Canção no Quiosque do Sr. Oliveira

Quando fechou livraria
Numa tarde de tristeza
E Fernanda nada dizia
Sobre o café desta mesa

Foi a triste despedida
Dum mundo a acabar
Mais de metade da vida
Com os livros num lugar

Lá as manhãs eram frias
E as tardes eram quentes
No balcão de tantos dias
Não iguais mas diferentes

E a caminho da estação
Do Rossio, suas escadas
Leva no olhar a canção
De lágrimas recuperadas

8 thoughts on “Canção no Quiosque do Sr. Oliveira”

  1. Desculpará,

    E quem disse que eu o QUERO PROVOCAR??? ALGUMA VEZ O PROVOQUEI?
    COM QUEM ME CONFUNDE?

    Deverei acaso conhecer o seu trabalho? Porque fez um juízo tão feio e precipitado??!

    BOLAS, digo eu, porque poeta que se preze não se pronuncia assim!!!

  2. Se me «estivesses a ver» saberias que, além de obscuro colaborador deste Blog, tenho um percurso como autor publicado em livro desde 1981. Existe uma tese de mestrado de Ruy Ventura sobre a minha obra caucionada por Clara Rocha, Silvina Rodrigues Lopes e António Candido Franco. Por isso é um bocado absurdo que eu fosse publicar um texto não meu em meu nome. É só isso. Já «estás a ver» agora?

  3. Caro Senhor

    Eu nunca o tratei por tu. Nem vou vê-lo, sabe porquê? Surpresa: se o meu Caro me estivesse a ver, saberia que eu CONHEÇO autores, conheci autores que nunca na sua vida conheceu nem conhecerá! Mais: a sua alegada ida ao Brasil, como me parece ter lido aqui em tempos ou a Londres onde falou num cartão qualquer, não me impressionam.

    Se me estivesse a ver, saberia que nunca se sabe quem está do lado de cá e esta pessoa que lhe está a dirigir-se-lhe desta forma, tentou saber quem era o autor, com algum objectivo. Você simplesmente REPROVOU! Porque é vaidoso, não é conhecido como pensa que é, mas só para lhe dar um gostinho:Sena, Jorge Amado, Gomes Ferreira e outros, sabem quem são? Sim, já partiram, mas é sempre bom conhecer alguém que se relacionou com eles e que continua a relacionar-se com outros, MUITO MAIS CONHECIDOS que você e lutam pela Língua Portuguesa no exterior. Com créditos mundialmente afirmados, obras publicadas, PROFESSORES JUBILADOS, titulares de cátedras numa simples Academia Brasileira de Letras.
    É só isso. Está a ver-me agora?

    Acredito que não publique. Nem é relevante, porque a mensagem é REALMENTE só para si.

  4. Pirandello disse «Para cada um sua verdade»; o Povo diz «fica com a tua que eu fico com a minha». Vai dar ao mesmo. Mal de mim se, nesta altura do campeonato, precisasse de colcoar poemas dos outros nos meus «posts»… Achei a pergunta algo absurda, só isso. E tenho direito a achar atendendo ao meu percurso anterior.

  5. Caro Senhor

    Há formas e formas de responder e um momento para brincar ou «reinar» e sermos sérios.

    A pergunta não é absurda de forma alguma, nem eu alguma vez ofenderia conscientemente o seu percurso, qualquer que fosse ou seja o mesmo.

    Nem se trata de cada um ficar com a «sua», trata-se de humildade e de reconhecer que se precipitou, julgou e falou com tal vaidade, o que não se espera de quem se apresenta como poeta. O seu «direito de achar» não pode conflituar com o meu direito de perguntar. Responde ou não responde, mas sem sobranceria, e isso, abunda na sua resposta.

    O «toute a ber» é apenas um personagem que visa descansar a seriedade do trabalho que a pessoa que o escreve faz todos os dias, que usa até desajateitadamente palavras que naturalmente não integram o seu quotidiano. Ora, já aqui dei a entender que se eu quiser consigo unir sílabas, de forma séria e pensada. Bastar-lhe – ia isso para ter a sensibilidade de destrinçar e não ter respondido da forma que fez e que me fez reagir como já leu e que, fique ciente, em nenhuma palavra ali insíta, exagero em alguma coisa.

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