Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Author Archive for visitas actuais Archive Page

Viola da Terra, menina
Nas mãos de Hélio Beirão
Cria uma voz divina
Na humana condição
Viola de cinco parcelas
Nas mãos de José Elmiro
Traz a luz das estrelas
Até ao ar que eu respiro
Volta o som das trindades
Júlia, David, José Beirão
Um ciclone de saudades
Sai de dentro do violão
Viola regional Terceirense
Por ela a Terra tem voz
Assim a morte se vence
Nas festas […]

Ninguém conhece melhor os ventos e as ondas que um marinheiro. Por isso sabe quando o mar é de morte. E, se a terra fica a vante, cada vaga pode anunciar fim, funeral e sepultura. Nessa condição pouco mais é estar dentro de uma lancha desgovernada do que agarrado a um destroço.
Mar pela Proa, o […]

Uma livraria com livros e muita música
Na passada quinta-feira (27 de Março) aconteceu música nova numa jovem livraria (Trama) na Rua S. Filipe Nery ao pé dos CTT do Rato. Estava frio e sair de casa não é fácil pois tudo nos envolve na chamada «cultura de apartamento». As pessoas são convidadas a comprar filmes […]

Dinis Machado na mais velha estação de comboios do Mundo
A fotografia belíssima da estação do Rossio que Fernando Venâncio colocou no «aspirinab» levou-me a recordar algumas memórias. Um dia na Veiga Beirão fui com Dinis Machado falar numa turma de Português. A pedido do professor escrevi estas palavras: «Qualquer maneira de começar é uma boa […]

«Não é uma boa prosa que ambiciono» (Miguel Torga)
Isto de escrever em público e para o público, tem que se lhe diga. Não é fácil, não é como nos «Morangos com açúcar» onde acontece tudo e ninguém paga nada, desde a prancha de surf ao copo de água tónica. Outro dia falando com o director-geral […]

Um Tê Zero na Ericeira
Pôr-do-sol de encantar
Vou logo à segunda-feira
Mais tempo a ver-o-mar
Livro feito por Fernanda
Mistério, Ilha Terceira
Uma aventura comanda
Estas tardes da Ericeira
Alto da Forca, moinho
Não faz farinha, é ruína
Num escritório vizinho
As traduções de Regina
Na Brincosa, Anabela
Com aulas e o mestrado
Não pode estar à janela
Tem o seu tempo ocupado
Loja da Berta, enxoval
Lençóis, camisas, toalhas
É o […]

Como um pastor que esquece os nomes das suas ovelhas
e não reconhece os balidos dos seus cordeiros,
O Senhor fechou os olhos ao sangue dos holocaustos.
A Terra inteira deitou-se com as dores do parto
mas, quando a aurora chegou,
viu que o berço se tornara em ataúde,
que os animais domésticos eram como feras selvagens,
que a enxada se transformara […]

No tempo da guerra é que foi mesmo de mandar carouço. Uma pessoa nem sequer podia chamar seu àquilo que era seu, que vinham fiscais ver o que cada um tinha de trigo e de milho, e ficava um tanto para os donos e outro tanto para o governo, para levar para quem não tinha. […]

«Não é preciso revisor; os computadores fazem isso!»
Esta frase é célebre e foi ouvida numa redacção nos anos 90 a um «engenheiro» que administra jornais como poderia administrar supermercados ou lojas de bricolage. Hoje lembrei-me dessa frase pois caíram na minha mesa de trabalho três exemplos de como ele está profundamente errado. Vejamos o primeiro […]

Hoje eu vou-lhe contar umas coisas daqueles tempos, mas peço que as escreva direito. Eu falo torto porque não tenho letras, mas o senhor sabe o que eu quero dizer. O pessoal ri-se da gente, dos modos como a gente fala, mas se os senhores escrevem isso tal e qual a gente fala não falta […]

«Prix Nationale Blaise Cendrars» para um poeta português
Liberto Cruz, com o poema «Partir», foi o vencedor do Prémio Nacional Blaise Cendrars de 2008. O júri, presidido por Miriam Cendrars, atribui o prémio com o nome de seu pai ao poema que veio de Lisboa destacando-o como o melhor entre 415 participantes. Para os leitores do […]

Olhe qu’ê gosto munto do João Cravalho, aquilo nã era partida qu’ele me fezesse. A gente só pode levar duas garrafas de bebida, dizem qu’a lei nã permete nem sequer essas duas, mas eles fechim os olhos s’a gente nã leva más que duas. Quer-se dezê que eu levê aquelas duas e nã podia levar […]

Como há uns amigos que confessam gostar destas histórias, aqui deixo outra, o mais próximo possível do modo como me foi narrada. O José Zélia foi das pessoas que mais me abençoaram na vida, pois de cada vez que eu ou qualquer outro lhe oferecia um copinho de vinho, incluindo minha mulher quando ia tomar […]

Mestre Luís Perneta? Aquilo era um demoino em forma de gente. O senhor sabe daquela vez que ele fez os sapatos prò sargento do Continente, não sabe? O home tinha estado aí co’a tropa no tempo da guerra, e ia-se embora, queria uns sapatos bem feitos prà viage. Mestre Luís fez-le os sapatos, ficaram com […]

Se se pode dizer nordeste e sudoeste
também se devia poder dizer direitrás e esquerdente

“Bem-aventurados aqueles que nada têm a dizer, e não podem ser persuadidos a fazê-lo.” (James Russell Lowell)
“Tudo é permitido, mas nem tudo é conveniente.” (S. Paulo)
As palavras são as armas dos pacíficos. E também podem ser usadas como pedras de arremesso. Ou como catapultas de destruição.
A liberdade de expressão consiste em dizer o que pensamos, […]

(Que diria o padre António Vieira a respeito das declarações de Bento XVI acerca do Inferno e das reacções que se geraram por causa delas? Talvez algo não muito diferente do que aqui se diz, embora mais bem dito, sem dúvida alguma.)
“Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccatum mundi.” Assim S. João Baptista apresentou […]

Que há de comum entre o marmeleiro e o chá? Aparentemente nada, a não ser que ambos são originários da Ásia, embora um do Sudoeste deste continente e o outro de Assam e Manipur, no Nordeste da Índia.
No entanto, fala-se de um tal chá de marmeleiro, que é coisa que não se deseja a ninguém […]

Os impérios do Espírito Santo, em Santa Maria, têm quase a idade do povoamento da ilha. E por isso mantêm a memória de uma receita culinária de antes da chegada das especiarias orientais. A carne, cortada em grandes pedaços, é temperada apenas com sal e cozida durante várias horas. Depois, com o caldo ainda meio […]

Dantes, fosse no trabalho, em discotecas, em bares, na rua, ou em paragens de autocarros, havia sempre um ou outro a insinuar-se. Alguns mais subtilmente, com palavras, olhares ou pedidos de amor eterno, outros chegaram mesmo a dedicar-me pívias (sei-o porque foi assim em jeito de serenata) e um inclusive chegou a arrombar-me a porta […]




Aspirina box

Arquivos mensais

Pharmácias

As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)

 

Farmácias de Serviço

 

100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it


© 2006/07 Aspirina B | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Wordpress | afinado por Paulo Querido | Topo