Brincar aos treinadores

Vendo a dificuldade do Sporting em casa com o Marítimo, simpática equipa que não queria ganhar e quase marcava um golo sem querer, ficou claro que o clube deve cerrar fileiras para defender o 4º lugar como grande meta para esta época. É que vai ser muito mais difícil lá chegar, desta vez.

A não ser, claro, que alguém com alguma autoridade no clube, pode até ser o roupeiro, convença o Paulo Bento II a fazer contas de somar. Ele que comece a somar o número de remates, passes e movimentações ofensivas de Vuckcevic ao número de assobios que a sua substituição provocou. Depois, olhando para o resultado, só tem de o deixar jogar ao lado de Liedson para a conta ficar fechada. E como não há dois sem três, que meta o Matías Fernández atrás desta dupla de habilidosos; inventando-se o triângulo atacante que apagará as memórias penosas do losango defensivo. O que acontecer abaixo da linha avançada desta troika é indiferente, vale tudo, incluindo ir rodando o Carriço pelas variadas posições do meio-campo.

Paulo Bento II pode continuar a brincar aos treinadores desde que vá tendo explicações de aritmética.

4 thoughts on “Brincar aos treinadores”

  1. É isso, está a repetir os mesmos erros do outro PB. Para ele o jogador não era escolhido em função do que jogava no domingo anterior mas sim por aquilo que «jogava» nos treinos. Era o triunfo do delírio e da alucinação. Se até eu sei isso, como é que este que (mal ou bem) é chamado treinador não sabe???

  2. Pois, mas com um treinador que faz declarações : ” qualquer dia damos tres e quatro sem ninguem esperar” não se pode esperar grande coisa. Até parece “A Liga dos Ultimos”. É o desnorte.

  3. Eu não gosto do indivíduo nem pintado, mas a verdade é que ao Benfica e ao Sporting o que tem faltado é um Pinto da Costa. Com ele certas contratações nunca teriam sido feitas e outras que foram feitas teriam resultado. Como dirigente desportivo ele vale tanto como o Mourinho como treinador e muito mais que o Ronaldo como como jogador.

  4. «Como dirigente desportivo ele [Pinto da Costa] vale tanto como o Mourinho como treinador e muito mais que o Ronaldo como como jogador»

    Que raio de comparação.
    Será que pretendia ser um elogio?
    Mourinho como treinador não vale grande coisa, o forte de Mourinho são os «mind games» e jogar para o 1-0 ou para o 0-1.
    Comparar o Chelsea de Mourinho com o Chelsea de Ancelotti (Ancelotti 2010/2011, dois jogos, duas vitórias, doze golos marcados, zero sofridos, assim, sim; futebol espectáculo).
    Já Ronaldo, Cristiano Ronaldo, é um produto de «marketing» da Nike, da Castrol e assim… o verdadeiro Ronaldo é o da selecção, aí sim, revela todo o esplendor futebolístico.
    Ainda se falasse em treinadores a sério, como o Domingos que pega numa espécie de União de Leiria do Minho e coloca-o na «Champions» não me consta que Mourinho tenha conseguido o mesmo com a verdadeira União de Leiria da qual saiu sem honra nem glória.

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