Metafísica comuna

Sobre o nosso País pesam a influência negativa decorrente da natureza do capitalismo, dos objectivos e rumo da União Europeia após quase 25 anos de integração e de 34 anos de política de direita e abdicação nacional realizada por sucessivos governos, em desrespeito da Constituição da República Portuguesa, com o apoio ou cumplicidade da Presidência da República.

As consequências estão à vista. Portugal é hoje um país mais injusto, mais desigual e mais dependente. O desemprego, a precariedade, a exploração, a pobreza e as dificuldades de muitos milhões de portugueses contrastam com a corrupção, a acumulação de riqueza e a opulência de alguns. É um país marcado por um processo de declínio nacional, de descaracterização do regime democrático e de amputação da soberania e independência nacionais.

Francisco Lopes

*

O PCP quer Portugal fora da União Europeia, fora da Nato, com aumentos de salários, com aumentos de pensões, com crescimento do sector público, com leis laborais ainda mais fortes na exclusão do despedimento, com tudo para todos em muito e já: escolas, hospitais, fábricas, redes de pesca, alfaias agrícolas. É o que nos diz o seu candidato presidencial, num discurso que é o clássico exercício demagógico e reaccionário para fiéis alienados. E que termina assim:

No início da segunda década do século XXI, aqui estamos, com a convicção de sempre, com a determinação correspondente às exigências actuais e com uma inabalável confiança no futuro. Um futuro melhor para o povo português, para Portugal.

Este futuro melhor é, exactamente, aquele que estabeleceram como convicção de sempre. Daí a inabalável confiança, já imune à própria História.

43 thoughts on “Metafísica comuna”

  1. Original:
    “Um rumo que promova a ruptura com a natureza do processo de integração europeia, com a postura de submissão ao imperialismo e à NATO e contribua para um mundo mais justo, onde sejam afirmados os direitos dos trabalhadores e dos povos.”

    Cópia devidamente rosada e distorcida.

    “O PCP quer Portugal fora da União Europeia, fora da Nato, com aumentos de salários, com aumentos de pensões, com crescimento do sector público, com leis laborais ainda mais fortes na exclusão do despedimento, com tudo para todos em muito e já: escolas, hospitais, fábricas, redes de pesca, alfaias agrícolas. É o que nos diz o seu candidato presidencial, num discurso que é o clássico exercício demagógico e reaccionário para fiéis alienados.”

    Os resultados das politicas anti PCP estão ai, e a vossa obra é fenomenal de bem estar e qualidade de vida dos Portugueses, ou será para a qualidade de morte e miséria?

  2. Ó Valupetas, essas exigências «comunas» que tu enumeraste são mesmo, todas elas, «metafísicas»? Então, agora, tens que nos dizer, também, qual é o mundo que não está para além da «física», qual é esse mundo material e fenoménico que constitui para ti a realidade que não se pode ultrapassar – e que estaria para além da experiência possivel(prática, e não meramente cognitiva como «kantava» o outro).
    Será que é o contrário ou oposto do «metamundo»? O mundo das leis laborais mais flexiveis e/ou das «razões antendíveis»? O mundo dos salários cada vez mais baixos? O mundo da privatização progressiva e total do sector público? O mundo das escolas e hospitais que fecham uns a seguir aos outros? O mundo da União Europeia regida pelas leis da «física» neoliberal?
    É este o mundo real em que acreditas e a que está limitado o teu agir, pá? Se é então não estarei a dar-te nenhuma novidade se te disser que não passas de um animal que age e pensa determinado pelas leis ou regras dominantes que constituem a natureza do mundo neoliberal (como, mais uma vez, kantaria o outro). Não és livre, percebes, pá? Limitas-te a reproduzir a visão Pinto de Sousista da realidade (em tudo idêntica à Passos Coelhista, como o «metamundo» atrás nos revela), e a agir de acordo com essa mesma visão. Mas, sendo assim, estando a tua acção limitada ao que são as regras neoliberais da «natureza», quem sabe se quando fores parar ao desemprego ou te baixarem o salário não acordas para a outra realidade? Sim, eu sei que é pouco provável, e que o Pinto de Sousa não te vai fazer isso, mas nunca se sabe…
    O teu espírito «anti-metafísica comuna» ou «positivista neoliberal» incapacita-te de ver que as «convicções de sempre» são antes de mais negativas: baseiam-se, antes de mais, na negação do mundo que tudo consideras real e único, e na consequente não resignação à ordem «natural» dominante. São as convicções assentes no «ainda não» (como diria Bloch, já que o que está em causa é a «metafísica marxista»), e não as caricaturas que tu, copiando as bocas e o discurso primário do Pinto de Sousa, muito gostas de fazer. E isso, pá, é apenas cassete com música de feira. Tens que começar a ouvir «música clássica», os clássicos, pá! Vais ver como os teus horizontes do mundo se alargam e deixam de estar reduzidos às pimbalhices que tu escreves…

  3. Pãozinho fresquinho com sombra de linguiça, que isto anda mau, é o que o que esta discursa é; prosa alvarina clássica com uns retoques modernos para atender às exigências da era do telemóvel e da TV digital; o mesmo fingimento de sempre de que os partidos políticos da democracia não andam todos a trabalhar para o mesmo patrão e que as divergências parlamentares nao são devidamente solucionadas nas chafaricas móveis com um copo de três e nêsperas de Jerusalem; nem uma palavrinha sobre os desmandos e os grandes roubos da grande banca internacional e nacional; nada sobre as guerras do malvado e bélico imperialismo dos outros tempos com mais sangue agora a correr-lhe pelas mãos ; nem uma palavra sobre a despopulação planeada do continente europeu e do planeta em geral para atender aos custos com os grandes tachos da politica; nada sobre a ditadura científica que que se aproxima a passos largos e ninguém repara nisso porque só vêem coisas do tamanho de autocarros. Tudo biblia antiga dos criptomaçoneiros a soldo da rothschildaria.

    Ah, o homem quer sair da NATO e da EURO-OBRA. Give him a cigar, Charlie.

  4. Não sei que idade tem o jojoratazana. Desculpo, em parte, a sua ignorancia, se tiver trinta ou quarenta anos, porque é evidente que este Jojo não faz a minima ideia do que era a sociedade portuguesa, no que respeita à qualidade de vida dos portugueses, há quarenta anos atrás. Se tem cinquenta ou mais anos de idade então é cego ou, o que ainda é pior, faz-se.
    Sr Jojo, se é jovem, informe-se, sem ideias preconcebidas, sobre como viviam os portugueses antes da nossa entrada para a UE e antes das «politicas desastrosas» (e muitas foram mesmo, dou-lhe razão) dos muitos (todos) governos anti-PCP.
    Depois falamos. Mas se já tem estatisticas à mão, plante-as aí. Quero dizer, aqui.

  5. Sr. Mário
    Há 35 anos que o dinheiro para desenvolver Portugal é desviado em grande parte para outros fins e para outros bolsos.
    Já houve alguém preso por isso?
    Tem duvidas que se não tivesse acontecido o 25 de Abril estávamos como estamos agora?
    As colónias seriam independentes naturalmente pois não tínhamos dinheiro para continuar com a guerra do ultramar.
    Na União Europeia estaríamos na mesma, pois todos lá estão desde que queiram, na Nato já lá estávamos sendo a ditadura que lá nos colocou.
    Quanto ao desenvolvimento dos sector das pescas, industrias, agricola e pecuaria estamos muito pior, talvez por desconhecimento seu somos muito menos autosuficientes do que éramos em 1980 e tudo causado pela dilapidação acelerada dos bens deste país, e desta politica de governarem-se em vez de governarem o país.
    Mas o que mais me envergonha é que a maioria dos portugueses, que hoje sofre na pele o flagelo do desemprego, de trabalharem sem receber, de terem ordenados de fome e miséria, inadvertidamente foram cúmplices dessas politicas de compadrio.
    Sr. Mário: Fico esperando mais lições e conselhos do senhor.
    Sr. Val: Estou a falar num país de corruptos que sabem que têm total impunidade, estou a falar da União Soviética?

  6. Senhor Mário,
    A União Europeia é a prisão de Portugal! Já leu o Tratado dito Reformador?

    Simplesmente Portugal está preso, em cela, já não assim a Inglaterra ou a França ou a Alemanha, claro.

    A CEE trouxe, podia ter trazido a integração de Portugal, mas simplesmente não foi feita, e não está a ser feita, não no sentido que os fundadores da ideia quiseram. A partir daí para a frente, foi o enterro e continua a ser o enterro. Pena é que os portugueses passem ao lado das «Europeias». O que só revela que nada sabem da UE e, por isso, atenta a realidade política que se vem vivendo, desejam o Salazar. Que foi efectivamente brilhante nas Finanças portuguesas!

  7. Meus caros Jojo e Toute a Ber (deve ser do norte, como eu)

    Pedi estatisticas e vocês trouxeram-me generalidades, mil vezes repetidas. Vocês fizeram-me recordar a minha mãe, que morreu com 92 anos, e desabafava deste modo, quando as carpideiras do costume lamuriavam que «agora isto é uma desgraça e antigamente é que era»: ai minhas filhas, que vocês não sabem o que é desgraça! Morria-se de fome por esses caminhos, como um cão!
    Ouvir-vos falar e ouvir os “protestos” de muita gente da minha aldeia é exactamente a mesma coisa, ressalvando que aqui se diz que «no tempo de Salazar é que havia respeito, segurança e bem estar».
    Afinal, a que periodo da nossa História vocês se referem?

  8. É, Mário, “…eles não sabem, nem sonham…”, porque agora desfrutam de condições que lhes permitem, EM LIBERDADE, dizer o que lhes apetece (eu não ignoro o papel de muitos e muitos antifascistas, incluindo muitos Comunistas, que lutaram para que as condições se alterassem…). A memória é curta e os parâmetros de leitura das coisas são analisados sempre numa perspectiva ideológica (neste caso fechada) por uma certa camada da população que vê sempre tudo com o mesmo olhar: “o Governo que resolva…”; “eles que cuidem, porque nós pagamos os impostos…”. É esta visão reducionista de que enfermam muitas pessoas arreigadas a conceitos ideológicos de cariz “sovietizante”, ou em contradição com este “fascizante”, que não lhes permite terem os olhos abertos às novas realidades da política global e da melhor forma de permitir que os bens comuns cheguem à maioria das pessoas e não só a certas élites.

  9. Margarido,

    Deixa-te de propagandas globalistas, pá, que isso é reaccionário à brava. E de cego. E doutras coisas.

    Mário,

    Vai comigo, pá. A malta do povinho como tu, quanto mete aqui estes comentários popularuchos nem sequer se lembra que as pobres mães de 92 anos, como a tua, que a terra lhe seja leve, podem estar a referir-se a outros periodos da nossa história de andar aos tombos, como este do tempo do Afonso Costa:

    “A “democracia” do PRP (partido do A.Costa) assentou na redução do eleitorado através da negação do direito de voto aos analfabetos: durante a monarquia, puderam votar 70% dos homens adultos em Portugal; com a I república, essa percentagem reduziu-se a 30%.

    A “tolerância” de Afonso Costa consistiu numa guerra de morte à Igreja católica, sujeita a uma “lei de separação” que visava de facto o contrário: a sujeição do clero e dos católicos à prepotência e arbítrio de um Estado hostil. Críticos e oposicionistas ficaram sujeitos à violência dos gangues armados do PRP, que em 1911 trataram de destruir (dizia-se então “empastelar”) todos os jornais ditos “monárquicos” em Lisboa.

    A I República foi ainda o primeiro regime a excluir expressamente as mulheres da vida cívica, ao negar-lhes por lei o direito de voto. Nas colónias de África, seguiu uma política dura e racista, que em 1915 chegou ao genocídio das populações do sul de Angola. Afonso Costa forçou ainda a entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914-1918). Em dois anos, houve quase tantos mortos como nos treze anos de guerras coloniais entre 1961 e 1974. É com este regime que a nova democracia portuguesa se quer identificar em 2010?”.

    Compra o livrito, o homem chama-se Rui Ramos, católico, ou monárquico, mas tambem tem direito à vida, ora que porra. Só quero é que te lembres duma coisa. O Afonso Costa ainda é um dos heróis da Esquerda, especialmente do PS, aqui muito bem representado pelo nosso liberal Valupi, com desmentido, claro.. Salazar e AC tinham muito de comum, mas andavam desencontrados. O mal já vem daí, e é melhor não dizer mais nada porque o computador tem a tendência de crashar, como há bocado, assim que utilizei palavras desagradáveis aos ouvidos dos carcereiros electrónicos da Liberdade.

  10. O jojoratazana está, certamente, a falar disto:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Soviet_famine_of_1932–1933

    Bons tempos, não eram? Camaradas fortes e decididos, mostrando ao mundo que nada, nem a morte de três milhões de crianças à fome, pararia o “progresso” do Comunismo e a gloriosa libertação dos povos do jugo capitalista. A União Soviética no seu melhor. Por cá, a situação é quase idêntica, graças às politicas “anti-PCP”, que nos deram este país miserável, onde a corrupção reina impune e os grandes senhores conspiram entre si para oferecer ao povo faminto arroz de pato a € 3,99 no Pingo Doce, a grelhada de porco a € 1,99 no Lidl, e os telemóveis a € 9,90. Para que os camaradas possam passar a palavra uns aos outros a 5 cêntimos o minuto. Bem-estar, senhores, esses imundos capitalistas oferecem bem-estar para distrair o povo, para que não notem que são oprimidos, explorados. E o povo, essa massa inculta, recompensa-os! Até quando?
    Basta deste bem-estar! Basta desta opressão! Basta desta exploração!

    Ah, a fome e miséria que para aí grassam. Todos os dias os vejo, arrastando as penosas barrigas (inchadas de fome, certamente) nos seus automóveis, voltando aos medonhos bairros sociais para onde os opressores os atiraram quando os arrancaram, por entre choros de crianças, das suas confortáveis barracas. Os velhos, senhores, obrigados a esperar por consultas e medicamentos gratuitos que apenas alimentam a poderosa indústria farmacêutica, em vez de lhes ser permitido morrer em casa, entre os seus. As crianças na escola pública, olhando com inveja para os computadores dos filhos dos abastados, sabendo que é algo que nunca terão, porque está ao alcance apenas dos poderosos. A imprensa amordaçada, envolvida na grande mentira que foi a queda do comunismo a leste, sob protestos violentamente reprimidos dos povos que agora choram a prosperidade perdida.

    Mais um pouco de paciência, camaradas. Mais um pouco de esforço, famélicos. Não morras já à porta do hospital de onde te correram por seres pobre, miserável doente. A luz não se extingue, e após a longa e gélida noite capitalista, o amanhã está aí a chegar. E, dizem-me, parece que canta.

  11. Senhor Mário,

    Na parte que me toca, mantenho o que disse acerca de Salazar e que não é desmentido pela história – as finanças não estavam mal. Hoje estão mal. De resto, estão mal, desde que os da «liberdade», ou «democracia» lhe deitaram a mão.

    Bem, acontece que eu gosto de ler os livritos que o GIROFLÉ incansavelmente enuncia, livros que informa e documentam. Sim, não havia liberdade, não se era julgado, e jovens de dezasseis, dezassete anos eram presos, outros mandados para o Tarrafal, sem qualquer direito a ser ouvidos. Outros morriam de exaustão pela tortura, ou porque tiveram a coragem ou o deslize de dizer algo «comunista» ou uma ou outra palavra dúbia para o sistema de então.

    Os correligionários queriam fazer a cabeça aos mais jovens, de acordo com os seus ditames, e ouvi muitas vezes familiares meus falarem baixinho na rua, de revolta, com medo de serem ouvidos. No começo não percebia, porque falavam tão baixo, até que me apercebi dos homens de preto – os bufos.

    Portanto, quando me dizem, «eles não sabem nem sonham», respondo assim – não menospreze quem tem à sua frente, porque parábolas e outras só as aceito de quem me pôs neste Mundo!

    Quanto ao Tratado de Lisboa, insisto: conhece-o? Sabe o que o mesmo trouxe a Portugal? Olhe eu digo-lhe que a claúsula mais perigosa que existe naquele Tratado é basicamente esta « quem não está bem que se mude», seja, Portugal não é efectivamente obrigado a ser Estado membro da União Europeia. Podemos continuar a discutir o resto, como poderes do parlamento europeu, harmonização fiscal, legislativa, «venda de soberania portuguesa» e outras coisas do género.

    Leia primeiro e compreenderá o que disse: a UE é a prisão de Portugal, pois não é de todo este tipo de integração que se delineou nos anos cinquenta, principios de sessenta! Acresce o seguinte: que Liberdade existe em Portugal? Dê-me um exemplo?!

    Mais uma vez: quem faz a lei neste país? Quando é que houve alterações ao codigo de processo penal? Que pôde a Justiça fazer? NADA. Quais as consequêncais em vítimas? MUITAS!
    Portanto, em jeito de ricochete aí vai para o «lembrete» – «eles não sabem nem sonham».

  12. Jojo,

    Relativamente aos dinheiros europeus que recebemos existe todo um sistema de controlo quanto a más práticas e, em última analise, a eventuais desvios, se bem que situações de abuso existam quer em Portugal como noutros Estados-Membros.
    Isto verifica-se quer a nível nacional, onde há um sistema com diferentes níveis de controlo que vai desde os Programas responsáveis até a Inspecção-geral das Finanças, quer a nível Comunitário onde Direcções-gerais da Comissão Europeia, como as da Politica Regional e da Agricultura, por exemplo (talvez as que mais no interessam), não se fazem rogadas em requerer dos Estados-Membros fundos que qualificam como mal aplicados.
    Os resultados dos controlos efectuados nos Estados-membros por estas DGs são ainda analisados por um tal de OLAF, instituição de nome muito sueco responsável pela luta anti-fraude no que a fundos respeita. Convido-te desde já a dares uma espreitadela no site: http://ec.europa.eu/anti_fraud/index_fr.html
    O sistema tem as suas deficiências e haverá sempre situações por detectar. No entanto, globalmente, não permite muito espaço a grandes desvios quer para outros fins, quer para outros bolsos.

    Outra questão diferente que, que no meu entender pessoal, se deverá colocar diz respeito á capacidade dos investimentos aprovados para co-financiamento em ajudar / fomentar o desenvolvimento económico do país.
    Eu, pela minha parte, coloco por exemplo em causa a medida em que a construção dum jardim na mui nobre aldeia de Odeceixe poderá fomentar o desenvolvimento económico já não do interior algarvio mas da própria aldeia. Serás livre para concordar / discordar comigo sobre a oportunidade do investimento mas, para mim, é apenas um entre muitas situações onde vejo os dinheiros, não desviados do seu intento original, serem, no fundo, mal aplicados.
    Outro exemplo que me ocorre é o dos fundos estruturais destinados á cultura administrados pelos nossos municípios. Uma boa parte destes dinheiros destina-se a pagar as festas municipais, incluindo o caché dos artistas convidados. Por outras palavras, sem fazer grande ideia disso, o Toni Carreira beneficia de fundos estruturais…

    A mim, pessoalmente, estes exemplos preocupam-me porque significam que uma parte dos fundos que recebemos acaba por ser utilizado para fins eleitorais nos nossos municípios, independentemente da cor politica dos mesmos. Pelo menos, essa é a leitura que faço.

  13. Amigo Mário: aos costumes nada disse ou adiantou.
    Sr Margarido a sua realidade global leva-nos para onde? Para a miséria? Para a falta de postos de trabalho? Não me pode obrigar a aceitar as suas idéias como únicas.
    edie : Obrigado pelo se trabalho de pesquisa; a Rússia é um exemplo de um país corrupto tal como a grande maioria dos outros.
    Vega 9000:O senhor pelos vistos plasmou no tempo ainda está ai? já sabe que a União Soviética acabou?
    Sabia que em 1975 os beneficiários da segurança social ainda tinham médicos ao domicilio?
    Sabia que tínhamos taxas de desemprego muito baixas.
    O seu desconhecimento do país real é gritante, percorro mensalmente cerca de 6000Km por e contacto com mais de 200 pessoas em trabalho e se quer saber a sua realidade sobre o país é mais esta http://o-pior-e-o-melhor-de-matosinhos.blogspot.com/2010/08/chapeladas-e-chapeleiros.html#links.
    Como bem o entendo, e como bem se retratam os músicos do costume.
    Minha pessoa: concordo inteiramente contigo e aproveito para assinar por baixo o teu comentário.

  14. Só resta referir quantos fundos comunitários não foram aproveitados por Portugal, aliás, muito bem denunciados por certos partidos políticos.

  15. Sr. Jojoratazana, a si respondo, porque apesar de não concordar com o seu texto é cordato.
    A minha realidade é a de uma Europa livre, com todas as vicissitudes por que tem passado e com as suas variadíssimas vertentes.Não pode pensar que os suecos, os finlandeses, os noruegueses, dinamarqueses, para não falar dos alemães e dos franceses são levados “para a miséria”. Os erros dos sucessivos governantes (não se esqueça que eles foram eleitos!) têm, obrigatoriamente, que ser corrigidos e TODOS nós temos um papel a desempenhar. Se acha que isto é impor “ideias únicas”, de facto, não soube ler o que escrevi – é o contrário! Eu não pretendo impor nada a ninguém, muito menos a si, que não nos conhecemos. Podemos discordar das formas de que se reveste esta Democracia, mas, na realidade, terá de se lutar para que melhore – e cumpre-nos a todos nós com a nossa discussão e intervenção aos mais variados níveis, que não vem, agora, aqui ao caso. Se discorda da Democracia, problema seu, não tenho mais que lhe fazer…
    Cumprimentos.

  16. Toute,
    Ando um bocado desligado da realidade – Explica lá melhor essa das denúncias de certos partidos sff.

    O exemplo das festas municipais é talvez um dos mais extremos que conheço – e que me irrita solenemente.
    No entanto, apesar de para nós o que ali se gasta ser uma pipa de massa, no total que o país recebe, mesmo juntando todas as festinhas deste verão, a coisa não passa duma gota de água. E não podemos falar de desvios de fundos – Afinal os dinheiros eram para a cultura e a festividade municipal, goste-se ou não, é cultura.
    Posso-me ter alongado neste exemplo mas no geral a impressão pessoal que tenho da nossa gestão dos fundos é positiva. Discordo do Jojo quando refere que os dinheiros recebidos são em grande parte desviados.

    Agora, podemos ou não gostar das opções tomadas para o gastar a massa. Podemos ou não concordar com um dado investimento. Eu sou da opinião que o dito jardim de Odeceixe em nada desenvolveu a terrinha, outros poderão argumentar que a construção e manutenção do mesmo deu emprego a umas quantas pessoas e como tal ajudou o interior algarvio.

    Toute, quando falas em aproveitamento ou falta dele por Portugal dos fundos recebidos creio que saímos do campo do mau uso / desvio de fundos a meu ver. Entramos já no campo das opções politicas para o desenvolvimento económico do país. Podes discordar das mesmas, e, no final, poderão até falhar. Olhando para trás, e criticar 25/20 anos depois é fácil, tenho para mim que desaproveitámos o primeiro quadro comunitário de apoio, não por eventuais desvios, mas porque a aposta para o desenvolvimento económico do país passou por uma promoção da nossa mão-de-obra barata quando comparada com os parceiros comunitários de então. Hoje, com a entrada em cena dos países de leste e, principalmente, de países asiáticos, a nossa economia perdeu competitividade.
    Pagamos desde bem antes da crise económica o preço da aposta feita em finais dos anos 80. Se a memória não falha, fábricas que fecharam nestes últimos anos, como a “Clarks”, abriram por cá há apenas 20 anos. A meu ver, a aposta feita há 25/20 não explica tudo, mas ajuda a perceber a situação em que estamos.
    Quando hoje, por exemplo, nos divertimos, também com dinheiros europeus, a criar clusters de eólicas, a mim soa-me bem e espero que tiremos dividendos disso mas só mais lá para diante iremos ver se esta politica resulta ou não.

  17. Adenda ao comentário do VEGA9000,

    Salada de Feijão Frade 3,99€
    Salada de Grão com Bacalhau 6,99
    Salada de Massa e Marisco 6,99€
    Salada de Orelha 3,99€
    Salada de Ovas 9,99€
    Salada de Polvo 14,99€
    Salada Pingo Doce 12,99€
    Salada Russa
    ————————————–
    Bacalhau à Zé do Pipo 14,99€
    Bacalhau com Natas 12,99€
    Bacalhau Espiritual 12,99€
    Bacalhau com Camarão 12,99€
    -====================

    Arroz de Pato 7,99€
    Empadão de Alheira 9,99€
    Empadão de Carne 6,99€
    Favas Guisadas 6,99€
    Frango à Camponesa 6,99€
    Lombo Porco com Alheira e Maçã 9,99€
    Pá de Porco 6,99€
    Pernas de Frango 6,99€
    Rolo de Carne Recheado com Queijo
    e Espinafres 9,99€
    Dobrada à Moda do Porto 4,99€
    Feijoada à Transmontana 6,99

    Para mim, sai um Bacalhau espiritual para o almoço;

    E, pró jantar, Lombo de porco com alheira e maçãs;

    Os dois filhos em idade escolar que chupem no dedo, ou comam amanhã na cantina.

    Não bebo vinho, não como doces, nem chocolate belga; e não come saladas nem entradas porque isso só faz mal à saúde; nem preciso de guardanapo, mas como sou ecofascista, vai duas garrafas deau minerale, com bastante dióxido de carbono para acabarmos com o maldito.

  18. jojoratazana, releia o discurso do candidato do PCP. Tem a certeza que fui eu que parei no tempo? A União Soviética já lá vai, mas continua bem viva no PC. Desde 89 que este partido se dedica a interpretar a versão teatral do “Adeus Lenine”.
    Quanto às suas experiências no país real, deixe-me dizer-lhe também o conheço bem, também viajo muito por esse país fora, e só vejo cada vez mais desenvolvimento, sobretudo no interior, onde a diferença é gritante. O programa Pólis, de Sócrates, tem sido um dos motores de desenvolvimento mais importantes que conheço. Mas suponho que dependa do ponto de vista. Do ponto de vista de alguns, funciona assim:

    Há barracas. Grita-se: “vejam tanta miséria. que país de merda!”.
    A câmara constrói bairros para dar às pessoas das barracas uma habitação decente. Grita-se: “vejam tanta miséria escondida. que país de merda!”.

    Há um descampado no meio da vila. Grita-se: “vejam as vilas imundas. que pais de merda!”
    A câmara faz um jardim e um parque infantil. Grita-se: “é só obras de fachada! querem é votos! que pais de merda!”

    etc.etc.

    Eu não partilho do pessimismo. Eu só vejo é casas onde antes havia barracas. E chamo-lhe “desenvolvimento”. Jardins arranjados onde antes havia descampados, dando trabalho a paisagistas, empreiteiros, jardineiros e manutenção. E de caminho, sítios para as pessoas conviverem, e as crianças brincarem, aumentando a qualidade de vida e promovendo a fixação da população. E chamo-lhe “desenvolvimento”. Há quem veja não as casas, nem jardins, mas o lucro que o construtor que as fez teve, e o Mercedes que comprou com o negócio. Esses, como você, chamam a tudo “corrupção”. E, realmente, desse ponto de vista, há cada vez mais. Felizmente.
    ____

    GiroFlé, devias partilhar o Bacalhau espiritual com os miúdos. Ou melhor ainda, dar-lhes tudo. Era o que eu faria. Mas isto sou eu.

  19. Vega…

    Dizes muito pouco para o muito que há para dizer. A corrupção existe onde aparece dinheiro. E a UE mandou para cá muito mesmo. Apesar dos inevitáveis desvios, eu percorro o meu lindo Minho e vejo-o irreconhecivel. As aldeias, vilas e cidades foram recuperadas do abandono, não porque antes não houvesse amor à terra, mas simplesmente porque não havia nem dinheiro nem dinamismo. Trinta e cinco anos de Abril-Liberdade e vinte e tal de UE transformaram a paisagem e as gentes. É certo que exageramos. Vejo um «remediado» fazer um casamento de principe e uma simples festa de baptizado virar banquete. Tenho uma irmã doente, em casa, e do hospital de Barcelos vieram instalar-lhe em casa um máquina de produzir oxigénio.
    Que patifes, estes gajos que nos têm governado!!! Desgovernado!!! Ouço dizer e não acredito: 66% da energia que consumimos já provem de fontes renováveis! Estamos a destruir a preciosa factura energética que religiosamente pagávamos! Patife de Sócrates! Se continua assim ainda nos faz independentes do petróleo! Malandro!

  20. É Mário, tudo uma cambada de malandros. Antigamente é que era bom. Os homens eram homens, as mulheres mulheres, os pobres genuínos pobres, os doutores genuínos doutores, a fome apertava mesmo e, sobretudo, as pessoas sabiam o que era “respeitinho”. Agora, soa tudo a falso. É só centros comerciais, supermercados, auto-estradas, telemóveis, computadores, escolas, universidades, hospitais, aeroportos, companhias low-cost, McDonalds, hotéis, turismo de massas, férias pagas, 14º mês, subsídios de doença e desemprego, consumismo no Natal, casas próprias, carros para todos, 300 canais na TV por cabo, enfim, não sei onde é que este país vai parar…

    Que povo tão estúpido.

  21. Minha Pessoa,

    Agardeço-lhe a forma como se me dirige. Agora não posso responder-lhe, nem sei mesmo se o farei futuramente, porque teria que procurar a pesquisa que fiz nas últimas eleições e não tenho o trablho onde me encontro.

    Posso, porém dizer-lhe, ainda que sumariamente, que não falo em desvios ou algo semelhante. Para isso, preciso de papéis, documentos que minimamente indiciassem criminalmente a situação. Não entrei nesse campo, porque conheço a área criminal. O trabalho que fiz foi com base em dados que me foram fornecidos por entidades europeias, pontuando o facto de Portugal, tendo tido a hipótese de usufruír dos fundos UE para certas e determinadas matérias, sobretudo em sede de agricultura, se não me falha a memória, não o ter feito. Recordo-me p.e, que o CDS foi um dos partidos que apontou e bem esse facto nas Europeias.
    O comentário supra é um comentário ligeiro, como de resto, são todos os que aqui faço, pois honestamente ando por aqui para me divertir. Noto-lhe que após ter feito aquele estudo, ficou-me a sensação da inércia, do laxismo, do desinteresse, do laissez-faire laissez passer português, havendo até críticas de Estados – membros estrangeiros nesse sentido.

  22. GIROFLÉ

    Dê-me tréguas. Eu venho ao aspirina por sua causa! Porque já sei que me vou rir, mas gaita, é com cada uma! Oiça lá, você é surpreendente.

    Um preçario, ehehehehheheeheh
    Oube lá, há umas bem condimentadas na tua carte, é caganeira na certa, meue. Sultura, rala, cumó catanu. Desculpa lá sofro de tourette.

    Pudias terminare com um bagasso nu cafée, meue, tás a ber. Depois segues a tua bida, claro.

  23. Amigo Vega 9000´
    Pensa que todos tem o modo de vida do senhor?
    Ainda há muita gente que vive unicamente do trabalho honesto.
    E o que ganha cada vez o arrasta mais para a pobreza.
    O resto é só publicidade e desertificação do interior e das idéias dos Portugueses.
    Fica-lhe bem esse optimismo mas não se coaduna com a realidade.

  24. De facto, este PCP é sempre a mesma missa. Que tédio.

    Claro que para alguns a insistência na manutenção de uma ideologia com 150 anos é uma virtude. Cada um é para o que nasce.

  25. caro jojoratazana, esse ultimo comentário, para além de ofensivo, é toda uma maneira de ver a vida. Mas eu não me ofendo facilmente. Até porque lhe dou razão. Ainda há muita gente a viver do trabalho honesto. A grande maioria, felizmente. Operários. Pescadores. Professores. Arquitectos. Empresários. Empreiteiros. Trolhas. Engenheiros. Presidentes de câmara. Industriais. Presidentes de junta. Apresentadores. Jornalistas. Assessores de ministros. Porteiros. Advogados. Secretárias. Vendedores. Deputados. Agricultores. Magistrados.

    Uma infinidade de gente. Em todas estas profissões, todas elas, há sempre umas maçãs podres, como em tudo. Mas apenas algumas, muito poucas. Precisamente por serem raras, têm normalmente muita visibilidade. São muito comentadas, seja em público, no caso das profissões mais mediáticas, seja nos pequenos círculos profissionais respectivos: o presidente que “recebe uns dinheiros”. O empreiteiro que não paga aos Ucranianos. O empresário que estoira tudo na amante brasileira. O fiel de armazém que rouba. O trolha que não aparece durante duas semanas depois de receber. É o efeito das motas: passam por nós umas dezenas por dia, mas só nos recordamos do imbecil com escape livre a passar no meio dos carros que nem um louco. Logo, pensamos, são todos loucos.

    Como vê, se calhar a corrupção, a miséria e a pobreza não são tão grandes como diz. Ou imagina. Ou, se calhar, deseja. Dava jeito para a revolução, não dava?

  26. Traques,

    Tu porta-te vem, tu num ma benhas com palabras gaseificadas, porra, cada arroto.
    Toma lá um avrasso, mas toma cuidado, que Deus brindou-me na natureza tás aber?

  27. Vega,

    gabo-te a paciência. estás a lidar com um daqueles PCs com cabeça blindada, à prova da realidade, do bom senso, da evidência. (faz parte do tratamento cerebral do militante). E pior, se não estás do lado dele, é porque és um corrupto.

    Um mimo de inteligência e de abertura, de facto.

  28. tens razão edie. Mas eles andam aí, sobretudo na blogosfera, e têm que ser combatidos. Não por eles, que como bem assinalas são normalmente um caso perdido, mas para não infectarem os outros. Há mensagens que não podem passar impunes, porque o objectivo é denegrir a democracia, para a poder derrubar. Sobretudo em tempos conturbados como os que vivemos.

  29. Toute,
    Relativamente ás denúncias de que falaste apenas tava a apanhar do ar, foi por isso que perguntei.
    Quanto a laxismos na gestão dos dinheiros, com especial enfoque nos destinados aos nossos campos e prados, haverá sempre dinheiros mal gastos, mas creio que o problema é tanto nosso como dos nossos confrades comunitários.
    Repito, mesmo tendo em conta eventuais laxismos, o desacelerar do nosso crescimento económico mesmo beneficiando de fundos comunitários relaciona-se, para mim, com as estratégias de crescimento de governos passados.
    No entanto, mesmo partindo do principio que os fundos recebidos poderiam ter sido melhor aproveitados partilho da opinião do Vega. Estamos bem melhor por estes dias. Não trocava o Portugal de hoje pelo de mil nove e oito cinco, por exemplo.
    Desculpa lá voltar a isto, mas é assunto de que gosto mesmo que pelo meio diga umas quantas barbaridades. Gostaria ainda de saber se esses dados que mencionas referiam o porquê do não aproveitamento dos fundos, mas é melhor deixar a discussão por aqui. É sexta e na te quero meter em pesquisas em véspera de fds.
    Prometo voltar ao habitual registo “troca de mimos” em breve.

  30. Minha Pessoa,

    Posso responder-lhe: simplesmente inércia do Governo Português. Esse estudo que fiz abarcava naturalmente um período mais recente. Não creio que se esteja melhor hoje em termos de integração europeia, porque esta não existe. Foge à ideia que os seus autores promoveram, o que não impede o seu desenvolvimento. O Tratado de Lisboa é muito perigoso e alienou Portugal à Europa. Leia, pe. o artigo que confere mais poderes ao PE e veja um certo princípio da subsidariedade. Para não mencionar outras barbaridades «diplomáticas» plasmadas no Tratado e assinadas sem haver uma prévia explicação aos Portugueses.

    Oube lá pá, num ma digas kés o Algrabio ou o TRAQUES, meud filhu da mãe. Amanda aí um mimo pá, que o JFK já se armou em DOUTOR HONORIS CAUSA de BARRANCUS pá mateu-se cumigue, tás a bere? Porra, pá e logu oje, meue, ka tenhu de ter a língua afiada.

    Tás a ber se num ouber mimus cum inteligência, ninguém sa diberte, pá, tás a bere?

  31. tástão berde, mesmo que não ande por aqui, não te consegues desligar. Dás-me uma importância que não mereço. Ou melhor, gostas mais de mim do que as abelhas de pólen. Mas descansa, porque comigo não fazes mel.

    Quanto à boa ideia oferecida, pois, todas as tribos têm que preservar os códigos com que se identificam. No caso concreto que trazes, temos que multiplicar os 150 anos por muitos. Só me admira como é que algumas pessoas não continuam caçadoras-recolectoras, barbudas e de top e sainha de carneira.

  32. Traques,

    fazes-me rir. Olha lá e a sainha é mini ou maxi? Oube keu tenhu voa perna.

    sim, gosto de te muer o juízo, e tu gostas de me responder.
    fazer mel cuntigo? Olha ké capaze de ser uma ideia. Mas as avelhas tão a abandonare portugal, num savias? Que tale subvistituírmos por marmelade? Tamvém é vom.

    Bá num ta zangues cumigu, tu num bês ke toue só a mater-me cuntigo. Porra pá mas pára, pára cum os traques, se fachabore, carago, é fedore katé aki, unde mencuntro, longe, do outro lado do mar, mintochicu meue.

  33. tástã berde, a diferença óbvia é que os comunas não precisam de igreja e os outros também não. Aliás, hoje em dia, o culto mais poderoso é praticado na sala de estar. Muitas horas em frente ao televisor.

    Quanto ao traques, continua a escapar-te o essencial. A minha condescendência deve-se ao facto de, vindo de ti, acabar por ser um elogio. Também eu, quando a cavaqueira não me está a correr ao jeito, remato com o “esta conversa já cheira mal”. Evito é ser tão monótono.

    Relativamente à marmelada, tens sido persistente em deixar claro que te preocupa muito o comprimento. Lá está… também é capaz de ser um bocadinho monótono.

  34. Fogu TRAQUES,

    Num ta parcebu, agora falas da igreja, mas o que tem o ravo a ber cum as calssas? kem faloue digreja, pá. Falas da comprimentu, mas pera aí, o seue vadalhocu, eu falei de marmalada de marmelo, dakela cazeira ka sa poee no paoe, meu purcalhaoe, atão, ka cumbersa é eça. Tás a bere és muita maldozo.
    Num falu mais cuntigu. baie fazere bistoria aos casinhotus.
    ~Porra, mas para cum os traques. Tu debes ter uma abaria interna, purque ora ta peidas por baicho e issu é nurmale ora te peidas muito pela voca. Tense aí um provlema de arroto grabe, o ka significa que o teu elebador dos peidos ao cu num está a travalhar bem.

  35. Porcalhão? Estás muito pudica, hoje. Foi da prédica dominical? Toda a gente sabe que quando insistes em saber quanto é que o pessoal mede, te referes ao QI. Pois não, o mel não tem mesmo nada a ver com compotas. Sobretudo se estivermos a falar do mel dos desertos que chega a custar um porradão de centenas de euros o litro. Milagroso.

  36. TRAQUES,

    PORRA PÀ lÀ TÁS TU A MUDARME O SEÇO, foguUUUUUUUU.

    O que é o mel dos desertus, pá? Eu nunca estibe no deserto, a não sere dakela bez em que quise ir jugare nas máquinas e fikamus sem gasulina lá no meio daquilo. Mas num bi mel.
    manganãoe, é calaru keu keru é saver o QI, o coefissiente da cabeça, poje, tenhu ka mafastare dos istupidus. Num posso dispardissare o meu pracioso tempu com anurmaijes, pá. Tás abere. Bai construíre cazinhotus, seu cagarola inussente. Descunfiu kandas a bever.
    O balupi pá, alcoolizsa esta malta, meue. tu já estáse apanhadu. Trata do elebador, bá, num arrotes maje e manda o gase descere pra baixu.

  37. Mel, pá! Mel.
    Existem comunidades no deserto do Sahara ancestralmente apicultoras. Têm mercados periódicos onde vendem a produção a preços exorbitantes para qualquer ocidental comum. Vivem bem só com isso. Queres o link? Procura.

    Acho-vos um piadão do caraças: fartam-se de gritar que a informação da Internet é controlada e, mais tarde ou mais cedo, percebe-se que quando fazem três ou quatro googladelas e não encontram o que querem, fica toda a vossa sabedoria, muitas vezes a eloquência, escarrapachada no monitor.

    E escusas de gritar.
    toute a ber tem género? Tens algum problema com mulheres? Pra mim és uma gaja, estás é mal disfarçada. Sanitas e mãozinhas electrónicas são suficientemente suspeitas.

  38. Ai Traques. gaja? que palabraoe. mel? tás indecisuoe, tu bense aki só rasponder-me, olha tu toma coidado, ainda ficas caído cumó balupie. O gaju num dise nada, mas já num paça sem mie. sanitas? mas traques, tu decoras o keu escrebo? kuando disse eu issue? tu já tase apanhadu. eue tenhu mele caseiro de casa. Num preciso desse ka falas.
    pede desculpa, já. Porcalhaõe.

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