Sobre o nosso País pesam a influência negativa decorrente da natureza do capitalismo, dos objectivos e rumo da União Europeia após quase 25 anos de integração e de 34 anos de política de direita e abdicação nacional realizada por sucessivos governos, em desrespeito da Constituição da República Portuguesa, com o apoio ou cumplicidade da Presidência da República.
As consequências estão à vista. Portugal é hoje um país mais injusto, mais desigual e mais dependente. O desemprego, a precariedade, a exploração, a pobreza e as dificuldades de muitos milhões de portugueses contrastam com a corrupção, a acumulação de riqueza e a opulência de alguns. É um país marcado por um processo de declínio nacional, de descaracterização do regime democrático e de amputação da soberania e independência nacionais.
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O PCP quer Portugal fora da União Europeia, fora da Nato, com aumentos de salários, com aumentos de pensões, com crescimento do sector público, com leis laborais ainda mais fortes na exclusão do despedimento, com tudo para todos em muito e já: escolas, hospitais, fábricas, redes de pesca, alfaias agrícolas. É o que nos diz o seu candidato presidencial, num discurso que é o clássico exercício demagógico e reaccionário para fiéis alienados. E que termina assim:
No início da segunda década do século XXI, aqui estamos, com a convicção de sempre, com a determinação correspondente às exigências actuais e com uma inabalável confiança no futuro. Um futuro melhor para o povo português, para Portugal.
Este futuro melhor é, exactamente, aquele que estabeleceram como convicção de sempre. Daí a inabalável confiança, já imune à própria História.





