Até sei quem o pode substituir

Quando Queiroz, no lounge VIP do aeroporto de Lisboa, a caminho do sorteio da fase de apuramento do Europeu de 2012 – portanto, ao serviço da Federação Portuguesa de Futebol; isto é, em representação do Estado – desatou ao soco a Jorge Baptista, jornalista e delegado da UEFA, não estávamos em condições de entender o problema na sua extensão e gravidade. Perder a cabeça pode acontecer a qualquer um, por inúmeras razões. Mas o episódio foi a 6 de Fevereiro, há perto de 7 meses. O que se passou entretanto obriga a voltar atrás com um novo olhar, levando à inevitável conclusão: Queiroz é chanfrado dos cornos.

Em todas as situações escandalosas e disfuncionais que protagoniza encontramos um padrão: nega a sua ilicitude ou imoralidade, declara a sua irresponsabilidade e mente. Ainda se acrescenta outra cena só dele, que nunca se viu a mais ninguém naquele cargo: as suas declarações públicas, acerca de dirigentes e jogadores, parecem de alguém que perdeu a capacidade de se avaliar e conter, largando bacoradas inacreditáveis.

Mesmo que tivéssemos vindo da África do Sul campeões do Mundo, seria urgente restituir a dignidade à Selecção Nacional. E aproveito para sugerir um substituto que não fará pior, o qual está pronto para pegar ao serviço já neste mês de Agosto: Paulo Sérgio, actual assalariado do Sporting Clube de Portugal.

7 thoughts on “Até sei quem o pode substituir”

  1. Costuma-se dizer, diz-me com quem andas dizer-te-ei quem és, aqui está o dito popular mais adequado a Carlos Queirós e Gilberto Madaíl. Quando há anos disse que era preciso varrer a porcaria que estava na federação tinha uma certa razão, só que não se varreu, e ela amontoou-se com o seu regresso. Pode-se fazer trinta por uma linha que para certas pessoas está tudo bem. O que se passou com Jorge Batista e Queirós no aeroporto era mais que motivo para um processo disciplinar, não se pode conceber que uma figura pública como Queirós tenha assim comportamentos, comportamentos destes admitem-se ao Zé da Esquina e em casa dele não em espaços públicos e à frente de inúmeras pessoas.
    Mas como somos um povo que gostamos do quanto pior melhor eis-nos cantando e rindo. Vemos pessoas com responsabilidades casos de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, sindicato dos treinadores de futebol e alguns treinadores a defendê-lo, é no que dá o corporativismo e interesses. Acabo com este dito popular. As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro.

  2. O que le fez em Alvalade obrigando Sousa Cintra a destruir o gabinete do directro geral do estádio José Alvalade (coronel Cunha Bispo) para fazer gabinetes para os seus adjuntos é de bradar aos céus mas já ninguém se lembra. E as obras no Hotel na África do Sul que a FPF teve que pagar?

  3. Foi pena esse Baptista não ter ficado com um olho à belenenses, pelo menos ficava tudo na na área da especialidade e o “escândalo” não transvasava das bordas da primeira divisão. Ou o Belenenses já está na segunda ou deixou de existir ou foi andar de caravela?

    Atão esse coirão não tem o descaramento de dizer na cara do Queiroz que não concordava com a nomeação do homem para o cargo que desempenha! Quando muito, o que essa besta excessivamente quadrada poderia ter dito é que há pessoas que pensam dessa maneira. Abençoada deslocação de ar, o que é de lamentar é que não tenha passado disso. E, depois, armado em fanfarrão: prà próxima já estou preparado! Artolas. Jornalista, o que é se espera…

    Vem cá agora o Valupi a meter cunhas indirectas ao Sérgio, pfff.

  4. Parece-me demasiado evidente o que a FPF está a tentar recorrendo a estes estratagemas que, por mim, só podem ser classificados de porcos.
    É opinião da maioria, e minha também, que Queiroz não tem a competência necessária para ser o Seleccionador da equipa portuguesa. É demasiado cauteloso, contido, enfim, medroso (ou merdoso , escolham vocês). No entanto a circunstância de lhe faltar competência para o cargo não o diminui enquanto pessoa. A tentativa de assassinato pessoal com vista à sua demissão ao invés de simplesmente afirmar a sua incapacidade e pagar-lhe a indemnização acordada é demasiado vil, demasiado baixa. Revela, talvez, muito do carácter dos responsáveis da FPF .
    Como diria Scolari que “só estava defendendo o menino, defendendo o atleta”:

    “E o burro sou eu? O ruim sou eu?”

  5. O Queiroz foi ingénuo ao pensar que já tinham limpo a federação e não aprendeu mesmo nada. Devia ter posto os olhos no Scolari que agrediu um adversário ao vivo e em directo para o mundo inteiro com muito menos alarido e sem colocar em risco o emprego. Bem vistas as coisas, andarem ao murro na FPF já é uma normalidade e chamarem nomes uns aos outros e às mães é uma banalidade do futebol. O que mais me surpreendeu foi a evidente falta de liderança do grupo.

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