
As paredes de madeira
Aquecem todo o salão
Quando é a vez primeira
Não se esquece a situação
A memória de uma praça
As cabeças dos animais
Entre triunfo e desgraça
Vida e morte são iguais
Pão de milho na peneira
Pão alvo sobre a mesa
Esta é a melhor maneira
É um início em beleza
Um prato de morcelas
Já começa a refeição
As batatas amarelas
São fritas na ocasião
Salada de bom azeite
Sabor a ervas que resta
O vinagre é um enfeite
Dos tomates em festa
Começa a entremeada
Segue febra e costeleta
Se parece já terminada
Afinal não está completa
Falta uma sobremesa
Um café e um bolinho
Água do Luso na mesa
Um cascol apertadinho
Quarta feira de Inverno
O cozido aconchegado
Traz ao tempo moderno
Todo o prazer do passado
No Verão são sardinhas
Com a frescura do mar
Junto às batatas vizinhas
É um prazer descascar
Taberna do Manelvina
Onde o prazer é preceito
Na despedia em rotina
Até sempre, bom proveito!


















