémica cumplicidade que em nome da liberdade permite a sua perversão em favor de quem não tem qualquer escrúpulo. Onde os fins não só justificam os meios – o sempre invocado perante os juízes “interesse público” que não passa de alegado “interesse do público” – como os meios se transformam em fins absolutos. Os meios são a devassa, a degradação e o linchamento. E tem razão João Lopes ao concluir que o Estado de direito é mais valioso do que a justiça de Ronaldo.

Os reis do jornalismo e a sua falta de interesse

Se António Costa destruiu qualquer possibilidade de haver um bloco central em Portugal. Agora, com esta comissão de inquérito, Passos Coelho destrói o bloco central de interesses económicos que geriu Portugal nos últimos 25 anos. Aquela velha cumplicidade entre PS e PSD, que permitia aos reis do negócio repartir Portugal, morreu.


JOÃO VIEIRA PEREIRA_Há crime na Caixa

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Esquecendo a exótica sintaxe que dá origem à primeira frase, a expressão “bloco central de interesses económicos“, com ou sem o calendário aqui aposto, é um tropo do discurso à esquerda do PS (inclusive dentro do PS) e, e talvez ainda mais, do discurso de alguns jornalistas politicamente opinativos quando lhes dá para simularem uma postura de “isenção” ou “equidade”. Também tem gasto em meios populistas e caluniadores, embora ai seja mais frequentemente usado com precisão e cautelas para apenas manter o fogaréu que cozinha o ódio da turbamulta contra certos alvos socialistas seleccionados. Vale a pena analisar a economia do uso desta figura que nasce de um estilo decadente de fazer jornalismo ao serviço de uma forma decadente de fazer política.

Este João Vieira Pereira, director-adjunto do Expresso, usa o seu palco como cronista e editorialista para atacar o PS. Não há mais nada de notável ou de reconhecível no que escreve para além deste seu gosto. Tudo bem, o patrão deve andar satisfeito com essa produtividade, e é exactamente o que está a fazer na peça citada. O seu título diz tudo, a mensagem é a de que temos em Passos Coelho o herói que vai acabar com décadas de corrupção expondo os criminosos do PS, é certo, e do PSD, é igualmente certo embora não se comparem em malfeitorias com os outros. O sr. Pereira está convicto de qual será o desfecho do inquérito e entusiasmado com a coragem necessária para finalmente se proceder à histórica limpeza.

Vamos agora imaginar que algum maluco conseguia reunir todos os textos publicados por jornalistas deste calibre e estatuto, mais as eventuais gravações de declarações televisivas e radiofónicas dos mesmos, onde tivesse sido usada a expressão “bloco central de interesses” e variantes. Tal daria origem a uma listagem com centenas ou milhares de entradas referentes a muitos anos. O que é que, seguramente, não encontraríamos em qualquer delas? A explicação do que está em causa para o interesse público, com referências objectivas e factuais ao sentido pejorativo ou ambíguo da fórmula. E a razão para essa ausência não custa a encontrar: tentar associar qualquer acto concreto no plano da actividade do Estado ou de privados, ou entre ambos, com uma suspeita de qualquer tipo de ilícito, legal ou moral, é entrar no território da difamação e da calúnia. Então, estes passarões nada concretizam, o que lhes garante a imunidade para continuarem a usar essa munição de baixa política ao produzirem as suas peças e contributos “jornalísticos”.

Contudo, a fórmula recebe uma tácita aprovação popular por aparentar ser um retrato exacto do que se passa. Se privássemos com estes jornalistas de “referência”, e bastaria uma conversa com o fulano aqui na berlinda, a probabilidade de escutarmos dezenas e dezenas de histórias que ilustram a substância da mensagem ultrapassa os 357%. Histórias marcadas com o selo “verídico” porque testemunhadas pelo próprio ou recebidas em 1ª mão por algum protagonista das mesmas. Afinal, pertencer à elite jornalística implica ir a muito almoço e a muito jantar, geralmente bem regados do belo néctar e de muitas conversas espirituosas. Só o tópico BES daria para encher meses de serões bem passados a contar episódios picarescos e até grotescos adentro da categoria “bloco central de interesses”. O povoléu alinha no diagnóstico não tendo de gastar mais do que o tal bom senso que Descartes lembra estar tão bem distribuído que a ninguém ocorre pedir mais do que aquele que calhe ter. Esse pessoal dos cargos e dos negócios, que aparecem nas notícias quando mudam de poiso e sobem na hierarquia, são uma cambada de ladrões ao serviço dos mafiosos do “bloco central de interesses“. Como explicar sem recurso a essa entidade tentacular com sede desconhecida que beltrano e sicrano tenham sucesso no trabalho e na vida? Como poderá alguém servir o Estado em funções de topo, ou ser contratado por uma empresa para um cargo superior, apenas pelos seus méritos, disponibilidade e interesse nessas responsabilidades? Impossível no mundo do analfabrutismo, da miséria moral e do rancor.

A expressão é plástica e adequa-se a semânticas tão variadas quantas forem as intenções do seu uso. Porém, como neste exercício do JVP, o mais frequente é que permita fazer referências eufemísticas a um estado generalizado de corrupção, tão grave que teria conseguido dominar o regime nas últimas décadas. E tão mais grave por ter sido organizado pelas sucessivas lideranças do PS e do PSD, com o CDS a reboque e os Presidentes da República, mais os deputados de todos os partidos com assento parlamentar, mais os magistrados, todos a assobiarem para o lado ou, mais lógico, a comerem da mesma gamela. Só nesta extensão criminosa é que se pode interpretar o substantivo “interesses económicos” e a imagem verbal “repartir Portugal“. A ser assim, a prática política não passaria de uma burlesca e espantosa comédia onde os agentes combinariam insultar-se em público para melhor encobrirem os abraços que davam nas catacumbas enquanto dividiam o espólio dos assaltos ao tesouro. Bata num tacho quem considere alucinada esta sugestão. Não se ouve nenhum, né?

E que fez o sr. Pereira até hoje, do alto do seu prestigiadíssimo jornal, para denunciar e combater a infernal situação? Ele próprio responde: esperou que Passos Coelho se decidisse a fazer um inquérito à CGD, meses após ter largado a sua tutela. Ou seja, não consta que este jornalista, nos últimos 25 anos, tenha tido interesse em perturbar o bloco central que, portanto, pelas suas próprias palavras, está por inerência na origem do sucesso de quem lhe paga o salário.

Política e Tânatos

Comentário

 

Comentário em Comissão de inquérito é uma “infantil manobra tática preventiva” do PSD

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Será fácil supor que o autor deste comentário está apenas a divertir-se, a desabafar ou mesmo a expressar um estado depressivo de qualquer origem, tipologia e gravidade. Todavia, o conteúdo da sua mensagem, à excepção dos desejos de morte tão explícitos e assumidos, é por nós sobejamente conhecido. Consiste num discurso articulado onde se lista o argumentário que foi, e ainda é, o da actual direita portuguesa a respeito da governação de Sócrates. É também o discurso oficial, presente no tratamento sensacionalista e caluniador tanto dos artigos como dos editoriais, do Correio da Manhã, para dar o exemplo maior. E ainda da Helena Matos ou do Zé Manel na RTP, para dar um outro exemplo num meio onde é suposto existir algum tipo de deontologia de imprensa. Trata-se de uma diabolização que se alimenta do narcisismo inflamado e do tribalismo político e suas eventuais psicoses paranóides, obsessivas e até delirantes. Quem está nesse estado não responde à lógica de terceiros, porque a sua própria distorção aparece como a única lógica possível para dar sentido ao que observa. É a dinâmica do ódio.

Miguel Relvas (comparsa e figura decisiva no acesso de Passos Coelho à presidência do PSD e à chefia de um Governo), num acto de campanha eleitoral em 2011, disse para registo da comunicação social que todos os familiares do então primeiro-ministro – portanto, incluindo os seus pais, os seus filhos e o irmão ainda vivo – deviam esconder o seu parentesco com Sócrates. Esta declaração, que eu saiba, não gerou qualquer pedido de desculpas por parte daquele que poucos meses depois era empossado como ministro. Mas não é apenas a ausência de módico civismo e mínima educação que se regista por parte de um labrego que viria a fazer muito pior com uma jornalista e um jornal num caso sórdido e assustador, é também a completa ausência de censura do episódio por parte dos partidos, da comunicação social e das figuras de referência da comunidade (sejam elas quem forem) perante o que é um espectacular apelo à violência. Ao nível de um Relvas, naquele contexto, declarar que um adversário político enquanto adversário político merece ser ostracizado pela própria família é um literal apelo ao linchamento físico.

A actual direita está cheia de atiradores e incendiários com grande exposição e influência mediática que se habituaram a despejar as acusações mais graves no espaço público sem qualquer prova, inclusive contra o sistema de Justiça, e que constatam ser tal prática legitimada pela cumplicidade da comunicação social, mesmo a de “referência”, e pela indiferença das autoridades judiciais e demais órgãos de participação política. O que difere entre aquela que é uma estratégia de permanente desgaste pelo emporcalhamento, nascida de condicionantes antropológicas que moldam a cognição e de um sentimento de inferioridade que gera inesgotável ressentimento, e o sectarismo de um PCP, onde igualmente se diabolizam os adversários políticos enquanto adversários políticos, reside na fulanazição. Os comunistas recorrem a abstracções (capitalismo, imperialismo, reaccionários, grande capital, etc.), dessa forma diluindo a agressividade da retórica em moinhos de vento lá muito ao longe. Já os pulhas personalizam os ataques ao ponto, como vimos com Relvas e vemos sistematicamente na indústria da calúnia, de até a família e relações de amizade e amorosas do adversário nomeado como inimigo se tornarem um alvo para a violência promovida politicamente.

Ainda não ter existido em Portugal uma tragédia como a que vitimou Jo Cox poderá explicar-se por pura sorte.

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Soft-Core Pornography Viewers Unlikely to Hold Positive Attitudes Towards Women
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Study offers explanation for why women leave engineering
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Bird brain? Ounce for ounce birds have significantly more neurons in their brains than mammals or primates
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At any skill level, making art reduces stress hormones
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Policing: Two officers ‘on the beat’ prevent 86 assaults and save thousands in prison costs
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Cats seem to grasp the laws of physics
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Ó Portucale, se fosses só quatro sílabas

O fim do caso Portucale, ocorrido com o “acórdão de 8 de junho do Tribunal Constitucional que confirma que não é inconstitucional a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de não admitir para apreciação um recurso do Ministério Público (MP) contra a absolvição dos arguidos em primeira instância, depois de o próprio Ministério ter pedido a absolvição dos arguidos nas alegações finais do julgamento“, passou pelo espaço público recebendo menos atenção do que aquela gerada por um auto-riquexó desvairado a caminho das Portas do Sol. Para tal contribuiu o apagamento mediático do acontecimento. É difícil encontrar a notícia e creio que será impossível encontrar qualquer comentarista que tenha botado faladura a respeito (se estiver enganado, por favor corrijam-me).

Donde vem o desinteresse, o silêncio, a apatia num dos casos mais importantes da Justiça portuguesa na memória recente? Pela tipologia das suspeitas e perfil dos arguidos, que levaram ainda à abertura do processo sobre a compra dos submarinos à Ferrostal, e, acima e antes de tudo, pelo papel contraditório do Ministério Público, não deveria aparecer agora alguém, da Procuradoria-Geral da República ou mesmo do Governo, a dar uma explicaçãozinha ao cidadão banzo com o que parece um incrível escândalo de incúria na Justiça portuguesa? Ou, não havendo escândalo nem incompetência alguma, não deveria o Estado apresentar a sua versão para o que fica pelo menos como um caricato e vexante fiasco da investigação judicial em Portugal?

Uma das razões para o marasmo neste episódio reside na estruturação política da comunicação social nacional. Nela, constata-se que não existem tablóides de esquerda, sequer independentes. O tabloidismo lusitano – cujos órgãos oficiais são o Correio da Manhã, o Sol, a Sábado e uma legião de operadores naquela que é uma factual indústria da calúnia (ou seja, ganha-se muito dinheiro na imprensa portuguesa a difamar e caluniar) – é de direita. A direita do poder pelo poder, a qual domina o PSD e o CDS há décadas. Logo, não interessa ao tabloidismo de direita fazer aos amigos o que faz quando os alvos são do PS. Outra faceta curiosa da nossa comunicação social remete para o império na posse do militante nº 1 do PSD. Não existe um império simétrico, sequer uma mísera folha de couve, propriedade do militante nº 1 do PS. Ou do militante nº 100. Ou do nº 100 000. Sempre que se agitou o papão de que o PS vinha aí para conquistar algum castelo na paisagem mediática, como se fez a respeito da TVI e do jornal i, o desfecho foi hilariante e selvagem em prejuízo dos socialistas. Nem sequer para as bandas do Rato parece haver vontade em organizar uma madraça à maneira do Observador. Finalmente, não se conhecem na RTP figurinhas da laia de uma Judite de Sousa ou de um José Rodrigues dos Santos, cuja influência e protagonismo na estação foram e são usados de forma sectária e persecutória contra o PS, que ataquem alguém da direita. Esta direita portuguesa decadente é porcalhona, cultiva o ódio e despreza o Estado de direito. Diariamente.

No entanto, seria errado reduzir o fenómeno à influência dos jornaleiros. Os factos são os factos são os factos. E é um facto que nem o sistema partidário nem a sociedade civil mostram qualquer incómodo com a injustiça nascida da nossa Justiça.

Mentiroso

"A Islândia, como todos viram, foi só pontapé para a frente. Depois de marcarem o golo, meteram o autocarro atrás e fizeram antijogo durante praticamente todo o jogo. Penso que não há dúvidas sobre a tática que utilizaram. Não queriam fazer mais. Sabíamos que isso ia acontecer e que se marcássemos o segundo golo o jogo tornava-se fácil, mas infelizmente não aconteceu. Tentámos, tentámos, mas não conseguimos. Mas estivemos lá a lutar para marcar mais golos. A Islândia fez dois remates e não fez mais nada", começou por dizer Cristiano Ronaldo, que em declarações à imprensa inglesa foi ainda mais contundente nas críticas aos islandeses.


Fonte

Um pândego, com 50 anos de contínua defesa das tais elites e dos tais políticos

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta sexta-feira que foi o povo português, “sempre o povo”, quem assumiu o papel determinante quando o país foi posto à prova, lutando por ele, mesmo quando as elites falharam.

No discurso das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Terreiro do Paço, em Lisboa, Marcelo fez o elogio do povo português, “o povo armado e não armado”, que, “nos momentos de crise, quando a pátria é posta à prova”, assumiu o “papel determinante”. Virando-se para o futuro, o Presidente afirmou: "Somos portugueses, como sempre triunfaremos".

“Foi o povo, a arraia miuda, quem nos momentos de crise, soube compreender os sacrifícios e privações em favor de um futuro mais digno e mais justo. O povo, sempre o povo, a lutar por Portugal. Mesmo quando algumas elites - ou melhor, as que como tal se julgavam - nos falharam, em troca de prebendas vantajosas, de títulos pomposos, meros ouropéis luzidios, de autocontemplações deslumbradas ou simplesmente tiveram medo de ver a realidade e de decidir com visão e sem preconceitos”, afirmou.

Marcelo no 10 de junho: Foi sempre o povo a lutar por Portugal “mesmo quando as elites nos falharam”

"O melhor que nós temos é o povo. Não é que os políticos também não sejam bons", ressalvou Marcelo Rebelo de Sousa, virando-se para o primeiro-ministro, António Costa, que também estava no palco. "Mas o povo é melhor do que os políticos", considerou.

Presidente da República diz que “o povo é melhor do que os políticos”

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Nordic countries: Highest in gender equality and intimate partner violence against women
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More Sex Partners Before Marriage Doesn’t Necessarily Lead to Divorce
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We’re More Likely to Protect Women Than We Are Men
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Almost All Food and Beverage Products Marketed by Music Stars Are Unhealthy, According to New Study
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What happens if people increasingly rely on automated machines to carry out the socially essential work of communicating with one another?
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You are not as anonymous as you think online
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Faithfulness is in the eye of the beholder
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Serviço público

Nota à Comunicação Social

O Ministério Público notificou hoje a defesa do Eng. José Sócrates da decisão que tomou, de acusar os jornalistas do Correio da Manhã, da Sábado e do Sol por violação do segredo de justiça no designado «inquérito Marquês».

No entanto, o mesmo Ministério Público decidiu arquivar os processos, incorporados no mesmo inquérito, contra os responsáveis pela divulgação dos elementos sujeitos a segredo - nas palavras do MP, contra “as fontes”, contra “os indivíduos que deram conhecimento do teor (ou parte) de peças processuais como escutas telefónicas, recursos e outros actos processuais que vieram a ser divulgados pelos órgãos de comunicação social”. Justifica tal decisão afirmando que tais indivíduos "não se mostram identificados” e que "não logrou colher elementos que permitam determinar a realização de diligências complementares susceptíveis de produzir efeito útil”.

Acontece que estes suspeitos estavam perfeitamente identificados: desde logo, pelo Eng. José Sócrates, no depoimento que prestou como testemunha, e com suporte em meios de prova, designadamente testemunhal, que logo indicou; e também pelo próprio Dr. Paulo Silva, que é o principal responsável do órgão de policia criminal no «inquérito Marquês» e havia já apontado como únicos suspeitos das permanentes violações de segredo de justiça ele próprio, o Senhor Procurador Dr. Rosário Teixeira e o Senhor Juiz Dr. Carlos Alexandre.

A verdade é que apesar dessas denúncias concretas, o Ministério Público não só não acusou, como decidiu nem sequer investigar os dois colegas magistrados, que cordialmente apenas ouviu como testemunhas, e dispensou o Dr. Paulo Silva mesmo de prestar qualquer tipo de depoimento. É uma decisão que indicia fortemente a proteção corporativa aos principais suspeitos pela divulgação de factos e elementos em segredo de justiça aos jornalistas acusados. Uma decisão que afeta a confiança pública no Ministério Público, no seu acatamento efetivo dos deveres de se conformar com a legalidade e de isenção e imparcialidade, limitando a jornalistas a responsabilidade que o próprio despacho reconhece ser comparticipada.

A defesa do Sr. Eng. José Sócrates não se resigna a esta decisão, que fere princípios básicos do Estado de Direito Democrático e atenta contra os direitos e interesses legítimos do seu Constituinte, e irá contrariá-la por todos os meios da lei, designadamente requerendo a instrução pública deste caso.

Lisboa, 9 de Junho de 2016
Os Advogados,

João Araújo

Pedro Delille

ESC:ALA #8

É um projecto de João Pedro da Costa, Mathilde Ferreira Neves e Rita Novas Miranda. Apresentam-se assim e acabam de lançar o #8.

Sendo o João um dos fundadores do Aspirina B, estatuto que acumula com o de sermos primos por coincidência nomencladora e afinidade electiva, consegui meter uma cunha e também apareço neste oitavo número: Eclipse da elipse

Estou em condições de garantir que a leitura do meu texto pode causar uma irrecuperável perda de tempo aos infelizes que sejam apanhados nessa armadilha. Precisamente o contrário é o que tenho a dizer a respeito dos restantes pedaços deste oásis de inteligência e criatividade. Veja-se esta maravilha, como exemplo: Pne umá tic axx