16 thoughts on “Grande, enorme, magnífico Sporting”

  1. parabens o Braga,grande jogo,uma equipa bem armada, o Braga faz hestoria, vai jogar champions pela primeira vez.
    gostei muito do trunfo duma cidade muito querida para min.
    Até os comentadores da TVE o mateus chaman-lhe Mathaus,como o alemão, isso é que é muito bom jogador, o Futre chamava-no paolo, o de paulo não lhes concordava bem, o Mourinho e dificil que lhe troquem o nome, aliás se puideram chamariam-lhe morito. Coisa que voces compreenderão melhor quando seja o da união ibérica.

  2. edie: de boas pessoas, bos pensamentos. Acho que para chegarmos lá termos que irmos pelo vieiro da ibérica. olha cá não se podem vêr as televisões portuguesas, na extremadura sim. Cá não se pode dar português nas aulas como lingua extranjeira, na extremadura sim. misturar galego- portugués não da cartão de bon espanhol. Si gostas do portugués e es galego podes ser suspeito de nazonalista-independendista-terrorista .

  3. Gostei sobretudo porque a equipa do Sporting de Braga jogou sempre para a frente. Parece pouco mas nos tempos que correm é muito. Gosto mais de ver um jogo acabar em 4-3 do que 1-0. Muito mais. Parabéns ao Arsenal do Minho!

  4. Esta foi também uma vitória sobre a sobranceria tipicamente espanhola. Dizia um comentador da TVE no início da partida: “a vitória (do Sevilha) será fácil; ainda para mais, contra uma equipa com nome de chiste” (como devem saber, bragas, em castelhano, são cuecas).

    P.S. – Companheiro Reis, deixe-se de iberismos anacrónicos. Apesar disso, o norte de Portugal e a Galiza têm um enorme potencial de cooperação, tendo em conta que partilham o mesmo espaço geográfico, cultura, uma parte substancial da história (Braga foi a capital da Galécia e do Reino Suevo, tendo sido anteriormente centro nevrálgico da cultura castreja) e, além de mais, partilhamos a mesma língua.

  5. reis,

    há uns tempos, quando pesquisava umas coisas sobre a Galiza, encontrei isto e guardei, porque me parece uma pérola. E divertido pensar que o Aznar, no parlamento europeu, teve de colocar os auscultadores para ter tradução da intervenção do deputado galego…

    Da Wikipedia sobre o “português da Galiza”:
    Em relação à oficialidade, o galego é co-oficial na Galiza conjuntamente com a língua castelhana.
    Na União Europeia já foi aceite oralmente como sendo português, nomeadamente nas intervenções dos ex-eurodeputados galegos Camilo Nogueira e José Beiras, tal como se pode ver no excerto desta entrevista de Camilo Nogueira ao jornal português Correio da Manhã:
    «Camilo Nogueira: Falo português da Galiza, 2002-12-18
    O deputado europeu Camilo Nogueira, eleito em 1999 pelo Bloco Nacionalista Galego, faz a maioria das suas intervenções, em Estrasburgo, na língua de Camões. Diz que o galego é português com sotaque e que, graças a esta feliz coincidência, tem a possibilidade de falar no Parlamento Europeu a sua ‘língua mãe’.
    CM – O eurodeputado Camilo Nogueira utiliza o português, na maioria das suas intervenções no Parlamento Europeu, com o intuito de promover o galego ou com a intenção de reforçar o português?
    Camilo Nogueira – Eu tenho o galego como língua da minha família e do meu país e pretendo que a principal língua da Galiza, mesmo em termos políticos e económicos, seja o galego. Nesse sentido, tenho a sorte de, ao contrário do que acontece com os catalães ou os bascos, a língua original da minha região ser uma língua universal e uma das oficiais do Parlamento Europeu, que é o português. Agora, respondendo à questão, eu acabo por fazer as duas coisas, porque promovendo o português vou impondo o galego.
    (…)
    CM – Tratando-se de um eurodeputado eleito por Espanha, nunca lhe foi colocado qualquer problema por falar em português?
    Camilo Nogueira – Não, claro que não. Eu até já debati esta questão com José María Aznar, sobretudo quando a Espanha tinha a presidência da União Europeia e ele teve de pôr os auscultadores para compreender a minha intervenção. Eu disse-lhe que é legítimo que os galegos lutem pela sua língua de origem. De resto, devo dizer-lhe que, curiosamente, eu posso fazer as intervenções na minha língua no Parlamento Europeu, graças ao português, mas não o posso fazer no parlamento espanhol em Madrid, onde o castelhano é obrigatório. (…)»

  6. “ Os bons e generosos
    a nossa voz entendem
    e com arroubo atendem
    ao nosso rouco som;
    mas só os ignorantes
    e férridos e duros,
    imbecis e obscuros,
    nom nos entendem, nom.”
    Eduardo Pondal
    excerto de Os Pinheiros, Hino Nacional Galego

  7. O que faz um jogo de futebol! É com comentários destes que vamos tendo conhecimento e aprendendo numa roda de amigos o que é o Português, Galego e outras coisas mais. Por isso não me canso de divulgar o que fazemos aqui em Freamunde quer a nível de cultura ou de bairrismo. Devemos ser nós – com defeitos ou erros – a elevar a nossa terra que ao fazê-lo estamos a contribuir para a divulgação de Portugal. É o que faço no meu pequeno e modesto blogue, lembrar pessoas do povo – que já partiram – mas algo nos deixaram. Por tudo isto sinto orgulho em ser Freamundense e Português.

    Que Lindo o Azul!

    Cá na terra dos capões,
    Que justiça seja feita,
    Os correios são razões
    P´ra desmascarar a seita.

    Quem não gosta desta gente,
    não quer amar a cultura,
    tenta queimar a semente
    duma raiz já madura.

    São velhas as tradições,
    as gerações vão passando,
    mas não morrem as lições
    que crianças vão guardando.

    Da música ao Teatro
    Bombeiros e Futebol,
    eis o mais velho retrato
    deste concelho, o sol.

    Aspiramos ser concelho
    não há guerra pelo trono,
    mas respeitem o mais velho,
    dêem o seu a seu dono.

    Respeitarei a bandeira,
    como respeito um santo,
    a de Paços de Ferreira?
    “Não!… morro azul e branco!”

    Versos autoria de: Rodela

  8. Morcego: concordamos. Da Gallaecia deveria falarse mais para entender o que é Galiza-portugal. A Gallaecia e o cerne onde xurde a reconquista dos territorios da Península ibérica após a invasão e dominação pelo islam. O mais importante poder na Galiza-Portucale era o da Igrexa: Braga, Lugo, Ourense, Santiago de compostela eram os grandes centros disse poder. Esa Gallaecia criada pelos romanos, pois assim era chamada a provincia romana que no final da dominação ia dende coimbra até as asturias e Astorga, foi assentada pela dominação sueva que ainda que durou poucos anos foi muito intênsa. Braga, chaves, Ourense, Lugo até Astorga. Braga era a capital.
    saudações.

  9. Edie: obrigado por todo o comentario.
    Camilo Nogueira é um político nazonalista galego, uma das pessoas mais íntegras, preparadas que um pais pode têr. Muito home para um país tão pequenino. Teve uma época de varios anos que tinha o seu propio partido e sempre foi deputado no parlamento galego, era a figura mais sobranceira, mas é dificil lutar comtra os grandes partidos e xuntouse o Bloco Nacionalista Galego (BNG), pelo que foi deputado en Bruselas, agora segue na luta mais está afastado pelo BNG . José Manuel Beiras não foi deputado en Bruselas, é outra das grandes figuras do nazonalismo, agora também um pouco afastado. a eleção de Camilo para a Europa foi histórica . Só podia ser conquerida por uma figura como ele.
    O galego não é admitido como lingua oficial nas instituções europeias, so os dos estados oficiais. Ele utilizou o português, tanto para falar como para escrever porque assim estava a utilizar a sua lingua. Foi um grande sucesso.
    Devo dizer que Portugal fez protesto ante as instituções por esta utilização de seu idioma. o protesto foi feito por Mario Soares, pois não queríam emtrar no conflito interno do idioma que houvesse em Espanha. Não lhe fizeram caso, se falasse en Inglês não protestaria ninguem.
    Na Galiza há um debate do idioma, na que alguns defendemos que a linha do nosso idioma devía ser a grafía portuguesa, coas nossas particularidades, além do sotaque, embora na escrita seguir a regra lusa, que é quem deu a nossa lingua origem a categoría de grande lingua , além disso o galego deve estar no mundo da lusofonia. Camilo a partires desa época é um defenssor desa linha e escreve artigos nas duas formas.
    Sobor disso houve debates muito interesantes aquí no aspirina de Fernando Venâncio. Não quero ser maçado, isto é um bocadinho.
    Obrigado pela pegada do hino. é do século XIX dum poeta galego da época do rexurdimento, pois dende os Reis católicos até o XIX a Galiza desapareceu do mapa cultural.
    o futebol ten-me dado momentos muito belos, um deles foi fez dous anos quando a Seleção galega de futebol jogaba um jogo amigavel en Vigo comtra Uruguai, e alí o campo cheio e quarenta mil siareiros cantando este hino, foi algo grandioso. Só houve jogos da seleção galega quatro anos de 2004-2008, pois nessa altura tivemos um goberno PS-BNG en coalição, agora ja temos o governo do PP que houve toda a vida dende a democracia (populus dixit) e este não gostam de qualquer coisa que nos faça recordarnos a nos mesmos.

    Até logo. :)

  10. reis,

    eu é que agradeço e muito este “bocadinho” que aqui deixaste. Embora me deixe um pouco triste e revoltada a forma como a vossa (nossa) cultura e identidade são tão maltratadas pelo medo centralizador.
    Mas viver essas circunstâncias, penso que vos deu , aos que estão do outro lado da Galícia-Portucale, uma temperança muito maior que a nós, os galegos deste lado.

    E aqui vai mais um poema do Pombal, irmão :)

    “e os bos fillos do Luso,
    e os fortes irmáns,
    nun só nó, fortemente,
    os dous constrinxirás;
    tal é a semellanza sonorosa
    do garrido falar!

    Si… dos fillos do Luso,
    que apartados están
    por real estulticia
    da gloriosa nai,
    o pastor, bo e forte,
    algún día serás
    que a tribu vagarosa
    ao deixado clan,
    o descarriado gando
    que agora errando está,
    ao redil antigo
    gloriosa volverás.”

  11. Edie: bela a poesia de Pondal, um dos bons e generosos, que é assim como Castelao (figura do galeguismo que rachou a guerra civil espanhola) chamava a todos os que de bom coração turravam pela sua Terra.
    deixo-te aquí as palabras que Alexandre Bóveda, também do partido galeguista diz ante o tribunal militar franquista que o condenou a morte, e foi assasinado no ano 1937 na guerra civil, só por ser deputado no parlamento pelo partido galeguista e um destacado líder das ideias na defesa da sua terra:

    “A miña patria natural é Galiza. Ámoa fervorosamente, como pode amar un fillo a súa nai. Xamais a traizoaría, aínda que me concedesen séculos de vida. Adóroa até alén da miña morte. Se entende o tribunal que por este amor entrañábel debe serme aplicada a pena de morte, recibireina como un sacrificio máis por ela. Fixen canto puiden por Galiza e faría máis se puidese. Se non podo até me gustaría morrer pola miña patria. Baixo a súa bandeira desexo ser enterrado, se o tribunal, en conciencia, xulga que debo selo.

    E este agarimo –permítaseme a única palabra galega no idioma que falei sempre– que lle teño á Terra Sagrada na que tiven a sorte de nacer, non me obriga a sentir ningún odio a España, á que, por dereito, pertenzo. Só combatín os seus erros, e, ás veces, as súas crueldades políticas para coa miña Galiza idolatrada. Máis nada.”

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