28 thoughts on “Não será a parte maior, mas é uma parte essencial do problema”

  1. Estas a sugerir o quê exactamente, que a Rainha de Inglaterra venha repudiar Guantanamo por ser contrario aos valores cristãos ? Que o Irão se desmarque do isis e que encoraje, ou mesmo que financie acções armadas contra ele ? Que os Estados confissionais restabeleçam um tribunal do Santo Oficio ?

    Eu sugiro uma medida muita mais pragmatica e mais simples : deixarmos de dizer asneiras à toa. Pode ser que Daesch aprenda com o exemplo, sei la ?

    Boas

  2. Addenda : não estou a dizer com isto que não nos devemos indignar, nem que as manifestações “not en my name” são idiotas. Apenas que procurar dar sentido e eficacia às nossas indignações é capaz de ser uma boa ideia…

    Boas

  3. Não vejo porquê que me pedes isso. Ha alguma maneira de perceber o teu post que não seja preconisares uma policia (internacional) das religiões (ou era apenas do islão) ? E alguma forma de imaginar que este policiamento poderia contribuir para resolver o problema ?

    So se for mesmo no fundo de uma garrafa de tintol, desculpa la…

    Boas

  4. Esta discussão so e interessante se vista a volta de percepções e caricaturas criadas a partir dessas percepções.

    Por acaso alguns líderes muçulmanos já condenaram o Isis.

    http://mediamatters.org/research/2014/08/21/muslim-leaders-have-roundly-denounced-islamic-s/200498

    Ao contrario, nenhum lider de países ocidentais, a não ser Chirac, condenou Bush/EUA pela desestabilização do Iraque que levou à sua criação. Lembro-me bem do ambiente na comunidade internacional e o que acontecia a quem discordasse. Nas tv’s até haviam tipos fardados a explicar a operação por ordem de Mr. Portas mais os embedded media internacionais.

  5. a parte essencial do problema é que as fações radicais de uma qualquer ideologia são inconscientemente acarinhadas, secretamente admiradas, intimamente não repugnadas, por alegados membros não radicais dessa ideologia. admito que alguns nazis também pensassem algo como “realmente não há direito tantos judeus a morrer nos crematórios, mas que fazer…. afinal exageros e maus exemplos há-os em toda a parte”, e a seguir brindassem ao nazismo.

  6. a parte essencial do problema é que um tipo chamado hussein obama colocou-nos na triste condição de termos de travar uma guerra brutal com uma organização poderosa, apenas porque uma desgraça chamada hillary clinton resolveu, sabe-se lá em nome de que interesses, cortar relações com a rússia.

  7. Muito bem, Enapá. Só uma correcção. Não foi Hillary Clinton a primeira a meter veneno na relação com os russos. Sem precisarmos recuar ao apoio às guerrilhas afegâs onde teve origem o fundamentalismo islâmico terrorista, já o seu marido, enquanto lhe punha os cornos, desestabilizou e bombardeou a Jugoslávia com o mesmo fim. A partir daí foi um ver se te avias.

  8. Ha islamismo radical violento e terrorista, vamos então proibir o islão.

    Ha (ou houve) inquisição e cristianismo fanatico e opressor, vamos então proibir o cristianismo.

    Ha ateus que cometem atrocidades, logo vamos proibir o ateismo.

    Ha “ideologias” que assentam na radicalização problematica de ideias, vamos então proibir as ideias, que contêm a semente de todas as desordens.

    Ha parvalhões que matam em nome de idiotices, vamos então proibir a parv…

    Calma. Temos de ser comedidos. Ha liberdades em que não se pode tocar.

    Boas

  9. o triste é que os viegas desta vida são infiltrados sem quererem e sem saberem que o são. não se dão conta que já estamos em guerra e são um poderoso aliado do inimigo. para o islao radical, ou seja, o islão, nada melhor do que dividir internamente o inimigo (nós). o que se passou ontem no congresso americano é gravíssimo e ninguém fala nisso.

  10. Ena, uma fatwa ! E’ facil saber onde trabalho, a informação esta em acesso livre na Internet. Força camaradas, a hora não é para hesitações. Não sejamos piegas com os viegas !

    Boas

  11. Foi relativamente unânime apontar-se a homofobia como parte das razões, se assim se pode dizer, que motivaram o ataque em Orlando. Discutiu-se largamente sobre isso, e mesmo pessoas liberais se sentiram um pouco “responsáveis” por não se oporem de forma veemente a graçolas homofóbicas ou a comentários mais parvos. É o “e se fosse consigo” a fazer escola. A justificação dada foi que um conjunto de ideias e costumes, neste caso a homofobia, pode gerar comportamentos perigosos em pessoas mais instáveis ou com tendências violentas. O curioso nisto tudo, é que é precisamente esse o problema com o islão e o catolicismo, são um conjunto terrível de ideias que podem contribuir para comportamentos extremistas. Mas o mais grave no islão é de facto a incompreensão de que o mundo evoluiu e não se pode aplicar um conjunto de normas e regras desenhadas no sec vii em 2016.

  12. Outro infiltrado, este aquaporina. Misturar o islamismo fundamentalista e o catolicismo faz parte da táctica.

  13. Também gostei da subita irrupção da palavra “fundamentalista”. Como sabemos, o islão é por natureza fundamentalista e os muçulmanos são sempre responsaveis pelos fundamentalistas que se reclamam do islão. Isto não pode acontecer com o cristianismo por razões obvias :

    1. O cristianismo é por natureza permeavel à evolução e não existem, nem nunca existiram, nem alias são concebiveis, fundamentalismos cristãos. Alias, isso é tão verdadeiro que os cristãos chegaram a adaptar-se à moral vigente mesmo quando esta era radicalmente diferente da nossa. Por exemplo, em 1506, em Lisboa, nenhum cristão hesitou em rebentar cabeças de crianças judias contra as paredes, porque isto estava então nos padrões éticos seguidos no mundo civilizado. Portanto, rigorosamente nada a ver com esses cães muçulmanos.

    2. Ainda que houvesse um fundamentalismo cristão, a Santa Inquisição resolveria rapidamente o problema em termos juridicamente impecaveis. Foi mesmo assim que se inventou o principio do inquisitorio. O quê, a Inquisição ja não existe ? Bom, se calhar este é que é o problema. Se a restabelecêssemos, então ai é que os viegas passavam a andar direitinho, esses traidores.

    E também não ha fundamentalismo judeu, nem hinduista, ateu ou ligado a teorias como a supremacia branca. A não ser, claro, para quem acredita na propaganda do isis.

    Em suma : morte aos cães ! Santiago ! Santiago !

    Boas

  14. viegas, é ignorância minha ou os exemplos de fundamentalismo de outras religiões que dás aconteceram há séculos?

    alguns, como tu, acham que como a inquisição fez, como o catolicismo fez, então o islamismo também tem o direito a fazer e oferecem até, na sua paranóia esquerdóide de mártires da igualdade, o seu pescoço ao faminto sabre ou naifa islâmicos (a título de curiosidade, a leitura do santo corão na arábia saudita manda que um bom corte de pescoço comece na nuca e termine na garganta com um só vigoroso golpe de ungido sabre, sendo que de acordo com a ilustre e santa leitura do mesmo santo texto feita pelo isis, a decapitação deverá começar pela garganta com vários golpes de punhal .potenciando-se um um som de gargarejar muito misericordioso e salvífico – doutrina profunda, ensinamentos edificantes e tradições lindas com que o ocidente muito tem a aprender e que nos trazem à memória bons tempos, como esses da inquisição).

    em geral, os muçulmanos revêm-se num ou moutro método de matar infiéis ou desalinhados, e muito gostaria de saber, ó ilustre, viegas quando e onde é que algum líder muçulmano de vulto se tenha revoltado com alguma destas práticas em si mesmas consideradas. já estive em http://www.seti.org e, mais uma vez, também lá nada encontrei.

    outros, vistos como seres sem compaixão, querem impor ao islamismo as mesmas condições que temos vindo a impor a outras religiões e a arrasar de vez com certas práticas e ideias desses religiosos que colocam em causa a essência da nossa civilização, qualquer que seja o seu fundamento (tradição, cultural, compulsão milenar, por serem uns coitadinhos cheios de fominha, patati, patatá, etc…).

  15. Não houve massacres ou actos terroristas recentemente (nos últimos séculos !!!) que não tivessem inspiração no islão ?!? Deves estar a gozar com certeza. Olha que o do Breivik a querer salvar a civilização cristã foi antes de ontem… Mas encontras também de outras inspirações, mesmo budistas, ou ateistas. Tens de sair mais vezes de casa, rapaz, vai a bibliotecas, sei lá…

    Em todo o caso, por favor, não tomes nenhuma iniciativa antes aprenderes a ler. Senão, acabas por magoar-te.

    Por exemplo, eu nunca escrevi, nem tão pouco procurei defender, mesmo de forma implicita, que “como a inquisição fez, como o catolicismo fez, então o islamismo também tem o direito a fazer”. O que digo é que, da mesma forma que é estúpido responsabilizar todos os cristãos, ou a religião cristã, pelas atrocidades cometidas por alguns fanáticos em seu nome, é idiota confundir os fanáticos fundamentalistas islámicos com a totalidade dos muçulmanos, ou com o próprio islão. Há uma grande diferença. Se não a vês, pede a familiares ou amigos que te ajudem. Com tempo e paciência, vais ver que chegas lá…

    Quanto ao resto, vejo que estás preocupado com a violência do Alcorão. Nunca leste a Bíblia, pois não ?

    Boas

  16. não vejo qualquer esforço da tua parte para reconhecer que as vítimas do islamismo que começam por ser os próprios crentes, em especial as mulheres. não vejo qualquer esforço da tua parte para obrigar, forçar, impelir, os muçulmanos a fazer, pelo menos quando pretendem vir para o ocidente, uma interpretação atualista do seu texto sagrado tal como já fazem, quanto à bíblia, a maior parte dos cristãos e respetivos líderes religiosos. não vejo nada disso da tua parte, só vejo mais condescendência com o terror e respeito por tradições e culturas que não respeitam os pilares da nossa ordem e ética públicas. se estas não têm para ti qualquer valor e são um mero verbo de encher, melhor seria que o dissesses logo no primeiro post.

  17. Ó viegas, antes de mandares os outros aprender a ler, devias treinar tu um bocadinho, não ficavas a perder. Ninguém responsabiliza todos os muçulmanos por quaisquer acto terrorista, mas não reconhecer que o islão é um conjunto de ideias execrável é algo que eu não consigo compreender. E para mim o catolicismo foi semelhante, mas há que reconhecer que hoje em dia apresentam grandes diferenças.

  18. Pergunta o João Viegas:

    “Estás a sugerir o quê exactamente, (…) Que o Irão se desmarque (sic) do isis e que encoraje, ou mesmo que financie acções armadas contra ele? ”

    Não sabe o pobre do Viegas que é exactamente isso que o Irão faz, e muitíssimo bem. E que não só financia acções armadas contra o Daesh como tem homens no terreno a fazer exactamente isso, em articulação com os militares sírios.

    Não sabe o pobre Viegas que houve até já militares iranianos a combater o Daesh na Síria mortos não pela canzoada islamita mas sim em bombardeamentos e atentados da canzoada sionista, sua aliada de facto.

    Não sabe o pobre Viegas que a combater com empenho e alguma eficácia o Daesh apenas podemos contar, além do Irão e dos militares sírios, com o Hezbollah, os curdos e os russos.

    Não sabe o pobre Viegas como se DEMARCAR da ignorância atrevida, enquanto sua que nem um cavalo para se DESMARCAR e marcar golos na própria baliza.

  19. Mais parvoices :

    Ao Camacho : não so sei muito bem isto, mas foi precisamente por isso que o mencionei no post. Acontece que o facto de o Irão (que também pode ser acusado de enaltecer uma forma de fundamentalismo) combater o isis é mais ou menos tão encorajador como o facto do isis combater o regime autocratico do Hassad… Como é obvio, a solução não passa por ai.

    Aos outros : não condeno o quê ?!? Não tenho compaixão pelas vitimas, muçulmanas ou outras, onde ?!? O que eu digo é que devem ser condenados os actos (de guerra, de terrorismo, etc.), e não a religião ou as crenças ou as ideias gerais das quais os autores de reclamam. Isto é simples. E também que ninguém pode decretar guerra contra os muçulmanos em geral, como faz o enapa, a pretexto que o islão é por natureza isto ou aquilo, quando o mesmissimo argumento poderia ser dirigido ao cristianismo, a qualquer religão, ou alias ao ateismo e ao racionalismo militante.

    No caso do post do Valupi, imaginar que a questão se resolve com um policiamento das crenças, e com uma autoridade (ou varias) a condenar, é uma fantasia, idiota e perigosa. Alias, como alguém ja disse aqui, condenações ja as ha (ao isis) e, que eu saiba, ninguém reconhece, na Europa, na América, em Africa, na Asia, etc. a legitimidade deste movimento. Quanto à atitude da esmagadora maioria dos muçulmanos em relação ao terrorismo em geral, e ao do isis em particular, é perfeitamente conhecida e não tem absolutamente nada de ambiguo…

    Segue-se que os muçulmanos todos passam a ser suspeitos de terrorismo e que devem sistematicamente vir em urgência dessolidarizarem-se de cada vez que ha um atentado ? Não me parece…

    Finalmente, querem ensinar-me a ler, é ? Então façam o obséquio de me indicar onde é que eu disse que encorajava, ou que desculpava as acções do isis, ou as acções que se reclamam dele. Ou alias ondé é que eu disse que encorajava, ou que desculpava o fundamentalismo, seja ele islamista, cristão, ateista ou budista ?

    Ah, ja sei. “Ler” : http://www.priberam.pt/dlpo/ler

    Experimentem meus amigos, vão ver que não ficam mais estupidos.

    Boas

  20. diz.me la oh viegas quando e onde é que os católicos, os protestante, os ateístas e os raconalistas militantes têm num qualquer seu texto sagrado que interpretem literalmene, repito literalmente, posições desconformes e aberrantes sobre mulheres infiéis, homossexuais, infiéis religiosos, costumes bárbaros , penas capitais, decapitações. já agora, quando é que ocorreu o vaticano ii do islamismo? foi no aftermath 11 de setembro e eu não deu por isso? a receita não.é .policiamento.de religioes, é apenas manter a ordem pública e a matriz dos nossos estados de direito democráticos.

  21. http://www.huffingtonpost.com/michael-brenner/religion-war-and-atrocity_b_6015402.html E muitissimos outros textos havera. E’ como digo. Sai de casa, rapaz, vai a bibliotecas…

    Atentados de inspiração cristã, houve em França no fim dos anos 80 (em reacção a um filme do Scorsese, por exemplo), durante a guerra na ex-Jugoslavia, no Rwanda, etc. etc.

    Mas dizes estar preocupado, exclusivamente, em manter a ordem publica. Muito bem. Também eu. Ora indica-me um so pais, que consideres civilizado, onde a liberdade de crença não seja considerada um principio fundamental da tal ordem publica e onde a discriminação em razão da religião não seja proibida como um atentado à ordem publica…

    Ah, ja percebi, o islão não é religião, é seita satânica.

    OK. Então mudo a minha pergunta. Indica-me uma so razão que seja, de distinguir entre a tua forma de pensar e a forma de pensar dos fundamentalistas do isis ?

    Boas

  22. O Viegas pertence ao conjunto de peritos que vive de confundir alhos com bugalhos. Atribuir equivalência religiosa à motivação do ISIS para dominar politicamente vastos territórios do planeta e a actos violentos praticados por não muçulmanos representa uma ameaça tão grande ou ainda maior do que o fundamentalismo islâmico. Baralhar para contemporizar. Estamos fartos dessa merda. Pediram e aí têm a resposta. Começou no Reino Unido.

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