Balada da Ericeira

Um Tê Zero na Ericeira
Pôr-do-sol de encantar
Vou logo à segunda-feira
Mais tempo a ver-o-mar

Livro feito por Fernanda
Mistério, Ilha Terceira
Uma aventura comanda
Estas tardes da Ericeira

Alto da Forca, moinho
Não faz farinha, é ruína
Num escritório vizinho
As traduções de Regina

Na Brincosa, Anabela
Com aulas e o mestrado
Não pode estar à janela
Tem o seu tempo ocupado

Loja da Berta, enxoval
Lençóis, camisas, toalhas
É o mapa de Portugal
Num desenho sem falhas


Eduardina, uma saudade
Sentimento tão profundo
A Horta, pequena cidade
É a mais bela do Mundo

Lágrimas de gente feliz
João de Melo, Carvoeira
Meu poema é meu país
Um Tê Zero na Ericeira

Na Biblioteca os jornais
Escrita em dia no ecran
Não posso desejar mais
Para gozar uma manhã

No meio do nevoeiro
O iate dum rei menino
A partir lento, ronceiro
Gibraltar é seu destino

Alfândega da Estremadura
Impostos e Guarda-fiscal
Comércio também procura
A harmonia universal

Café que nós bebemos
E este açúcar refinado
Afinal todos sabemos
Não estão ao nosso lado

Uma alegria tamanha
Poema e poeta feliz
Seria ter o Zé Fanha
A ler os versos que fiz

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