Balada para a Taberna do Manelvina

As paredes de madeira
Aquecem todo o salão
Quando é a vez primeira
Não se esquece a situação
A memória de uma praça
As cabeças dos animais
Entre triunfo e desgraça
Vida e morte são iguais
Pão de milho na peneira
Pão alvo sobre a mesa
Esta é a melhor maneira
É um início em beleza
Um prato de morcelas
Já começa a refeição
As batatas amarelas
São fritas na ocasião
Salada de bom azeite
Sabor a ervas que resta
O vinagre é um enfeite
Dos tomates em festa

Começa a entremeada
Segue febra e costeleta
Se parece já terminada
Afinal não está completa
Falta uma sobremesa
Um café e um bolinho
Água do Luso na mesa
Um cascol apertadinho
Quarta feira de Inverno
O cozido aconchegado
Traz ao tempo moderno
Todo o prazer do passado
No Verão são sardinhas
Com a frescura do mar
Junto às batatas vizinhas
É um prazer descascar
Taberna do Manelvina
Onde o prazer é preceito
Na despedia em rotina
Até sempre, bom proveito!

35 thoughts on “Balada para a Taberna do Manelvina”

  1. parece a declamação escrita daquelas personagens dos filmes portugueses do primeira metade do século XX.

    Toma lá a resposta
    Pra tão longa poesia

    Deixa-me estar quedo

    degustando a maresia

    água do luso não
    água da torneira isso sim

    fica quedo no teu canto
    para de chatear, ó Joaquim!

  2. Não sei do que gosto mais se «Dos tomates em festa», das «…batatas vizinhas», do «…vinagre é uma festa», ou, até, do «…cozido aconchegado»! Tudo muito bom, realmente, muito musical, rimas perfeitas…Sim, senhor! Só não percebo o que terá a ver a foto do cavaleiro na arena, com a gastronomia. Será que também servem bife de cavalo na Taberna do Manelvina? Depois deste «poema» o jcFrancisco tem carta branca para voltar à taberna as vezes que quiser, tá visto: «poemas» com entremeada se paga, é ou não é? E viva o velho ganda zé!!!

  3. batatas vizinhas, e cozido aconchegado, a liberdade da lingua trambolheira é sem quartel.

    Esqueceu de mencionar os caracóis e as caracoletas, com o copo de três ou a imperial. Os couratos e as moelas.

    O principe charlie tá na foto, é o segundo a contar da esquerda. Depois do festival da direcção reginal de cultura, nem sei como é que o poeta deixou passar esta.

  4. Analfabeto e analfabruto és tu, já viste como se faz poesia plástica na hora? Sem interesse?

    Sabes lá o que é um compromisso, ainda és capaz de pensar que é algo que se mexe e tem olhos nos pulmões. Come um cozido aconchegado com batatas vizinhas, que isso passa-te. Ou empaturra-te em filhós, faz uma estrofe ao arroto e um afesta com os tomates. Deves sentir isso não?

  5. Quebra lá, pá, já que pões em estilhaços a pobre da Poesia, não tacanhes, homem! Pois tá, o príncipe, tá. E também tá a rainha Isabel. Pena ter a cabeça encoberta pelo cavalo. Mas ve-se logo quéela pelo modelito. Tá é mais nova uns bons anitos, vê-se pela silhueta. Sim, câ foto deve ser dos anos 40. Faz parte do álbum de família deste analfobrutos que julga os outros por si próprio. (Será o Simão da Veiga ou o João Núncio?)

  6. Zeca Diabo, caríssimo (isto não é comentário; é informação) pois o «cascol» é um vinho abafado, muito macio e agradável por oposição à «água do luzo» que é mais pesada, mais aguardente. O cavaleiro é o Dr. Fernando Salgueiro.

  7. Vês, como ficas bonito, bem educadinho? Será por ser Natal? Bom, já agora, Boas Festas para ti. Então, e a água, não é do Luso? É «luzo» por ser aguardente, ou é erro teu? Agardecia a informação, ou estáste nas tintas?

  8. É mesmo Água do Luzo é assim que está nas caixas que forram as paredes. Presumo que era assim quando as garrafas vinham em caixas de madeira. As coisas mudam – Cernache escreve-se hoje com «c» mas já foi Sernache com «s». Por isso o Clube de futebol é diferente da localidade.

  9. Fiquei sem saber se a «água do Luzo, quando as garrafas vinham em caixas de madeira» era água mesmo ou aguardente. Com a novidade de que «as coisas mudam» e a liçãozinha sobre o C e o S de Cernache, mais o futebol, a pergunta ficou sem resposta. Já agora, antigamente Sintra escrevia-se com um C, sabias, ou queres mais exemplos?

  10. Não é nada disso – chamar «água do luzo» à bebida digestiva é, obviamente, uma ironia. Mas as caixas antigas estão lá a forrar as paredes para dar um aspecto mais acolhedor ao espaço.

  11. Escreveste em cima «…em oposição à água do Luzo, que é mais pesada, mais aguardente.» Em que ficamos? Depois, escreves: «…chamar água do Luzo à bebida digestiva é, obviamente, uma ironia.»! Com isto, continuas sem dar uma resposta acertada à minha pergunta. Mas não te incomodes; contigo não merece a pena. Pois, e também temos o Sousa Cintra…

  12. Tu lá saberás o que consideras resposta «acertada» mas a título informativo vai uma nova explicação: «água do Luso ou Luzo» é a bebida que servem no final da refeição com os cafés e os bolos; a outra bebida é o «cascol» que consiste num vinho abafado. Chama-se «água do Luzo ou Luso» por ironia pois de água tem apenas uma longínqua referência. Tudo o que é vivo é feito de água, incluindo nós os seres humanos. Isto qualquer um percebe. É óbvio que quem pedir uma água do Luso (mesmo água) em garrafa será servido embora não tenha muita lógica beber água com febras, morcelas de arroz, costeletas e etc…

  13. Não tem lógica beber água com febras, morcela, costeletas? Diz lá Porquê?A tua fotografia é famosa, pá, o Kevin Kostner é o terceiro em cima, do lado esquerdo

  14. jcFrancisco: és um chato! Então, «Tudo o que é vivo é feito de água, incluindo nós os seres humanos.» Isto quer dizer que continuas, por outras palavras, a chamar ignorantes aos teus comentadores. Não deixas de alardear a tua vaidade sem remédio. Ora, vai-te lixar, pá! Vai ver se estou na esquina, ok? E olha, bebe um copinho de água do Luso, pode ser que melhores…

  15. Poderia ter sido em prosa mas, José Francisco, preferiu o verso… a poesia sente-se, mas… realmente, só quem já teve o gosto de saborear a gastronomia da Taberna do Manelvina em Salir de Matos, pode entender as suas palavras… fantásticas! Não dou conselhos a ninguém… prefiro a sala com menos gente, certo?
    A foto… a mensagem… também, só, para quem conhece o lugar… mas que é marketing, é mesmo!
    Abraço!

  16. O José Francisco tem almoços garantidos, à borla, lá na tasca. Afinal, foi só uma questão de marketing. Isto de escrever num blog, pelos vistos, para ele também é negócio!

  17. Não posso comentar mas este é um dos problemas da Internet – anda por aí muito lixo humano e a estupidez não tem limites.

  18. Nem na época do Natal o senhor jcFrancisco deixa de ser quem é. O que será para ele «lixo humano»? Acho demasiado triste alguém ter esta opinião sobre os outros. Só uma pessoa muito insensível se atreve a semelhante insulto. Mas pelo que tenho lido nos comentários deste candidato a «poeta», esta é a sua linguagem habitual – infelizmente! Diria também que a «estupidez» vestida de arrogância, no caso deste «senhor», não tem, realmente, limites!

  19. Eu não sou candidato a poeta como tu dizes. A minha obra foi objecto de uma dissertação de mestrado de Ruy Ventura validada na Universidade Nova de Lisboa com um «bom com distinção» por Clara Rocha, Silvina Rodrigues Lopes e António Cândido. Franco.

  20. jcf tu é que estás em estado especial de bovinidade. Isto lido no Brasil, por alguns, é de partir o coco a rir, então quando começas a gabar-te.

  21. Se teve um «bom com distinção», foi em atenção ao trabalho apresentado pelo aluno e não pela tua obra! E já aqui te gabaste disso exactamente com as mesmas palavras, ó cassete das peneiras! Já agora, fica a informação: esse Ruy Ventura tem um blog onde todos os posts são teus, com fotografias tuas e tudo! Porque será?

  22. “jcfrancisco, somos todos de outro tempo. Se lês blogues, se comentas em blogues e se publicas em blogues, então és igual a qualquer outro, a qualquer um dos que aqui se encontram e desencontram. Quando muito, terás até a vantagem de ter mais experiência, de poderes comparar os canais e de aplicares as lições de sempiterna sabedoria que terás, acredito, adquirido no prolongado trato com jornalistas, leitores e problemáticas de interesse público.

    Aconselho-te a olhares menos para ti e mais para o que te rodeia.”

    Ó JCF, não me recordo de te ter visto chamar lixo humano, palhaço ou fosse o que fosse a quem te dirigiu, tempos atrás, as sábias palavras acima e cuja sabedoria e pertinência infelizmente não soubeste até hoje aplicar.
    Podes ser um gajo porreiro e cheio de histórias para contar e tudo o mais, mas não tens jeito nenhum para lidar com críticas e, como o exemplo acima ilustra, só arreganhas a dentuça a alguns (o que te prova capaz de conter essa tendência para o insulto quando te falta a argumentação ou te sentes encurralado).
    Isto da blogosfera tem muitas ameaças potenciais para os arrogantes, os vaidosos e os mais ligeiros no gatilho e tu já tens idade e tempo disto para teres aprendido essa lição, porra…

  23. “isso é tudo mentira” – jcfrancisco dixit, at Dez 29th, 2010 at 11:09

    teve um «bom com distinção» (“isso é tudo mentira”)
    foi em atenção ao trabalho apresentado (“isso é tudo mentira”)
    pelo aluno (“isso é tudo mentira”)
    e não pela tua obra! (“isso é tudo mentira”)
    E já aqui te gabaste (“isso é tudo mentira”)
    disso exactamente (“isso é tudo mentira”)
    com as mesmas palavras (“isso é tudo mentira”)
    ó cassete das peneiras! (“isso é tudo mentira”)
    Já agora, fica a informação (“isso é tudo mentira”)
    esse Ruy Ventura tem um blog (“isso é tudo mentira”)
    onde todos os posts são teus (“isso é tudo mentira”)
    com fotografias tuas (“isso é tudo mentira”)
    e tudo! (“isso é tudo mentira”)
    Porque será? (“isso é tudo mentira”)

    Ficamos todos, muito pacientemente, à espera que o jcfrancisco venha explicar por a+b, com fotografias e tudo que as palavras “tudo” e “mentira” têm um significado diferente daquele que nós, comentadores ressabiados, grandes palhaços, lixo humano, lhes damos habitualmente.

  24. Granda cromo JFK, tu és um TIRIRICA DAS LETRAS pá. Se fosses ministro da educação ou director reginal da cultura punhas-nos a escrever na ardósia e a giz. Manganão, vai chamar palhaço e mentiroso ao filho da tua mãe, safado.

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