Carolina Michaëlis e a Questão Coimbrã

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Eis o mais recente teste à disposição do português para detectar se um outro português é imbecil, lunático ou, simplesmente, falho de bom senso e bom gosto: basta pedir ou detectar opinião quanto à notícia de uma bulha entre professora e aluna, a qual foi registada em vídeo para proveito comunitário. Se vier relação com o Ministério da Educação, o Estatuto do Aluno ou a Maria de Lurdes, estaremos perante um retinto imbecil. Se o discurso aparecer em forma de lamento pela decadência do ensino, da moral, da autoridade e da família, estaremos face a um lunático. Se surgirem tiradas reflexivas sobre o que deva ser a educação e a escola, estaremos frente a carências variadas, algumas simpáticas.

Aquilo que se vê é uma situação de incapacidade profissional, tão-só, e nem importando diagnosticar a causa. Ora, há incapazes em todo o santo lado. Os piores nem são os que estão nas Escolas Secundárias, pois os seus defeitos ficam diluídos na mediania do professorado. Grave é falhar profissionalmente na Justiça, Saúde, Administração Pública, Polícias e Forças Armadas. Seria estupendo reunir vídeos de médicos a errarem diagnósticos por desleixo, juízes a decidir com base em preconceitos moralistas, polícias violentos porque brutos e impunes, autarcas a deixarem que se destrua paisagem natural a troco de um Mercedes ou coisa ainda mais reles. Neste raríssimo caso de documentação pura de conduta docente, temos uma senhora que não sabe lidar nem com alunos, nem com adolescentes, nem com raparigas, nem com cidadãos na posse de telemóvel próprio. É muita incompetência junta, mas só tem um responsável: o adulto na sala.


A conduta da aluna é de aplaudir. Porque não se deve tirar o telemóvel a ninguém, muito menos a uma rapariga adolescente — e isto é uma evidência tanto pelo facto de ser rapariga, como por ser adolescente, e ainda por ser adolescente e rapariga. Os telemóveis não são meros telefones, são também diários, guardam segredos escandalosos, dilacerantes, muito mais valiosos do que a efemeridade e superficialidade do estado de aluno. Num telemóvel, em 6 caracteres, pode estar guardado todo o amor possível neste mundo. Todo o ódio também (neste caso, em 8 caracteres). Para além disso, o arresto do telemóvel implica o corte com um grupo de pessoas que é nuclear para o indivíduo espoliado, as quais fica impedido de contactar, ou por elas ser contactado, em caso de urgência. Acresce ainda que os adultos, e as escolas, são entidades moralmente insalubres, pejadas de vícios comportamentais que atentam contra a confiança mútua; logo, ter um professor a querer confiscar o nosso telemóvel, estando nós no frenesim dos 15 anos, é equivalente a ser poeta revolucionário, com panfletos debaixo do colchão, e ter a casa revistada pela polícia política. A aluna fez frente à opressão, lutou galhardamente contra a tirania, tendo primeiro, e pedagogicamente, utilizado apenas o poder da sua voz para tentar controlar a professora. Não o conseguindo, pois a mulher estava danada para sequestrar o aparelho, a aluna viu-se obrigada a exercer alguma força física, embora sempre de um modo controlado. Chegou a ser preciso impedir a fuga da meliante, o que se conseguiu com exemplar eficácia. No final deste arrufo ideológico, sucesso: o telemóvel foi recuperado e vemos a aluna a dirigir-se calmamente para o seu lugar a fim de continuar a assistir à transmissão de conteúdos lectivos.

Muitos dos cem mil indignados, mais os partidos nojentos que temos na oposição, foram céleres a largar as típicas inanidades opinitivas sobre o sucedido, regurgitando raciocínios que estabeleciam uma relação de causa-efeito entre o Estatuto do Aluno, publicado em Diário da República a 18 de Janeiro de 2008, e uma aula de Francês ao 9ª C da Escola Carolina Michaelis um mês e tal depois. Mas nenhum destes cobardes repelentes se incomodou publicamente, nem um pouco, com uma notícia vinda à liça 8 dias antes. Nela se dizia que 10% dos universitários em Coimbra acreditava que a pílula protegia contra a Sida. Este resultado é inverosímil, literalmente inacreditável. É daquelas notícias que sabemos ser verdadeira, mas tal noção não chega para que acreditemos nela. Porque alguém maior de 18 anos que pense tal estupidez, nem a carta de condução devia poder tirar, quanto mais ter frequência universitária. Que tipo de distorção informativa tem de ser exercida sobre um ser humano para conseguir aprovação em 12 anos de escolaridade, mais as eventuais provas de admissão universitária, e ser portador de tamanha calamidade mental? Que gente foi essa com quem estes infelizes conviveram, fosse em casa, na rua ou nas escolas?

Ficamos desamparados perante um cenário onde alunos universitários têm conhecimentos aberrantes que põem em risco a sua saúde, mesmo a sua vida, e a de terceiros. Como o estudo aponta para 10%, é provável que a realidade supere essa referência; e nem nos arriscamos no cálculo relativo ao todo da população num país onde a escolaridade, e a percentagem de licenciados, é das mais baixas na Europa. E daqui nascem uma certeza e uma pergunta. A certeza é a de que Coimbra não será a excepção nacional, mas o sintoma, a amostra. E a pergunta, a que o inquérito não responde, é relativa à divisão por cursos dos resultados obtidos — ou seja, eu quero saber em que licenciaturas há mais broncos, em ordem a poder tomar medidas preventivas. É esta a nova Questão Coimbrã.

417 thoughts on “Carolina Michaëlis e a Questão Coimbrã”

  1. Com que então, Valupi, só o adulto é que é culpado? Meu Caro, deves estar precisado de tomar um pouco de fósforo ou algo assim. Parece que não fazes a mínima ideia de como é a malta execrável (disse execrável, sim) que frequenta a escola actualmente. Estão-se nas tintas para um sistema que não castiga (não há leis sem sanção), pelo que, para impor a disciplina ali só com um grandessíssimo par da taponas daquelas altamente proibidas e que podem levar um professor a tribunal, à cadeia, ao fim da carreira. Pois se até é mais fácil condenar um polícia do que um criminoso, que treta de país o apalermado do meu partido está criando? Aliás, criado já estava, mas estes vão-no amamentando. Quando te vires aflito, não grites por soccorro, pois pode ser que o teu salvador venha a sofrer mais do que o teu atacante.

  2. completamente de acordo, ainda agora vim de comentar o mesmo episodio em outra capelinha. e e’ isso: se me tirarem o telemovel (nem e’ preciso tanto, basta esquecer-me dele em qualquer lado) tiram-me um instrumento de operatividade multidisciplinar. nestas disciplinas estao muitas das relacoes afectivas, sob a forma de contactos, sms, potencialidade de ser contactada. imagine-se para uma adolescente, para quem o telemo’vel assume o lugar do dia’rio pessoal da minha meninice, escondido na gaveta mais recondita, para salvaguarda dos olhares alheios que se encontravam numa hierarquia descendente, comec,ando pelas irmas, acabando nos pais. qualquer adulto se econtra na outra facc,ao, aquela que nao nos compreende. imagine-se a angustia de vermos os nossos segredos mais intimos na posse de um professor, alguem que nao nos e’ nada (porque nao e’) durante va’rios dias (ao meu filho ja’ confiscaram o telemovel porque o tirou do bolso para ver as horas e ficou sem ele ate’ ‘a aula seguinte). fosse qual fosse a situac,ao, teria que ter sido escolhida outra manobra para a sua resoluc,ao. esta era por demais absurda e votada ao fracasso.

    daniel, e’ verdade que os professores se encontram muitas vezes de maos atadas. mas esta nao foi uma estrategia alternativa com qualquer potencialidade de sucesso. estou de acordo, no entanto, com a necessidade de um aumento de autoridade para os professores. o problema e’ que so’ alguns estariam em condic,oes de a exercer sem despotismo.

  3. Okay não tinha prestado muita atenção a esta noticia porque… bem porque havia algo de óbvio… mas como venho a este site ouvir conversas e ler… ver isto relembrou-me uma sensação que tive quando estive no ensino. Não resisto:

    Quando fui substituir uma professora de filosofia há muitos anos atrás tive uma sensação que me dificultava a docencia: uma sensação de que qualquer coisa pode acontecer. Como se a sala de aula fosse uma bomba á espera de explodir e que não ouvimos o BUM desde que todos os participantes se saibam comportar de uma certa maneira, invisivel para mim que estava a dar a aula. Correu bem para mim: os alunos fizeram um principio de fogueira na aula, eu devo ter lidado bem com aquilo porque sai cumplice com eles e o resto do semestre foi preenchido com outros desafios (como o de como tornar aquilo relevante para eles…) Mas a sensação de bomba nunca me abandonou. E sendo isto mau para mim também não me consegui afastar de uma certa empatia que eu sentia pelos “outros”. Lembrava-me ainda demasiado de como tinha sido penoso a escola para mim…

    Quero tentar descrever o que senti: de que qualquer coisa pode acontecer.

    somos lançados num horario de hora a hora ou duas em duas horas onde nos devemos concentrar num assunto. tem-se dez minutos de intervalo para aliviar a pressão da atenção. Mas começada uma nova hora começa lidar não só com um novo assunto sem ter referencia de como estea interligado com os outros tantos assuntos e também com uma nova personalidade (do professor).

    Tudo é muito cansativo e talvez a parte mais cansativa para os adultos que a vivem: não é muito claro como a mudar… ainda que alguns (ainda que muito poucos) dos ideais de educação estejam claros. Mas é preciso “ganhar a vida”…

    ….

    Talvez a “nova questão coimbrã” ajude a pensar em modos de mudar…

    Sempre a tentar esperança, Dina

  4. desculpa, nao referi a segunda questao. nao me surpreende nem um bocadinho, depois de observar adultos licenciados. ate’ doutorados. aqui, no entanto, creio que muitos escolhem acreditar naquilo que lhes da’ mais jeito.

  5. Caro Valupi,

    para o seu post ficar completo só faltou dizer que o impedimento de atender um telemóvel ou enviar/receber sms durante as aulas é ele também um atentado grave que “implica o corte com um grupo de pessoas”. Um corte radical diria eu, já se sabe que para um adolescente, e ainda por cima rapariga, não poder comentar o último namoro do Brad Pitt nos 10 segundos imediatos à notícia ter saído pode significar o ostracismo social para sempre. Muito mais grave do que não estar atento à aula ou do que trocar impressões em voz alta sobre o assunto com outras colegas.
    De resto concordo a 100% com o seu post.

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    Obrigado

  7. val,
    quanto à 1ª questão, escrevi na altura e mantenho:

    ‘Não é dispensável um olhar crítico à actuação da professora naquela circunstância em concreto. A forma como ela lidou com a situação, como geriu o problema, a atitude que escolheu tomar (ou aquela única de que foi capaz), foi correcta? E em caso afirmativo, terá sido a mais indicada? Um duplo não seria a minha resposta, sem hesitar. Esteve longe da sensatez esta senhora, profissional do ensino, há que reconhecê-lo. Atrevo-me a especular se não terá sido um pouco vítima de si própria, também, mais que só dos outros. A sua postura, visível nas imagens, não cumpriu os mínimos de autoridade necessária para ter mão numa turma de alunos. Há nela um déficit de firmeza que se nota sem engano, alguma demissão da função disciplinadora do professor enquanto tal. Veja-se o ambiente em que tudo aconteceu, para começar; tinha tudo o que não deve existir numa sala de aulas, desde o barulho à desatenção, toda a gente de pé, risos e bocas, comentários e indisciplina geral. Sobrava confusão, faltava carisma de professor.

    Logo no início, às primeiras palavras da aluna, não se viu a esperada, necesssária e correcta atitude de firmeza da parte da professora que, sendo firme e autoritária naquele momento como lhe competia, teria posto um ponto final e imediato em toda a questão. E o que vimos, em vez de firmeza e autoridade de professor? Assistimos a uma professora visivelmente intimidada e insegura a fazer o que faria qualquer coleguinha da mesma idade da garota: puxar mais, empurrar mais, discutir no braço o que devia estar resolvido na voz, ponto assente e não passível de discussão. E assim fragilizada e em queda de autoridade se expôs ao gozo generalizado da turma, um gozo que estava já presente no início, antes de tudo começar, como se pode de resto constatar pelo visionamento das imagens daquele ambiente indisciplinado, favorável ao tipo de evolução a que se pôde assistir. Confrangedor, convenhamos.’

    quanto à 2ª questão e fazendo um esforço para acreditar na bondade dos métodos de pesquisa da Dra. Aliete Cunha-Oliveira (perdoarás mas uma Aliete doutora que assina com tracinho faz-me apetecer suspeitas, é preconceituoso mas mais forte que eu), creio que não será descabido incluir esses 10% nos 20% (ou mais) dos mesmos universitários que, bem conversadinhos, passariam uma longa noite de saca aberta, ao relento, para nela entrarem os gambozinos que acreditariam existir. Dizes-me que não, que é diferente? Digo-te talvez, mas semelhante na mola de estupidez fantasista que existe nesse intervalo de idades que flutua algures na faixa etária a que se refere o tal estudo da dra Aliete. É uma mola sempre pronta a saltar, a estupidez fantástica juvenil, quando perante um estímulozinho mais conseguido na área da mais característica insegurança masculina, da adolescência à idade adulta: o sexo.
    A Dra Aliete aparentemente não quis saber, mas vai lá perguntar aos mesmos se levar no cú não faz um gajo gostar de tricot e bonecas. Que percentagem apostarias tu que responderia um indubitável ‘sim’?

  8. Concordo no essencial com o texto.
    As variantes de análise ao tema são inúmeras e ninguém sai imune com o que se está a passar.
    Sei por experiência própria o que se passou ao nível do ensino com os meus filhos.
    Ainda tenho uma que frequenta o secundário e ambas ao longo da sua «formação» tiveram professores que toleraram situações semelhantes e outros que não. Uns estavam preparados para ensinar outros não. Uns foram óptimos,muito bons, bons, outros cumpriram minimamente e outros infelizmente foram mediocres e maus profissionais.
    Não se pode tolerar um mau professor, porque não só põe em causa o trabalho dos colegas como vai contribuir para a degradação do estado actual das coisas.
    Penso que seria preferível pagar a um mau professor para não dar aulas (do mal o menos…)ainda que se tenha de o ocupar com outra coisa qualquer.
    O grau de exigência tem forçosamente de ser maior e extensível a todos nós.

  9. z,
    é por isso que eu gosto da Corrida à Antiga Portuguesa: é cheia de cortesias. Fosse eu a das rosas e tu o Rei desconfiado com o meu regaço e era o que eu te responderia a este link da FNE: são cortesias, senhor, são apenas cortesias.

  10. jfv, nada de acordo que os maus professores deviam ser pagos para nao ensinarem. ou se aprende a ensinar (e como se aprende o que nao se ensina?) ou a alternativa sera’ outra ocupac,ao. a crise das profissoes e’ particularmente visivel no ensino mas nao e’ exclusiva deste, ha’ crise profissional um pouco por todo o lado. ando a querer escrever sobre esse assunto e so’ nao o fiz ainda por nao ter agora um teclado com acentos e cedilhas.

    ali a dina, acima, sabe dos metodos do john dewey e podera’ ser uma interlocutora esclarecida neste problema. ja’ antes dele tolstoy antecipou, num seu projecto de formac,ao de escolas, um metodo de ensino bem diferente do que tem sido o nosso, com origem em conceitos que nao respeitam a subjectividade, a instabilidade e a incerteza.

  11. Valupi, a falha está dos dois lados, mas talvez mais por parte dos adultos… Pois é… Há um desjuste entre o professorado e estes jovens. Contudo, um mínimo de respeito é necessário de parte a parte.
    E concordo no reforço de autoridade dos professores, mas somente se estes souberem dar o exemplo.

  12. Resumindo:
    Quem não é ministro julga que todos os ministros são maus; quem não é professor julga que todos os professores são maus; quem não é jovem julga que todos os jovens são maus; e assim sucessivamente, até que quem fala é a única pessoa sábia e equilibarda deste mundo, porque os outros sábios equlibrados já morreram todos.

  13. claps, claps, claps

    O sr valupi, pelos vistos, ainda não passou da adolescência, idade que se caracteriza pelo culto do anti-herói.
    A sua cegueira e carneirismo políticos são de tal forma exacerbados que o arrastam vertiginosamente para a asneira compulsiva.
    Grande trauma deve estar na origem do seu ódio à classe docente. Dir-se-ia que foi violado por algum professor. Ó homem, se é esse o caso, deve procurar, urgentemente, tratar-se e até sou capaz de perceber o seu patético preconceito.
    Se tivesse dito que a professora em questão não tinha tido a melhor atitude, já seria asneira de sobra pois nenhum professor deve ou tem que estar preparado para fazer face a situações como a que ocorreu na referida escola. Mas, não contente com isso, leva aquele sr. o seu delírio ao ponto de considerar galharda a atitude da aluna e tirana, a da professora.
    Apetecia-me perguntar que raio de excremento lhe enche as paredes cranianas para dar tanto apreço a um objecto como um telemóvel para que a sua (legítima) apreensão justifique uma crise de histeria aguda. Como pode estar de acordo com a “dependência” de qualquer criatura a esse execrável objecto ou a outro qualquer? Que valores preconiza? Considera, então, natural ( a pergunta é estendida à susana ) que se permita, numa aula, de vinte ou mais alunos, ou em número não importa qual, o uso de um objecto passível de tocar, a qualquer momento, e que é constantemente usado para recepcção e envio de mensagens, ou que fotografa ou que filma?
    O sr não pode estar bem da pinha. Aonde o leva a sua libertinagem, pois que de libertinagem se trata?
    Olhe que copular é a atitude mais natural nos animais. Não acha, então, que seria atentar contra a natureza impedir que dois alunos copulassem numa aula?
    A menos, e aqui dou-lhe o benefício da dúvida, que o sr esteja a fazer um exercício de retórica. Mas, com este assunto seria de muito mau gosto!
    E, aliás, se não lhe importa ” diagnosticar a causa” também nessa arte não lhe auguro muito sucesso.
    O seu discurso enferma de toda a sorte de distorções, que vão desde as de sabor machista, ao considerar que o facto de se tratar de uma rapariga torna a atitude da docente mais gravosa e mais legítima a ira da aluna (já reparou na quantidade de pressupostos aqui implícitos?) até um conceito de aula e de escola perfeitamente anárquicos, o que, a meu ver, seria o ideal, se toda a gente fosse inteligente e justa e razoável, logo utópico. Porém, depreendo não ser o seu, uma vez que poucas pessoas me parece escaparem ao seu diagnóstico de imbecilidade.

    ” os telemóveis não são meros telefones, são também diários”
    Aí está um dos grandes flagelos da nossa sociedade: tudo serve para tudo. É o sistema multiusos. E, como tal, sempre incompleto e sempre mau como aquele detergente que tanto lava as carpetes, como a loiça, como os dentes. Bem, mas isso do mau gosto é como o outro. Cada um toma dele o que lhe aprouver.
    Mas, desde quando, é que é indispensável levar o diário para a escola? Lembro-me de que escrevia o meu em lugar que me proporcionasse a possibilidade de estar só e de o ter guardado com aquela sacralidade que torna as coisas importantes.
    E depois acha mesmo que a professora estava interessada em ler/ver o que de íntimo havia no telemóvel?
    Para ter acesso ao que está num telemóvel, o pegar nele não basta; é necessário manuseá-lo, procurar nas diferentes funções.

    Olhe, eu dou por mim admirada de estar aqui a comentar aquilo que escreveu (tenho uma certa relutância em atribuir-lhe algum género ou designação).
    Peço-lhe, sim, que se ainda lhe resta um naco de lucidez, que o guarde a sete chaves, com o mesmo pudor com que guardaria alguma matéria excrementícia que produzisse.

    Quanto à Questão do Bom Senso e do Bom Gosto, desiluda-se que nem aos pés de um Camilo ou Castilho você chega, quanto mais aos de um Eça ou de um Antero.

    E sim, sou professora. E com muita honra.

  14. Estes miúdos parece que estão nos Morangos com veneno que é como eu chamo e sempre chamei ao morangos ditos com açúcar…

  15. Quando comecei a ler, estava quase de acordo, Valupi. Também achei de vómitos muitos comentários sindicais, sectários, partidários de aproveitamento do episódio para denegrir o “sistema” e a ministra. Mesmo a avaliação negativa que fazes das qualidades profissionais da professora me pareceram defensáveis, se bem que aí já te arriscas um bocado, pois não sabes nem nós sabemos o que ali aconteceu ao certo.

    Depois… depois entraste a descarrilar, a descarrilar e ninguém mais te apanhou. A frase “a conduta da aluna é de aplaudir” é pura provocação, p’ra épater le bourgeois. Deves estar a brincar, só pode. Lá por tu eventualmente saberes lidar melhor com raparigas adolescentes do que esta senhora do Liceu Carolina, nada nesta história te autoriza a culpabilizares mais a professora do que a aluna.

    Estou de acordo com as observações sobre a “malta execrável” e o “sistema que não castiga”, de que fala De Sá. É essa a verdade, nua e crua.

    Viste o novo vídeo que passou esta noite na SIC?

  16. O problema é mais profundo. O meio escolar é só a ponta do iceberg. Passou-se da ditadura do medo à anarquia quase total. Eu nunca vi uma democracia sólida progredir sem autoridade… E o que digo não é paradoxo.

  17. Tive um prof como tu, Valupi. Um gajo até podia fumar nas aulas. Leccionava Introdução ao Jornalismo e também tinha assim uma panca pela polémica. Dava-lhe pica atrair medíocres para o centro dos furacões que fabricava e aproveitar o ensejo para lhes desmascarar os frontespícios.
    O problema é que esse prof disparava a torto e a direito sobre tudo o que mexia e tudo comia e depois fazia figura de um misto de neandertal refinado com intelectual abrutalhado e no final, apesar de brilhante, perdia-se pelo meio dos extremismos indefensáveis e vestia a pele do revolucionário de pacotilha.

    Não é essa a pele que te vestiria, pois aprendi a respeitar-te o jeito para a picardia. Usas as palavras com a precisão de um bisturi, mesmo quando custa a acreditar na tua tarimba em cirurgias.
    Ainda assim, palavra que há momentos em que pareces mesmo divertido com os dislates que esgrimes com a mesma elegância (à biqueirada) com que botas discurso com a seriedade de quem pensa umas merdas e tem jeito para escrevê-las.

    Tudo isto para te dizer, com os paninhos quentes que o respeito supra citado me impõe e sem qualquer intenção de te melindrar mais do que tu consegues na boa seja a que propósito for, que me custa ver uma argumentação inteligente misturada com uma leviandade que a turva (o que me apetecia dizer que o que tu queres sei eu mas tá murcho, mas isso em nada dignificaria esta seca de intervenção).

    Foste professor? E defendes na praça pública uma chavala desembestada em plena sala de aulas? Não me fecundes, pá. Esta nem eu, teu fã assumido, consigo encontrar por onde pegar-lhe para ser solidário.
    A sério, não apanhei a ideia.

  18. Mas na questão coimbrã, nenhum reparo. Essa foi a parte do post que fez conter um comentário “à Zazie”.
    (por falar nela, que é feito?)

  19. MC, claro que nao considero natural que se permita o uso de telemovel nas aulas. tirar o objecto ‘a aluna e’ que nao foi uma medida inteligente (como se comprovou, pois a professora so’ perdeu autoridade com o episodio).
    e vamos la’ ver essa questao do telemovel, como depois vai discorrendo. ninguem diz que o telemovel e’ o mesmo que os nossos diarios, sob a forma digital. o que se diz e’ que e’ o seu substituto, como objecto que encerra intimidade. ao julgar esse apego ao objecto que classifica como “execravel” esta’ a exercer o seu direito de opiniao, mas seria um abuso pretender que a sua opiniao se estenda ‘a apreciac,ao dos outros. a mim o dito cujo faz muita falta: nao disponho de outro telefone, nao tenho os contactos dos outros em registo escrito, e ainda o utilizo como agenda, usando e abusando do dispositivo com alarme para os lembretes. para alem disso, guarda mensagens de pessoas que amo e que nao gostaria de ver perdidas.
    compreendo o que sera’ o telemovel para uma adolescente e, mais uma vez, a mc nao esta’ a por-se na pele dela. o telemovel esta’ cheio de sms que sao tesouros romanticos, segredos de amigas, fotografias comprometedoras, sabe-se la’ de que mais. e, uma outra vez, quando diz que a professora nao iria ver o que la’ estava (o que e’ tambem especulativo, podemos presumir que nao, mas nunca poderiamos saber; se alguem estiver em posse do meu, admitirei a hipotese de essa pessoa poder espreitar), esta’ a pretender que a miuda veja as coisas como um adulto, ignorando a fase profundamente narcisica dos 14 anos. a rapariga, como qualquer adolescente, so’ poderia prever a intrusao. mas nao so’ por isso; bastaria estar ‘a espera de uma mensagem que julgasse crucial para o seu futuro, por exemplo, como e’ tipico destas – e ate’ de outras… – idades.

    finalmente, estou completamente de acordo com aqueles que se queixam da violencia nas escolas. um caso que li no jornal refere uma auxiliar espancada por dois irmaos, com alguma regularidade e declarac,oes da presidente do conselho executivo que revelam alguma complacencia relativamente aos incidentes. a situac,ao e’ grave, mas como o filme atesta, nao e’ na confiscac,ao de objectos pessoais que reside a soluc,ao.
    no entanto, tal como disse noutro lado em que se falou do assunto, suponho que a atitude da professora seja o resultado da escalada de perturbac,ao de quem se ve numa empreitada para a qual nao esta’ equipada.

  20. cortesias, meu caro, se quiseres podemos namoriskar na sala de audiências do castelo de Extremoz que ainda lá está. E estamos bem representados na sala dos capetos da Universidade de Coimbra,

  21. sobre este assunto da prof. nem falo, abomino humilhações públicas, imagino que tal como no cinema os tm devam estar desligados na sala de aula, não? À primeira excepção adverte-se, à segunda vai para a rua, partindo do princípio que os prof.s ainda podem mandar alunos para a rua que já nem sei…

    seja como fôr estou incomodado com tanto sofrimento psicológico que por aí irá, no domínio do ensino secundário, agora tudo bigbrotherizado ainda para mais

  22. «Mas na questão coimbrã, nenhum reparo. Essa foi a parte do post que fez conter um comentário “à Zazie”.
    (por falar nela, que é feito?)
    »

    Eu estou muito bem a pastar sosssegada, sô Shark.

    Obrigadinha pela lembrança mas, fique sabendo, que quando pasto sossegada não há briga que me demova

    “:OP

    Além do mais já comentei esta treta em tanto lado que aqui ia repetir-me. Mas fiz dois postitos para obrigar o Tim a listá-los ao lado de alguns patuscos. O maior patusco que ele lá tem, é o que espero que fique bem atrás de mim.

    Um espécime parecido com o Valupi mas ainda mais retardado e fora de prazo

    “:OP

  23. Este assunto levou um tiro no pé à custa de um video com um dos exemplos mais anormais que se podia ter desencantado para retratar a realidade.

    Para a ilustrar deixei dois testemunhos meus, que até já são bem antigos. Estão no Portugal Contemporâneo e outros na GL.

    Portanto, sabendo-se que o Valupi é macaco e conhece a plateia picuinhas que tem, usou do mesmo truque de sempre- limitou o verdadeiro problema da indisciplina e falta de autoridade (retirada pelas reformas ministeriais) para vender mais do mesmo.

    Só negando o video e pegando noutros exemplos é que o podem encostar à parede.

    Porque, em relação a este, até eu era capaz de concordar.

  24. Agora essa treta do diário e dos meninos que andam com diáriozinho na mão, diz tudo o que faltava acerca dos papás.

    Porque, aquilo que eu tenho defendido é que este exemplo nada tem de problemático retrato familiar. Antes pelo contrário. Era capaz de ir mais longe e de me atrever que até podia ser menina filha de muitos de v.s

    É chato mas é assim mesmo. Há por aí exemplos de adultos na blogosfera que são a cara chapada da grunhice malcriadona da miuda e, ainda mais, dos anormaizinhos na assistência a gozarem o prato.

    O resto foi anormalidade da prof que também só podia estar a pedi-las

  25. Por uma simples razão. Nem sequer houve indisciplina. Se alguém chama a isto indisciplina é porque é a dar para o retardado.

    Indisciplina conheci-a eu em tempos de ditadura- já que até fui expulsa de muitos lados. Mas em nenhum desses casos houve falta de respeito.

    Explicar a estes adultos, filhos da democracia, a diferença é que me parece impossível. Por isso, hão-de deixar a descendência que merecem…
    (que merecemos todos, já que todos aceitamos as anormalidades dos progenitores; a começar na estrada, né?)

  26. E ainda aceitamos mais a dos que patrocinam estas retiradas “pedagógicas” de todos os meis de defesa da autoridade que um prof necessita para aguentar os filhinhos deles.

  27. errata: meios

    (e lá larguei eu a pastagem)

    inté
    (P.S. tenho um post que também podia ser dedicado ao Daniel Sá. A quantide de heróis que a malta tinha e que nunca estão a jeito quando são precisos…
    Até podiam deixar contacto de telemóvel, para os casos em que se chama a polícia e ela não aparece. A mim dava-me um jeitão ter um Daniel pronto a mandar um par de lambadas sempre que me tentam assaltar na rua.

  28. rvn:

    Se fazes parte dos destemidos machos lusitanos, que são capazes de mandar lambadas por escrito a miudas de 15 anos, dá-me o contacto tipo linha verde.

    Ok?

    É que já não é a primeira nem segunda vez que preciso de um quando sou ameaçada com seringa à saída do metro.
    Nessas alturas os valentes machos nem da bilheteira saem. Por acaso costumo andar protegida com barrita, já a contar com estas amnésias tão comuns entre tugas.

    “:OP

  29. É natural que eu aqui aplauda quem está do mesmo lado de opinião em que me encontro. Mas permita-se-me realçar o que disse MC, pois conseguiu, apesar do óbvio calor do momento, ter a lucidez necessária para discorrer com serenidade.
    Não, meus caros Valupi e mais amigos que estão do seu lado, não pode haver a mínima transigência com a mediocridade. Eu previ há muitos anos o descarrilamento total do ensino. Tal como muitos outros o devem ter feito. Porque há uma coisa espantosa no campo da educação. Ninguém pretende ensinar os médicos a execercer medicina ou os advogados a instruir processos e defender causas. Acreditamos que eles aprenderam na altura própria tudo o que era necessário para bem cumprirem o seu dever. E, ainda que falhem, apontamos os erros mas não damos a solução, porque nos sabemos ignorantes no assunto. Quanto à educação, os diferentes ministérios têm misturado tudo, confundido tudo, abandalhado tudo. Encarregaram-se de impor os métodos e de prescrever o tratamento; quiseram aliar à escola indefinidas gentes, como pais que não se sabe ao que viriam ou autarquias que não se imagina o que poderiam fazer. Quiseram dar voz aos alunos muito mais além do que lhes competiria. Passou a haver direitos para toda a gente menos para os professores. Que têm de ser pais e mães, sábios em cultura, ilimitados na tolerância, pacientes como Job. Veja-se os programas o que são, e até nisso se perceberá que quanto mais ambicioso for o intelecto do aluno mais ele se sentirá frustrado pelo pouco que a escola lhe ensina. Pois quanto aos outros, os que não querem mesmo aprender, nada há a fazer. Claro, a solução mais fácil é atirar as culpas para os professores.
    Por razões que aqui não interessa explicar, tenho acompanhado razoavelmente o evoluir dos programas em todos os níveis de ensino. E vejo que a famosa 4ª classe de “in illo tempore” vai subindo cada vez mais de cotação, estando neste momento a um nível quase de licenciatura, sendo-lhe superior em algumas disciplinas, como a História, a Geografia ou a Gramática. Arrisque-se um jovem licenciado (que não tem culpa da ignorância pátria em que o deixam) a fazer um teste…

  30. Assino tudo o que o Daniel de Sá disse agora. Isto sim. Isto é que é o verdadeiro problema e não este video ranhoso que o retrata.

    Quem destruiu a escola foram os mesmos que nos desgovernam há mais de 30 anos. Como disse o VPV, começou até com o Veiga Simão.

    Estes são os males. A paranóia é o papão do “facismo”. Enquanto essa paranóia estiver associada à ordem (a ordem necessária para qualquer democracia funcionar- como muito bem referiu a Claudia) não há nada a fazer. Somos um povo em suicídio e até com a estúpida vantagem de podermos assistir aos erros dos outros. Em vez de pararmos corremos atrás deles e chamamos a isso modernidade.

    E a razão pela qual o fazemos não é a mesma do erro deles. É mera paranóia interna de um país que achou possível deitar para o caixote do lixo a experiência do seu passado, fundando uma utopia a partir desse hiato de medo.

  31. E o problema é que esta paranóia replica-se mais que os coelhos. Todos os discursos à Tiago Mendes, à Rui Tavares, à Vital Moreira, são o grande entrave.

    Porque continuamos a viver fechados para o mundo. Sempre que se vão buscar os exemplos do “simplex” das boas democracias dos países nórdicos, está-se pura e simplesmente a falar em fábulas. Em qualquer desses países existe ordem e disciplina que levava a internar num reformatório um exemplo destes, tão anódinos.

    E só não chamam fascistas às boas das utopias nórdicas por isso. Pelo simples facto de nem as conhecerem e serem mero embrulho da velha utopia. Da mesma que chama fascismo à Ordem e Democracia ao caois e à bandalhice.

  32. caos.

    Depois temos os psicos como o bacano do Tim que acordam para o mundo à custa do youtube. Estamos cheios desses psicos a estragarem o ensino, precisamente porque nunca deram aulas. Porque nem conhecem o meio acerca do qual botam discurso e receita.

  33. zazie,
    Se fazes questão de uma declaração prévia de voto, se é preto ou branco sem cinza possível, se tem absolutamente que ser, então seja, siga, feita à medida desse delicado pé que estendes para o meu tropeço, pronto, ei-la:
    De destemido tenho pouco ou nada (é a parte do Gastão), de ‘macho’ apenas o essencial que me sobra, de ‘lusitano’ tudo até agora mais o que me estará guardado, gosto de assumir. Mas não alinho na lambada na catraia, como creio que ninguém por aqui a sério, entre os que têm cabeça (Daniel obviamente incluído nesse rol). Quem diz que dava e fazia e acontecia fala por falar e apenas procura alívio da pressão soltando os gases. Por isso esquece a linha verde, não te ajudaria em nada, neste caso. Toda a ajuda que te posso oferecer (e faço-o com gosto) cabe nesta frase, que diz tudo e tudo resume: «Este assunto levou um tiro no pé à custa de um video com um dos exemplos mais anormais que se podia ter desencantado para retratar a realidade.» Bem dito, não está? Mainada.

  34. E eu até tenho ideia que sei o motivo pelo qual os tugas estão mais fora da própria realidade que têm entre portas. Espantou-me a quantidade de pessoas para quem este video foi uma novidade impensável.

    Estão assim, na anomia, porque fazem como os brancos em África- não andam de transporte público, não fazem vida de rua. Vivem fechados entre a casa, o automóvel e a janelinha da tv ou do telemóvel.

    Um país que quase que já nem tem povo. Enfiou-o nestas células e nos centros comerciais. Não falam sequer, uns com os outros, quanto mais com os filhos. Imaginam as escolas pela novela e pelos Morangos.
    O resto é bom pró preto que tem de conhecer o mundo que eles dispensam.

  35. Pois foi isso mesmo, ó rvn.

    A provocação da tapona não era só para o Daniel. È uma constante que se pode ler por todo o lado e com a qual me ia passando.

  36. Não nada, de nada. O Valupi não vale a pena. O Valupi é macaco velho e tem paranóia em relação aos profs.

    Se quiseres ficar com uma ideia do que penso vai ao Portugal Contemporâneo ou à GL.

    Na verdade existem 2 aspectos distintos. Por um lado a realidade do estada a que chegou o ensino. Acerca dele já se disse tudo e continua a ficar de fora quem não entender que a responsabilidade é governamental e tem décadas.

    Essa análise está feita. Resta repeti-la até à exaustão e insistir em que se olhe para o que até de bom já tínhamos (desde as escolas técnicas e industriais, à forma de hierarquia dos próprios liceus) no tempo de Caetano.

    Este é um trauma que sem se perceber não se arranja nada. Porque foi a partir dessa destruição do ensino técnico e até das boas hierarquias directivas que tudo se estragou.

    A democracia não obrigava à destruição disto. Mas obrigou pelo mesmo motivo de paranóia ideológica que ainda hoje se propaga. A pancada de se ligar democracia a fim de autoridade e autoridade e respeito a “prepotência facista”. Assim como a paranóia de se ligar hierarquias a “desigualdades” e a associação entre diferentes ensinos a desigualdades e “privilégios”.

    Este é o principal trauma que não tem paralelo em mais nenhum país europeu, já que mais nenhum teve a triste ideia de querer fazer utopia em finais do século XX.

    A outra questão é o exemplo do video que não diz praticamente nada. A não ser o novo-riquismo generalizado, a boçalidade dos putos que nem sequer são indisciplinados, mas sim rudes e desrespeitadores de hierarquias, e uma professora completamente taralhouca, que não é exemplo para nada.

  37. Pegar no exemplo do video para tapar a realidade e para tapar a responsabilidade política de ter feito ete monstro em que o prof está na mão dos filhos desta bagunça, é mais um truque valupateta para defender o governo.

    Claro que este governo não é o directo responsável de tudo isto, mas são-no os mesmos de sempre que nos desgovernam e não descolam.

    E a ideia de ainda dar mais poder a esta bagunça atribuindo aos putos 6,5% na avaliação de um professor, até com esta caricatura mínima de video, dá para perceber como só por absoluta imbecilidade, vinda de cima.

    Agora que a realidade tuga é mil vezes pior que o video e, ainda assim mil vezes melhor que Inglaterra ou França também é um facto.

    E estúpidos somos se vamos a correr a imitar o que levou a que eles estejam em situações de autêntica catástrofe.

    Tenho a ideia que praticamente ninguém sabe de nada disto. Nem do que se passa, há décadas, nas nossas escolas, quanto mais das percentagens de 1 morto diário entre gangs de putos de 12- a 17 anos no Londonistão.

    Porque, de facto, continuamos fechados e fora da Europa e praticamente só se viaja para fazer turismo.

  38. daniel, eu nao culpo os professores. mesmo os professores incompetentes se limitaram a arranjar um emprego. quem tem culpa, ate’ mesmo nestes casos, e’ quem os empregou. concordo contigo que os professores tem tido as costas largas. mas isso nao os iliba das suas incompetencias, quando as ha’.

    quanto ‘a razao pela qual toda a gente se pronuncia, creio ser a seguinte: mesmo quando nunca se deu aulas (nao e’ o meu caso) ja’ se foi aluno. (e tambem se e’ pai, na continuac,ao.) e’ facil reconhecer as situacoes. sei que a situacao se deteriorou em muitos casos, mas o evento nao difere muito de outros a que assisti enquanto aluna. andei num liceu onde todos os carnavais acabavam com a policia de choque a entrar pelos portoes por causa dos cocktails molotov atirados por cima dos muros pelos alunos. o objectivo era umas ferias mais extensas. havia uma professora de matematica, velhota, franzina, muito exigente. todos se pelavam de medo da senhora, pois tinha uma autoridade intrinseca. era antipatica, mas ninguem a desrespeitava. tive tambem um professor de biologia que estava no seu primeiro ano. ao que parece tinha tido a opcao da via ensino ou investigacao. era pessimo comunicador, cheio de conhecimento, mas lunatico. eu tinha pena dele, pois era simpatico e percebia-se que sabia do que tentava falar. os alunos fizeram-lhe a vida negra, a ele e outra professora, igualmente pessima comunicadora mas parca em conhecimento. durante as aulas chegavam a deitar as mesas de lado para formar trincheiras e havia guerra de objectos. o prof de biologia percebeu que nao estava talhado para a coisa e mudou de via. a outra, sem ter outra opcao, para la’ ficou.

    o que me surpreende e’ ver professores competentes (que nao vao enfiar qualquer carapuc,a) a evitarem reconhecer aquilo de que sempre os ouvi queixarem-se: a incompetencia de tantos colegas. mesmo assim prefiro pensar que e’ solidariedade e nao corporativismo.

  39. Claro que para a Susana que, chama diário íntimo a um telemóvel e que só conhece o mundo das escolas pelas dos filhinhos, este vídeo é um autêntico figo.

    Uma delícia, para quem pode viver fora do mundo e imaginar que ser-se esfaqueado ou violado numa aula só acontece por existir uma professora taralhouca como a deste vídeo.

    Mas isto vende, porque é ideologicamente de esquerda. E Portugal é um país ideologicamente de esquerda.
    Pode parecer anormalidade mas a esquerda é, de facto, a grande doença que padecemos. Porque é uma esquerda fundada do nada- das tais trevas temíveis do passado que nem se conhece. Do passado tenebroso, que tinha coisas a funcionarem tão bem, que até foi preciso deitá-las fora. Para quando for demasiado tarde se lembrarem de as recuperar.

    O ensino é o melhor espelho desta doença tipicamente democaco-tuga.

  40. E explico já o motivo da diferença. Vão para países nórdicos e não encontram este descalabro feito em nome da democracia.

    Vão para os que estão num caos e percebem de onde ele deriva. Das tais pedagogias rousseaunianas que eles estupidamente tiveram antes de nós. E que nós, estupidamente copiámos depois de eles tudo fazerem para se verem livres delas.

    E esses países em que esta é uma autêntica tragédia nacional- de tal modo que até precisam de vir cá recrutar profs aos centros de emprego, têm um problema que nós (ainda) não temos- grande parte desse descalabro deve-se ao outro descalabro da imigração.

    (para quem estiver interessado em documentação inglesa, deixei um link na GL. Não diz grande coisa, já que agora, até já instituíram detectores de metais à entrada das escolas e até multam os pais pelos problemas e faltas dos educandos).

  41. Bastava lerem muitas vezes este facto: máquinas para detectar metais a todos os alunos, antes de entrarem na escola, para mandarem o Valupi e a Susana darem uma curva ao bilhar grande.

  42. Susana:

    Afinal qual a solução que preconiza nas meias-tintas onde se detém : não concorda que se use o telemóvel nas aulas mas também não concorda que a professora o tire a uma aluna que o ostenta?
    Do que diz, depreende-se que acha maior dano o de a aluna ficar sem o telemóvel, temporariamente, no decurso da aula, do que a professora prosseguir a mesma, arriscando-se a vê-la perturbada com toques de telemóveis, envio e/ou recepção de mensagens. É, portanto, mais importante, para si, salvaguardar o interesse da aluna do que o da professora e o dos restantes alunos da aula, visto que parece concordar que o uso daquele material é lesativo do bom funcionamento da aula.
    Já pesou bem a alcance e o perigo das suas prioridades?
    Eu pasmo, sinceramente, sobretudo julgando-a uma pessoa relativamente informada e sabendo-a educadora, uma vez que refere ter filhos.
    Há dias, observei junto de uma caixa de um hipermercado, o seguinte episódio: uma mãe com dois filhos negou a um deles um chocolate, alegando já levar uma embalagem com bolos e refrigerantes. O miúdo berrou, esbracejou e lá conseguiu que a mãe recapitulasse e comprasse o tal chocolate. Por sua vez, um outro irmão, fez uma fita idêntica porque queria também um chocolate, ao que a mãe retorquiu que o outro seria para dividir entre os dois irmãos. Os berros recrudesceram e a mãe(excelente educadora) acabou por comprar o segundo chocolate. E lá foram, satisfeitos.
    Eu, por mim, fiquei a pensar no quão efémera e artificial era aquela satisfação. O mais normal é que, na próxima, aquela mãe dê a reprimenda e o tabefe adiados aos filhos, em situação muito menos gravosa ou acabe, inevitavelmente, por acusar o cansaço e desgaste de aturar a má-criação que ela própria promoveu. E eles, os meninos, que não foram contrariados numa coisa tão simples e tão razoável, sem dúvida, que serão uns impreparados para encararem as inevitáveis contrariedades que a vida lhes reserva.
    E é essa a educação a que assistimos. Por puro comodismo e irresponsabilidade, deixa-se os miúdos fazerem o que lhes dá na real gana, sem se procurar incutir prioridades nem valores.
    Se o seu filhinho levou o telemóvel para a aula, parece-me que o mais sensato da sua parte, como mãe e educadora, era aconselhá-lo a não o fazer, doravante, em vez de lhe “dar os calores” pois, seguramente, ele teria outros meios de saber as horas, se é que é tão crucial assim, um aluno saber as horas durante uma aula que tem uma duração fixa( 45 ou 90 minutos). Como mãe eu preocupar-me-ia mais em saber por que motivo era imperioso para o meu filho ver as horas quando devia sim estar atento e participativo na aula ou os motivos porque não se sentia motivado.

    Por último, parece-me que grassa uma enorme distorção sobre o conceito de democracia no ensino. Eu explico: está-se a confundir esse conceito com a atribuição de direitos iguais para professores e alunos, o que é de uma insanidade e perversão atroz.
    1º os professores são muito mais velhos, logo, muito mais experientes e sábios,
    2º os direitos variam na razão directa dos deveres e os dos professores são, seguramente, muito mais numerosos.
    Aliás, eu prefiro falar de diferentes direitos e deveres, em vez de mais ou menos direitos/deveres.
    Qualquer um dos pressupostos anteriores constitui, só por si, razão mais que suficiente para uma desigualdade de direitos/deveres. E todo o professor que assim não pense deve ficar a dever muito à qualidade, como profissional e como ser humano. E todo o aluno que o não acate deve, seguramente, ser vítima de uma péssima educação( no seu sentido mais lato) e, como tal, deve ser “chamado à pedra”, se não pelos pais, pelos professores.

    Palavra que me envergonho quando, nos transportes públicos, vejo lugares reservados a grávidas, idosos e doentes. E, ainda mais, quando oiço algumas mães dizerem aos filhos que se deixem ficar sentados “porque pagaste o bilherte”, em vez de os incentivarem a levantar-se e darem o lugar a pessoas notoriamente mais necessitadas dele.
    É essa a selva que criámos e criamos.
    E é a essa selva a que eu, aqui, vejo apelar, despudoradamente, quando se critica uma mulher de 60 anos( não interessa já se professora ou não) quando esta se vê desautorizada e humilhada por um bando de pirralhos a quem um bom par de oportunos tabefes podia evitar de serem uns adultos malcriados e maus-carácteres.

    Meus senhores, tenham mas é juízo e vergonha e a sensatez de não criarem os monstros que, mais tarde, vos e nos devorarão!

  43. Já os criaram, MC

    O que v. diz confirma o meu diagnóstico- estes putos são fruto destes “educandos”. E como a eles lhes basta pertencer à associação de pais e pedir contas a quem os atura, é fácil. Tão fácil como ler diagnósticos de análises psicológicas feitas por telepatia a professores de educação visual. Porque, como a Susana conseguiu fazer, de forma tão incrivelmente teórica, a área dos profs de educação visual até se presta a andarem por lá aquelas mulheres que gostam de fazer confidências com os alunos em vez de dar aulas. E isto foi dito a uma prof de educação visual, aqui no Aspirina B.

    É claro que em Inglaterra, já nem há professores para os filhos desta malta. Porque esta malta agora precisa de ser rica a sério para se poder reproduzir e conseguir meter os filhos a estudar em escolas de elite.
    A pública já eles a destruíram, à custa do que está bem à vista- estarem-se perfeitamente marimbando para as consequências sociais da imbecilidade de fazerem dos putos pequenos budas.

  44. Porque, o grave é que os que não são pequenos budas tendem a ser pequenos marginais. E o resto que está em cima é igual ao que está em baixo. Nós temos um “cigano” de um primeiro ministro que nem curso tem, bastou-o sacá-lo à custa dos tachos políticos e de poder.

    Querem melhor exemplo?

    Quando deixarem de se reproduzir de vez, porque nem todos estes papás têm talento para ser ricos, vai-se ver a quem fica entregue toda esta bela modernidade…

    Até porque num país rico, ainda podem importar mão de obra e ter apenas um ensino para elite. Agora num país pobre, como o nosso, é harakiri em 3 tempos.

    Mas esta malta vive a olhar para o umbigo. E quanto mais se diz de esquerda e preocupada com o colectivo, mais egoísta é. Perdeu-se a principal referência que era o exemplo histórico.

    Não há socieade que sobreviva sem essa referência de raízes e modelos. Quiseram acabar com a História para fundarem o mundo novo a partir do dia em que nasceram.

    E é claro que nem ligam ao que o Daniel de Sá escreveu. Porque há-de ser coisa “do passado”. Coisa sem interesse, porque eles são tão modernos que só têm o exemplo do desconhecido a apontar para um futuro.

    Para quando já cá não estiverem. O modelo social dos Valupis é este. O futuro contra um passado, terrível que é melhor nem nomear.

  45. MC, esta’, mais uma vez, a interpretar tudo da sua cadeirinha.
    para que conste, apesar de eu nao achar os meus filhos especialmente bem educados, todos os docentes (e restante pessoal escolar) que se tem ocupado deles me sossegam quando eu antecipo as minhas desculpas por qualquer mau comportamento, dizendo que sao muito bem educados e tem sempre um sorriso e uma atenc,ao para com o adulto.
    o meu filho nao usa relogio porque o incomoda. tambem nao recebe chamadas nas aulas, desliga ou poe no silencio. nao envia sms, nas aulas ou fora delas. tem o telefone para poder contactar os pais numa emergencia, ou ser contactado num imprevisto qualquer. usa-o como relogio e como despertador, telefona ‘a familia de vez em quando. quando o telemovel dele foi confiscado, apesar de eu ter considerado abusiva a medida da professora, nao o manifestei com ele, porque penso ser pior a desautorizac,ao dos professores por parte dos pais, do que um incidente desta natureza.

    quando digo que a professora procedeu mal e justifico o contexto do ponto de vista da aluna, estou apenas a apontar a previsibilidade do desfecho. sabendo que o objecto e’ muitas vezes “o bem material mais precioso” (como aponta outra pessoa – amanha ponho o link) para raparigas desta idade, tentar subtrai-lo ‘a sua posse so’ podia ser uma medida inadequada. as escolas terao de encontrar medidas concertadas e uniformes para resoluc,ao do problema.

    fala da senhora “de 60 anos”. muitas vezes os adultos perdem a ligac,ao com os mais novos, mesmo que parec,a surpreendente isto acontecer a quem nunca deixou de estar em contacto com sucessivas gerac,oes de adolescentes. e’ verdade que me volto para o exemplo que me chega pelos meus filhos, mas cada exemplo e’ um case study de uma vasta realidade. o meu filho mais velho e’ um aluno interessado e sossegado. tem uma visao tranquila e lucida dos docentes que dele se ocupam. fala de uma “de quem ninguem gosta, nem ele”, mas que apesar disso e’ boa professora. e de outra “senhora de 60 anos” que passa parte das aulas a queixar-se de problemas pessoais “coitada, eu ate’ tenho pena, que ela e’ boazinha”. desta, conta ainda que se queixa de “eles serem muito imaturos”. “credo, mae, somos imaturos?! mas o que e’ que ela queria que fossemos aos 14 anos?”

    MC, quando as familias sao mas e quando estao ausentes, a educac,ao e’ muito ma’. e nao se resolve com tabefes, e’ evidente. so’, e talvez!, com muita conversa.

    zazie, ate’ podes ter razao em algumas coisas, mas continuas a manter o habito de te esqueceres dos temas dos posts. este nao era sobre a violencia nas escolas, mas sobre o episodio que deu origem ao video, sua divulgac,ao e aproveitamento indiscriminado e pateta. e’ giro, porque tu concordas com o texto, quando dizes que a neste caso ate’ e’ verdade e tal e coisa. (como e’ obvio, ate’ a propria prof sabia que tinha procedido mal, ou teria feito queixa de imediato e nao apenas com a saida no youtube.) mas como queres estar do contra fazes de conta que o tema era outro, aquele que te parece que deveria ser e que te da’ azo a zurzires o teu chicotinho a torto e ‘a esquerda.

  46. A Susana disse que é “mão de escola” (o que quer que isso seja).

    Pois nem o estatuto do aluno conhece. Porque o estatuto é bem explícito ao referir a probição de todo o tipo de objecto que possa impedir o bom funcionamento da escola- telemóveis incluídos.

    Quando se defende o uso do “diário íntimo que também dá horas” está-se pura e simplesmente a defender uma ilegalidade.

  47. A preguiça a isto obriga: A susana ás 0,13 já disse o que devia ser óbvio para MC, professora mas nitidamente da velha guarda e sem vontade nenhuma de compreender a nova. Não repito o que está bem explicado, porque é verdade, pelo menos hoje e é hoje que conta, por mais que lhe custe a adaptação. É a vida!

    O Shark é por norma pessoa atilada, comedida, diz o que tem a dizer em tom simpático, quase sempre encontrando o caminho mais lúcido, o caminho das pedras dos assuntos complexos. Se eu quisesse dizer alguma coisa sobre o Valupi não conseguiria fazer melhor, de verdade danado para a polémica, brilhante na briga que os temas que levanta suscitam, dá e leva pedradas. Ou seja, o Shark dispensa-me quase sempre de usar o teclado! É por isso que agora sou obrigado a escrever mais do que queria sobre as cenas da aula (?) filmada. Só para ser mais afirmativo em duas ou três coisas porque o modo de lá chegar é complexo de mais para ser decretado aqui:

    – A professora errou ao tentar tirar o telemóvel e as razões já vocês explicaram bem, mas a “criança” de 16 anos não pode de modo nenhum ficar pela aula manuseando o telemóvel e alguém já lhe devia ter feito sentir isso, pondo-a fora da sala e fazendo-lhe saber que esse facto lhe traria um qualquer inconveniente disciplinar. E digo isto porque sei ser recorrente o confisco de telemóveis e a sua devolução sem consequências, porque os órgãos da escola não se querem maçar: “ó filha deixa-te disso, ele até não tem dinheiro no telemóvel”. O prejuízo é de uma turma inteira que não pode aprender com aquelas cenas macacas, a não consequência desautoriza de vez a professora. Os professores não têm ponta de razão enquanto os órgãos da escola o forem consentindo. Espanta aliás que 100 000 se tenham vestido de luto e não tenham mostrado até agora qualquer espírito de luta e de corpo para resolver estas coisas! A coisa não mete avaliações nem subidas na carreira, não tem portanto dignidade suficiente…

    – Há neste caso um cinismo e um oportunismo mais do que óbvio: Quem não andou a dormir sabe que estas cenas não são novas, são bem pouco novas até! Fazer crer que estas dificuldades estão de algum modo ligadas a decisões recentes é puro chico-espertismo, sabendo todos até, que sendo esta falência disciplinar antiga não é felizmente geral, ou pelo menos a sua ocorrência é muito mais frequênte em escolas problemáticas.

    – Os professores devem exigir medidas ou meios, pedir responsabilizações de governos, pais, autoridades, o que seja e conforme os casos. Ora o que se viu até aqui, espantosamente aliás, foi um laxismo e falta de poder reivindicativo, suspeito se não se souber que nas escolas há professores mais bem instalados que outros e a força da classe é uma treta, excepto para o que se sabe!

    – Preocupante é que se veja por aqui e por ali, uma tentativa de cobertura para resolver os problemas à moda antiga, pré-telemóvel, com uns cachações. É caso para pedir juízo.

    – Sem cachações os professores têm que saber como lidar de forma inteligente com estes problemas, exigir a responsabilização paternal, usar o seu poder reivindicativo para encontrar formas orgânicas de tratar estes problemas. De preferência sem ser pelo YouTube. O pessoal certamente ficará solidário com eles.

  48. Mas eu sou toina?

    Esta agora tinha piada- estas-te a esquecer do “tema dos postes”

    ahahahaha

    Sem querer a Susana mostrou a careca ao Valupi. Realmente o truque é esse .Eles pegam em assuntos nacionais e transformam-nos em micro historietas para depois toda a gente ter de falar de Portugal de acordo com o limite imposto no “tema do post”

    “:O))))

    rvn: é esta a diferença- V.s andam de olhinhos fechados. A Susana acabou de exlplicar que no Aspirina B só se pode falar da realidade social tuga, desde que enquadrada na temática limitada à partida no post

    eheheheh

    Por isso e´que agora só podíamos falar do gravíssimo problema da falta de respeito nas escolas e da falta de meios dos profs para se poderem defender- se toda a população tuga se limitasse a tomar como exemplo exclusivo este video

    Que espertalhões que estes bacanos são

    “:O)))))

  49. Caí aqui por mero acaso.Para variar,o «caso quente»do Carolina.Fiquei pasma com a lamentável argumentação do blogger Valupi.
    Por quem sois,senhor!Segundo depreendi,já passou pela sala de aula.Com que perfil?Com que convicção?Com que Razão?Deixe-se de verborreias e experimente,hoje,ser professor.Desconfio que não aguentava mais que um,dois blocos.Tenha vergonha!

  50. zazie, continuas com os teus argumentos intelectualmente desonestos. referes uma situac,ao em que eu disse a uma professora de educac,ao visual que ela nao estava a ajudar a sua classe, bem pelo contrario, quando a proposito da avaliac,ao dos professores so’ aqui trazia coisecas de cacaraca’, incluindo a historia linda de amor de uma colega. tens um talento notavel para a distorc,ao.

    e agora outra vez: a prova de que no aspirina b se pode falar do que se quiser, mesmo quando se vai completamente off topic e’ que os teus comentarios nao sao apagados. so’ que tu discordas e insultas como se o tema fosse outro, foi isso que eu referi. ou seja: distorces – surpresa nenhuma.

    esqueci-me de uma coisa que comecei a escrever pela meia-noite e pico, quando o computador ficou sem bateria. era mais um desabafo do que uma proposta realista, como e’ obvio. mas havia de ser criada uma sanc,ao qualquer ‘as condutas excessivas dos alunos que implicasse os pais, ja’ que estes sao os seus responsaveis legais. e nas suspensoes como medida disciplinar, que assim como estao nao chateiam ninguem e so’ enchem de contentamento o aluno punido porque fica uns dias sem vir ‘a escola, com toda a legitimidade, os pais deveriam ser obrigados a leva’-los para o emprego ou, em alternativa, a executar uma tarefa qualquer de servic,o civico no fim-de-semana, juntamente com o filhote.

  51. a esquerda é uma noção que não atinges. È algo que não tem tradução noutro país europeu. Nela incluo tudo aquilo a que v,s até chamam direita.

    Esquerda é uma doença nacional que se pode entender pelo trauma de um passado que serve de bordão para legitimar todos os erros do presente.

    Esquerda é, de facto, a herança do 25 de Abril, aquilo que chamamos democracia, partindo do erro que tudo o que existiu antes desta democracia estava errado.

    Compreender isto deveria ser assunto imperioso e de interesse nacional.

    E estou tão à vontade para o dizer, quanto fazer em cacos, quem defende educações à chapada.

    Estou tão à vontade a esse respeito, precisamente por ter conhecido esse passado que se tornou para esta segunda geração um papão. O tal medo atávico ao “facismo” é um doença nacional- e é a isso que eu chamo “ideologia de esquerda- enquanto doença tuga”.

  52. Eu não quero entrar em exemplos pessoais porque são sempre deselegantes. E por isso apenas deixei aí a informação que o estatuto do aluno (por muito errado que até esteja) já é bem claro ao impedir o uso de telemóveis.

    Agora fazer de um telemóvel e de uma prof descabelada a arrancá-lo da mão o exemplo nacional dos problemas educativos é querer gozar com o pagode.

    Por isso passo.

    Já cá não estou

    “:O)))

  53. pois, mas quem e’ que te disse que eu tenho essas ideias que tu combates? dou-te um exemplo: ha’ pouco falaste nas escolas tecnicas. por acaso nao tenho ja’ falado amiude num ensino diferenciado, no aproveitamento de modelos que existiam antigamente? nao disse aquando da outra discussao que os curriculos deveriam ser alterados e encontradas soluc,oes mais uteis do que o ensino academico para as situac,oes mais problematicas?
    o teu problema e’ que entre muus e pastagem nao gastas algum tempo a contemplar as flores ‘a volta.

    e claro que os telemoveis nao podem ser usados na aula. mas o que e’ que isso tem a ver com o assunto? o assunto e’ uma situac,ao anomala em que o docente nao sabe improvisar. qualquer elemento nestas condic,oes, no ensino, tem que ter estaleca para lidar com a incerteza, com a crise.

  54. Mas é claro que podem ficar à vontade para se entreterem em mais uns joguinhos florais e modas & bordados.

    Sei que fazem o gosto de alguma clientela da casa e um blogue também é isso. Um lugar onde se servem pratos para todos os gostos e muita palha bem embrulhada.

    Para quem gosta, é claro. Não é o meu caso.

  55. Não falei de esquerda enquanto pessoas. Expliquei bem que, ao contrário dos 3 enunciados do post do Valupi, este é um exemplo onde se colocam as responsabilidades governativas.

    Pela simples razão que tudo isto acontece pelo facto dos professores terem ficado cada vez mais manietados no que toda a autoridade.

    Se este exemplo bacoco da prof taralhouca serve para venderem que o problema é dos profs.- então só posso retirar duas opções:

    a) ou são ETs que desconhecem os verdadeiros problemas do ensino

    b) ou são demagogos.

  56. E não venham com tretas de indisciplinas porque indisciplina nunca poderá ser mandar-se um berro a uma professora, nem dizer filmar a cena, nem “olha a velha que vai cair”.

    Isto é outra coisa, mil vezes mais grave. E desta não é a professora responsável. Mas hão-de ser os pais. E pior, já que não se pode mudar de pais- do poder que não dá alternativas aos professores, obrigando-os a terem de suportar e passar estes grunhos.

    Grunho é o termo correcto para aquela turma de cobardes. Grunhice e cobardia, sim, são os exemplos que podemos detectar nos que os fizeram- basta ir-se para a estrada e apanhá-los como cavalgaduras do asfalto.

    Nada disto tem a ver com indisciplina com respeito. E aquilo que se destruiu foram os mecanismos que geravam, naturalmente, por meios para além do talento de cada um, o respeito exigido à posição que se ocupa.
    Podendo ser-se disciplinado, ou o mais indisciplinado possível. Eu fiz parte do segundo caso, mas nunca faltei ao respeito a ninguem. Cheguei a ser expulsa do Rainha Dona Leonor apenas por não ter obedecido a uma contínua que me mandou enfiar no bolso um chocolate que estava a comer, uma vez que a professora nem estava na aula.

  57. Agora a matilha, aquela matilha pronta a gozar e a tirar partido da fraqueza da senhora, essa é que é o monstro. Bem maior do que a miúda histérica por causa da porcaria de um telemóvel. E , de todo aquele gurpo, só se viu um rapaz a querer separar a miúda, em defesa (ainda que tímida) da professora.

    Isto é que nunca fiz e nunca ninguém faria no tempo em que até se era enfant terrible com mais coragem que estes palermas infantilizados. E isto sim, é que é fruto geracional e fruto também do tal sistema rousseauninano que faz do aluno o centro do ensino, nessa terraplanagem de obrigações e hierarquias.

  58. Estou a falar dos anos 60 onde não havia nada disso. Havia uma reitora que expulsava quem queria sem precisar de jusitificar nada.

    Se queres saber até me aconteceu pior. Fui expulsa de todo o ensino público em Portugal. E estava apenas no dito 1º ano do liceu. A partir daí tive de passar a ser expulsa do particular

    ehehe

    mas sempre tirei as melhores notas, ainda que fosse obrigada a fazer exame, uma vez que só existiam dispensas no oficial. E garanto-te que era fresca, mas profundamente respeitadora.

    Mas sei que hoje em dia já não se sabe entender a diferença. E até o tenho confirmado na blogosfera.

  59. E´claro que no Dona Leonor havia antecedentes, mas por motivos por onde não me podiam pegar . Com o chocolate pegaram porque me armei em temerária e disse à contínua que fosse fazer queixa que eu até ia à frente. E fui e tramei-me

    “:O))

  60. Mas, como disse, não se estava em aula. A professora até faltou. Estava apenas a comer o bom do chocolate com creme e achei que não ia sujar o bolso da bata só porque a contínua se armou em parva a dizer para o guardar.

    Faltar ao respeito é outra coisa. E é grave ser-se obrigado a explicá-lo a adultos. Deixei no Portugal Contemporâneo duas experiências que tive do outro lado- com gandulagem a sério, na Pedreira dos Hungaros. Na altura, esses ainda sabiam a diferença. Até eram capazes de dar excelentes lições de códigos de ética aos betos dos filhos-buda que já existiam.

  61. precisamente: no respeito pela hierarquia, que deve comec,ar pelo docente, em que este assuma a sua posic,ao, nao pode haver um “da’ ca’ – da’ ca’ tu” protagonizado por este.

    houve um pormenor no video que me pareceu muito relevante: a aluna trata a professora por tu. so’ isto e’ revelador de uma falta de respeito anterior ao incidente, mesmo que esta possa ter sido a primeira vez em que tal tratamento aconteceu. os professores nunca podem afrouxar a trela.

    e se a senhora se tivesse atirado ao chocolate para to tirar, ate’ ficarem as duas com as maos todas lambuzadas, acharias normal?

  62. Ocasional:

    Não podia fazer mais errado diagnóstico do que o que fez ao considerar que eu sou “da velha guarda”.
    Há valores que são universais e intemporais, tais como o respeito pelos mais velhos, a acatação de ordens razoáveis( não acredita que a professora não preveniu a aluna para não usar o telemóvel antes de lho tentar confiscar, pois não?), o respeito pelos outros (ou tem dúvidas de que o uso de telemóveis nas aulas vai prejudicar a aprendizagem dos intervenientes?), o auto-controle ( acha que a apreensão de um telemóvel é passível de provocar uma crise de histeria?), a não escravização do indivíduo a máquinas( o não poder dispensar um telemóvel por minutos), a sobrevalorização do material e do supérfluo( ou acha o telemóvel imprescindível à felicidade do ser humano de tal modo que a sua momentânea privação possa ser entendida como uma catástrofe?). Se sim, evidencia uma mentalidade pequeno-burguesa, de cultura do tipo barbie ou ken ( não sei como se escreve o que, confesso, em vez de me deixar embaraçada me deixa um pouco orgulhosa) e seria conveniente que revisse os seus valores.
    E claro quer não defendo a violência, nem na família nem na escola, o que não obsta a que, em situações extremas, não considere um tabefe terapêutico e até pedagógico.

    Por fim, e precisamente porque prevejo (e não julgo que para tal seja necessária muita clarividência) que esse laxismo e libertinagem educacional levarão, inevitavelmente, a uma reposição de medidas drásticas bastante atentatórias da liberdade e não tenho vontade nenhuma de voltar ao antigamente, é que encaro com muita apreensão o rumo que tudo isto está a levar.
    Não há maior inimigo da liberdade do que a libertinagem e quando se é livre não se tem necessidade de ser libertino. Acho que isto faz algum sentido, ou não?

    Susana;

    Se o seu filho está preparado para olhar para o telemóvel apenas para ver as horas( embora, nas circustâncias referidas eu continue a achar perfeitamente evitável) facilmente compreende que isso abre precedentes a que outros alunos usem os seus de foorma prejudicial ás aulas. E, ainda por cima sendo professora, entenderá que há normas que se destinam a uma mediania, sob pena de uns alunos poderem usar o telemóvel e outros não.
    Quanto ao que me diz dos professores dos seus filhos, nada de novo: há-os muito bons, bons, razoáveis, maus, péssimos.
    Julgo, porém, que convirá que todos beneficiariam se os pais não se demitissem, cada vez mais, de educar os filhos, relegando, indevidamente, a sua educação e formação para as escolas e professores. E que, se a escola ainda, muitas vezes, é um feudo a culpa é desses pais que, mesmo contactados e convidados a nela comparecerem, se eximem a tal. Decerto já notou que em reuniões de escola estão sempre ausentes os pais dos alunos problemáticos. Aliás, não é por acaso que eles são problemáticos.

  63. MC,
    Leio e releio os seus comentários e não me é difícil encontrar neles uns nacos até aproveitáveis, aqui e ali, em termos de ideias e convicções aplicáveis ao universo escola. No entanto confesso-lhe a minha apreensão: esse seu tique do tabefe sempre engatilhado incomoda-me um pouco, quase dois poucos. Mas pronto, nada que se pareça com o que me aflige essa sua soberba discriminatória no juizo que faz dos outros, os xungas, os imperfeitos, as bestas sem educação, aí do alto desse Olimpo de perfeição em que se encontra e onde, sem dúvida, colocará os seus ao abrigo da mesma snobeira.

    Reparo que o mundo está perdido, para si. Todo o mundo menos o seu, claro, que deixa antever perfeito e sem mácula. Não vislumbro hipótese de uma lasquinha que seja para comprometer esse seu verniz de impecadibilidade enquanto educadora, seguramente sem falhas, ou pelo menos sem falhas que não se resolvam com um tabefe ou dois. E fala-nos só enquanto professora, não nos diz se é mãe nem partilha aqui essa sua experiência, se a tiver. Mas desse seu ajuizar dos outros é simples e indutivo imaginá-la perfeita também aí, não terá filhos problemáticos e ainda bem: fica assim a salvo do desprezo e do nojo que pessoas com o seu pensar sentem por esse tipo de crianças, para já não falar dos pais, evidentemente. Uma questão de carácter, se é que me faço entender.

    Fala de cátedra sobre os monstros que a sociedade vem criando e terá alguma razão, seguramente. Fala da demissão de alguns pais e da incompetência de muitos outros e terá alguma razão, seguramente. Fala dos atentados ao civismo e à educação que são passíveis de ser apreciados nas escolas de todo o país, cometidos por miúdos malcriados e agressivos, maltratados e em crise de valores. E terá, mais uma vez, alguma razão, seguramente. Diz-se professora com muito orgulho e eu não duvido que o seja e que o tenha. Faz a apologia do tabefe e eu não duvido por um instante da frustração que lhe causa não os dar, de tão apetecidos. Só não fala do que é possível fazer-se, no universo escola, por todos esses pirralhos mal criados, mal amados e desprezados por toda a gente, a começar nos pais e a acabar em si, que ganha para os ensinar (não para os educar, pelos vistos, não aos sem pedigree que condiga com os seus princípios seguramente elevados). Só não diz o que e como fazer para ajudar toda essa imensa matilha de rafeiros que conspurca o universo escolar, esse que devia ser e estar limpo, brilhante e luzente como um espelho gigante que reflectisse, para Portugal inteiro, toda a sua imensa capacidade e qualidade, técnica, humana, intelectual, cívica, cultural. Que assim se desperdiça, incompreendida e quase incógnita entre toda a merda que são os outros.

    Vetusta e austera, a sua opinião quadrada marcou este debate, para mim. Não só pelo balofo do que diz, mas também pelo mofo do que pensa. E acredito que o seu exemplo pode ajudar muita gente a abrir os olhos para o tipo de problemas graves que existem nas escolas portuguesas, para lá dos telemóveis e dos alunos.

  64. Confesso que gostei do texto. Não sei o que me parece mais aflitivo :

    – se constatar que os professores ignoram o que significa o respeito ;
    – se constatar que os alunos universitarios fazem jus à sua reputação de “sorbonagros” (o que não é de hoje) ; ou
    – se constatar que alguns comentadores deste post (não li todos) não fazem a menor ideia do que é ironia…

    Bom texto !

  65. portanto esta é uma versão com zazie, como se comprova

    quando eu era rapaz aconteceram assim umas coisas no meu liceu, não era com telemóveis mas era com outra coisa qualquer, lá tinha de vir o reitor, entrar pela aula adentro, e um dia de suspensão ou parecido

    estas cenas fazem parte da ‘normalidade’ das escolas, hoje é com telemóveis e passa para o domínio público universal, youtubado, essa é a novidade

    baixando a taxa de juro consegue-se aliviar a tensão

    ——–

    Zazie, viste aquele link do Valupi sobre o cristianismo celta aqui em baixo? Eles tinham o valor sagrado da paisagem a segurar-lhes os valores. Nós cá não, porque paisagem é uma tradução de landscape com sentido semântico diferente, é um agregado de pagus para os pagãos pagarem imposto para ter paz, e portanto ficou só profano, ou quase.

  66. Zazie, também tu diabolizas tudo à esquerda, era inevitável que no contexto da Guerra Fria de então, Portugal saído de uma panela de pressão de direita com quase 50 anos virasse à esquerda, não foi por acção deste ou daquele político, eles foram actores do processo, e actantes também, mas foi um fenómeno sistémico, global. Além de que, como tu própria reconheces, em Inglaterra foi a Thatcher que dirigiu o processo de fragilização do secundário com a subsequente migração dos professores

    nesta paisagem social onde o sagrado está muito ausente facilmente fica ‘selva’, o que aliás está mal dito porque as selvas (florestas) são o mais das vezes pacíficas

  67. Penso que o João Viegas, tocou num ponto que parece ter passado despercebido a muitos comentadores «a ironia do texto» que levou que a sua interpretação fosse feita da maneira como foi. O óbvio nem sempre parece sê-lo…daí as várias leituras possíveis que apesar de pareceram contraditórias e polémicas defendem práticamente as mesmas posições. No fundo estamos todos de acordo, todos percebemos que algo vai errado e que isto não nos deixa indiferentes e que é preciso urgentemente actuar. Claro que vai doer, mas tem que ser.
    Todo este «facilitismo» generalizado que nos invadiu, mais cedo ou mais tarde iria bater no fundo.
    Agora com o toque a rebate ainda há quem queira fugir.
    Venham lá as reformas e há que aguentar…,

  68. mas portanto zazie, o problema está em que a racionalidade positivista não admite o sagrado como componente de valor. Os cientistas não falam dessas coisas, dizem os físicos que ainda dominam o panorama. E cientista que falar dessas coisas é um prevaricador, que só abandalha a instituição …

    vão levar no sagrado, para abrir essa racionalidade estreita

    claro que não se pode somar o valor profano e o valor sagrado como se fora um número só, no mínimo é um vector, e pode-se calcular o seu valor absoluto como um número só, mas é apenas um índice do valor

  69. z:

    Tu também não percebeste o que eu queria dizer com “esquerda- tuga”. Assim não posso fazer nada. Vs. não lêem, por causa dos antolhos e da paranóia estritamente tuga do “facismo” e não percebem.

    Claro que foi a Tatcher que estragou- isso também eu já tinha dito em post. Precisamente por esses motivos é que insisto naquilo que não vos entra na cabeça- os males de lá de fora são de ordem diferente dos nossos.

    Repito- tudo o que se podia dizer de certeiro sobre o assunto, acaba de ser linkado no Cocanha.

    É isso e sempre foi disso que estive a falar.

  70. Pronto, fica aqui o aqui o link para o post onde deixei outros links para quem já explicou tudo melhor do que eu.

    É claro que por aqui não vou continuar porque este é um bom exemplo que comprova (com algumas nuances, mas comprova) a total incompatibilidade que tenho com ideias (?!?) de Valupis, Susanas, e apoiantes.

    É mesmo impossível encontrar qualquer ponte, porque há um desfazamento estrutural na visão do mundo. Eu não sou” isto”. Mas sou mais “aquilo” que linkei. E, esses mundos são, de facto, incompatíveis.

  71. Zazie, percebi mais ou menos, sim, mas como vês ando nas paisagens

    mas tu também não dás soluções, só diagnosticas a ressaca

    eu por exemplo acho desejável que as turmas venham a ter 15 alunos se o computador passar a fazer parte das aulas, como parece inevitável; mas não sou nem pretendo vir a ser prof. do secundário portanto também não me sinto com a obrigação de iluminar o caminho dos outros,

    olha que isto é totalitarismo, rapariga:

    «tudo o que se podia dizer de certeiro sobre o assunto, acaba de ser linkado no Cocanha»

    a tentação do tudo, que sossego

  72. Não é totalitarismo, é síntese. Podia acrescentar os meus comentários e eu não tenho de dar soluções porque o remédio já foi apontado por muitos. Inclusive aqui, e farto-me de o repetir constantemente.

    Basta seguirem os links, irem a todos os postes do José, aos do Tim e ao Portugal Contemporâneo que foi onde comentei.

    Não vou é fazer o que tu queres- o tal laçarote do ramalhete só porque sabes que a nossa incompatibilidade, nestas questões, não é conjuntural mas estrutural.

    Ora v.s querem mezinhas conjunturais mantendo o sustentáculo dos males que são estruturais.

    Assim talvez fique mais claro. O que eu quero é resistir e, se pudesse, tirar o tapete deste engano, desta doença portuguesa que provoca todos estes atavismos que nos levam à maior anomia, de olhos fechados, e felizes.

    Mas é um facto que a incompatibilidade absoluta entre 2 mundos, anda por aqui. E eu tenho essa perfeita noção. Razão pela qual não me interessa escamotear as tais diferenças. Porque são mesmo modelos mentais incompatíveis.

  73. E ainda era capaz de acrescentar este último post do Tim. Assino por baixo a segunda parte. A primeira está desfazada. Mas a segunda, aquela onde ele também reflecte sobre este monstruoso mundo que não é o nosso, de acordo.

    E ele é um esquerdalho desgraçado. Perceber a diferença não é para v.s. Precisamente porque vivem num outro mundo, do qual não existe ponte para este. E não existe porque nem o mundo onde vivem conseguem caracterizar.

    Porque nem se dão conta… porque, de facto, lhes basta a erística, os chavões, os papões, a ideologia…

  74. Ó meu bom Valupi, não sabias que a ironia é uma figura altamente perigosa? Eu que já fui professor, ou «qualquer coisa parecido com isto da mesma substância», como diria o manuel antónio pina, sei como deve ser tratada essa canalha imberbe: à mocada

  75. … se a incompatibilidade fosse absoluta pura e simplesmente não havia comunicação. Nem andavas aqui. Nem conhecias o Aspirina, no limite. Mas concordo que ela é estreita. Não quero ramalhete nenhum, acho bonitinho mas também enjoa,

  76. Por exemplo. A Susana insiste no anedótico e na pergunta idiota.

    Claro que não me tirava nada da mão. Porque a Susana quer enfiar a puta deste exemplo no retrato dos males da educação.

    Possivelmente porque assim lhe agrada e pode continuar no engano e a dizer que é tudo uma questão de “pedagogia”.

    Não. Não me tiravam chocolate nenhum da mão. E nem era por aí que havia diferença- Havia porque eu, assim como uma geração inteira que assim foi educada (fosse pobre ou rica- o povo ainda era educado nesse tempo) nunca levantaria a voz para um superior hierárquico.

    È esta a diferença. Toda a indisciplina era muitíssimo mais inteligente e criativa, precisamente porque éramos naturalmente respeitadores e não ultrapassávamos as barreiras naturais de diferença.

    E foi isto que se destrui com essa imbecilidade que até começou (lembro-me bem) com a retirada dos estrados dos professores nas escolas para, de forma simbólica, se matar o tal passado e dizer que, a partir de “agora” só havia planos de igualdade.

    E eu sei que podia dar todos os exemplos de expulsões, suspensões e todas as explicações das tremendas travessuras (algumas delas mil vezes mais arriscadas que as de hoje) que v.s não iam entender a diferença.

    Precisamente porque aposto que nem percebem esta frase: “travessuras mil vezes mais arriscadas que as de hoje”.

    Porque, no v. mundo, deixou de haver risco em se medir forças ou ser-se indisciplinado, perante qualquer autoridade.

    E, a partir daqui, não há nada. Há duas trincheiras com um mundo a caminhar ” para o habismo” e a ser puxado para lá, do v. lado, uns resistentes a fazerem finca-pé, do outro.

    Estou do lado desses resistentes. Nem preciso de ser “reaccionária”, sei que o futuro é v. Não há conservadores optimistas.

  77. Z: eu dissse que neste assunto, repito, neste assunto, é absoluta.

    E anda aqui porque aqui também existem pessoas para além do Valupi e das Susanas. E um deles até já veio a terreiro para se demarcar.

    O Aspirina não é o Valupi, lamento muito se não o entendes. Mas não é. E há diferenças e diferenças. Fui capaz de me entender a 100% com o testemunho do Venâncio acerca do problema da imigração e do islão, por exemplo.

    Mas esta questão de fundo, que está bem sintetizada naqueles posts que linkei, é de facto, incompatível. E aqui sim, não existe ponte.

    Pode existir ligeira diferença em pequenas palavras reactivas como a tal ideia da educação à lambada. Não sei se são desabafos, se são mesmo noções que se deve bater em alunos ou nos filhos para os educar. Aí sim, nesse detalhe estou também do lado oposto, sem a menor ponte possível.

    Basta seguir estes meus 3 últimos posts (mesmo a brincar) para se perceber o que é estrutural e aquilo que é acessório e que não se me cola.

  78. ah!, se é só neste assunto não faz mal. Claro que o Aspirina não é só o Valupi, embora seja óbvio que ele é que levanta as polémicas mais acesas.

    não estou para discutir hoje, ando mais a reflectir sobre paisagens, reais ou imaginárias, tem tudo a ver com isso do sagrado e do profano como dimensões de uma estrutura tensiva

    deixa pra lá

  79. 1: “não acredita que a professora não preveniu a aluna para não usar o telemóvel antes de lho tentar confiscar, pois não?”
    2: “não defendo a violência, nem na família nem na escola, o que não obsta a que, em situações extremas, não considere um tabefe terapêutico e até pedagógico”

    MC, vossa mercê tem um problema com as negativas. Ponha-lhes um freio, ou as suas frases entram em autogestão.

  80. Por exemplo, o rvn também tem o preconceito do povo não poder ser educado. E de que toda a grunhice é problema de falta de afecto.

    Aqui está mais um exemplo do impossibilidade de ponte. Com o Daniel de Sá achou que a grandecíssima lambada” era eufemismo- com a MC, que é professora, indignou-se e achou que tinha de ser manifestação do tal “cheiro a mofo”.

    O “cheiro a mofo”;

    o “elitismo”- por contraposição à bandalheira a que chamam democracia, porque dantes “era só para ricos”;

    as paranóias da ordem e autoridade como manifestações do “antigamente” e dos “resquícios do fascismo”;

    A impunidade do sistema centrado no aluno, lida como mera falta de habilidade do professor;

    o facilitarismo e toda a mentira do eduquês, lida como natural e necessária mudança “porque o mundo mudou”, etc, etc, são as tais questões que podem entrar naquilo a que chamei a “específica doença tuga de esquerda”.

  81. Porque, v.s podem ir para qualquer país europeu e aquilo que não encontram é esta barreira temporal da mudança.

    Cá, mudou tudo a partir dessa marca- do “facismo” tenebroso, para a boa da utopia. E enquanto esta puta desta democracia podre continuar a viver em estado de graça por contraposição do caos das trevas em que se fundou, estamos tramados.
    Todos. O nosso mal é este.

    Ninguém consegue ser pragmático sofrendo desta doença. Deste trauma de uma leitura histórica fabricada pelos vencedores.

    Mais nenhum país tem um povo com um marco com parelolo temporal, em que se fabricou uma História e a partir do qual se baniu, marcou na testa, todo aquele que possa parecer associado às tais trevas do “mofo” que eles, os valentes anti-facistas das aparições do 25 de Abril, conseguiram apagar da memória de um país. E interditar todo aquele que possa dizer qualquer coisinha, ou defender qualquer coisinha que se lhe assemelhe por fantasia.

    E, enquanto isto estiver no Poder todo e qualquer exemplo de comparação com nórdicos é mera propaganda fantasiosa.

    Porque os nórdicos cabem, inteirinhos, no mesmo papão que por cá se chama “mofo”, “reaccionarismo” e “tiques fascizóides”.

  82. O ar está empestado de mofo reaccionário. Deve ser da conversa fascistóide (fascizóide não conheço) da “monga” zazie. É pus que ela esguicha a propósito de tudo e de nada, basta dar-lhe um beliscão. Guarde-se em frasquinhos no laboratório de doenças infecto-contagiosas, para estudo e arquivo.

  83. rvn

    Fiquei lisonjeada por me dedicar um extenso comentário. Significa que alguma pertinência deve ter encontrado nos meus, para, assim com tanta veemência, os “atacar”. Também aqui me faz lembrar aquela fase em que os adolescentes tanto necessitam de contrariar os progenitores para se afirmarem. Que, salve-nos o sentido figurado, pois Deus me livre de o ter como filho e Deus o livre de me ter como mãe.

    Quanto a sentir-se escandalizado com o facto de não me repugnar o tabefe como medida isolada e extremada, faz-me pensar que não sabe distribuí-los com conta e medida e, por isso, morre de medo de o fazer. Se assim é, realmente aconselho-o a nunca, mas nunca, optar por aplicá-los. Que isso de equilíbrio e de bom senso há quem tenha alguma dificuldade em gerir.
    Aliás, não me custa nada, mas mesmo nada, imaginar alguns dos mais escandalizados perante a hipótese “tabefeira” a protagonizarem cenas de violência doméstica ou a submeterem a sua prole a bem mais violentas agressões do que o dito tabefe.

    Se sou mãe ou não, parece outra ( repito, “outra”) informação que pretende da minha modesta pessoa. Sim, sou-o. Não criei anjos, graças a Deus. Cometi erros de educação, também graças a Deus e a mim. Admiti-os e pedi desculpa por eles, também. Estou satisfeita com o resultado? Sim, estou. Muito satisfeita. Se me considero com legitimidade de exigir dos outros? Sim, considero-me. E sabe porquê? Porque exijo, sempre, dos outros muito menos do que exijo de mim. Julgo-me uma heroína? Não, de maneira nenhuma. Não acho que estou nada acima ou além mas sim muitos outros é que estão bastante abaixo ou aquém. O que não falta é gente a contemporizar com a mediocridade. E isso nada tem a ver com “pedigrees” pelo menos económico-sociais, mas com outros “pedigrees”.

    Põe-me na boca palavras e na mente pensamentos que nada do meu discurso legitimam.
    E assume como suas e seus outros tantos ( “austera e vetusta” ” balofo do que diz” ” mofo do que pensa” ) tão desajustados e injustificados que me fazem pensar que, sem querer, fiz algo que despoletou em si uma imensa acrimónia contra a minha pessoa. Reagiu como alguém que se mira a um espelho e não gosta do que este lhe devolve. Em suma, ESTREBUCHOU.

    Se tivesse lido (já não lhe pedia para inferir) apenas com um poucochinho de acuidade o que escrevi, teria reparado que as minhas críticas sobre o educação recaiem muito mais sobre os adultos do que sobre as crianças e/ ou adolescentes.
    Terá sido desse espelho que não gostou?
    ´
    E, depois, finaliza com uma tirada apoteótica e messiânica : ” E acredito que o seu exemplo pode ajudar muita gente a abrir os olhos… para lá dos telemóveis e dos alunos” .
    Quem falou de vetustez e austeridade?
    Ó rvn, poupe-me, por favor. É que se o seu comentário não prima pelas qualidades que referiu, às quais ainda conseguiu acrescentar um tom barroco de muito duvidoso gosto e uma enorme vacuidade, não sei o que é um discurso balofo.
    Só por curiosidade, reparou que não dá uma só sugestão para melhorar o sistema de ensino?
    Está, pois, satisfeito com ele? Pois olhe que eu não. Só que, infelizmente, pelos pais que adivinho que por aqui têm passado, infelizmente não auguro melhor futuro para o ensino.

    JLT

    Sou levada a concordar consigo.
    Só que, desta feita, me parece que o valupi levou o seu sentido de humor e o seu gosto pela polémica longe demais.
    Deve estar deliciado a assistir de camarote.
    E não é que há parvos ( donde eu me incluo) que ainda lhe dão réplica!
    E outros, ainda mais parvos, que lhe lambem as botas!

    Passem bem.

  84. pronto, ó momgolóide de Nik, eu, por acaso, ainda tenho historial de enfrentar a ditadura, já tu, consegues ser anti-fascista apenas por grunhice e até defendendo o mesmo no que toca à imigração.

    É pá, és um homem de esquerda. E um homem de esquerda é como um santo em vida, cá na terrinha. Nme precisa de os ter no lugar.

    Basta fazer-se de inquisidor, de grunho e chamar nomes a todos os que não apontam a dedos os “facistas”.

    Por mim levavas, ainda hoje, um grande pontapé no cu, se estivessemos ao vivo. Acredita, palhaço. Nunca tive medo da Pide, e não havia agora de ter medo destes palhaços que vivem de palavras.

    Vai bater punhetas a grilos que, cá para mim, o teu problema até é mais outro- sofres de dores-de-corno tamanhas que deste numa bestinha misógina.

  85. Se achares pouco mando já o triplo de palavrões para dedicares à tua mãezinha, minha grande putona mal-parida, meu animalóide paranóico e bestializado.

    Estamos entre iguais, salvo seja, que tu não me pareces muito homem, dado o desprezo e grunhice com que falas com mulheres.

    Enfia o “facismo” por essa peida acima, que ainda aprendias a dizer estas imbecilidades em forma de louvores e cânticos

  86. MC,

    com esta maltosa do mofo só com palavrão. Vá por mim. Não hipótese. Não se pode falar normalmente com divindades terrenas.

    E este maralhal é isso- são divinos.

    Os cabrões podem ser mais grunhos do que nós, mas acham que nasceram com a tal superioridade moral, por falta de mofo.

    Aquilo é só cheiro a presunto e tatuagem estalinista, escondida debaixo do manto-diáfano da poesia.

  87. ah, já posso ficar descansado, continua tudo com saúde, como dantes, graças a Deus

    pois eu é que estou mais ou menos que isto do sagrado dá-me dor de cabeça, mas lá terá que ser

  88. Valupi,

    Onde estou, e como estou, não posso ler os comentários com um mínimo de atenção. Pode pois alguém já ter dito oque vou dizer aqui.

    O telemóvel é um objecto preciosíssimo. Não passa pela cabeça de ninguém pôr isso em questão, pelo que não se percebe porque nisso insistes.

    Também não creio que a professora se quisesse apoderar dele, e julgo que tão-só quis certificar-se de que não era usado ali durante o tempo da aula (o que provavelmente estava a acontecer).

    Sou professor (de adultos!) e sei que os telemóveis tocam no meio da nossa melhor exposição de ideias. Imagino que em escolas menos disciplinadas até se façam chamadas inteiras enquanto tu dás o teu melhor.

    Desculpem, de novo, se isto já foi dito.

  89. As bestinhas vivem no tal mundo dos heróis ideológicos que é tudo postiço. Por exemplo- os espancamentos que os imigrantes, particularmente os negros, fazem aos filhos, são bons espancamentos porque são dos povos subjugados pelo nosso colonialismo. Já falar-se num mero estalo se vier de gente “do antigamente” é barbárie reaccionária.

    Isto é assim e vai continuar a ser assim, enquanto ainda tiverem ensino à borla onde despejarem os filhos. Quando deixar de haver gente normal a querer ir para prof- como já sucede em muitos outros países, só têm 2 hipóteses- caem na real e dão em neófitos do oposto- como muitos ex-revolucionários estrangeirados que por aí andam (o Carmo da Rosa, na Holanda e naquele pasquim nojento do Fiel Inimigo, é um exemplo) ou então capam-se.

    Capam-se de vez. Porque kaput. Não vai haver democracias modernas para cõnos remediados e com Estado a pagar-lhes as irresponsabilidades que criaram.

  90. Este exemplo do telemóvel é uma imbecilidade, FV.

    Se com isso querem o retrato do descalabro a que chegou o ensino em Portugal, então são todos demagogos.

    Quanto ao telemóvel, mero exemplo perfeitamente fora do retrato dos problemas reais que por cá se vivem, confirmo.
    Várias vezes telefonei a amigos que são professores, sem saber que estavam em aula e, eles próprios, atenderam nas calmas.

    Tudo o que se passou nesta tourada está fora desta micro-questão.

    Não querer perceber isso, ou é cegueira, ou verdadeiro maquiavelismo.

  91. Nick

    A negação da negação dá afirmação.
    Escolha, pois, se a quer negar ou não e não espere que eu faça tudo. Que isso sim é que seria autogestão, na minha óptica.

    zazie

    Não concordando, embora, com a totalidade das suas afirmações que adivinho mais ditadas pela impulsividade e por uma irreverência que eu considero salutar, não posso deixar de aplaudir a sua reflexão na frase ” Toda a indisciplina era muitíssimo mais inteligente e criativa, precisamente porque éramos naturalmente respeitadores e não ultrapassávamos as barreiras naturais de diferença”.
    Pois é essa mesma indisciplina salutar, indispensável e criadora que eu receio que venha a ser travada por falta de inteligência de quem aplaude a indisciplina pela indisciplina e confunde indisciplina e irreverência com falta de valores.
    São esses, para mim, os verdadeiros e mais temíveis perigos da democracia.

  92. Mais, posso garantir que o até os médicos já atendem pacientes no meio de telefonemas e mais do que uma vez tive boleia na estrada, por pessoas, aparentemente muito civilizadas, que guiavam com uma mão, enquanto agarravam no telemóvel com a outra, em animadas conversas a mais de 100 km/hora. Não fosse, de uma das vezes, ter perdido todos os possíveis melindres e mandar um berro, dizendo-lhas todas.

  93. Então ainda bem que percebeste alguma coisa, ó meu caralho teimoso de Nik. Já percebi que tens esse vício de ser testudo como eu.

    A indisciplina criativa até podia extrapolar-se para muito mais coisas que se faziam. Posso dar um exemplo de algo que desapareceu- o chamado underground.
    Acabou- toda essa irreverência (alguma dela bem curiosa em termos artísticos) oficializou-se. E é por isso que hoje em dia é tudo a “meter prá veia”- não há nuances porque não é preciso aguçar o engenho.

  94. E é claro que tens razão ó meu grande monguito de nick. Confunde-se tudo porque se perderam os valores.

    Mas, o mais grave, é que quem os perdeu primeiro, até foi a elite. até foram os que têm o poder. Porque, eu também já lidei com marginais a sério, e sei como esses ainda têm códigos de honra se vierem de famílias que não os perderam.

    É por isso que ninguém percebe a gigantesca contradição do que defendem. Onde há família e até bom meio-social, matam-se os valores para se parecer moderno e criar os monstrinhos dos filhos-buda, os outros tendem a imitá-los porque o povo deixou de ser povo quando passou a “educar-se” pela tv; e o resto é a destruição das famílias com uma série de filhos a cargo de mães sozinhas. E aí, sim, aí entra depois o descalabro das próprias segundas gerações de imigrantes.

  95. Tudo isto é triste, incluindo este post, mas nada inocente, considerando a exploração básica que a comunidade tem feito em relação ao braço de ferro recente entre profs e tutela.

    Esta questão dos telemóveis na sala de aula é recorrente e já nada me espanta, porque aquele pequeno objecto representa para muitos dos adolescentes o único poder material e afectivo conquistado e a sua utilização, dentro ou fora da sala de aula, satisfaz o desejo de identidade com os demais.
    Talvez a comunidade não saiba que os alunos das escolas públicas têm direitos e deveres consagrados na lei, digo, estatuto do aluno, mas também no regulamento interno de cada escola, onde aqui, na lei interna da escola, existe, normalmente, a proibição da utilização de telemóveis na sala de aula. Todos os alunos e respectivos encarregados de educação têm o direito e o dever de conhecer o RI da sua escola. E os profs de o aplicar!… Com sageza, claro!

    Concordo com a Zazie na distinção que faz entre indisciplina e falta de respeito pela autoridade e hierarquia na sala de aula.

  96. Pelo meio, estes caralhos também já estão a dar aulas e, quando não estão, encontram-se no pior lugar de onde saem todas as directivas que propagam nas escolas a maleita- estão nas Escolas de Educação; estão na 5 de Outubro- têm um nome-

    são o cancro do ensino e chamam-se: pedagogos.

  97. MC
    Se calhar tenho que insistir na tecla da velha guarda porque as suspeitas avolumam-se no que me responde. É que essa universalidade e intemporalidade de valores é um mito, e não melhor que uma professora experiente para o saber! Faz ideia de quantos valores absolutos estão hoje consensualmente no museu da evolução humana? Os valores renovam-se e actualizam-se, sempre com uns quantos exigindo ir muito mais longe e outros resistindo em aderir aos novos. As sociedades são normalmente uma coisa e outra, sobretudo a média e o consenso alargado desses valores, e é isso que as normas devem tentar negociar. Não revelo segredo nenhum.

    Depois temos uma confusão, porque como pode ler eu não defendo o uso de telemóveis e outros artefactos na sala de aula, nem a balbúrdia sem artefactos, ora essa! No que discordo é do confisco do objecto, porque sejam lá quais forem os sentimentos que tal aparelho lhe produza, preconceituosos afirmo eu, não é a si que cabe valorizar a importância que cada um lhe dá, para que o utiliza, a importância do seu conteúdo ou uso. E essa tirada sobre a sobrevalorização do supérfluo é bem reveladora de que ficava mais descansada se a sociedade fosse gerida por si, que decidiria o que é a felicidade e que objectos ajudariam a alcançá-la.

    Para que não diga que estou sempre do contra, terá reparado na minha intransigência (não sou perfeito..) em não permitir o uso do telemóvel durante as aulas, o que é diferente da posse, na defesa do direito de o professor fazer sair o infractor que teime em perturbar a aula, o que é diferente de entrar num corpo a corpo pela posse do objecto! Julgo que a analogia não é descabelada: Se alguém no cinema insistir em ligar o telemóvel de modo a perturbar os restantes espectadores, defenderá o confisco do dito pelo arrumador, a bem ou à força, entregando-o apenas no dia seguinte?
    A rejeição da libertinagem faz sentido para mim? Mas pois claro, em lado nenhum a defendi, até apelei a que os professores defendessem de forma unida o direito a defenderem-se dela. O que não faz sentido é a teoria do tabefe que continua a propor para que as aulas decorram de forma ordeira. Nem muito menos a imagem simpática deste pequeno-burguês a brincar com a Barbie! E ainda bem que não põe estas minhas barbas já grisalhas a brincar com o Ken. Livra!

  98. tudo isto é triste, tudo isto é fado, costuma dar muito no princípio da Primavera, mesmo se as japoneiras entraram em flor em Janeiro,

    mas há para aí um ‘dantes é que era’, ou mesmo um ‘dantes é que era bom’, que soa demasiado a nostalgia da juventude, de mistura com valores perdidos

  99. Ao anónimo que usou duas vezes o meu nome indevidamente : Nik e Nikita são marcas registadas da mesma entidade pouco colectiva que, por sinal, é defensora da propriedade privada e considera um roubo e um abuso este seu descaramento.

    zazie, não tenho pachorra para mongas a cheirar a mofo da subespécie dos ressabiados da democracia . O 25 de Abril já foi há duzentos anos, sua toina chanfrada. Lava com água fria e socializa, quisso passa.

  100. Ocasional

    Insista, insista na tecla, se lhe apraz. Não leve, porém, a mal que eu não continue a ouvir o seu som automatizado, monocórdico e desafinado.

    No que se refere aos valores, recordo-lhe que eu escrevi que “há valores que são intemporais e universais” ( e até elenquei alguns) e não que ” os valores são intemporais e universais”. Não percebe a diferença? Se sim, não entendo a sua dissertação sobre a mais que evidente mutação e adaptação de valores ( que em tratando-se de alguns, poucos mas basilares, mudam os contornos mas a essência permanece).

    Quanto à questão do telemóvel e seu uso, nomeadamente no espaço aula, surpreenda-se (gostaria imenso de ver a sua cara, neste momento), os meus alunos usam-no. Exijo, sim, que estejam desligados ou em silêncio, salvo se tiverem prevenido, antecipadamente, que aguardam uma mensagem urgente( no caso de algum familiar doente).
    Constato, porém, que muitos deles têm dificuldade em resistir à tentação de o usar e, frequentemente, o usam sorrateiramente, para enviar ou receber mensagens. De outras vezes, são os telemóveis que, não obstante estarem em silêncio, vibram. Assim que, mau grado meu, vou tomar medidas mais drásticas e, pura e simplesmente, exigir que os mesmos estejam completamente desligados ou, se a tal me obrigarem, impedir a sua entrada nas aulas.
    Se isto é ser intolerante e da “velha guarda” então eu sou-o e não o lamento.

    Finalmente, quem fez ascender a defesa de um tabefe, esporádica, sábia e oportunamente aplicado, à categoria de “teoria” foi o Ocasional, que insiste em ver, no que eu escrevo, apenas a árvore em vez da floresta.
    Mas, por acaso, não teria muita dificuldade em teorizar sobre o tabefe e demonstrar que é bem pequena violência face a outras, podendo até ser uma obra de caridade( sugiro-lhe a leitura da minha resposta a um comentário de rvn).E nunca, aqui, viu eu defendê-lo na escola sem que incorra, porém, na leviandade de afirmar ” dessa água não beberei”. Depende do estímulo, que para alguns, a bofetada revela-se escassa resposta.

    Por fim e reportando-me à piada da barbie e do ken, ( vê, tenho dificuldade em escrevê-los com maiúscula. Mas por que não me hei-de permitir algumas esquisitices? ) ainda lhe fico a dever : depois do que me disse e das avaliações que fez da minha pessoa, aquilo foi só um pequeno mimo pós-páscoa.

  101. Para que se entenda melhor cada resposta individual, a dar no meu comentário seguinte, farei um preâmbulo contextualizador do poste e do pensamento.

    O poste justifica-se (i) porque o assunto dá vontade de falar, seja à mesa de um café ou num blogue, (ii) porque os jornalistas o destacaram e exploraram e (iii) porque os partidos e o Ministério da Educação se pronunciaram sobre. E isto ainda antes da intervenção, gravosa, do Ministério Público. Assim, não é preciso ter uma qualquer hipótese sobre a putativa decadência da Educação, e da educação, em Portugal para botar faladura sobre o caso. Aliás, vir discutir 30 ou mais anos de políticas ministeriais a propósito de uma anedota é anedótico.

    O que se vê no vídeo obriga a certezas. Embora fragmento de uma aula, podemos inferir pelas imagens que a situação é da inteira responsabilidade da professora. Independentemente do que justifique estarem os alunos de pé e fora dos seus lugares, pois não temos acesso a essa informação, a cena é de completa disfuncionalidade didáctica. De um lado, temos uma aluna adolescente em choque emocional. Do outro, temos um adulto professor a ter uma conduta infantil e irracional. Os códigos de comportamento de todos os intervenientes não configuram um ambiente de aula, antes de recreio. A professora desce à idade mental dos alunos e não pára aí, continua a regredir – por isso reage de forma primária, competindo fisicamente pela posse do objecto.

    Por caricato ou paradoxal que possa parecer aos distraídos, a racionalidade está do lado da aluna, a qual se defende de um assalto. As alternativas para o desfecho ou antecedentes da situação remetem todas, e sempre, para a responsabilidade da professora – e como é óbvio. Imaginemos que o desastre educativo consegue ficar com o telemóvel da aluna; e depois? O que viesse a acontecer, quer a aula continuasse (mas como?!…) ou fosse interrompida de vez, nunca seria benéfico para a aluna, para a turma, para a escola e para os encarregados de educação, pois o processo estava todo errado.

    Mas qual era o sentido de separar o telemóvel da aluna? Do ponto de vista da resolução de um problema de perturbação da atenção (o telemóvel tocou ou estava a ser utilizado), a penalização por arresto aparece mais como acto de agressividade do que processo de comunicação e controlo. O que a professora está a querer instituir é a lei do mais forte, não a aceitação de um princípio de convivência ou a compreensão de uma norma ética. Para todos os efeitos, e atalhando neste saboroso tema, a docente deveria ter tido a noção de que a sua opção estava a agravar a situação inicial (o que quer que a tivesse levado a interagir com a aluna por causa do seu telemóvel). Ora, não só a professora agravou o problema como acrescentou outros bem mais importantes e decisivos, como sejam esses da imagem caótica, absurda e decadente de ver um adulto – que representa o sistema de ensino nacional e é sua autoridade legal – a comportar-se como uma criança irresponsável no palco mesmo da educação oficial.

    Para além disto que as imagens mostram, o qual é objectivo, fica ainda a forte suspeita de ser esta professora completamente incompetente, não passando o episódio de mais um conflito de uma série com longa história. O desprezo exibido pela turma não é um sentimento que esse grupo de adolescentes escolheu como se escolhe uma camisola – é a sua resposta comportamental a um ambiente psicossociológico específico e aos estímulos respectivos ao longo do tempo. Tal como não foram os adolescentes que decidiram nascer numa época em que há facilidade, interessse, vantagens e pressão da família e amigos para se usar telemóvel. Se uma qualquer escola, e respectiva comunidade de professores, não consegue lidar com esta realidade, encontrando soluções cómodas e rápidas para se adaptar às novas circunstâncias tecnológicas e sociais (como, por exemplo, haver cesto/caixa/mesa em cada sala onde se depositam os telemóveis no início, ou estar estabelecido que o telemóvel pode ter influência na nota, ou ficar claro que o aluno pode ter de abandonar a sala se estiver a utilizar o telemóvel sem autorização, etc.) façam-nos um favor: fechem as portas e voltem para o museu de onde não deviam ter fugido.

  102. “Por caricato ou paradoxal que possa parecer aos distraídos, a racionalidade está do lado da aluna, a qual se defende de um assalto.”

    ” ASSALTO”?!…

    Pois é, a COMUNIDADE, estando de fora, não conhece as regras da escola por dentro e, depois, faz afirmações levianas e irresponsáveis como esta. Então, o Valupi não sabe que na esmagadora maioria das escolas publicas está escrito no RI a proibição da utilização dos telemóveis na sala de aula e que é competência do professor retirar esses objectos da posse dos alunos, depois de uma advertência verbal?
    Muitas vezes o tm é entregue ao aluno no final da aula, outras vezes o prof. entrega o objecto ao director de turma ou mesmo ao conselho executivo. Acha isto jurássico?!…

  103. Quanto à professora, acho que a senhora excedeu-se no zelo, pois qualquer prof. não se daria a tanto trabalho, até porque estão cansados de malhar em ferro frio. Bastava-lhes entregar o tm à aluna e mandá-la porta fora, com ou sem falta disciplinar, em conformidade com a lei.
    Mas, de certo modo, fico contente de saber que há profs que ainda não perderam a esperança e que se dão ao trabalho de entregar a alma e o corpo ao bem da pequenada, já que lá em casa as famílias não passam de simples marionetes nas mãos destes pequenos ditadores.

  104. Valupi, ainda não percebeste que a tal gente a que tu chamas incompetente são seres humanos com falhas, que não se pode mandar para campos de concentração. Com a taxa nacional de incompetência que se pode estimar pelos teus critérios tinha que se reservar uma província inteira para os encarcerar, para já não falar dos fornos crematórios.

    Ao lado da afrontosa má-criação da cavalona do telemóvel e da inacreditável desinibição daquela trogloditagem toda (com o bandalho que filma a cena à cabeça) a eventual nabice da professora é virtude.

  105. “Podemos inferir pelas imagens que a situação é da inteira responsabilidade da professora”

    … e podemos inferir deste comentário que o valupi vê uma aula à maneira do bolorento ” magister dixit” , completamente centrada na figura do professor, alheia à interacção dos alunos/professor, aonde tudo o que acontece de bom ou de mau é da única e exclusiva responsabilidade do professor.

    “Uma adolescente em estado de choque”

    Mas que grande dramaturgo esse valupi daria, digno de representar qualquer telmo em qualquer frei luís de sousa.
    Muito repleta de santa beatitude deve decorrer-lhe a existência para considerar catastrófico o facto de a “menina, tadinha” ter ficados despojada por uns minutos do seu mais que precioso e inevitável e imprescindível telemóvel!

    ” a racionalidade está do lado da aluna, a qual se defende de um assalto”

    Sem comentários. Só uma dobrada gargalhada! ahahahahah!

    ” Os códigos de comportamento de todos os intervenientes não configuram um ambiente de aula, antes de recreio”

    Que perspicácia! Que inteligência! Que argúcia!
    E, depois, tão bem dito e bendito!
    valupi, se fosse num recreio tudo bem, não é?
    medir forças com uma pessoa mais velha e num lugar de autoridade. Chafurdar na gulodice do espectáculo xunga. Apostrofar a colega com “desvia-te lá, gorda bolachuda”, ou lá que era.
    Mas, claro, a professora e só ela é que tinha que ter as rédeas do reino da estupidez e do aviltamento nas mãos.
    Olhe eu até que sou bastante crítica em relação à atitude da professora em questão, apesar de saber que há energúmenos que podem manietar a capacidade de decisão e de lucidez de qualquer criatura, vejo-a como vítima e não culpada.
    A menos que o valupi ache que os professores devem ter treino próprio de brigadas especiais e de certas forças de elite e de intervenção e não t~em o direito de se comportarem como simples mortais, com a perplexidade e falta de sangue-frio para encarar o desrazoável.
    Não deixa de me admirar que a tanta tolerância e condescendência que dedica à aluna corresponda tanto rigor e intransigência para que a professora.
    Só o preconceito pode explicar esse seu desequilíbrio na gestão das exigências.
    E, além do mais, parece desconhecer aquilo que se designa por a ” psicologia das massas” pois, se a conhecesse, talvez conseguisse, pelo menos imaginar, que uma aula podia até decorrer dentro dos parâmetros normais até ao momento em que a “sua” histérica e malcriada adolescente resolveu “acender o rastilho”.

    “Mas qual o sentido de separar o telemóvel da aluna?…( o telemóvel tocou ou estava a ser utilizado)”.
    Tem telemóvel? Consegue, num supremo esforço de abstração, perceber que há muitas outras situações, que não só aquelas em que o telemóvel toca, que constituem um óbice ao bom funcionamento de uma aula e que desviam a atenção dos alunos? As mensagens, dizem-lhe alguma coisa? Não sabe que há milhares de jovens, que com os programas gratuitos de msgs são dependentes8 dependentes, repito) do envio e recepção daquelas.
    E não acha, acaso, que o papel do professor deve ser mais de prevenir do que de remediar?

    ” Tal como não foram os adolescentes que decidiram nascer numa época em que há facilidade, interesse, vantagens e pressão da família e amigos para se usar telemóveis”.

    E então, os professores decidiram nascer ” numa época… blá,blá, e mais blá, blá….para se usar telemóvel”?
    A sua argumentação está a entrar em eutrofia. Do tipo “eu cá não tenho culpa. Eu sou assim” .
    E eu garanto-lhe que se fosse adolescente, para mais de 15 anos, que o mandava à merda por me considerar tão mentecapta, pois o que faz é nem mais nem menos do que passar um atestado de burrice aos adolescentes, com essa sua tolerância cretina.
    Lembra-me certos racistas que dizem, muito consolados com a sua consciência ” coitadinhos dos pretos, eu não sou racista” sem verem que eles, sim, estão a ser os maiores promotores do racismo.

    ” ou estar estabelecido que o telemóvel pode ter influência na nota”

    A quantos toques ou mensagens devem corresponder um 9 ou um 11, ou, sei lá um 14 ou um sete?
    Ah, é a olhómetro. Bem me parecia!

    “! ou ficar claro que o aluno pode ter de abandonar a sala se estiver a utilizar o telemóvel sem autorização”
    Brilhante, sim senhor.
    Olhe, se conhecer cães especializados em detectar telemóveis, apite, sff.
    É o que eu digo: precisa de comprar telemóvel. E, já agora, também, de dar umas aulitas. Ai, dá-as. Desculpe mas é que não se nota nada! Ou será que quando as dá, está distraído ao telemóvel ( o diabo que o jure!).

    Se conseguir estratégias e respostas e soluções para isso (tomo a liberdade de parafraseá-lo), faça-me um favor: feche a porta e volte para o céu de onde nunca deveria ter descido que é lá que habitam os deuses e os pobres de espírito( deixo a tarefa da sua inclusão no primeiro ou segundo grupo à sua escolha).

  106. Nik, ressabiada há-de ser a tua prima. Enfia a putice do 25 de Abril no cu porque tu é que vieste para aqui com os traumas do “facismo” por eu ter imitado a v. linguagem.

    O 25 de Abril foi há mais de 30 anos mas toda a mentalidade de quem remete para o mofo do “antigamente” uma simples questão prática é isso. E estão aí, às centenas, as provas que assim pensam.

    De resto, até essa pancada de se achar que se está a detectar problemas psicológicos e doenças nos outros tem autoria- é marca de tique estalinista.

    E vai chamar monga à tua mãezinha meu caralhote. Que hei-de te insultar até me fartar, coninhas de merda.

    V.s são, de facto, tão imbecilmente pavlovianos que até são capazes de concordar com tudo o que eu disse, mas precisam de vir com o exorcismo do mofo.

    Mofo hás-de ter tu nas cuecas, meu retardado. Porque só mesmo quem usa antolhos é que não está a par do verdadeiro descalabro do ensino.

    E este vídeo não serve para muito. Mas serve para que se perceba aquilo que até tu percebes, quando não tens os ataques merdosos de superioridade intelectual de esquerda-

    a saber- que não pode existir autoridade num sistema que a retira- pela própria pedagogia do “ensino/aprendizagem”; do aprender a aprender; da democratização das notas e até de um pancada maior a que os pedadogos (esses loucos que deviam ser urgentemente internados) costumam chamar: o negociar medidas.

    Negoceia-se a autoridade; como quem anda em Kasbah, e isto sim, foi enfiado no ensino pelos Grilos, Benaventes e quejandos.

    Agora bem podem vir aquelas malucas da Ana Gomes a querem os “castigos exemplares” com canga e exposição pública, à maoista. Porque é esta a outra face deste desgoverno ideológico que se encravou com os abrilistas.

    E eu nem me admirava nada que estas bestinhas do governo, apenas para ganharem votos e branquearem a porcaria que sempre patrocinaram, fizessem agora umas punições públicas de uns desgraçados que apareceram no youtube.

    Porque isto é que é a tal imbecilidade sui-generis bem tuga. E, bem podem v.s todos estrebuchar para aí e chamarem-me nomes que eu repito- é doença e é o espelho ideológico da dita esquerda.

    Se me aptecesse até vos esfregava nas fuças o vocabulário que o comprova. Mas posso dar um exemplo aqui da net. Basta ler aquele gajo do Kontratempos para terem lá o retrato do papão do v. atavismo.

    E, no caso dele, até já é papão herdado, em segunda mão. O que prova o que eu digo- temos um problema histórico que mais nenhum país europeu tem.

    pela simples razão- basta vir para a tv um treta com grunhice e pouco mais, para ficar tudo histérico como se tivesse descoberto a pólvora. E depois nem conseguem pensar que estes problemas são bem parecidos com os que se passam noutros países, ainda que por motivos de imigração e não propriamente por terem ME totalitários como nós temos.

    Só que não há um único inglês, nem francês, nem holandês, nem dinamarquês, nem por aí fora que chama mofo a todas as medidas de imposição de ordem. Ou que diga que quem o defende é “fascistóide; são mongas a cheirar a mofo da subespécie dos ressabiados da democracia ; toina chanfrada” e que aconselhe a socializar que isso passa.

    Tu, se não vivesses em Portugal é que eras um animal em vias de extinção, passível de ser obsevado em quinta ecológica de estudo dos espécimes anti-facistas do século XXI

    Percebeste ou ornitorrinco ideológico?

  107. Este caralho até me dá vontade de rir.

    Porque o gajo só é de esquerda por se armar em inquisidor e achar que aquilo é “anel de brasão” que lhe fica a matar- dada a superioridade moral do pedegree que acha que o legitima.

    Fora isso defende a restrição à imigração,como qualquer pessoa sensata, até é capaz de ir mais longe e dizer que a Europa vai ficar na mão dos imigrantes porque eles se reproduzem mais, entende perfeitamente o problema da autoridade que nada tem a ver com indisciplina e até percebeu, neste mero exemplo de caca, onde estava o trogloditismo. Coisa que os “pedagogos” nunca entenderiam, uma vez que manietaram a autoridade do professor, com todas essas bananices de “evitar mandar para a rua” ou da impossibilidade de chumbar os alunos para sermos modernos e preenchermos estatísticas.

    E aposto que este grunho do Nik, até era capaz de ir mais longe e perceber que o monstro ainda quer ir mais longe ao terraplanar a própria “avaliação de resultados” à custa de intromissões paritárias destas “calanonas”, mais “trogloditagem”, como lhes chamou e até dos respectivos progenitores.

  108. e com tanto “mais longe” quem se vai por a milhas sou eu.

    Leiam a kamarada Ana Gomes que foi brilhante. Só faltou mandar estes miúdos para o Campo Pequeno. Porque já prometeu o vexame público com a canga
    “:O))))

    Estas merdas é que não mudam.

  109. Daniel, meu caro, o teu comentário pede texto para a montra do blogue, e não apenas para aqui, nos esconsos do armazém, tantos, e tão bons, são os elementos que tiveste a generosidade de disponibilizar. Mas vou ficar por uma modesta observação: da “malta execrável” já Platão e Cícero se queixavam. Aliás, encontram-se textos do Antigo Egipto onde as novas gerações não escapam a intemporais admoestações de quem se tem de suportar sem a vitalidade e futuro da juventude.

    Quanto à agressão física, não vás por aí. Se pensares, tens de concluir que é vergonha, falência da inteligência, ter de chegar a esse ponto. A agressão só se justifica na auto-defesa ou na recruta militar e na prisão. A escola devia, antes, ser fonte de experiências deslumbrantes e de brincadeiras, como também Platão deixou para se ler.
    __

    susana, não posso concordar mais com tudo o que dizes. E essa referência que fazes ao encobrimento dos maus professores, feito por colegas de profissão, é dos tópicos mais importantes nestes debates correlacionados.
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    dina, partilho da tua experiência. A sala de aula parece um vulcão adormecido, a qualquer momento poderá transformar-se radicalmente. Mas está aí, também, parte do fascínio dessa arte que é ensinar.
    __

    António Carlos, para o teu comentário ficar completo só faltou dizer que não estava em causa o telemóvel mas a punição. De resto concordo a 100% com o teu comentário.
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    Lia, apostas bem. Vejo que quando arriscas é para ganhar.
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    rvn, quero dizer-te que fiquei com inveja do que escreveste à MC, e tenho pena de não ter sido eu a fazê-lo.

    Quanto à investigação da Aliete, concordo: muito pode estar mal na elaboração da coisa. Por exemplo, se o inquérito calhou ter sido feito na manhã a seguir à Queima, os 10% até teriam sido um resultado magnífico. Quanto à pergunta que me deixas, a qual remete para tricot e bonecas, confesso que nunca em tal tinha pensado. Vou confiar na tua confiança.
    __

    jvf, concordo com essa caricatura de se pagar a alguém para ficar longe da escola. É uma maneira de ilustrar a importância do que está em causa, de facto.
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    z, estás sempre na maior. Sempre no zénite.
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    claudia, é isso mesmo: os professores, os pais, os adultos, são estes que têm de dar o exemplo. É tão simples…
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    MC, dizes que eu sou adolescente, cego, carneiro, asneirento, traumatizado, violado, patético, preconceituoso, delirante, possuidor de excrementos nas paredes cranianas, paciente de mal na pinha, libertino, copulador sem sucesso, machista e terminas a pedir que guarde o eventual naco da minha lucidez com o mesmo pudor com que guardaria alguma matéria excrementícia que produzisse. E este resumo do que me dizes suscita-me uma singela pergunta: és mesmo professora?

    Em caso afirmativo, será que te posso convencer a mudar de profissão?…
    __

    jcfrancisco, what?
    __

    Nik, vi o vídeo e irei escrever sobre ele. Sendo outra coisa, importa pelas mesmas razões.

    Quanto ao que dizes da situação, é medo da cavalona, só pode.
    __

    shark, nunca tiveste um prof como eu, posso garantir, mas não tenhas qualquer problema em me cascar a torto e a direito. Quanto à chavala, e aqui entre nós, achas que ela pediu para ter aquela professora? Acaso entre um adulto e uma criança, se os dois numa escola e um deles professor, a responsabilidade pela segurança de ambos não está num só dos lados? Neste caso, a professora põe em risco emocional e físico toda a turma.

    Não faças mal à pobre chavala, pázinho.
    __

    zazie, tudo o que escreves vem do teu medo. Nada sabes desta gente que está nas aulas, à porta do metro (ou nas mesquitas, já agora). E é só isto que colhe dizer a respeito da tua cassete.
    __

    Ocasional, muito bem, como sempre.
    __

    Angel, fui professor e aconteceu-me, em todos os anos, este fenómeno: um ou outro aluno de turmas que não leccionava pedia para assistir a uma ou outra aula. E também este fenómeno, em 3 das 5 escolas: abaixo-assinados entregues no CD, no final do 3ª período, para que eu ficasse no ano seguinte com eles.

    Mas não era por eu ser bom professor, era por ser boa pessoa. Entendes, né?
    __

    joão viegas, nem mais.
    __

    JLT, essa da mocada até que podia resultar, se…
    __

    fmv, não percebi o teu comentário, mas não é a intenção da professora que está em causa, sim o seu procedimento profissional.

  110. MC, perguntou-me, ontem se acho bem que os pais se demitam de educar os filhos. acha que isto e’ pergunta que se fac,a? que alternativa propoe; que se obrigue os pais a educarem os filhos? como, pergunto eu. que se proiba os incompetentes para pais de procriarem? como, pergunto eu.

    e agora deixo aqui alguns fragmentos do seu discurso, comentados, para sua reflexao.

    “medir forças com uma pessoa mais velha e num lugar de autoridade” a isto eu oponho, relativamente ‘a professora: o que acha da sua atitude de medir forc,as com uma pessoa mais nova e num lugar de – sua – autoridade? parece-lhe que a consolida (‘a autoridade) ou que a fragmenta ainda mais?

    “falta de sangue-frio para encarar o desrazoável” nao lhe parece que numa sociedade tao dificil e complexa e em constante alterac,ao como e’ a nossa, o sangue frio deve estar primeiramente do lado do adulto responsavel, se pretendemos ve-lo estendido ‘as crianc,as?

    “tanta tolerância e condescendência que dedica à aluna corresponda tanto rigor e intransigência para que a professora” a professora e’ um adulto, e um adulto com uma responsabilidade particular; a aluna e’ uma adolescente (e mal educada e obrigada por lei a estar onde eventualmente nao escolheu estar, enaquanto a professora esta’ ali por sua escolha). a responsabilidade tem que ser primariamente assacada ao adulto, que deve adoptar as estrategias previamente definidas para resolucao da situac,ao, que nao creio preverem a luta corpo-a-corpo.

    “parece desconhecer aquilo que se designa por a ” psicologia das massas” pois, se a conhecesse, talvez conseguisse, pelo menos imaginar…” – estava a falar da professora?

    “E não acha, acaso, que o papel do professor deve ser mais de prevenir do que de remediar?” e a MC, pelos vistos, acha que a professora agiu muito bem na tentativa de “remediar”…

  111. ó carlhote panascóide de Valupi.

    Eu tive experiência na Pedreira dos Hungaros, minha besta. Tive outra na Icesa- lá no topo de Vialonga. à noite, onde os alunos vinham pelos campos.
    Nunca em nenhuma dessas experiências houve alguém que me faltasse ao respeito. Aliás, só mesmo na blgosfera é que v.s se atrevem.

    Por isso, mete a viola no saco, que quem tem medo és tu. Tu é que vives fora da realidade. Eu conheci-a há décadas, quando não havia telemóveis mas a barbárie já estava instalada .E é por isso que me mato a rir com tanta amélia a teorizar com um exemplo anódino, como se tivessem descoberto a pólvora.

    Percebeste ó imbecil. Eu dei aulas, sem um único empregado ou porteiro, àquela malta da Pedreira- grande parte deles até alternou as aulas com a cadeia. Sei o que é ter pulso para domar a trogloditagem.

    E mais, ainda conheci essas feras, no tempo em que podiam dar umas grandes lições de respeito pela autoridade a todos v.s e aos respectivos filhinhos-buda (no caso em que os têm)

    Medo é coisa que desconheço. Já o desconhecia quando aos 11 fui expulsa do ensino público em Portugal.

    Tu é que és daqueles vermes, vendidos, que apenas fazem´embrulhos e laçarotes com a política do partido em que se empoleiram e, a quem, ainda hoje, me apeteceria mandar com um pano encharcado nas trombas.

  112. E vou-me embora porque a tua ajudanta ainda me causa mais fornicoques. Esta esquerdalhada beta é mesmo um caso de regressão na cadeias das espécies .Já nem é problema ideológico, é regresso à macacada com pechisbeque e embrulho para disfarçar.

    Já hão-de ter a mioleira transgénica, é o que é.

    “:OP

  113. val, nik,
    Quando já estão à mão as palavras que dizem o que a gente pensa, para quê procurar mais?
    «Valupi, ainda não percebeste que a tal gente a que tu chamas incompetente são seres humanos com falhas, que não se pode mandar para campos de concentração. Com a taxa nacional de incompetência que se pode estimar pelos teus critérios tinha que se reservar uma província inteira para os encarcerar, para já não falar dos fornos crematórios.»
    Nik, bem observado (se bem que não vejo a nabice da senhora como uma virtude, longe disso; presumo que fosse graça) Val, não era mal pensado, reflectir na frase.

  114. Estes Valupi é soja.

    Não vale a pena dizer mais nada. Há-de ser feito de soja e com mioleira a mandar neons verde-alface e cor-de-rosa- Não xuxializou; transgenizou.

  115. O imbecil sabe que me irrita dizerem-me que tenho medo, precisamente porque isso é que desconheço e, como sabe que lhe acerto em cheio, vinga-se com estas provocações.

    ehehe

    Eu sou ameaçada à saída do metro com seringas, meu conas, porque ando de transporte público, minha barbie. Não vivo dentro dos popós, como v.s, suas mariconças.

    E, fica sabendo, que da última vez que me ameaçaram, saquei da soqueira e o gajo é que se pirou. Porque na bilheteira é que estava lá um homem soja igual a ti, que nem levantou o cu para me defender.

  116. Olha, ó panascóide, tu é que nunca deves ter sido herói de romance por via das valentias. E eu, pelo menos, até já fui. De romance e de BD.

    Tenho a folha de ofício para vos fazer a folha nas calmas.

    “:OP

  117. Zazie, deves ter feito a cabeça em água ao teu pai, é o que é, para aos 11 teres sido expulsa de todo o ensino público em Portugal. Mas dá para imaginar, ainda era no tempo em que o D. Leonor era só feminino por isso foi tudo entre mulheres, deve ter sido do caralho!

  118. «Neste caso, a professora põe em risco emocional e físico toda a turma.»

    Um tarado que escreve isto é alguém que deve ter sido enrabado por professor. Só pode. Aquela experiência tardia e pós-revolucionária traumatizou este Valupateta.

    E mato-me a rir, porque ainda apareceu por aí gente a julgar que ele estava a fazer ironia.

    Ò ceguinhos- o gajo anda à boleia do partido do governo e isto não é bloganço, é trabalho em serviço.

  119. z.

    eu vinha de uma escola da Câmara, no bairro das estacas, com um recreio gigante, ainda todo em terra batida e onde a separação da secção masculina era bastante artificial.

    Tinha lá o meu irmão, os meus amigos, os pretendentes para se esmurrarem e eu me fazer cara, e mais a ciganada com que andava à porrada no recreio. Assim como andava na montanha, ali na Av do Aeroporto.

    Estás a imaginar o que foi sair deste mundo, para me enfiarem num liceu com aquelas idiotas a fazerem rodinhas?

    rodinhas!?!
    Olha, não é exagero, é mesmo verdade. Até fui logo supensa no primeiro dia de aulas

    “:O)))

  120. Foram 3 dias de suspensão e mais um olho negro a uma matulona, que ainda por cima era filha de uma amiga da minha mãe. Estavam as duas mamás à espera, à saída e vinha eu com a suspensão e a matulona com o olho negro. Porque estava a pedi-las.

  121. Zazie, acho um desperdício não ligares às tuas kpk’s. E se o Valupi estiver perto do partido do governo qual é o problema?

    Eu também dei aulas ao pessoal do Narigão, e dei-me bem com eles, e depois encontrei uns na tropa e foi festa, no entanto agora preferia fazer greve de fome a dar aulas no secundário. Sou blogoprof, mesmo como eu gosto, gratuito e só me lê quem quer.

  122. então também eras garnisé! Mas olha lá que com a idade devemos ficar mais pacíficos, é o que dizem e acho que faz sentido, embora tenha dúvidas. Hoje tenho reunião, por causa daquilo da declaração de interesse público dos romanos, detesto reuniões à noite,

  123. zazie, louvo a tua perspicacia: conseguires perceber, assim ‘a distancia, que o meu cerebro e’ transgenico. melhorado e ampliado, de longevidade acrescida. deu-te uma epifania na moleirinha, foi?

  124. O problema é ser um vendido que faz demagogia. É claro que não respeito vendidos que estão a fazer propaganda mas a disfarçam com laçarotes.

    O Daniel Oliveira faz agit prop e não me dá vontade de o insultar. Porque não disfarça, não é cigano, não se contradiz. Este caralho não é propagandista, é um vendido que, se for preciso, até insulta todos os profisionais só ficando ele como o único exemplar de amostra.

    Fora isso, já muito mais gente se apercebeu da manha. E eu nem devia perder tempo com isto. A estupidez foi ter espreitado ontem.

    Já tinha decidido que aqui era para riscar do mapa.

  125. faltou um s.

    Mas ele é mesmo transgénico e gosta de levar. Porque depois ainda se dá ao trabalho de responder 1 a 1 a todos os que comentam

    Essa é a parte mais engraçada. E até é aquela maquinal que ainda dá algum gozo. Nesse aspecto até nem é cretino. Ou é cretino que não vira a cara.

  126. A “esta distância” Susana?

    Mas tu não percebes que és o eco do Valupi? basta ele botar faladura para tu “estares presente”. És um suplemento, dou porque até os tiques e estribilhos já são iguais.

  127. Vá lá que desta vez te esqueceste daquele estribilho: “começo a ficar seriamente preocupada contigo”…

    Mas foste para a epifania. Há-de ser efeitos de reminiscências da macumba.

  128. z.

    Claro que sou pacífica. Mas quem teve uma vida sempre independente e nunca fez fretes, não é mais velho que vai achar que tem de tratar com miminhos os vendidos, né?

    E é óbvio que aqui é apenas em sentido figurado, mas ao vivo e a cores dou-lhes corridas de 3 em pipa. Se toda a gente corresse com eles, a ver se não tinhamos o país que até merecemos.

    “:O)))

  129. A reacção da professora foi infeliz, sobretudo porque ineficaz. Compreendo a atitude da aluna, quando tenta recuperar algo que lhe é muito pessoal e precioso e que a (in)cultura vigente elevou ao estatuto de objecto de culto. O telemóvel não devia ocupar o lugar de “confidente”, como se de um diário pessoal se tratasse, mas ocupa. Neste particular, subscrevo a posição do autor do post, sobretudo porque fico apreensivo com os sinais que vão surgindo no que concerne à adopção de medidas com vista a solucionar o problema da educação (medidas erradas porque tomadas à revelia do verdadeiro problema), nomeadamente no que toca à in/disciplina: «Crianças educadas para aceitarem ser controladas, vigiadas, a obedecer a ordens sem discutir, sem refilar, e depois entregues a patrões como se de gado manso se tratasse…»
    Porém, é inequívoco que a atitude da aluna é errada, mas é a atitude habitual de muitos dos nossos alunos. Atitude reveladora da crise de valores, de cultura, de educação, de ausência de exercício de responsabilidade por parte da comunidade (pais, vizinhos e professores) em que o nosso país e, de um modo geral, as sociedades ocidentais se encontram. Os alunos não recebem educação na Escola porque esta perdeu essa faculdade. A Escola não educa, o seu objectivo é, desde há muito, ENSINAR (coisa que faz pessimamente, como o estudo feito com alunos da UC testemunha), e os jovens também não a recebem em casa porque os pais se demitiram dessa tarefa, ou nem a sabem exercer. E assim chegam às escolas hordas de jovens em estado selvagem, incapacitados para aprender, incapazes de deixar ensinar. E os professores também não aprenderam a lidar com estas situações. A maioria dos professores terão, no limite, aprendido a ensinar, não a educar, tão-pouco a reagir em situações de conflito físico, ou até verbal mais violento.
    Parece-me evidente que vivemos um problema de cultura, presente em todas as actividades/manifestações sociais. Pretender imolar uma corporação, uma geração, um ministro, ou um jovem aluno que dispara uma caçadeira sobre os colegas no recreio, é iludir a questão. Este é o exemplo de um dos inúmeros “pequenos” problemas que não terão solução sem que se equacione uma reforma da cultura da sociedade hodierna.

  130. *
    delicioso!
    espectáculo que excede em tudo o tema de que decorre!
    espectáculo meritório de ser encenado e colocado por aí em um palco
    a parte final em apoteose remete ao cenário inicial
    um início muito bem contado pelo actor principal na abertura/post
    poderíam os espectadores levar no final algo em que reflectir: que semelhanças entre a abertura ( o tema que lhe está subjacente) e a apoteose final?

    e eu espectadora, sairia no final sorrindo que o actor principal até analisou a meu gosto o tema da peça, muito bem coadjuvado pela actriz susana
    MC e zazie tornam brilhante o encenado e, embora no geral tenha discordado, eles deram o sal à peça em palco
    e o zazie, senhores (e decerto me riria mais) que belíssimo modo de terminar
    que modo superior de o encenador (quem será?!) colocar a parte final tão semelhante ao conteúdo que dá mote à abertura!
    mas desnecessário ser tão acentuado
    porque muito mais gratuito este modo de se agredirem uns aos outros do que no tema
    no entanto brilhante

    se fosse encenado…

    boa noite!

    *antes da Cláudia entrar

  131. nikita mykhalyuk, o RI é bem lembrado, até porque permite ser aplicado com criatividade, adaptando-se localmente. Mas não se está aqui a discutir o preceito relativo ao telemóvel como factor de perturbação de uma aula. Nesse sentido, tudo o que perturbe tem de ser anulado, seja lá o que for, e sob pena de não haver aula ou haver prejuízo colectivo. O que se discute é o procedimento da professora e a proposta de um mais fundo entendimento da importância do telemóvel para o adolescente.
    __

    rvn, mandas-me reflectir numa frase a que não consigo descortinar o sentido. Talvez se me ajudares no entendimento eu consiga estar à altura do teu desafio.
    __

    zazie, o teu problema é proustiano: A la recherche du temps perdu…

    Tens muito medo, sim. E isso paralisa-te a, de outro modo, fina inteligência. Repara que não mandas uma para a caixa, é só merda atrás de merda.

  132. “MC”,
    Não houve lisonja por ver pertinência, só um tautau ligeiro por excesso de tolice. Que é mutante, vou descobrindo a cada avanço despropositado, a cada tirada mais infeliz. Descobre-me um problema de afirmação e logo me enfia uns calçons de Édipo à força, junto com o resto que faz doer. Quis muito que parecesse uma luvada branca aquela do ‘equilíbrio e bom senso’, saiu tentativa patética para maior constrangimento. Depois blá blá blá considero exijo sou e quero blá blá. E, mais insulto, menos insinuação rasteira, termina com a confissão: «não sei o que é um discurso balofo». E ei-la feliz com a obra acabada, dez a zero, um génio, como sempre.

    (respiro fundo, recordo a catequese, apelo ao melhor de mim)

    Não sabe a minha amiga, hoje MC, o que é um discurso balofo? Eu explico-lhe, conte comigo como sempre. Um discurso é balofo quando é fofo, volumoso mas sem consistência. Quando é impostor. Quando apenas pretende tudo e nada significa. Quando inventa, fantasia, ajeita e adorna a verdade dos factos só porque estes encaixam assim a gosto na moldura de uma qualquer teoria. Balofo é mau. E se balofo é mau, demagogomoralista é pior. O seu é as duas coisas, lamento constatar, suspeitando pior ainda pela amostra junta. «Palavra que me envergonho quando, nos transportes públicos, vejo lugares reservados a grávidas, idosos e doentes. E, ainda mais, quando oiço algumas mães dizerem aos filhos que se deixem ficar sentados “porque pagaste o bilherte”, em vez de os incentivarem a levantar-se e darem o lugar a pessoas notoriamente mais necessitadas dele.» Eu teria vergonha de escrever isto, mas eu sou apenas eu. Era loiro, o garoto que viu com os seus olhos? Era rouca a voz que ouviu com os seus ouvidos? E o mundo, existe, para além do seu umbigo, para lá da sua fantasia?

    A escrita, minha amiga, é uma impressão digital. Única, ímpar, topa-se em segundos à terceira frase, sem espinhas. Por isso arrisco, sem medo de errar, três afirmações que lhe explicam de vez o que é um discurso balofo, aka figura triste, aka conversa merdosa, a saber:
    – Todo o narciso acha feio o que não é espelho, já dizia Caetano.
    – O único transporte público onde a minha cara MC sentou o seu cu pergaminhado, até hoje, foi o Cruzeiro do Ilhéu. Onde não há lugares de pé, como sabe.
    – Toda a gente tem direito a ser parva quando chega a Primavera.

    Transmita por favor o meu abraço solidário de simpatia aos seus alunos. E aos pais, já agora. Somos todos uma mesma ralé.

  133. val,
    está irritante, hoje, o sistema de postagem de coments do aspirina. É já o 2º comentário que vai à vida quando cai o sinal WordPress, quando tentas o refresh (porque não tens outra opção, ele não aceita outra coisa) o texto do coment já não vem na volta, vem o espaço em branco. Porra, por isso. E também por isso te fez menos sentido a citação da frase do nik, que vinha na sequência de outro comentário mais extenso à tua primeira resposta (17:21).
    tentando resumir: subscrevo a tua resposta até ao 4º parágrafo, onde dizes que a racionalidade está do lado da aluna. A tua leitura da incapacidade da professora na circunstância, e consequente responsabilidade no que aconteceu, é coincidente com a minha, acho que a senhora esteve mal. Mas não acho que a aluna tivesse legitimidade para agir como agiu. Ou melhor: a professora (de acordo com o seu perfil que aqui revela por pistas inequívocas) tem o direito de proceder mal, ser déspota, incompetente, injusta, o diabo a quatro. Tem o direito, repara, não quer dizer que esteja certa. Haverá outras circunstâncias e locais para resolver isso, não pela aluna na aula. Mas o seu estatuto, que a bem da instituição escola queremos ver respeitado sempre, dá-lhe margem para a estupidez. O da aluna não lhe dá margem que pise a risca da relação respeitosa que ali não existia. Uma professora a sério poderia até permitir a presença do télélé da gaiata porque saberia gerir a coisa sem dramas. Sendo a incapaz que se revelou, esta senhora não podia fazer outra coisa que não aquilo que fez: disparate, deixa, não deixa, permite, tira. A aluna, em qualquer dos casos, não devia ter colaborado no disparate.
    Muito por alto era isto e mais umas coisitas, mas o comboio seguiu, deixa lá, ficou lá atrás.

  134. Rui, não sabemos nada de nada (ou, pelo menos, eu não sei) do que aconteceu imediatamente antes, em minutos, dias, semanas e meses daquela relação. Mas basta olhar: uma professora comporta-se como uma aluna no recreio. Creio que a gravidade do caso iliba todos os presentes, os quais foram para ali mandados pelo sistema. É absurdo estar a exigir qualquer laivo de “educação” quando o ambiente escolar é disfuncional. O que levou ao estado de descontrolo da aluna nem importa para a conclusão: estar a insistir e a forçar o seu desarranjo emocional, permitindo contacto físico continuado, é severa patologia para alguém com a sua responsabilidade docente.

  135. val,
    Certo, a meu ver, certíssimo até. Mas daí até ao «Por caricato ou paradoxal que possa parecer aos distraídos, a racionalidade está do lado da aluna, a qual se defende de um assalto.» vai uma distância que cobres de pulo, com a agilidade talentosa da tua ironia provocadora. Que, suspeito, um destes dias te arranja uma chatice séria com o mulherio que anda mesmo de transportes públicos de verdade. E depois, não me dizes? Sim, e depois?

  136. Valupi, se não percebeste, aqui vai outra vez:

    Ao lado da afrontosa má-criação da gajolas do telemóvel e da inacreditável desinibição daquela trogloditagem toda (com o bandalho que filma a cena à cabeça) a eventual nabice da professora é virtude.

    Ninguém é pago para ter mão em quadrilhas destas, muito menos professores com dotes limitados para o exercício da profissão, que são aí um terço deles. Pouquíssimos conseguirão ser génios ou schwarzeneggers numa situação destas. Nota: não expulsando logo da sala a cavalona mal educada, a professora estava a tentar ser mãe e boazinha. Mas não se pode ser mãe e boazinha de gajolas sociopatas, cabotinas e insolentes, e isso foi erro de apreciação da professora. Bem intencionado, contudo. Agora a reacção da marmanja não tem explicação nem desculpa. Se não tem educação, que tivesse.

    Mas eu depreendo e suspeito que tu estiveste durante o vídeo todo a olhar para o rabo da cavalona e a imaginar-te professor dela.

  137. Desculpem lá interromper o tricot:

    algum de v.s é capaz de me explicar o interesse (social, global, nacional) de se esmifrar este video e querer saber quem entre toda aquela bagunça fez o quê de errado?

    É mesmo a única curiosidade da questão.

    V.s estão a tratar de algum enredo de novela ou falam disto porque sim, porque já que toda a gente fala para um lado, v.s acham que vão falar como as mulheres quando se encontram na praça?

  138. Será que a chavala é delinquente ou foi tudo uma questão de bunda que excitou a turma?

    será que a prof tem falta de alguma coisa ou tendências lésbicas para andar ali agarrada à chavala?

    será que podemos considerar a ligação afectiva ao telemóvel da ordem da que têm com o diário íntimo, ou da que têm com o vibrador?

    E depois? Portugal, o Governo, a Ana Gomes, o Chefe da Polícia; o Coelho, e o resto da bicharada, poderão dar-nos a resposta a tão pertinentes interrogações

    Quem é que foi o culpado?
    A prof

    a chavala

    o maralhal

    ou o telemóvel?

  139. Rui, a aluna estava a ser assaltada para lhe fanarem o telelé, mas antes já lhe tinham roubado o direito a ter uma professora de Francês que garantisse a racionalidade mínima para cumprir a sua função docente. Era demasiado prejuízo, e, mal por mal, ao menos que se salvasse o aparelho. Num ambiente tão desolador como uma sala de aula onde a autoridade fica nas mãos de adolescentes, saber que se possui uma via salvífica por onde pedir socorro ou entrever um paraíso, é capaz de ser o que mais importa. Esteve bem, a miúda. Foi raçuda.
    __

    Nik, estás a ver o que lá não está. O vídeo apenas mostra uma professora a combater corpo a corpo pela posse de um telemóvel que não lhe pertence. Portanto, tudo leva a crer que a aluna é vítima de um erro de avaliação do adulto na sala, para mais imbuído de uma autoridade nascida de uma formação científica e demais experiência laboral. Como se chegou ali? É isso que tu não queres pensar porque não te está a apetecer, só isso.
    __

    zazie, a tua pergunta faz sentido. Para mim, falar deste caso é uma ocasião para malhar no Menezes e companhia, esses analfabrutos da política nacional.

  140. Não sei como se chegou lá, nem tu o sabes, sou eu que estou a dizer-te isso desde o início. Mas a ilação que tu tiras sobre o que o vídeo mostra, é hilariante. Exactamente pelo motivo que invocas: porque não sabes, mas quase presumes que a professora andava ali a gamar telefones e foi apanhada. Ora cebo!

  141. Tu não me digas que a namorada do Menezes também tem fetishe com o telemóvel e afinal a novela tem um enredo oculto…

    “:O?

    E a canga? achas que a canga ficava bem à Aninhas diplomata ou ao Chefe da Polícia que nunca contou estas traições da namorada do chefe da oposição?

    hummmm…?

  142. valupi

    sim, sou mesmo professora e suficientemente senhora para dizer e manter o que disse ( aparte umas ou outras palavras que indevidamente me atridui como essa do ” copulador sem sucesso” que só pode derivar de um défice seu em interpretação).

    E, não, não me convencem esses seus ares de donzela ofendida, que por muito menos já o vi eu ofender muito mais.

    Quanto à “inveja” que lhe suscitou a investida de rvn, é algo perfeitamente sintomático do seu perfil: necessita de acólitos e ( sorte sua ) nisso encontra sempre patetas a ” fazer-lhe a perna”. No fundo, é típico dos pseudo-líderes que ganham força da fraqueza dos outros.

    Relativamente ao facto de haver alunos a assistirem às suas aulas voluntariamente, lamento dizer-lhe que esse facto não me deslumbra, simplesmente porque é prática corrente nas minhas. E mais: trato-os como qualquer dos outros, fazendo-lhes dar o seu contributo para a dinamização da aula ( estou a ler-lhe o pensamento: ” ele há cada aluno masoquista!).

    Susana

    Lamento, mas terá de ficar sem resposta.
    Não gosto de comida requentada, se é que entende a metáfora. Pode argumentar, e com toda a legitimidade, que teve mais e melhor que fazer. Com a mesma legitimidade que lhe retribuo, agora, as mesmas palavras.
    Só que com uma agravante, para si, e uma atenuante, para mim.
    Eu explico: só pode ser imaturidade pretender respostas a perguntas do tipo ” Que se obrigue os pais a educarem os filhos? Como pergunto eu?”.
    Acho que sei a sua solução: “aos pais não podemos obrigar mas aos professores sim. Aliás é essa a sua função”. Ou não? Pelo menos é o que atravessa todo o seu raciocínio.
    Ou sobrestima o poder do professor, elevando-o quase à condição de divindade, capaz de resolver com decoro e elegância, todas as situações ou subestima o da família . Em suma, um professor-robot, não susceptível de falhas, de desaires, de impulsos é o seu protótipo de professor, está visto.

    Veja lá se entende que o que aconteceu é uma questão puramente do foro social e que a escola ( vá-se lá saber porquê ) espelha. É, apenas, como já vi alguém chamar com propriedade, ” a ponta do iceberg”.
    Não inventem falsos salvadores. Nem inventem falsos réus. E, muito menos neste caso concreto, a dita professora.
    Há sim que investir, e investir forte, nas estruturas sociais de que a família é (e não vislumbro que o deixe de ser e ainda bem) o principal pilar. E não há um governo culpado como não há uma geração culpada : há vários pois este é um processo em cadeia que passa de gerações para gerações e de governos para governos. Embora, este governo, a meu ver, tenha tido o papel daquele presidente do Brasil que anedoticamente, ao tomar posse, disse ” o país está à beira de um abismo mas, comigo no poder, daremos um passo à frente!”.
    Afinal, estou a responder-lhe mais do que inicialmente me apetecia.
    Outra coisa que me desmotiva de desmontar e de dar resposta, ponto-por-ponto, ao seu comentário é o aproveitamente leviano, consciente ou não, que faz das minhas palavras descontextualizando-as como é o caso daquela confusão do ” remediar”!
    Talvez consequência da vinha d`alhos em que esteve a sua resposta.

    Em suma, meus senhores, como muito bem fez o Daniel ( ele é que teve juízo e classe ) vou-me retirar.
    É que, sinceramente, a chavalice mental e a pinderiquice intelectual que aqui se respira não me contentam. Sou ave para me guindar para outros espaços. Deixo a alguns de vocês o peixe pôdre para nele debicarem.
    É isso mesmo. Eu sou elitista.
    Passem bem que eu passarei melhor.

    (Os visados reconhecer-se-ão tanto quanto os não-visados não se reconhecerão. Espero).

  143. “portantos”…

    como eu depreendi de início, o video foi só para compor o ramalhete.

    Já que não retrata mais nada do que aquilo que se poderá querer retratar se alguém conseguir o malabarismo de convencer meio mundo que só aconteceu isto, em todas as escolas, na semana que antecedeu a Páscoa no ano de 2008 na cidade do Porto…

  144. O que eu gosto deste dueto é o lado matreiro e trafulha do que compõe a historieta e o ingénuo e patusco que a defende, levando-o à letra.

    E depois, como a casa tem “muito home qui gosta dji convésa di mólhé, fica tudinho lelé da cuca”.

  145. Este é maiz uma mólhé amiga do peito da casa. É muito bichona más aqui à casa também é patrona de bicha di esquerda. Si tivé borbulha e si chamá Estáline ou Zeca Diabo, até fica kitshi.

  146. bichona unida nunca mais será vencida, nunca mais será vencida. Vivam o diários íntimos com relógio das chavalas das manhãs que cantam. Albatross! albatross!

    e um golo de gin prá acompanhar a múmia do bigode.

  147. rvn

    sente-se, respire, beba um licor que isso passa.
    O adiantado da hora também não facilita o raciocínio, bem sei ( se bem que pelo que de si tenho ouvido) pensasse que fosse noctívago e, como tal, habituado a noitadas.
    A propósito, tire-me uma dúvida existencial : não é o do setevidas, pois não?
    É que há bocado vi lá uma ilustração que representa um homem a bater numa mulher e vai daí disse para mim ” não, MC, nada disso. Pois atão esse sr que tão escandalizado fica com a simples hipótese de uma professora poder dar um tabefe bem a propósito numa aluna histérica ou uma mãe num filho malcriadérrimo, ia exibir no seu blogue essa imagem? Ainda por cima com aqueles dizeres de concordância!”.
    Desculpe, eu não devia fazer-lhe a pergunta. Tem toda a razão que só de ponderar a hipótese de se tratar da mesma pessoa deve-lhe ser ofensiva.

    Ora, rvn, releia a passagem do autocarro e dos dísticos. É que tenho cá uma impressãozinha que misturou tudo, qual terramoto.

    Quanto ao asneirar, sabe às vezes são hábitos que nos ficam de certas convivências.
    Recordo-lhe, porém, que tal como na teimosia são necessários pelo menos dois para a asneira: o asneirante e o que não asneira mas descodifica o que o outro diz/faz por forma a considerar a matéria da asneira. Sendo, muito embora, as posições passíveis de serem trocadas, capice? Tudo dependendo do posicionamento do ângulo de observação.

    Quanto às impressões digitais, que mal lhe pergunte, está encarregado de alguma investigação ou é figura de retórica?

  148. Podes crer. A acedia era o maior pecado na Idade Média e eu acho que tinham razão. E agora vou xonar que já beberiquei o meu Sapphire azulinho.

    beijocas

  149. Essa historieta da proibição de bater é outra gigantesca anormalidade mas aqui é capaz de nem valer a pena tocar no assunto.

    Porque eu conheço profs que já me tentaram vender a absoluta anormalidade de confundirem o direito que qualquer cidadão tem a defender-se de agressão com o dar aulas à reguada.

    Mas enfim, se há quem retire os direitos de cidadania de acordo com a profissão, é mais um exemplo para se poder dizer que também há-de haver muita gente a deitar-se na cama que fez.

    É óbvio que uma agressão é uma agressão e nada disto (deste circo) teve a ver com agressões. Mas, se a Aninhas maoista acha que sim, e que até os vai meter de canga expostos na praça pública, quem somos nós para duvidar.

    Ainda por cima dizem que até vão baixar os impostos…

    “:O?

  150. curioso, pecado, não sabia – a acedia é aquilo que agora chamamos depressão, não? Uma falha de vontade de viver, uma prostração, nem sei mesmo se dá azia.

    Dorme bem vá, mas ainda acho que andas às caralhadas demais, mas pode ser que eu agora esteja púdico

    também vou xonar, e sonhar com romanos já agora, estelas votivas no meio das nuvens

  151. Espero que a tal punição Já! passe o ligeiro desvio trotskista da exclamação, ainda venha a tempo da Pascoela.

    Juntava-se o útil ao agradável e ainda inauguravam o monumento ao pogrom de 1500, com encenação, ao vivo, e a sério, do pogrominho tripeiro, com procissão de flagelantes da ala dura xuxialista.

    È que para o S. João pode haver mais e não temos santinhos para tudo.

  152. MC, nao entendo que tenha ficado agastada pela demora, dado que o seu comentario que solicitava resposta minha surgiu ja’ eu me retirara e lhe respondi assim que aqui voltei (e’ que eu trabalho e ainda tenho dois filhos para cuidar e educar).

    quanto ao resto, digo-lhe apenas: por mim esta’ ‘a vontade para pensar por si como quiser, mas evite pensar por mim, pois e’ evidente que nao o faz bem. tenha uma boa noite.

  153. Bem , em suma , vejam lá se se põem de acordo e chegam a uma conclusão sobre o que há-de ser a política educativa e como representar os papeis de professor e aluno. E sem esquecer , claro , que se bem a escola não tenha como função educar mas ensinar , este ensinar tem como objectivo a preparação do aluno para a vida profissional não só a nivel de conhecimentos mas também de comportamentos. E trabalho é trabalho , e cognac é cognac.
    E a vossa discussão : 5 estrelas.

  154. A Valupeta é uma doidona coerente. Se defende histéricamente a “liberdade de expressão” dos blasfemos dinamarqueses e holandeses, também defende a liberdade de má-criação do vasculho adolescente que grita pelo retorno do telemovel como se este fosse um vibrador intimo.

    O que choca em tudo isto é o tempo que se perde com um incidente que nos bons velhos tempos não faria perder nem um segundo. Um sonoro estaladão no estafermo desferido en passant e sem interromper o fio da exposição era remédio santo… E depois de milhares de comentários em todos os mídia e blogues, a pestinha ainda não levou o merecido par de galhetas !!! Estes professores eduqueses são todos uns panascóides… por isso é que não gostam de muçulmanos…

  155. Meu Caro Valupi
    Chego aqui às tantas depois da meia-noite, e apanho com esta imensidão de comentários. Passei grande parte do dia com o Manuel Alegre e outra malta de estimação, incluindo almoço num lugar paradisíaco aqui perto, no Porto Formoso, lançamento do livro “Escrito no Mar” no palácio de Santana (o Manuel Alegre fez 160 autógrafos) e jantar com o presidente do Governo Regional e outros amigos do Manuel Alegre no palácio da Conceição (sede da presidência do Governo). Falámos de muitas coisas, mas por acaso o assunto do momento não veio à conversa. Lamentou-se, isso sim (só de vez em quando, porque apetecia mais uma gargalhada do que um lamento), a situação indefinida a que este país chegou. Ninguém sabe onde está nem para onde vai. Tu negas a autoridade do tabefe, e tens toda a razão. Nem eu mesmo alvitrei que se deveria dá-lo, apenas constatei o facto de que essa seria a única hipótese de acabar com a histeria da pequena. Renego essa solução, mas não sei de outra que pudesse ter sido eficaz. E tu, pelo que se vê, tão-pouco a conheces. Caso contrário, tê-la-ias dito para nós ficarmos a saber, e bem poderias aconselhá-la ao Ministério de Educação, se acaso ainda houvesse por lá alguém capaz de ouvir a voz da razão.

  156. Valupi, és óptimo a brincar ao “toque e foge”…

    e podias ser “contratado” pelo Pentágono para inventar umas guerras, aqui e ali, para esgotarem o “stock” de armamento…

    Agora mais a sério, embora a professora não conseguisse resolver o caso de uma forma mais “racional” (deve ser muito teimosinha, pois era mais fácil, mandar o telemóvel e a miuda para a rua… como já foi dito), a miuda é uma “besta” em crescimento, educada sem respeito nem compreensão pelo mundo dos outros…

  157. efe, para podermos medir o suposto erro da aluna faltam-nos muitos elementos. Até podemos conceber um relação onde não houvesse erro algum, bastando para isso imaginar que todo aquele ambiente relacional estava errado. Vou dar um exemplo que nasce da própria história em notícia: se a professora autoriza o uso de telemóveis pelos alunos para que oiçam música, então, saber-se que um dado aluno ouve música pelo telemóvel numa dada aula com aquela professora já não estaria “errado”, mesmo que os restantes professores do Mundo inteiro o proibissem… Isto para repetir que desconhecemos o que originou a cena filmada, apenas sabemos o que ela mostra.
    __

    mcorreia, o teu entusiasmo entusiasma.
    __

    Nik, como se chegou ali é tudo o que importa saber. E é um daqueles casos em que a parte desconhecida do episódio, seja ela qual for, tem sempre a mesma autoria: o professor daquela turma. Claro que tal não seria o caso se fosse a aluna a querer ficar com o telemóvel da professora. Só nessa variante é que a cavalona teria estado mal.
    __

    MC, és tontinha. Mas tens a faculdade de ler o pensamento de autores de comentários em blogues. E eu acho que, com bom marketing, vais conseguir fazer uns dinheiros valentes com isso.
    __

    roles, a escola também tem o dever de educar, e não só ensinar ou instruir, pelo simples facto de que todo o cidadão, cumprindo-se civicamente, está em permanente processo educativo, para si e para os outros. A instrução é relativa ao conhecimento, à informação, a educação é relativa à cultura e ao carácter. Não seria bizarro que a escola não se importasse com a cultura e o carácter dos seus alunos crianças e adolescentes?… Acontece é que tal missão implica almas corajosas, capazes de apontar um rumo, de escolher um ideal, de decidir pelo melhor no meio da confusão. E, se calhar, tal matéria-prima não é frequente nas escolas.
    __

    EUROLIBERAL, tu é que te andas a pôr jeito para levar com um pau de marmeleiro nesses costados. E desconfio que irias gostar.
    __

    Caro Daniel, voltas a oferecer um comentário que convida a mais longa, e mais nobre, meditação do que esta nestes fundilhos. E, mais uma vez, ficarei por uma anotação: a histeria da pequena, se a reconheces como histeria (seja lá o que isso for, que até pode não existir como conceito clínico ou psicológico), pedia tudo menos aquilo que a câmara registou. Acaso terias dificuldade em pedir à aluna que levasse o seu telemóvel para fora da sala? E não seria essa a conduta óbvia, no pressuposto de que haveria vantagem em penalizar a aluna por causa do seu telefone? Isto já para não falar nas dezenas de variantes que me ocorrem só a partir do fragmento exibido, onde até uma mera indicação de conversa pós-aula, a sós com a aluna, poderia ser o suficiente – e o mais adequado, eventualmente.

    Perder por completo a decência é que não se admite na docência. E é assustador ver a professora como vítima. E ainda pior: é desgraçado falar-se em agressões físicas legítimas à criança de 15 anos, um ser que nada pode ainda compreender das forças que o moldam nesta fase da sua vida e na sua particular circunstância psicológica e existencial.

  158. Eu não acredito que ninguém ache que essa atitude que vos parece tão natural – pedir à aluna que saísse da sala – não tivesse sido tomada antes e que, precisamente, a nega da miúda à prof é que terá originado, possivelmente, aquilo que aparece filmado. Aliás, o vídeo aparece, na minha opinião, porque a situação já devia estar a ultrapassar os limites – daí o instinto do colega que, ao perceber que aquilo ia dar molho, resolve começar a fazer o vídeo. Mas nota-se claramente que foi uma situação em escalada. Ou seja, aquilo que vários advogam que a professora deveria, poderia, tinha a obrigação, meu-deus-como-é-que-é-possível-a-mulher-não… ter feito aconteceu, parece-me, antes do vídeo. Provavelmente nunca estiveram na situação de, alguém a quem pediram que se levantasse para sair, cruzasse os braços e enterrado/a na cadeira dissesse “Num bou! Bocê num manda im mim”…

  159. pois Valupi, e no entanto, presumivelmente, aquela senhora, como todos os daquela faixa etária, ou quase, está no topo da carreira e iria avaliar os colegas subordinados, ou não?

    É por isso que em termos pragmáticos eu procuro desqualificar a tal avaliação, que se prestaria a perversões que nem sei. O fundamental é os resultados dos alunos em exames nacionais, sopesado pelos resultados intermédios, para se aferir se o professor ensina bem ou não. O resto é pântano.

  160. RCS, estás a presumir que a professora deu ordem de saída da sala à aluna, a qual teria sido desrespeitada, e que, portanto, o que se seguiria natural e logicamente era uma luta corpo a corpo pela posse do telemóvel?!…

    A que horas da manhã começas a beber?
    __

    z, eu vejo ao contrário: sem avaliação, essa gente continuará a perverter o ensino.

  161. Valupi, estás a esquecer-te do modus operandi, realmente como decorre hierarquicamente o processo é a geração dessa senhora, que esteve anos afastada da leccionação, que vai avaliar por ali abaixo os colegas de acordo com variações àquele fluxograma que meti algures no Aspirina

    concordarás que a coisa tem de ser bem testada, não?

    não está em causa a avaliação, mas sim que seja justa e transparente

  162. z, com certeza, desejamos que a avaliação seja a melhor possível. Mas uma coisa é certa: qualquer que seja o modelo proposto, haverá quem o recuse, pelos mais variados motivos. E outra coisa é inevitável: qualquer que seja o modelo seguido, terá falhas. Isto não nos deve fazer esquecer o fundamental: é melhor ter um mau modelo do que nenhum. Porque um mau modelo pode corrigir-se, substituir-se. Nenhum, cria um muro à volta da escola, só furado agora pelas câmaras e pela Internet.

  163. Ora, fui rever o malfadado vídeo porque, geralmente, os três gins tónicos que bebo ao pequeno-almoço todos os dias não costumam turvar-me a vista nem desafinar-me o ouvido… A mim parece-me que, à ordem dada para saída da sala, o que se seguiu “natural e logicamente”, foi a apreensão do telemóvel por parte da professora, atitude que fez com que a aluna – qual naifa de ponta e mola – se levantasse, totalmente descontrolada e bla bla bla… O resto já vimos todos, já ouviram todos (“Sente-se imediatamente!” “dá-me o telemóvel jááááá”).

    Só uma dica…um bocadinho de menos agressividade a responder aos comentários, não só me parecia mais correcto e cortês como consentâneo com essa condescendência e paninhos quentes que têm ao falar da miúda-vítima.

  164. RCS, mesmo que tenha acontecido como imaginas, o que as imagens mostram não se admite por parte de um professor. Não há forma de salvar a sua conduta. Ao primeiro sinal de conflito grave, o qual nem aparece filmado pois já vemos a acção a meio, o professor poderia ter optado por outra atitude. Infelizmente, o adulto arrasta o adolescente para uma situação de crescente descontrolo. Repara que compete ao professor compreender psicologicamente o aluno e saber controlá-lo se possível, não compete ao aluno ser aquilo que não é: um adulto maturo e responsável.

    Menos agressividade a responder aos comentários?! Estás a falar do quê?… Larga o vinho (quero dizer, o gin crónico).

  165. um mau modelo acho que não Valupi, ainda pode enterrar mais de vários lados a escola, com custos elevados para muitas famílias, incluindo miúdos e prof.s., e toda a estabilidade circundante, incluindo laços fiduciários globais. A avaliação é inevitável, está adquirida em potência e em acto em todas as carreiras da função pública – o que me importa é que seja objectiva, simples, justa e transparente, mesmo com alguma redundância entre os conceitos, a fim de preservar relações conviviais minimamente saudáveis.

    Mas vou fazer por retirar-me da polémica, não é bom ser mais papista que o papa

  166. z, exactamente. Mas, para alguns, qualquer modelo será um mau modelo. E estes defendem que só se deve avançar com um “bom modelo”. Também sabem que é facílimo boicotar qualquer proposta, dada a complexidade do processo, as múltiplas e desvairadas variáveis em jogo. A “Marcha da Indignação” foi, precisamente, para tentar anular qualquer forma de avaliação.

  167. Bom, definitivamente não vou tentar explicar o facilmente comprovável no primeiro comentário que me dirigiu – isto no que à “agressividade” (ou falta de cortesia, ou o que lhe quiser chamar) diz respeito. Não me conhece de lado nenhum, comento aqui pela primeira ou segunda vez e o que me diz é que bebo logo de manhã e isso seria factor de um juízo errado da minha parte. Saúdo-lhe a clarividência e a postura abstémica, então, já que, não há ninguém que até agora tenha feito melhor leitura do que aconteceu naquela sala do Carolina, das responsabilidades a atribuir a cada interveniente e da complexidade psicológica que encerra cada uma das tristes personagens. Tiro-lhe o meu chapéu.

    Agora…”não compete ao aluno ser aquilo que não é: um adulto maturo e responsável.” Totalmente de acordo! Se me tivessem pedido maturidade plena aos 15 anos, bem que fazia um manguito e ia imediatamente queimar um caixtote do lixo com os colegas ou riscar o carro daquele professor de ciências engravatado até à maçã de Adão, cujo maior pecado era não ser “fixe”… Agora, curiosamente, tinha-a, à maturidade – provavelmente porque ninguém ma exigiu… No entanto, compete ao aluno a responsabilidade de acatar a ordem do professor. Compete ao aluno a responsabilidade de endereçar à professora o telemóvel quando esta lho pede uma vez que fazia dele uso indevido. Não compete ao aluno saltar da cadeira, esquecendo-se do sítio onde está e tratar o professor da forma como vimos. Não compete ao aluno “saltar” agarrando o braço do professor quando este detém o seu telemóvel confiscado segundo os parâmetros pré-estabelecidos.

    Pergunta-me, ou melhor, afirma, que a professora deveria ter tomado outra atitude. Como lhe digo, não sabemos o que está para trás e acho que houve tentativas de tomar atitudes no sentido das que propõe, antes. O senhor não o quer ver assim. Eu prefiro acreditar, ou acredito que sim. Dou o benefício da dúvida à senhora, dou-lhe o meu crédito, dou-lhe a minha confiança. E – oh blasfémia – dou-lhos mais do que à psicologicamente-instável-sem-capacidade-etária-hormonal-psíquica-social-etc-etc-adolescente(de QUINZE ANOS!!!), cujas dores um grande rol de gente parece querer sofrer.

  168. RCS, creio que não haverá uma única alminha que considere benéfica a situação documentada em vídeo. Nesse sentido, a aluna também exibe um comportamento que é problemático, negativo, errado, mal-educado, disfuncional, agressivo, violento, tudo e mais um par de botas. Porém, não foi ela que criou a situação, nem foi a ela que se consignou a responsabilidade para a resolver. Repara: numa sala de aula, manda o professor. Se tu aceitas este princípio – o qual não equivale a instituir o professor de um poder ilimitado, atenção! -, então tens de relacionar a atitude da aluna com a capacidade da professora, e reconhecer que não há qualquer antecedente que legitime a ocorrência registada. E se é verdade que já tinha sido dada ordem para saída da sala, ainda pior foi a opção por continuar em perda de autoridade. Isto é óbvio.

    Quanto à boca da bebida e ao estilo das respostas, tens de descontrair. Olha, vai beber um copo.

  169. Aceite o conselho. Se calhar sou eu que tenho pouco calo em conversas de blogosfera ;-)
    Do restante seremos discordantes, mas sê-lo-emos felizes.
    E agora vou trabalhar.

  170. valupi

    Você não é capaz de dialogar, pelos motivos a saber:

    – atira insultos gratuitos e infudamentados, seja sob a forma assertiva ( “és tontinha”) seja sob a forma da insinuação foleira (” a que horas da manhã começas a beber?”) na santa ignorância de que os insultos desse tipo recaem sempre no insultador e nunca no insultado;
    – não pára para se questionar se outra hipótese diferente da sua é digna ou não de ser ponderada, partindo do princípio de que a sua está inevitavelmente correcta ( nem sequer pondera a hipótese de a professora já ter tentado outras medidas antes de partir para a apreensão do telemóvel, como alvitra RCS).
    Síndrome de ausência de raciocínio abstracto?;
    – mesmo reconhecendo, por inevitabilidade, que outras hipóteses se confirmam, continua agarrado e escravizado à sua tese inicial: a professora é a única culpada, a aluna mais do que inocente é exemplar ( “raçuda”), num raciocínio circular, que não admite qualquer tipo de oxigenação;
    – denota incapacidade de produzir ideias/conceitos próprios pela dificuldade que manifesta de entender que outros as/ os possam produzir, como demonstra esta sua insinuaçãozinha rasteira ” mas tens a faculdade de ler os pensamentos de outros autores de comentários de blogues” ;
    – tem a mente preenchida de esteriotipos como o demonstra a sua convicção de que beber gin não é ofensivo/ agressivo, beber vinho é que o é.
    Novorriquismo ou pequenoburguesismo ou ambos crónicos?
    ( e sim, pode vir com a hifenização)

    Em suma, valupi, considero-o um bluff intelectualmente falando e, como tal, declaro-me indisponível para continuar a comentar o vómito que sob a forma de post, ou de texto de opinião , ou do raio-que-o-parta, publicou.

    ( espero que, pelo menos, a parte da justaposição tenha percebido)

  171. MC, haverá alguma hora do dia em que pares de beber?

    Toda a gente sabe que beber vinho é ofensivo, mas já o gin é fino. Por onde é que tens andado desterrada que não sabes destas coisas da civilização? Enfiaram-te nalguma escola e por lá ficaste perdida e incomunicável, sem poderes usar o telemóvel, foi?

  172. RCS

    Aplaudo a sua paciência e a sua educação.
    E, já as tive mas esgotaram-se-me ambas quase em simultâneo.
    Concluiu, e bem a meu ver, que discorrer com o valupi é o mesmo que “gastar cêra com ruim defunto”.
    Tem o valupi uma desvantagem em relação ao defunto: fala.

  173. Susana,

    e de preferência que não escrevam, e já agora, que não pensem.
    Só lhe falta adivinhar ” quais os outros”.

    Passe bem.

  174. valupi,

    finalmente tem o meu aplauso: decidiu dedicar-se ao teatro-revista ( chinela bem mais ao jeito do seu pé).
    Só uma rectificação: estou a beber, sim, vinho-de-cheiro( conhece?) e a jogar dominó numa tasca com malta duvidosa.
    Sabe, é que quem é naturalmente fino pode dar-se ao luxo de fazer o que é considerado não-fino por quem não é naturalmente fino ( ai que se entaramela a língua! – mas conto com a sua habitual argúcia para perceber os meus ” balbúcios” por entre os soluços vinículos ).
    Quer um copo?
    É que, ou muito me engano, ou tem a tasca à mosca.

  175. MC, és engraçada. Quero lembrar-te que as tascas às moscas têm um encanto nostálgico que é petisco para apreciadores sofisticados.

    Mas explica-me uma coisinha: achas que a professora agiu correctamente? Se sim, enfio a viola fadista no saco. Se não, tens de te juntar à cantoria, pois não há paridade entre os protagonistas – se a professora agiu mal, a aluna está ilibada.

  176. MC, bem sei, porque o disse ha’ pouco ‘a RCS, que a sua boa educac,ao ja’ se esgotou juntamente com a sua paciencia. vou revelar-lhe uma coisa sobre as pessoas bem-educadas. alias duas: nao dizem de si que sao finas e ninguem as consegue obrigar a serem indelicadas. passo bem? obrigada, igualmente.

  177. valupi,

    você é incorrigível.
    Agora tenta a adulação?!
    Com a exposição da sua dúvida existencial sobre se a professora terá tido razão, confesso que me grangeou uma certa simpatia. Eu explico: lembrou-me os meus filhos, quando ainda muito crianças, me perguntavam, enquanto viam um filme ou uma série ” Mamã, aquele é que é o mau e aqueloutro o bom, não é”.
    Sabe o que a minha filha, agora adolescente, me diz das telenovelas portuguesas?
    ” Detesto essas telenovelas; são os maus de um lado e os bons do outro”.
    Que mal pergunte, em que faixa etária se situa, valupi?

    Susana,
    alguma segurança nunca fez mal a ninguém: a suficiente para saber que há muitos aquém e muitos além.
    E, nisso, não vejo qualquer incompatibilidade com o ser-se educado, condição que a Susana parece conhecer por dentro e achar que eu conheço por fora, se não não se proporia a “revelar-me uma coisa”.
    Além disso, como bem constatou, eu avisei que a minha boa educação já se havia esgotado.
    Nunca ouviu dizer que se deve usar as armas dos adversários?
    Se eu tiver que ser menos educada para assim ser melhor entendida, não o hesito.
    Estou habituada a usar vários registos de língua, consoante os interlocutores. Far-me-á, seguramente, justiça pela pequena amostra constituída pelos meus comentários neste espaço.
    Mas, perdoe-me o seu conceito de boa educação se o meu não se compadece com “deitar pérolas a porcos”.
    Pasme embora, mas vou revelar-lhe uma coisa ( eu também sou, de quando em vez atreita a revelações): quando se conhece bem as regras tem-se a legitimidade de as infringir.

    Passe bem ( não, não é uma pergunta; é um desejo aqui expresso pelo modo conjuntivo – “passe”).

  178. ih, acabo de constatar que a pontuação do meu último comentário está caótica!
    Espero que se tenha como dado adquirido que eu conheço a norma.

  179. Certeiro e duríssimo, este Artigo de Valupi.

    Que ainda ninguém conseguiu rebater com argumentos racionais, apesar de muitas tentativas emocionais, quase por completo fracassadas.

    Concordo em absoluto, com o conteúdo, já que a forma, supostamente irónica, tem o seu quê de excessiva(e desnecessaria)mente provocatória, como que a querer responder “à letra” às reacções exageradas, no sentido oposto, e mesmo básicas e execráveis a que os meios de comunicação dão muitíssimo mais relevo do que às opiniões sóbrias e lúcidas, infelizmente.

    Hoje, que já se sabe que a “chavala” teve o que merecia – castigo de expulsão – e que o engraçadinho que filmou não perderá pela demora, cabe-nos a nós, que ainda nos mantemos serenos, perguntar: e à Senhora Professora, o que irá acontecer? Será que também vai ter o castigo que merece, ou continuará como até aqui, a ter tudo aquilo que não merece? É que eu conheci algumas como ela. Como Aluno, mas também como Colega. São simultaneamente vítimas e carrascos. Dos nossos Filhos…

    Que tal parar um pouco e reflectir com frescura sobre tudo isto?

  180. MC, tens de explicar à tua filha que as telenovelas brasileiras e mexicanas sofrem do mesmo mal. Só se safam as telenovelas venezuelanas, como explicou o Menezes, pois aí temos maus em ambos os lados, e até à molhada.

    Quanto à minha faixa etária, pois perguntas muito bem e com muito a-propósito, como sói dizer-se. Digamos que estou numa faixa etária onde não seria escandaloso ser visto a jantar com a mãe de uma filha adolescente, quiçá até com a própria filha, dependendo agora do que se considere a adolescência (há até quem defenda que a adolescência chega actualmente aos 30 anos, ou mais, pelo que a questão não é pacífica, é atlântica). Digamos, enfim, que estou numa faixa que não será a de Gaza, ou de gaze. É uma faixa estreita, é só o que estou autorizado a revelar.
    __

    A. Castanho, folgo em ler a tua lucidez.

  181. claro, dado adquirido, MC; nao me diga que e’ atreita a inseguranc,as, ai ai.
    revele-me alguma coisa que eu nao saiba – ou talvez eu devesse ser porco, para ser capaz de identificar as suas perolas.

    a. castanho, diz que a aluna teve o que merecia, o que eu nao contesto, pois o que sabemos sobre o caso e’ que nao sabemos tudo.
    todavia ha’ aqui uma coisa que me enoja, que reflecte a gigantesca hipocrisia de tudo e de todos. so’ porque o caso foi muito publicitado houve intervenc,ao do ministerio publico. no entanto com isto vieram ‘a baila muitos outros casos, anteriores, um dos quais ate’ envolveu repetic,ao de agressoes por dois alunos a uma auxiliar educativa. num dos episodios esta foi transportada pelo inem para o hospital. sobre este caso, por exemplo, nem a escola fez queixa, alegando o conselho executivo que a coisa seria passivel de ser resolvida internamente.

    enfim, como sempre, manobras para ingles ver.

  182. Talvez o Castanho possa adiantar alguns dados conducentes ao “julgamento” da professora, uma vez que ao afirmar que conheceu algumas como ela, está implicitamente a dizer que a conhece.
    Não me parece, de todo, descabido saber, por exemplo, se foi um acto isolado esse da professora em questão, se é uma prática corrente.
    Não é por nada mas é que, até nos tribunais, esses factores são decisivos na aplicação da pena. Para já não contar com outros que se prendem com situações como os comportamento e procedimento passados de quem provocou a reacção (neste caso a aluna), o clima de emotividade (é ver a brandura com que os crimes emocionais são encarados), etc,etc,etc.
    É que isso assim de se julgar a consequência sem ir às causas é que me parece perfeitamente inconsequente.
    Eu, pelo menos, confesso a minha inépcia para ajuizar das situações em descontexto.
    Porém, arrisco assim no escuro ( como quem joga um distraído poker ) e em perfeita consonância com o clima pós-pascal que se respira, que se crucifique a professora, no mínimo.

    Valupi,

    não preciso explicar nada no aspecto que refere à minha filha.
    Limitei-me, como sempre tento fazer com os meus alunos, a proporcionar-lhe os mecanismos necessários para ser ela a concluir.
    Quanto a saber qual a sua faixa étária, não me posso queixar de ter sido pouco elucidativo. Nam eu esperava mais.

    Susana,

    Que lhe revele eu alguma coisa que não saiba?
    Sabe que me pede o impossível?!
    E não, não receie a “porcariça” que eu continuo sem pérolas e, se acaso as tivera, há-de perdoar-me a avareza mas guardá-las-ia.

  183. Tem tudo a ver com a escolha do material de construção, no fundo. Veja-se o eixo G56Y de 16 polegadas, cuja aplicação é defendida por muitos técnicos para colocação de alicerces, por exemplo. Tem uma aparência sólida e luzidia que promete eficácia, mas testes recentemente realizados demonstraram que o material cede com facilidade quando exposto à mais pequena pressão, sobretrudo se aplicada em pontos mais sensíveis e normalmente escondidos pela anilha superior, que com frequência desvia a atenção. Apresenta de imediato fissuras múltiplas e uma fraqueza estrutural que deixa à vista a fraca qualidade do produto. Não obstante a qualificação extra, revela-se apenas ordinário.

  184. E agora vou à vida que isso de andar a bebericar um soturno capilé, numa tasca revivalista, é para os ” Vencidos da Vida”.
    Não é mesmo da Questão Coimbrã que estamos a tratar?

  185. Ai, susana, agora é que me vou a sete pés mesmo sem tamancas!
    Pode ser que apareça um outro Camões para glosar um “Descalça vai para a fonte”.
    Antes a constipação, antes a gripe, – que digo eu?!- antes a pneumonia que aturar o baralhado do rvn. ih,ih,ih… ai, ai, ai…

  186. ( de fugida e com as tamanquinhas mal presas à cintura)

    pst,pst (piscadela)

    pode ser que o bichano esteja amansado ( ele até tem estado todo concordâncias…)

  187. Susana, concordo com a “repreensão”. Claro que ironizava quando disse que a chavala cavalona “teve o que merecia”. Sei lá eu o que ela merecia, só sei que deverá merecer algum castigo o modo como ela se comprota nas aulas. Se deve ir até à explusão, só quem decidiu poderá esclarecê-lo.

    MC, não me julgue e crucifique por apenas um comentário. Não sei se conheço a senhora professora em causa, sei apenas o que geralmente acontece quando um professor perde o controle da sua aula. Sofri isso na pele com uma Colega de Inglês e Português, para quem leccionar era um acto de literal suplício, que por azar meu dava sempre aula à minha pior turma antes das minhas aulas e “aquecia-me” sempre os alunos mais mal educados. Ainda por cima, eu tinha o privilégio de antecipadamente ver (e às vezes até ouvir) tudo o que se passava na sala dela, através dos vidros, o que aumentava a minha já grande dose de angústia e nervosismo.

    Aquela senhora chegou ao ponto de permitir que um aluno quase estrangulasse uma colega na sua aula e, em conselho disciplinar, teve a “lata” de dizer que a aluna estava a mentir, pois ela “estava lá” e não vira nada.

    Perdoe-se-me esta personalização, que pode nem ter nada a ver com a situação em causa, mas apenas pretendo salientar até que ponto a incapacidade disciplinar de um docente (como de um Concelho Directivo, assim se dizia nos meus tempos de S’tor…) pode concorrer para a indisciplina e a violência nas Escolas. Já para não falar na qualidade do “ensino”…

    Claro que daqui até me imputar que pretendo ver a Senhora Professora exemplarmente punida vai um grande salto. Mas, como à Susana, revolta-me tanto a presunção de “banditismo” da Aluna como a de impoluta inocência da Senhora Professora. Enfim, maleitas de quem tenta pugnar pela Justiça, onde quer que seja…

  188. Corrijo: (…) se comporta (…)

    Quanto a “Concelho (Directivo)”, ia também corrigir mas… reflictam bem na etimoologia desta palavra antes de me “atirarem pedras”…

    Se bem que, se me lêsteis com atenção, tereis facilmente constatado que, se a tal turma tinha Inglês e PORTUGUÊS, com a tal Colega, antes da minha aula, eu não terei propriamente ensinado aos meus Alunos a língua de Camões e Torga…

  189. hum, sem dúvida que o nº de comentários é um índice forte da presença da zazie (kpk’s incluídas) tal como a flor é um índice forte da espécie botânica, como a Susana já tinha dito um dia, mas acho que é um índice fraco do valor da hipertopia, tal como a folha em relação à espécie (se nunca confundiram a folha de um plátano com a de um bordo, são uns sortudos)

  190. no número de conexões talvez, a valência, com outros objectos de sentido

    ou conjunto de valências, se se considerarem vários campos de sentido

    mas eu também ainda ando a reflectir sobre isso

  191. Volto a este antro 24 h depois e parece que está tudo na mesma. Não se avança. Aliás, já nem sei bem como isto começou. Tal e qual como na aula do Carolina.

    Agora, lendo os comentários de hoje, descubro que a MC deu porrada certeira (e bem dada) no Valupi, que se enquistou na sua tese indefensável e nem o solícito Castanho lhe vale.

    Há bocado estava a ver os vídeos de hoje (agora todos os dias vamos ter disto, é o telemóvel e a net a invadirem a televisão) com mais uns CAVALÕES “RAÇUDOS” a darem pontapés na cara de colegas do sexo feminino, outros a mostrarem o cu na aula, outros a fumarem, outros a saltarem de mesas para cima de cadeiras, etc., etc. e a pensar em duas espécies de coisas:

    – uma, as inacreditáveis histórias de bardinagem e delinquência juvenil a que eu assisti há mais de quarenta anos no severo e bem organizado Liceu Nacional de província que frequentei, sendo chefe do governo um tal António de Oliveyra Sal & Azar, ditador que impunha respeito e preservava a autoridade e a hierarquia nas escolas e em todo o lado. Se na altura houvesse telemóveis com câmara, tinhamos agora aqui uma bela página da História Ignota do Estado Novo. Gajos a masturbarem-se numa aula, um deles a atirar o esperma recolhido na palma da mão à cabeça dos colegas mais próximos, outros a fumarem, alunos a ausentarem-se dumas salas e a entrarem noutras onde iam cometer desacatos, outro que um dia foi pôr uma bomba de rastilho nas cagadeiras e rebentou com elas, traques a rebentar em vários pontos da sala de aula, profs a debaterem-se com alunos para lhes arrancarem das mãos livros estranhos à aula ou revistas de fotonovelas, cenas de desforço físico entre alunos e profs, etc, etc, e estou a omitir as piores histórias, que poderei contar um dia se tiver quem me leia.

    – outra, uma história que me contaram, passada num colégio de jesuítas frequentado pela fina flor do entulho da gandulagem da alta, uma escola privada, da Igreja Católica, portanto. Passou-se a história nos anos 50 — no tempo do Sal & Azar na presidência do Conselho e do Cardeal Cerejeira à frente do patriarcado — passou-se a história, dizia eu, com um conhecedíssimo senhor que hoje é notícia quase todos os dias, devido às suas alegadas relações com a mafia do futebol e, até, a um caso que teve com uma Carolina que não era Michaëlis. O dito senhor, então rapazola, que chefiava (já!!!) dentro do colégio um grupo de matulões indisciplinados, bardinos e mafiosos, sentado um dia na primeira fila dum anfiteatro, diante do padre professor e do chefe eleito dos alunos, reagiu ao ser interpelado com um valentíssimo e sonoro peido que se ouviu lá fora no corredor.

    Lembrei-me destas belas histórias porque há vinte minutos ouvi o Crespo na SIC, com aquela cara de enterro que às vezes põe para sublinhar certos acontecimentos, a comentar os vídeos do dia com esta frase: “O estado a que chegaram as nossas escolas!”

  192. Paulo J. Vilela, não. Nunca gostei da ganza.
    __

    José Estaline, tens aí histórias impecáveis. Quase estragadas pela tua colagem à tontinha da MC, mas sobreviveram.

  193. Julgo ter percebido a alegoria estalinista: as antigas ventosidades escolares do jovem pinto já faziam prever a actual merda na costa, certo?

  194. Eu só me colo a uma pessoa, quando estou com ela na cama, Valupi. E não és tu.

    A história (composta de várias histórias) que não contei há bocado passou-se nos anos 60 num Liceu Nacional severo, temente a Deus e autoritariamente organizado, sob a reitoria dum homem terrível cujo nome bastava pronunciar para as pernas e as paredes tremerem. Era o tal pacato liceu onde se passavam calmamente as coisas acima citadas. No país da PIDE e do Tarrafal, em que usar isqueiro sem licença dava multa.

    Um bacano meu grande amigo, colega do 5º, actual 9º ano, óptimo rapaz e muito desembaraçado na vida desde muito cedo, conseguiu fabricar uma chave igual à da porta da secretaria do liceu, uma portona maciça das antigas que não era possível forçar. A partir desse dia, o liceu passou a ser assaltado de noite, primeiro por um bando de cinco ou seis alunos, depois por três ou quatro bandos rivais que iam à secretaria inspeccionar as gavetas e os caixotes do lixo, à procura dos testes que nos iam calhar nos dias seguintes. Mais de trinta alunos chegaram a andar, de noite, pelo liceu, rapidamente começando a roubar, a partir, a vandalizar. Um deles, que tinha um curioso nome cinéfilo, assaltou uma noite a sala dos professores, também ela protegida por valente porta, saltou para cima da pomposa mesa onde se costumava reunir o Conselho Disciplinar do liceu, baixou as calças e arreou o belo calhau lá bem no centro. Para acabar, rebentou com os belos cacifos de madeira dos professores e roubou tudo o que de interessante lá havia, inclusive os bonbons da professora de francês. A indústria dos testes devassados em breve floresceu ao ponto de metade da malta da escola, eu inclusive, sabermos as perguntas com antecedência. Uns especializaram-se até em resolver os pontos para os dos bandos, que não se davam a esse trabalho, mesmo conhecendo as perguntas do teste. Outros vendiam os testes aos betinhos. Outros, enfim, começaram a bufar e a coisa soube-se.

    Acabou tudo com a PJ a investigar, dezenas de alunos castigados com expulsão do ensino público e o terrível reitor autoritário transferido para outra terra. Não veio nos jornais nem em lado nenhum, porque naquela época, em lugar de telemóveis com câmara, havia censura. O que não se noticiava, era como se não existisse. Penso que não é preciso acrescentar mais nada para que entendam onde quero chegar, em relação com os casos que têm chovido na TV destes últimos dias e que se arriscam a desencadear uma histeria colectiva.

  195. Castanho,

    entendo, perfeitamente, o que relata.
    Eu posso testemunhar episódios idênticos de que já fui vítima.
    Nesses casos, exijo a reposição da ordem, na sala ao lado, em meu nome e em nome dos meus alunos.
    E sei que muito do que acontece se deve, infelizmente, à frouxidão de muitos professores que em nada dignificam a classe.
    Nunca o omiti e em nada isso contraria o que, aqui, tenho defendido :

    a não condenação da professora do vídeo, sem, ao menos, se ter um conhecimento de causa de todos os possíveis “cenários” que a induziram a tomar a deplorável atitude que tomou;

    ou tenho atacado :

    a desculpabilização e, até mesmo, o elogio da atitude da aluna ;

    Mas o arguto autor do post que originou todos estes comentários ainda não o percebeu. E, depois, chama-me tonta.

    Ah, e não dorme descansado enquanto não lhe dermos o gosto de imolar a professora!

  196. José Estaline,

    eu prevejo que, com um nome desses, não seja pessoa de ter medo de dar umas estalinadas.
    Porém, previno-o de que eu, para o valupi, sou pior que leproso.
    Grata, portanto, pelo apoio que lhe mereceram os meus comentários mas… não diga que não o avisei quanto ao valupi.

  197. Estaline,

    pois sim, havia dessas e doutras como roubar galinhas aos professores e depois convidá-los a virem comê-las e tantas outras “patifarias” que se ouve contar sobretudo aos que estudaram em Coimbra.
    E havia colégios/corrécios e professores austeríssimos que, ainda hoje sendo professora, me fazem simpatizar com os alunos que protagonizaram muitos desses episódios.
    Mas, há-de convir que, paralelamente à irreverência e indisciplina próprias das cabeças azougadas dos adolescentes, havia, como alguém já aqui referiu (salvo erro a Zazie), inteligência e criatividade. E, por mais incongruente que pareça, havia respeito pelos professores, mesmo pelos que o não mereciam. E, sobretudo, havia graça. E havia punições. E os alunos acatavam essas punições. E os papás não davam ” os calores” aos filhotes que boa ia a coisa se ainda não os surrassem de seguida.

    Ora veja lá se há alguma semelhança com o que observa actualmente: irreverência estúpida, indisciplina pela indisciplina, falta de camaradagem, ausência total de valores. Em suma, avelhacamento.
    E não me julgue uma saudosista do passado que não sou.

  198. MC
    É destas conversões que se fazem os santos. Começou por fazer do assunto uma cruzada aos telelés que dão cabo da juventude; foi amaciando as talvez salvadoras palmadas na hora certa; trocou a rigidez inicial pelo liberalismo praticado nas suas aulas e acaba confessando ao colega Castanho a falta de jeito de muitos professores para tratar destes assuntos, complicados como se sabe.
    Afinal uma stora bacana que resume a coisa à salvação da alma da colega praticante de wrestling! Em vez das entradas de leoa podia ter ficado pelo reconhecimento da falta de jeito da colega. Não ficaria mal juntar umas sugestões para dotar as direcções das escolas de interesse solidário para se “maçarem” a controlar o problema. Como alguém já disse hoje, não se viu por ali perto e apesar da gritaria, uma alma gémea com espírito socorrista, um funcionário sem cera nos ouvidos. O problema é lá com ela, façam favor de mudar os valores desta gente, talvez mudando o software! Teriam outras lutas a travar.
    Preferiu deixar de me ouvir e ir em socorro da classe maltratada. Não precisava: Tenho-a cá em casa e não me passava pela cabeça persegui-la. Não precisa portanto perder tempo comigo.

  199. z, mais nos lugares, entao. mas olha que nesse caso vai depender do que consideres valencias e campos de sentido, pois num certo sentido, ai’ o numero de comentarios so’ nao seria um bom indicador por defeito…

  200. Ocasional,

    se não está ocasionalmente distraído, verá que nada do que eu acabei de dizer contraria ou está contrariado no que ou pelo que eu disse anteriormente.
    Assim, o “volte-face” é, apenas, aparente.
    Nunca me viu fazer a apologia da atitude da professora. Nunca me viu afirmar que não havia responsabilidade de alguns professores no que aconteceu.
    Viu-me, sim, condenar a condenação da professora e a absolvição da aluna.
    Viu-me, sim, indignar-me com a exigência de que a professora deveria ter os mecanismos, o sangue-frio, em suma, os requisitos necessários para fazer face à situação.
    Viu-me, sim, insurgir-me contra uma tutela que se pretende impor à escola no que concerne ao dever de os professores educarem os alunos e à consequente desresponsabilização dos pais e/ou outros educadores.
    Viu-me sim afirmar que aos professores compete instruir mais do que educar e que a educação por eles ministrada deve ser decorrente das circunstâncias inerentes ao facto de serem pessoas a lidar com pessoas mas não uma finalidade em si.
    Viu-me, sim, dizer que tenho consentido que os meus alunos, para as minhas aulas, levem os telemóveismas também me viu, sim , dizer que os considero atentatórios do bom funcionamento das aulas pelo que pondero exigir-lhes que deixem de os levar.

    A sua confusão advém, decerto, do facto de eu considerar que face à atitude da aluna, que sempre adjectivei de malcriada, mau-carácter e histérica, adjectivos que mantenho, (tanto para a atitude como para aluna) a da professora foi , como alguém aqui já o disse, “virtude”.
    Indignei-me, sim, com o branqueamento da atitude da aluna pela conduta da professora, que muitos queriam tornar sublime.
    Culpei, acima de tudo, os pais e demais educadores pelos descalabros dos filhos.
    Afiancei, não sei se aqui se noutro espaço, que se semelhante cena se passase comigo possivelmente teria pespegado um tabefe à aluna, e não haveria receio de processo disciplinar que mo impedisse.
    Defendi que um tabefe oportuno, às vezes é remédio santo, sobretudo na cura da histeria e que bem pior que um tabefe é a indiferença a que muitos pais votam os filhos.
    Defendi que os pais de menores devem ser responsabilizados pelos comportamentos desviantes dos filhos/ educandos.

    E isso que defendi, continuo a defender, até que alguém me convença do contrário, (pois ainda me rejo pelo primado da razão), coisa que não aconteceu.

    Fui rotulada. Fui apostrofada. Fui quase parar à fogueira por heresia.
    E, confesso: deu-me gozo.
    Veja lá se ainda continua a achar que eu sou uma “stora bacana” e se ainda continua a acenar-me com a bandeira branca.
    Pense duas vezes.
    É que eu já estou com saudades do machado de guerra!

  201. Ocasional,

    vi de esguelha que a sua voz e a da Susana se confundem, num comentário, pelo menos.
    Heteronímia?
    Pois é, se a questão é a do telemóvel do pequeno, lamento dizer-lhe que ainda acho que a professora fez bem em não o deixar usar( e não vou explicar de novo o porque o julgo).
    Quanto às sugestões de resolução do problema, já dei algumas atrás. E, como o considero um problema essencialmente do foro social, e como tal complexo, perdoar-me-á que não lhe satisfaça, pelo menos agora, o pedido.

    Desenterramos o machado?

  202. MC, nao sei a que comentario se refere na confusao, mas posso assegurar-lhe que nao me dedico a esses jogos. sempre susana.
    se ao falar do “telemovel do pequeno” esta’ a referir-se ao que contei do meu filho, posso dizer-lhe que embora tenha reprovado a atitude da professora de o confiscar de uma semana para a outra (foram uns 5 dias) na altura disse ao meu filho que se essa era a norma, entao ele ja’ o devia esperar quando tirou do bolso o aparelho. em altura nenhuma deixei de lhe dizer que ela tinha feito bem; como ja’ disse, mas friso, considero mais grave a desautorizac,ao dos professores e demais pessoal escolar por parte dos pais do que os pequenos incidentes desta natureza. quanto mais nao seja porque eles precisam de se sentirem seguros e so’ se sentirao seguros se puderem crer que estao no meio de pessoas munidas de uma autoridade e em quem os pais tem confianc,a.
    ora e’ a impossibilidade disto mesmo o que se verifica no episodio motivador desta longa conversa: se diz que a aluna teve uma reaccao histerica, entao a professora teve uma reaccao simetrica. como e’ que pode haver um sentimento de seguranc,a perante uma “responsavel” tao irresponsavel? quanto mais nao seja porque mesmo que a aluna em causa tenha procedido mal, existe o resto da turma a suscitar o cuidado de se manter por cima. em todos os sentidos, no hierarquico, no racional, no de ficar ‘a tona, nao se deixando arrastar para o fundo pela crise emocional. claro que falhar e’ humano. mas nao vamos considerar a aluna menos humana-errante que a professora, que ja’ tem muitos anos de avanc,o na conquista de mais e melhor humanidade – ou vamos?

  203. já agora,

    »Ainda por cima, o CP diz que o crime previsto no artigo 199.º -“gravação e fotografias ilícitas”-, punido com pena de prisão até um ano e multa até 240 dias (agravadas num terço quando efectuadas para obter recompensa ou enriquecimento ou quando o meio de difusão seja a comunicação social), depende de queixa.»

    Fernanda Câncio in DN hoje

  204. José Estaline, muito fixes essas pícaras memórias. Não queres escrever um texto mais composto e oferecer à malta para o pendurarmos na montra?

    Quanto à parte em que me descansas, esclarecendo que eu não sou a pessoa que está contigo na cama, tenho de te agradecer efusivamente. Ir para a cama com o Estaline seria Mao demais.

  205. Ao fim de tantos comentários, parece que há meninges que ainda não atingiram o fulcro do que se trata neste Artigo: não está ou alguma vez esteve em causa a cena canalha da Patrícia X. com a sua S’tora de Francês na E. S. Carolina M., muito menos o sistema educativo e os seus problemas em Portugal, que nunca poderia começar a ser debatido a partir de uma cena banal e lamentável como a que nos enfiam agora pelos olhos adentro todos os serões, até à náusea.

    O que o Artigo pretende criticar, ainda que de uma forma algo enviesada e sarcástica, é o reles aproveitamento POLÍTICO desta situação que foi feito pelos Partidos da Direita Parlamentar! Perder tempo com os derivados e sub-derivados deste tema é, para este efeito, pouco mais do que irrelevante.

    Quanto ao resto, a opinião é e será livre e o excesso de bílis, por enquanto, não é crime…

  206. Camarada Estaline,
    há dias, fui consultar a árvore genealógica da tua família e descobri que, afinal, ainda somos primitos, o que me obriga, aqui e em qualquer lugar, zelar pelo teu património ético e moral, aliás, acima de qualquer suspeita, como sabes. Assim, vejo-me obrigada a avisar-te das manigâncias circences do Valupi. Aviso-te que esse gajo é a Circe deste blogue e pela-se por transformar os comentadores das suas hábeis palavras em tontos, professores, bêbados e outros horrores deste mundo. O meu receio é que o gajo te transforme em professor. Já imaginaste tal humilhação?…

  207. mr.Brown,
    As minhas meninges têm dúvidas, não sabem se o nosso sistema educativo ‘nunca poderia começar a ser debatido a partir de uma cena banal e lamentável como a que nos enfiam agora pelos olhos adentro todos os serões, até à náusea.’ De repente até poderia acontecer um debate sério e responsável, mesmo com ponto de partida num absurdo de propósito como foi este caso (pois se algum propósito serviu a postagem no youtube não foi decerto a busca de soluções concretas). Não seria caso único na História, um debate político alargado ser despoletado por um ou mais episódios que não prometiam tanto ou nem sequer pareceriam com tamanha potencialidade. E que no entanto foram rastilho para revoluções.
    Só que uma discussão séria, no caso sobre Educação em Portugal, pressupõe três permissas que estão em falta na circunstância, a saber:

    1. um incómodo geral com o que existe, um ‘não aguento mais’ que teria de ser de todos ou pelo menos de uma grossa maioria que não estivesse disposta a pactuar nem mais um dia com o insuportável. Coisa que não se verifica, pelos vistos, já que os interesses pessoais de inúmeras pessoas da classe que faz andar a Educação, que dá os passos do ensino (do gatinhar aos 100 metros barreiras), se encontram acomodados na mediocridade reinante que é o espelho da sua própria mediocridade, nos tais muitos casos que gritam contra a avaliação não por não concordar com ela mas por temê-la mais que tudo. Não lhes questionem o valor que eles aguentam tudo, recebem pouco, trabalham sem condições e saboreiam a regalia de poderem viver a gemer ao mundo a imensa capacidade de sacrifício que têm e a bondade que lhes serve de peanha, estátuas no parque educativo.

    2. vontade, capacidade e isenção de cada um para pôr os interesses do colectivo à frente dos seus pessoais ou de classe, mais o delegar confiante da negociação em pessoas e associações sindicais honestas e transparentes nos processos e intenções. O que, neste movimento nacional de professores e com este movimento sindical, convenhamos, não se verifica.

    3. liderança; alguém forte, competente e carismático que personificasse e liderasse o combate à estupidez e à incompetência, em todos os sectores da Educação e do ensino, de alto a baixo; e que apelasse aos governados para um movimento comum, assente no diálogo, sim, mas com uma só cabeça (ou equipa) a assumir a decisão e as reponsabilidades sequentes. E que assumisse mesmo, decidisse, aplicasse, depois de reflectidas, estudadas e explicadas, sem hesitar, sem titubear. O que, com esta ministra e com esta equipa ministerial, também não me parece que se consiga.

    E, mr.Brown, ‘o reles aproveitamento POLÍTICO desta situação’ foi feito por toda a nação político-partidária, não só pelos Partidos da Direita Parlamentar. Daí que perder tempo com os derivados e sub-derivados deste tema é, para este efeito, um pouco mais do que relevante: pode mesmo ser a única esperança de, num milagre de lucidez a despropósito do que importa, se fazer alguma luz nesta escuridão geral que a tantos serve como luva.

    Não?

  208. MC
    Lá se vai a santidade! Após wrestling vem agora desenterrar o machado, e cito-a: “É que eu já estou com saudades do machado de guerra!”. E vai mais longe: “ desenterramos o machado?”.
    Já avaliei o perigo e não arrisco: Uma professora prafrentex de machado na mão é suficientemente aterrador, até para mim que já não sou adolescente! Ainda mais por senti-la inconstante, pois começou por não me querer continuar a ouvir e agora vem desafiar-me para uma cena de machadada. Mas já lhe topei mais uma virtude, a imaginação que a levou a ver um truque onde eu me fazia passar por Susana, ou a Susana por mim, não percebi bem! Tudo conta minha amiga na bagagem de que um professor deve munir-se para desempenhar o seu trabalho.
    Já nas propostas saneadoras tal imaginação lhe faltou, mas nada de especial. Também não ligou à observação de nem uma alma generosa, colega ou não, ter vindo em socorro destas gritarias. Tinha aí sítio onde utilizar melhor o machado crítico, e ficava-lhe melhor do que atirar as culpas para as tutelas, que as têm desde há muito. E as tutelas lá na escola, carne da vossa carne, reguilas quando lhe tocam nos pergaminhos mas incapazes de um movimentozinho interno que exigisse a atenção para os vossos e nossos problemas?
    Se ainda tem o machado importa-se de ameaçar com ele as televisões que até durante debates que se pretenderiam sérios sobre a matéria, não se inibem de o fazer com o vídeo em fundo? Dava jeito essa sua genica.

  209. Susana,

    há sim comentários em que o Ocasional assume a resposta em vez da Susana, pelo que a minha pergunta não me parecer ter sido descabida. Nem, muito menos motivo para parecer indignada com a minha suposição . Um dos maiores poetas, pensadores e filósofos mundiais ( que muito aprecio e venero ), fê-lo profusamente. Falo de F. Pessoa, exacto, que entre pseudónimos, heterónimos e semi-heterónimos usou, salvo erro, setenta e vários.

    No que respeita ao episódio do seu filho e consequente actuação sua, não precisa de mo repetir. Eu percebi e recordo o que disse na altura.

    Quanto a integrar o episódio da C. Michaelis nos ” pequenos incidentes” e a considerar uma paridade de gravidade entre o que a aluna fez e o que a professora fez, continuo a não estar de acordo e duvido de que venha a estar alguma vez.

    E, se não tento persuadi-la nem a subir a sua fasquia de exigência relativamente aos deveres dos alunos nem a baixá-la relativamente aos deveres dos professores, peço-lhe, no mínimo que respeite a minha bitola.

    Assim sendo, quaisquer tentativas de continuar a debater este tema ou este episódio me parecem votadas ao fracasso.

    Passe bem.

  210. ‘não aguento mais’ poderia ter sido a palavra de ordem máxima na última manif dos professores em Lisboa e em todo o país. Na verdade, se não foi verbalizada, foi, seguramente, sentida. Só não entende isso quem não quer. Quanto à eventual incompetência dos agentes educativos é bom que se repita, mais uma vez, que, na sociedade que ajudamos a construir, há incompetência em todos os sectores. O sector da educação não foge à regra.
    Mas é bom estar de fora e botar faladura, não é?
    Pois fiquem sabendo que quem está dentro do sistema considera que, nos últimos 4 anos, os alunos das escolas do país têm vindo a revelar um comportamento insustentável dentro da sala de aula, que impede os professores de cumprirem os programas a que estão obrigados e, por consequência, de obter resultados satisfatórios. Talvez não saibam, também, que quando um aluno, que está contrariado na escola, decide boicotar uma aula, não há sagesse pedagógica que o faça mudar de atitude. Talvez o tempo, a maturidade… Mas até lá, prof sofre, escola sofre…
    E depois a escola pública é cosa nostra para muitos alunos, pais e enc.edu., no sentido de aí se julgarem possuidores de um poder, finalmente, igualitário, com o qual acham que podem desafiar as desigualdades sentidas na rua, rejeitando, quase sempre, a autoridade de quem tem o poder na sala de aula, ou seja, o professor. Resolvamos, pois, a desigualdade social na rua…

  211. “Señor” Arvíén (Mr. R. V. N.),

    nem sim, nem não! (neither yes, nor no!)

    Sim aos seus belos “wishful thinkings” (yes to your delightful “deseados pensamientos”), mas não à sua crença em milagres (but no to your belief in things like the ones that happened ‘round Fatima, ninety one years ago…).

    __________________________________

    E, já agora, teria curiosidade em saber um pouco melhor de que forma(s) considera que a “nação político-partidária”, excluída da Direita parlamentar, terá feito um reles aproveitamento deste lamentável “fait-divers”, pelo menos de forma comparável à feita pelo P. P. e pelo P. S. D. (Partido com tantos, mas tantos telhadinhos de vidro nesta matéria ao longo dos úlimos VINTE anos…).

    Antecipadamente obrigado pelo seu obséquio,

    Um seu sincero admirador.

  212. Castanho,

    não posso estar de acordo consigo quando diz que nem o sistema de ensino nem os seus problemas em Portugal podem ser debatidos ” a partir de uma cena banal”.

    E não concordo por dois motivos:

    1º porque acho que não só podem como devem ser debatidos. É, até um dever adiado há muitas décadas. E, não importa o pretexto que, a meu ver, até foi excelente.
    Nas minhas aulas, não enjeito oportunidade de recorrer a telenovelas se me derem jeito para explicar , por exemplo as técnicas da narrativa, o estatuto das personagens, etc, ou, até mesmo, para promover debates e mesas redondas. Que, entendo os recursos materiais (textos incluidos), as demais das vezes, como pretextos. Que, em tempos de pouca cultura, não se pode ser ” punhos de renda”.

    2º a cena pode ter sido tudo menos “banal”.
    Nem foi banal pelo que aconteceu objectivamente nem, muito menos, por aquilo de que é sintoma: uma enorme crise de valores em que estão em jogo conceitos como liberdade e disciplina, autoridade e respeito.

    Também não concordo consigo, quando diz o que o artigo do valupi o que pretende criticar é ” o reles aproveitamento político que foi feito pelos partidos da direita parlamentar”:

    1º se é isso o que o valupi pretendeu, expressou-se muito mal e, não o conhecendo, não posso avaliá-lo pelo que pensa mas pelo que escreve;

    2º toda a gente, independentemente de partidos políticos, mormente professores, pais, educadores em geral, se preocupa, e muito legitimamente, a meu ver, a debater e a tentar perceber o que aconteceu e, sobretudo, o que levou a que tivesse acontecido o que aconteceu;

    3º concluir que esse episódio está a servir de cavalo de batalha político é uma atitude não só simplista como simplória tanto como pretender que 100.000 professores manifestantes sejam todos de direita ou anti-PS ;

    4º mesmo que assim fora, que classe é a dos políticos que não pode expor-se a ser avaliada?! ” Quem não deve não teme”. E avaliar a actuação dos nossos políticos é não só direito como dever de todos nós ;

    5º “perder tempo com os derivados e sub-derivados desse tema é pouco mais do que irrelevante”.
    Não podia estar mais em desacordo co esta sua afirmação.
    Eu ousaria até contrapor que só através de uma análise dos derivados e sub-derivados desse tema é que se conseguirá chegar a algum porto, ao contrário de confiná-lo ao episódio que originou o debate.

    Passe bem.

  213. MC, continuo sem saber a que comentarios se refere, mas nada mais normal que alguem responda a perguntas que me fac,a se foi esse o caso. acontece constantemente, neste registo, que acaba muitas vezes por ser uma conversa em que todos respondem a todos. indignac,ao tambem nao, estou-me bem a borrifar; estava apenas a prestar-lhe esse esclarecimento.

    voltei a falar-lhe do episodio do meu filho porque fez uma referencia qualquer ao “pequeno” que parecia indiciar uma interpretac,ao equivocada. mais uma vez distorce, porque eu chamei pequeno incidente a este caso e nao ao que aconteceu no CM (olhe, as suas iniciais invertidas, sera’ por acaso?).

    nao sei se teremos fasquias assim tao diferentes quanto aos deveres dos professores e alunos, mas sim quanto aos modos pelo quais o seu cumprimento se obtem. o bom comportamento dos alunos nao cai do ceu. se nao sao educados pelos pais, entao essa e’ a realidde que temos, e com a qual os professores terao que lidar na escola, se quiserem desempenhar o papel de professores. por outro lado, se se pretende um melhor funcionamento da escola, a esse respeito, entao a escola tera’ que adoptar medidas e aplica’-las de forma sistematica e uniforme. a autoridade vem sempre de cima, nao se pode culpar os alunos se ninguem os educa.
    bem sei que punir um aluno pode prejudicar o professor e que, por sua vez, os orgaos directivos fazem pressao sobre os docentes para nao fazerem ondas porque isto pode prejudicar a avaliac,ao das escolas. e ainda que as avaliac,oes dos alunos sao artificiais por directivas ministeriais. entao que tal terem ja’ feito manifestac,oes para alterar este estado das coisas que do ponto de vista de quem governa tem o simples objectivo de originar um simulacro de sucesso educativo?

    mas nao, queixam-se muito “internamente”, tao internamente que o publico nem da’ por ela para se solidarizar com essas lutas que diriam respeito a todos. sobre os curriculos, as politicas, as normas, as regras do espac,o escolar so’ sabemos que se tem insurgido quando da’ jeito vir a reboque para aliviar responsabilidades. sei que se queixam, porque sempre falei com professores, mas conversa de cafe’ nao faz a roda girar. so’ vem para a rua protestar quando esta’ em causa a perda de priviliegios, de cargos, de emprego. e digo isto nao considerando os professores culpados de todas estas situac,oes, como e’ obvio, pois pela mesma ordem de ideias com que avalio o caso em discussao, atribuo sempre maior responsabilidade a quem esta’ mais proximo do topo da hierarquia. neste caso, acima estao os “ideologos eduquezes”, o ministerio, os sucessivos ministros da educac,ao, os consecutivos primeiros ministros. e roda para o povo, essa entidade informe e anonima, mas maior ainda, e que nao exige melhor. os professores tem sido apenas cumplices, pois se se verifica que tem poder para fazer alguma coisa, como agora se viu com a manifestacao dos milhares, poderiam tambem perceber que se se manifestassem por uma melhor tutela, teriam uma vida melhor.

  214. mr.Brown,
    (verdadeiramente notável, a sua versão berlinde, digo, bilingue!)
    __________________________________

    O que me pede tem resposta simples, pode ser encontrada na raiz dos seus próprios argumentos. Repare que é o meu caro que diz (e bem, a meu ver) que ‘não está ou alguma vez esteve em causa a cena canalha da Patrícia X. com a sua S’tora de Francês na E. S. Carolina M., muito menos o sistema educativo e os seus problemas em Portugal’, neste massacre audiovisual. Logo, todos os que não abdicam de fincar o pé no episódio para se chegarem à frente com as suas opiniões e testemunhos não o fazem de boa fé e comprometem a lisura das posições que representam. Vi acontecer nos que apelida de ‘direita’ e vi tique igual na esquerda, que não marcou diferença nesse importante pormenor. Quiçá por não estar habituada a ter uma mão forte e não saber gerir uma postura ganhadora à partida. Por estar habituada a dar e levar na cabeça, até e só, para provar razão. Vício dos berros e dos punhos fechados? Talvez. Mas facto, inegável. Viu o meu caro o PCP demarcar-se no debate à boleia da exibição do video? Viu o próprio BE fazê-lo, ou explorar o contrário? E o PS, que postura lhe observou? Viu um estado maior de crânios aproveitar o momento para estender a toalha das propostas reformistas, explicando ponto a ponto, pensando mais além, fazendo cordão com a equipa socialista no governo por imperativo de competência? Seria mais e melhor abertura de campanha que tirar um pontinho ao IVA, não lhe parece? Pois olhe, dear Brown, eu cá só vi e ouvi do PS (e dos seus independentes de mão) uma data de disparates escusados e monocórdicos, debitados numa defesa atabalhoada e pouco convicta da senhora ministra. Quando o fez em debate, fê-lo quase sempre naquele registo de avental do Bulhão, que faz as delícias dos serões do povo, é certo. Mas que faz de facto pouco, muito pouco por ele, na práctica e no final das contas.
    Aceite os meus cumprimentos. Sinceros.

  215. Ocasional,

    eu percebi que o nosso entendimento seria tão efémero como o sol em terras dos Açores.

    Quanto às vozes, suas e/ou da Susana, deixe lá que isso tem a ver com um antigo problemazito meu de esquizofrenia.

    No que respeita ao perigo, ele é apenas aparente que a sabedoria popular é infinita e não erra quando diz que ” cão que ladra não morde”.

    Relativamente à falta de auxílio por parte de colegas ou de “n`importe qui” , devo dizer-lhe que a ter havido socorro é que eu utilizaria o machado… por não saberem que eu sou suficientemente crescidinha para me desenrascar sozinha.
    Assim, no que vê uma falha, eu vejo um reconhecimento.

    Finalmente, no que respeita ao seu pedido de eu usar o machado para ameaçar a televisão, lamento dizê-lo mas não pretendo satisfazêlo :

    1º porque, como já depreendeu, gosto de cowboyadas;
    2º porque, apesar de já ter passado imensas vezes (eu diria mesmo fastidiosamente) a tal cena, acho que há muiiiita gente que ainda não percebeu a intriga principal, muito menos as intrigas secundárias.

    No restante, e se lhe puder ser úti, não hesite.

  216. Belo artigo.
    E contribui para diminuir a imbecilidade, pois, da leitura enviezada dos comentários, ninguém ousou responsabilizar a ministra. Uma chatice para os docentes, que demonstram pela ministra o mesmo respeito que a teenager do Carolina Michaelis pela professora.

  217. MC, agora vou eu dirigir-me ao que disse ao ocasional, mas nada de confusoes, pode ser?

    la’ esta’ a menina a entrar em contradic,ao outra vez. porque diz que seria capaz de se desenvencilhar sozinha. ora a sua colega nao o conseguiu, como e’ que avalia o seu desempenho nesta crise?
    dizia um tio meu, que tambem e’ professor, quando lhe perguntei o que achava do assunto: eh pa’ nestas coisas um gajo quando vai a jogo, so’ se for para ganhar…! se ia tirar-lhe o telemovel ‘a ma’ fila, a sua colega deveria ter ajuizado melhor o cabedal da adversaria.

    e depois, crise de valores o caneco. varios tem contado e cada um se lembra de historias, parecidas, como uma que aqui contei. o que desapareceu foi o castigo exemplar, as expulsoes das aulas, os chumbos por faltas, as faltas a vermelho, as expulsoes da escola. sempre foi assim, todos nos lembramos, ou pelo menos os que frequentaram liceus depois do 25 de abril. sempre houve agitadores, desrespeito, desafio ‘a autoridade, abuso, desvario. ate’ eu, que era uma nhonho’ certinha, fui uma vez para a rua por gozar com uma professora (que era muito temida e intransigente, como por vezes convem). acredito que, como dizem os meus pais, antes disso as coisas fossem diferentes, mas se o eram seria por medo – quem quer o regresso do medo?
    houve um comentador, ja’ nao recordo quem, que acertou no obvio: nada era mediatizado, nem havia telemoveis com camaras de filmar. essa a grande diferenc,a: a humilhac,ao foi publica, duravel e ate’ virou toque de telemovel.

  218. Susana,
    um pedido de desculpa por ter interpretado que ao dizer “pequenos incidentes” se referia ao que aconteceu ao seu filho e não ao que aconteceu na C. Michaelis.
    Porém, há-de convir que o uso do plural ” pequenos episódios” bem como a defesa ferrenha que faz do telemóvel, como algo de inalienável e imprescindível bem como o da legitimação do seu uso, a ponto de o considerar algo de íntimo, um diário, um relógio que se pode usar numa aula, etc podem ter contribuído, com alguma pertinência para a ter tido o entendimento que tive.
    Para já não falar na “teoria da banalidade” do episódio que se tem vindo a comentar defendida por, ora explícita, ora implicitamente, por muitos dos que aqui têm deixado comentários.
    Quanto a afirmar que os professores se têm acomodado a situações anteriores, recordo-lhe que está a fazer uma generalização e pode estar a incorrer numa enorme injustiça.
    Mas, ponhamos a hipótese académica de que de facto tem razão, o que propõe?
    Sofreste calado até aqui, por isso não tens direito a exigir nada agora.
    Nunca ouviu dizer que a paciência tem limites?
    Não sabe que todos os processos são passíveis de terem uma base, uma curva ascendente , um clímax, uma curva descendente…?
    Até a história da humanidade o comprova!

    Valha-me Deus, Susana. Que da paciência já pouco tenho a esperar!

  219. Susana,

    leia-se, no início, ” por não ter interpretado”, em vez da frase na afirmativa.

    Já estou a trocar tudo.
    Bem, o nome não me importa, que não é por causa de psedónimos nem de heterónimos que me vou esquecer de quem sou. Agora, as ideias!…

    ( mas também não admira que esteja tonta com a circularidade desta conversa, e com a face a doer do dente que tirei há bocado!…)

  220. Discordo com a incapacidade do professor. Claro q a nossa sociedade está cheia (a transbordar) de incapazes em lugares de decisão.
    Basta olhar para a AR… meu deus

    Neste caso o q aparece é uima completa falta de educação (e de valores) por parte dos alunos. E isso é visível no nosso dia a dia. Jovens sem respeito pelos mais velhos, pelos da sua idade, pelos mais novos… afinal, falta de respeito por si mesmo.

    O que será / acontecerá à filha daquela catraia qd tiver 15 anos. Baterá na mãe? Pq na avó, já deve ter batido mesmo

  221. Ó Susana,
    com franqueza ( que mal fiz aos deuses?)!

    Responda pelo Ocasional que já o fez pelo valupi e eu não tiro conclusões nenhumas que a tirá-las seria a de que o Aspirina era um bacanal, se fosse a tirar as que receia.
    Fiz-me entender????
    Posto isso, que mais quer de mim?
    Ah, é verdade, quer que faça ficção: que me ponha no lugar da outra professora e diga o que faria.
    Pois bem o que faria sendo eu no lugar da dita já o disse e parece-me que seria dar um tabefe na matulona o que eu faria sendo eu a dita e não a que sou se me pusesse no lugar da dita era o que ela fez. Fui explícita. Não? Bem me parecia.
    Pois bem, se eu resolvesse de forma mais primorosa o que a outra resolveu eu seria uma muito excelente professora e um provavelmente razoável elemento de uma força de intervenção.
    Ou seja, seria mais, muiiito mais do que se deve esperar e pedir a uma professora.
    Ainda por outras palavras, se eu conseguisse retirar com suplesse, elegañcia e mais sem ânsias o telemóvel teria um mérito acrescido. o que não equivale a dizer que a tal ré (perdão, professora) tenha um mérito reduzido.
    Lamento, Susana, mas eu não sei dizer isto de outra maneira.
    E, agora, VOU-ME.

  222. MC, para comec,ar sugiro uma marcha na avenida pelo fim do simulacro do sucesso educativo. o regresso dos repetentes, e dos repetentes repetidos, que pelo menos, nem que fosse so’ aos catorze anos, sempre aprendiam a ler e a efectuar operac,oes simples de aritmetica. isto so’ para comec,ar, porque depois, quando para uma mesma populac,ao estundantil se verifique diferenc,as entre os resultados de diferentes docentes, estas diferenc,as devem repercutir-se na avaliac,ao dos professores.

    e que deus lhe valha, sim, MC, que o gajo nao anda ai’ por todo o lado para outra coisa.

  223. Esta maltosa é tolinha:

    O comentador que a Susaninha acha que acertou no alvo é um comentador “anti-facista” que escolheu aquele sintomático nick_ Zé Estaline.

    E, ao contrário do que a tontinha diz, ele naõ acertou em mais nada, a não ser numa das suas patas com casco bífido.

    Porque, o exemplo é tão imbecil que ele só podia ser obrigado a concluir que nem no tempo de Salazar se viveu qualquer excesso de autoritarismo nas escolas.

    O que é a mais pura verdade! e estes imbecis, se pensassem, ou se conhecessem o mundo, para além dos dogmas ideológicos, constatavam os factos- qualquer escola oficial portuguesa, em tempo de ditadura era menos autoritária e mil vezes mais branda que centenas e centenas de escolas de democracias europeias, como sejam as inglesas.

    Só isto dava para os mandar para um canto, com orelhas de burro na cabeça.

    Mas há mais, a Susaninha o Valupateta, agarraram-se ao tiro no pé do amiguinho mumificado do Zé Estaline, para fazerem a grande demagogica.

    Porque, o que estes imbecis (imbecis mesmo, não vale a pena estar com eufemismos) não dizem, e´que em todos esses exemplos com jesuítas (neste caso, até foram transformados em passivos democratas, só para branquear o partido) ou com qualquer cagadeira nocturna, é que não havia um único professor que ficasse manietado com a javardice.

    Eram imeditamente expulsos da escola. Eu fui-o aos 11 anos por muito menos.

    E é esta- a impossibilidade de se impor respeito, que é obra da puta da vossa esquerda. É esta a doença e a v. demagogia só comprova o meu diagnóstico.

    Tudo no presente, desde qeu tenha a aureéola da esquerda, é branqueado e confundido com males e indisciplinas mil vezes piores, que estes taralhoucos conseguiram agora descobrir na tal escola totalitária, prepotente e “facista”.

  224. A grande diferença é que quem escreve isto, com QI negativo andava a fazer a monda no campo ou era obrigado a casamento rico para ser gente.

    Essa sim, é também a grande diferença. Porque lê-se aqui coisas que nem um cérebro de uma criança de 5 anos produziria.

    Já estou como o maradona- e eu sou uma pessoa com montes de decência que não quero acreditar que tenha estado a debater com crianças de 5 anos

    “:OP

  225. zazie, mas queres o que, que te de os parabens por teres sido expulsa da escola aos 11 anos? o merito nao foi teu, mas do sistema que o permitia.

    mas a malta ja’ percebeu que tu eras uma grande estouvada. e que nao mudaste um cabelinho. contentinha?

  226. nikita,
    O ‘Não aguento mais’ a que eu me referia não é esse que resultou do acrescento de uma gota ao copo da pachorra dos profes. Até porque não foi uma gota qualquer, foi a gota da avaliação, o que faz (e fez) toda a diferença. Eu referia-me a um ‘não aguento mais’ que resultasse de um copo há muito em transbordo de litradas (curriculos, disciplina, horários, programas, colocações, instalações, meios técnicos e humanos, etc). Não a um ‘não aguento mais, mas tira lá as bicadas aos meus privilégios, não me chateies muito que eu até aguento mais um bocadinho, põe mais dois tostões e eu aguento mais dois bocadinhos, cede acoli e vamos aos três bocadinhos, o resto logo se resolve, nós aguentamos porque somos uma classe profissional excepcionalmente sacrificada mas muito dedicada, isto está tudo mal mas vá lá que nós existimos para salvar a honra do convento’.
    Não sei se consegui explicar a diferença (aos meus olhos,claro) entre não aguentar mais e dizer que não se aguenta mais. Consegui?

  227. JOÃO/JONI,
    bem vindo ao clube.
    Olhe não tarda que perceba que ,aqui, fala-se a uma só voz e pensa-se com uma só cabeça .

    ( e depois com mais o jrrs a engrossar a ala! … se bem que, por outro lado, hummm … a zazie…. hum, no fundo deve estar equilibrado que eles são muitos mas…).

    Olhe, não se apoquente que o pior que lhe pode acontecer é ficar cansado e com a sensação que Santo António deve ter tido quando pregou aos peixes.

  228. rvn, ate’ podiamos fazer um coro, que eu falei nisso mais acima. mas acho que mesmo com um coro bem orquestrado, a varias vozes, vao continuar a enfiar os indicadores nos ouvidos e fazer bla’ bla’ bla’ bla’.

  229. Até me matei a rir com o beneplácito que o estlinista jacobino mumificado conseguiu passar a 50 anos de “facismo”
    e a esse horror dos jesuítas que estes filhos do marquês agora até dizem que eram uns panhonhas de uns democratas, a quem qualquer criança insultava a gozava, na maior,como nem hojem em franca democracia, consegue.

    “:O))))

    mongalhada palhaça

  230. ò tolinha, eu fui expulsa aos 11 anos,porque me fartei de dar murraças em matulonas com o dobro do meu tamanho, tão palermas como tu.

    Uma delas, foi logo uma dos últimos anos que achou que ia fazer de mim criada, à conta da praxe que existia, nessa altura, para quem tinha acabado a 4ª classe.

    A tolinha matulona, passou-me o dinheiro para eu lhe ir comprar chocolates ao bar, enquanto ela ficava na maior a fazer rodinhas.

    Claro que eu comprei os chocolates todos, do melhor que havia, e comi-os. Quando cheguei cá fora, ainda vinha com a boca cheia e a engoli-los.

    E tolinha, a matulona, pergunta-me pelos chocolates. E eu, fiz um ar de santinha e perguntei-lhe “caisss chocolatxxxxxesssssss?….

    Claro que depois houve cena e ela ainda levou.

    Foram coisas assim, com monguitas de QI de criança de 5 anos e o dobro do meu tamanho.

  231. SOCOOOORRRRO, EU CONFESSO, EU SOU PROFESSORA, AVALIEM-ME TODOS OS DIAS, TODINHOS, MAS TIREM-ME DAQUIIIIII !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  232. (…. hum, sim senhor não está mal não senhor essa de ainda por aqui se jogar ao perde ganha não está não senhor não está nada mal, hum….)

  233. mas alguém, a não ser um demagogo e uma tontinha com cérebro de criança de 5 anos, se ia agarrar a este exemplo da prof taralhouca embrulhada em disputa de telemóvel, se não fosse para fazer o ninho atrás da orelha?

    Claro que este exemplo não diz nada. E é claro que o Valupi apenas se agarrou a ele, para branquear o resto. Porque o resto é que não é treta de taralhouca às voltas com telemóvel- mas pode ser treta de mais medidas do ME para dar poder a esta maltosa e aos monguitos dos pais que acham que um telemóvel é um “objecto íntimo como um diário de poesia anti-fascista, que dá horas e em caso extremo serve para receber telefonema urgente da família” que também vão ter voto na avaliação dos desgraçados que lhes aturam a prole.

    É apenas isto- o Valupateta conta sempre com a natural patetice dos tolinhos com cérebro de criança de 5 anos que fazem coro.

  234. zazie, tens as prioridades todas trocadas. os telemoveis, na utilidade que tem para os adolescentes, servem primeiro para fazer telefonemas ‘a familia (que ate’ podem ser pedidos de socorro, com os meliantes com o dobro do tamanho deles que grassam pelas escolas, e nao vao eles ser menos valentoes do que tu). depois para receber telefonemas da familia. e depois podem ainda servir para ver as horas, para quem nao gosta de usar relogio. outras valencias sao possiveis, mas no caso do meu adolescente nao estao presentes (modelo simples, sem camara fotografica) ou nao sao usadas (sms).

    essa parte do diario de poesia anti-fascista esta’s ‘a vontade se o queres usar assim, mas olha que se situa algures entre o lirico e o patetico.

  235. ( hum como será que os os outros e tantos antepassados conseguiram viver sem telelé que vida infeliz era a deles que órror e só de pensar eu fico doente porque eu gosto munto do telélé e não posso viver não posso viver nem mais um minuto sem você e mais naquele tempo não havia … e mais as escolas que não têm telefone e se têm pode não tocar na hora ou se tocar na hora pode não haver ninguém para atender e os meninos à volta da fogueira, hum não era isso que eu queria dizer, hum e os meninos sem telelés e assim nem se conseguia distinguir quem tem telelé topo de gama de quem só tem telelé rafeiro daqueles que só fazem chamadas e não filmam e não tem uma coisa chamada blu…, blue… já não me lembro como é que se chama, hum é mesmo munto triste não ter telelé eu axo que morria se não tivesse o meu telelé porque eu adoro munto o meu telelé)

  236. (…e komé k e podia mandar msn xim ñ me dizem k/o é k e podia mndr msn tnha k eskrever k akelas letras tdas ka xata da mnha prof de port ixije isé k era bão…)

  237. oh, ja’ usa diminutivo, tao afectuosa. mas atencao: nao confundir escrita automatica com automatismo. lembre-se so’ do que o breton fazia com ela, antes do t9…

  238. pois situa-se: entre o lírico e o patético.

    E bem me queria parecer que não tinhas lido o post do Valupi.

    Aquela comparação da resistência da miúda ao roubo do telemóvel como quem dantes resistia a que a Pide lhe roubasse a poesia clandestina…

    ehehehehe

    Palhaçada, sim- mas toda da casa.

    Quanto ao resto- é isso mesmo- já o escrevi no Cocanha, na caixinha de comentários e ainda melhor o descreveu o Dragão no post que dedicou ao assunto.

    Não são os putos que são anormais- são os pais que ainda os fazem mais e até inventam novas “emoções e afectos” para crianças a partir dos 15 anos.

    Cá para mim o Valupateta é vendedor de telemóveis e tu fazes parte da estratégia de marketing

    “:OP

  239. O tal problema de que me atormenta, de poder estar a debater com crianças de 5 anos, é que depois, os gajos até passam a vida a perder estes famosos objectos de nova afectividade, tão caninamente seguida pelos taralhoucos dos paizinhos modernos.

    Eu conheço estes idiotas progressistas. São os mesmos que também me criticavam por eu não alimentar gostos por ver novela e nem ir na conversa que “isto agora era diferente do nosso tempo”.

    Na verdade. esses progressistas todos que corriam que nem baratas tontas, sempre que viam alguem a fugir prá frente, vieram a torcer a orelha.

    Demasiado tarde. E bem que depois podem ter a prole debaixo das saias até aos 30 anos. A minha era independente e vivia sozinha aos 18. Mas sem nunca precisar de ter de me deixar influenciar pelos taralhoucos dos papás dos outros.

  240. Aquele detalhe das crianças a partir dos 15 anos deve fazer parte de algum pacote de telemóvel que o Valupateta está a preparar para lançar no mercado.

    Abaixo dos 15 anos devem ser os “diários íntimos que dão horas e também servem para estarem a par do noticiário” dedicados aos recém-nascidos no berço.

  241. Por isso é que ele se enrola todo se alguém lhe pergunta a idade…

    será criança maior de 15 anos ou já vai em regressão para a poesia de berço?

  242. adivinhaste. e vamos lanc,ar o novo modelito zazie, que sintetiza instancias diferentes, ate’ incompativeis, na mesma valencia, tem 100 modelos pre-definidos de mensagens (ha’, claro, uma com “jacobinos”, outra com “neocon”, etc). mas a sua grande virtude e’ que recarrega completamente em 5 minutos e depois mantem conversa por varias horas. ainda estamos e’ a resolver um problemita: a conversa nao e’ continua, obriga o utilizador a desligar e voltar a ligar, o que com chamadas cobradas ao primeiro minuto e’ uma adversidade.

  243. zazie, és choné de todo.

    E já me deste 50 e muitos, muitos anos. Pensava, pois, que a idade tinha deixado de ser um problema para o nosso enrolanço.

  244. è, sou tão choné e só digo merda que tu consegues dizer que até tenho uma inteligência finíssima, fora dela…

    Não imagino como é que detectes inteligência finíssima em quem é choné.

    Outra coisa e para te calares de vez com essa ideia que eu fasso devassas.

    O Fernando Venâncio fez um post, linkando outro de outro blogue, onde se perguntava “quem é o Valupi”.

    Claro que foi para lá toda a gente mandar palpites de profissão e idade. E eu limitei-me a mandar a boca à Cláudia (que já estava cheia de calores a imaginar-te um chavalo) dizendo que devias ser cinquentão.

    E mais não disse, antes pelo contrário, até adverti logo que era bom que ninguém se aproveitasse do post para entrar em devassas.

    Se disse cinquentão, sabes tu muito bem à custa do que foi. Por teres feito um post, há uns 3 anos atrás, linkando um post meu, a propósito do VPV.

    E foi apenas aí, num debate gigantesco, onde nunca entrei, mas que até teve 3 posts mais, que li a tua confissão- a de te lembrares bem de uma cena familiar de ameaça da Pide no Alentejo dos anos 60. E que foi pouco depois que tiveste essa experiência.

    Como nada disto foi apagado, e não´és uma senhora, a quem costuma ficar mal falar-se na idade, não sei de onde vêm os teus melindres.

    Até aproveitaste logo para dizer que de mim é que se notava a brigada do reumático.

    Portanto, meum és chavalo a caminhar para trás- acredito que estejas em idade de telemóvel de berço. Nota-se pelas memórias da Pide a perder tempo a confiscar poesia…

  245. Aliás, foi até o Fernando Venàncio que fez o balanço dos palpites e tu mesmo o confirmaste, sem melindres e paranóias que agora apresentas, que pronto- então ficava como cinquentão.

    Não vejo onde possa estar a cusquice que já me quiseste atribuir, pois para isso tinhas de chamar coscuvilheiro ao Fernando Venâncio, já que foi ele quem fez esse post.

    E eu tenho verdadeiro pó a quem não respeita o anonimato dos outros na blogo. Sabes disso e só mesmo por má-fé de teres levado mais um tiro nesta parvoeira em que te masturbas politicamente, é que podias dizer o contrário.

  246. ó Susana- compra teclado novo ou vai para o photoshop.

    Palavra. não há pacharra para a tua conversa de monguita dona-de-casa-a-achar–que-faz-de-assistente-de-lantejoulas-de-trapaçeiro-prestigitador-armado-em-político.

    Vá lá, és boa no Photoshop. Faz umas macacadas artíticas com o tema do “diário íntimo das novas afectividades das crianças mairoes de 15 anos”.

  247. Quem?

    Tu és maluco ou quê? eu tenho companhia e nem é para Paris, é mais para a Sicília que é de lado de onde tenho raízes.

    E olha que, mesmo que não tivesse, também nunca cometi aquele tipo de enganos- um misógino é um misógino e geralmente por razões que ultrapassam a misoginia…

  248. dommage, zazie, nao tenho photoshop, nem sei trabalhar com ele…

    quanto ‘a misoginia, quem acha que outra mulher, por emitir uma qualquer opiniao oposta ‘a sua, tem que estar a prestar assistencia a um homem, tem ai’ uma boa ocasiao para reflectir.

  249. zazie, mas tu acreditas em tudo o que lês na Internet e, em especial, nos blogues, e ainda, em particular, no que eu escrevo? Então mas já não se pode brincar neste espaço? Terei de te entregar o telemóvel para poder escrever umas parvoíces? Dizer ao Venâncio qualquer coisa que sugerisse ter cinquenta anos (ou quarenta, ou sessenta, ou mais, ou menos), num contexto irónico ou displicente, não me altera o BI.

    Tu é que desembestas e depois não queres pagar, ou limpar, os estragos.

  250. ora confirma-se, dá-se uma olhada no contador e infere-se: andou aqui a zazie!

    pois eu gostei foi da análise do ‘blame the victim’ do Vale de Almeida, é crudelíssimo mas tão prático, tão injusto quanto pertinente

  251. zazie,
    Ui, que delícia de imagem me ofereceste com a Sicília! Já te vejo de negro, passo curto e decidido, face traçada em pedra, mãos ásperas no teclado, eles de lupara para as vendettas, tu de computador para as vedetas neoconeiras, tudo corrido a caralhadas para poupar nas balas. Cosa posta, topas?

  252. Valupi:

    acredito.

    Sabes poquê?

    Porque não vejo onde possa estar a diferença em não se acreditar.

    Para mim é tudo paisagem- logo é a paisagem que queira dizer. Nunca duvido de paisagens.

    Susana: agora a sério. Se quiseres passo-te um link onde podes fazer o download de uma versão pirata do Photoshop mais recente.

    Não estou a gozar- quando entram problemas técnicos, basta assobiarem que estou sempre pronta a ajudar. Até te passo outro link para criares a imagem de cd para onde depois guardas o photoshop. E dá para fazer download pelo E.mule.

    Vá lá, gosto das tuas brincadeiras artísticas. Não estou a ser cínica. Só me passo quando parece que estou a debater politica com uma crianças de 5 anos. Mas isso é por receio de denúncia de pedofilia virtual.

  253. (zazie acho que gostavas da história da duquesa de Medina-Sidónia que vinha ontem no Público, só porque era ‘destravada’ e eu acho que gostas de pessoas fora da norma, era a ‘duquesa vermelha’, até esteva presa, organizou o arquivo da casa ducal, escreveu vários livros à conta, entre os quais um tal ‘não fomos nós’ a propósito da descoberta da America por Colombo, e no fim casou com a secretária que a acompanhou nos últimos 25 anos e que ficou presidente da fundação com o nome dela)

  254. ahahahaha

    Vê la´se ainda te dedico uma tarantela…

    E olha que o meu avô tinha fama de ligações à Ormeta ahahaha

    Tinha uma grande pinta- usava risco ao meio e era fã do Salvatore Giuliano.

  255. Essas histórias são muito giras.

    Tens razão quando dizes que gosto de pessoas fora da norma. Mas é preciso ter-se um gigantesco sentido de Ordem, para se poder ser “fora da norma” sem passar por barata tonta.

    ……….

    Mas voltando ao Valupi- é isso mesmo- acredito sempre em tudo o que me dizem. Precisamente porque nunca quero saber “verdade” nenhuma, para além da que contam.

    A vida das pessoas, para mim ou é paisagem- quando está a nível da realidade, ou então só me interesssam os mistérios.
    Até o bom do Py já percebeu isso.

  256. s telemoveis, na utilidade que tem para os adolescentes, servem primeiro para fazer telefonemas ‘a familia (que ate’ podem ser pedidos de socorro, com os meliantes com o dobro do tamanho deles que grassam pelas escolas, e nao vao eles ser menos valentoes do que tu). depois para receber telefonemas da familia.

    Oh Susana… Desculpa lá, mas a única adolescente que conheces é a Teresa de Calcutá Filha. E mesmo essa…

    Origada pela valente gargalhada que me proporcionaste.

  257. É claro que mistérios são coisas que nos impelem a querer descobrir, precisamente por sabermos que nunca conseguiremos saber se descobrimos

    “:OP

  258. A Susana é uma heróica sobrevivente do mundo anterior à descoberta do telemóvel como arma de defesa

    “:O)))

    Mas alguém perde tempo a ler o que essa louquita diz?

    ahahahahaha

  259. Ainda não li quase nada nem sequer vou a tempo, limitei-me aos dois ou três comentários do fim e só aqui já há pano para muita manga de colete.

  260. obrigada, zazie, mas nao preciso de mais distraccoes.

    agora digo-te e digo-te com certeza: deves sempre duvidar da paisagem. porque a paisagem nao existe, e’ uma criac,ao do observador. e olha que esta’s a falar com uma especialista no assunto.

  261. Aquilo é tudo com cronologia a par da tecnologia

    ahahaha

    Ainda vai fazer a nova História de Portugal pós telemóvel. Antes houve “facismo” sem telemóvel mas com escolas democráticas. Depois veio a liberdade com escolas cheias de droga e cocktails molotov a que ela sobreviveu graças a rezas de macumba.

    Agora temos escolas democráticas, defendidas por telemóveis infantis, apesar da ameaça de roubo por parte dos meliantes que dão pelo nome de profs

    “:O))))

  262. Oh Z, eu gostei mais da história do Salazar com a fulana da cobra. Esses é que eram mal travados. Tenho que te contar.

  263. mas eu acredito na paisagem e detesto quem duvida.

    Acho que foi a Marguerite Duras que disse qualquer coisa acerca das pessoas que duvidam- são pessoas de alma duvidosa.

  264. pois isto agora há crise no mercado das kpk’s porque a zazie anda lucky luck e eu ran tan plan

    ———-

    tinha lá uma foto das duas, muito risonhas

    ———-

    na paisagem também tens a dimensão sagrada que remete para o valor histórico e estético, e que é uma bruma de mistério

    por isso é que eu gosto das matas, começa no mistério e resolve-se logo no capítulo das formas salientes

  265. zazie, para quem se diz adepta de mistérios, tens regulares palpites (ou serão palpitações?) de fazer corar o mais convicto realista.

    Se não queres duvidar, não duvides disto: nunca te falei da minha idade, foi ao contrário.

  266. susana, a paisagem como signo exige um objecto, um representamen e um interpretante, ou não usas esta abordagem peirciana? O objecto está lá, embora sem interpretante não haja sentido

  267. Olá (M)! Isto agora anda aqui uma grande balburdia na caixa de comentários, há uma certa diacronia que se sobrepõe à cronologia e só se vê antes o que acontece depois, ou parecido. Sim, quero dizer isso, embora não pareça.

    pois o Salazar e as cobras! Foi por causa disso que levámos com ele esses anos todos, que ainda duram, entre o que é e o que é a outra face da moeda

    ou seja: por falta de piton,

  268. Temos que convir que a professora não devia usar uma gabardina daquelas (já li mais umas inteligências e esta é a minha convicção actual).

  269. E ainda mais esta: encheste o teclado com a tusa de que eu era de esquerda, católico, homo, e ex-comuna, e ex-católico, e misógino (porque homo). Há aqui um grande mistério nisto tudo que dizes, mas não me diz respeito.

  270. Falta de piton, isso é, decerto. Mas não estás a referir-te ao botas, pois não?

    Tenho pena de não ter um telemóvel que me leia tudo rapidamente, a sincronia é que me convinha. O historial vou adivinhando por duas ou três oservações.

  271. vais ver que é tudo por causa das valências, Valupi, há uma hubris nas valências do mundo virtual a que não se escapa (por exemplo eu fiquei com fama de ser gamado em lampreias, nem sei porquê :)

  272. ahahahaha

    Que culpa tenho eu que tenhas enfiado petas ao Tchernobyl só para lhe ganhares um debate?

    ahahaha
    Tu é que disseste que ias dar um exemplo pessoal e contaste isso dos anos 60. Está visto que basta fazer contas
    eheheheh

    Quanto a tusa nem com OMo, quanto mais com h…

    De resto, também ja´te leio há uns bons anos e precisavas de apagar tudo para que o retrato não fosse esse.
    Agora que estás numa de neo-renegado a imitar, tardiamente, o JPP, estás, e isso cheira à distância.

    Mas, mesmo aí, nada de pessoal me interessa. Apenas pode contar para o facto de não merecer respeito quem esconde e quer engrominar o próximo com tretas destas.

    Destas, desde que deste em fazer de aio do “inginheiro”. A partir daí é só renegar tudo o que sempre defendeste.

  273. E o católico foi depreendido (admito que por engano) mas pelas melhores razões. Escreveste um comentários belíssimo (palavra, acho que o tenho guardado e, se for preciso, posto-o) a defender a religião católica quando o Jorge a achincalhou a propósito de Fátima.

    E, como sempre defendeste a religião e até o Papa, naturalmente não me passou pela cabeça que fosses new-age ou budista.

    O Luís Rainha/Chico-Estaca é que já veio aí para me desfazer o engano.

    Ainda assim, é igual ao litro. O que escrevias dantes a defender a religião era bem bonito, até guardei. se agora passas a andar de kimono e rabicho no fim da careca, por mim, tudo bem.

    Até acho que versão com rabicho e kimono fica mais de acordo com este gosto de kung-fu de joguinhos de computador

  274. aahaha

    Renegar a minha imaginação é uma frase com piada. È verdade que tenho tendência a fabricar historietas e depois passa a acreditar nas minhas próprias rábulas.

    Só não gosto é que tirem daí má-fé ou me chamem coscuvilheira, Porque não sou e defendo um código de ética blogosférico onde não há lugar para porteirices.

  275. Ó mulher tonta, atão não defendi os católicos mais papistas do que o Papa come a papa há um ano, e contra os fervores do arquitecto da beirinha?

    Lá estás tu com o simplex bloguista, não lidas bem com a complexidade, tá visto.

  276. Defende-te tu, eu não tenho nada com isso nem quero saber.
    Pelos vistos falas demais e depois cai-te a língua na cabeça.

  277. A zazy diz que tem um gigantesco sentido de Ordem.

    É um ponto positivo, kamarada.

    Tamos a rekrutar gente de konfiança para a TCHEKA, aceitamos lobotomizados.

  278. E o Chico Estaca não é o Rainha, e até me custa a acreditar que faças tal confusão que eu julgaria impossível, especialmente por ti.
    __

    M, enquanto não for o céu a cair, as línguas são bem-vindas (desculpa lá isto do hífen, ó pá).

  279. Então ó assassino, do nick do Gulag?

    o “facismo” foi bacana, não foi? bem que te deixaram cagar em cima das secretárias e deitar a língua de fora à Inquisição.

    Com esse curículo heróico, não admira que tenhas dado em grande cagão abrilista.

  280. ahahaha

    O Chico Estaca não é o Luís Rainha?

    verdade?
    ahahaha
    Bem que tenho fama de acreditar em tudo. Palavra, uma vez um amigo meu disse-me que um tipo que estava a cavalo na Av de Roma era um gajo de leste que tinha vindo reivindicar a autonomia do país e eu acreditei. Fiquei tão fula que até atrevessei a rua para o insultar por causa do uso abusivo do cavalo em tamanha expedição.

    E, na volta, foi preciso travarem-me e dizerem-me que era um reclame ao Johnny Walker

    “:O))))

  281. Eles existem para ti, Valupi. São como a bússola, evitam o desnorte.

    Z, tu sabes que a criatura com aquele ar de gato-pingado alugou um quartinho no Saldanha com cortininhas de chintz e abat-jours de luz coada? E dormia a sono solto no pescoço da da cobra.

    Tu se me vires aqui aflita com falta de ‘b’ empresta-me uns tantos, por favor, não quero que me julguem demasiado avant la lettre como esses telemóveis antifacistas.

  282. tu andas a comentar isto no tm, (M)? Chi,

    mais engraçado era se estivéssemos à caça do colar da rainha, mas preferia que fosses @ (M)ortimer em vez do Septimus e ainda falta ver quem é o Olrik

    e além disso ainda ando zangado com o roubo mal-contado das jóias da coroa na Holanda. O hífem é de propósito e é dedicado à Fleite, outra que me faz lembrar o gato pingado, essa deve gostar de leather

  283. não me interpretem mal , mas a feminização crescente do ensino..não terá também qualquer coisa a ver com a indisciplina crescente dos alunos? Não estou a ver o Stalone numa cena parecida com a do video. A verdade é que a imagem da mulher não está por aí além associada ao exercício de autoridade. Era interessante saber a proporção de professores agredidos ou ridicularizados em relação a professoras.

  284. z, tu andas para aqui com a ὕβρις para a frente e para trás por causa de um telemóvel-escudo de uma garota antifascista, mas eu acho que πολνμητιζ é mais adequado.

    Isto aqui devia ter preview, não sei se o sistema fala línguas.

  285. Ulisses é dito polimetis, homem de muitas astúcias, e por isto sobreviveu aos horrendos monstros e aos mais violentos inimigos humanos…

  286. E fala!

    z, estás a confundir tudo. O colar da rainha é com o dartacão, o Marca Amarela não actua com floretes.

    Tu és muito sabedor para mim, tive que ir ver quem é a Fleite e não encontrei.
    Fleiss? A madame?

  287. eu hoje já me chega essa do ‘blame the victim’ que acho que devo retêr, e também para a susana, creio que demonstrei que o valor da paisagem pode ser visto como uma estrutura tensiva, sensu Fontanille

  288. ó Roles:

    Não tens tv cabo, pois não? se tivesses não fazias perguntas tontas. Bastava ver as imagens de profs abatidos nos recreios da parte Leste Londrina para não se ter dúvidas.

    No Verão passou várias vezes aquele prof de educação física abatido com taco de baseball no recreio, por putos entre os 12 e 15 anos.

    È o que eu digo, continuamos a ser um país inventado, numa Europa que se desconhece.

    Já nos anos 80 havia às dezenas, profs homens com olhos negros. Um deles dava aulas de Educação Visual na General Roçadas.

    Neste caso, passou a dar aulas de educação por invisual na General Roçadas…

  289. a fleite é a ‘azeda o leite’ que esteve metida com a ida das jóias para a Holanda com um seguro que é um centésimo do valor daquilo, puta!

    mas eu ainda fico mal disposto a pensar nisso e nos fogos de 2003 e seguintes

    ———

    atão mas eu lembro-me do marca amarela no colar da rainha, ou então foi no roubo da coroa

  290. Na Inglaterra tem sido um verdadeiro tiro ao professor, por isso eles fugiram. Primeiro a Thatcher demoliu-os, depois entregou-os à turba.
    Acho que é predestinação, está escrito que tem que ser feito por uma mulher de laca no cabelo.

  291. é, embora ela nunca o tivesse visto, ficou com uma tal condessa de La Motte, que era a intermediária e fez-se destinatária

  292. Zazie , mas aos homens é com tacos e tal. E esses profs de olho negro…falta saber se eram mesmo homens ou assim assim.

  293. isso dos tiros aos prof.s é por causa da despesa pública, andamos todos a ser governados pelo metadiscurso do défice, que, junto com a taxa de juro, justificada pela inflacção, induzida pelo discurso das autoridades reguladoras, acaba com os inaptos, porque os que são vítimas, além de fracassados são culpados, e assim os poderosos ficam descansados

    tudo feito por socialistas, claro, e em nome do bem comum

  294. z, nisso the blame on the victim os americanos são mestres e dão lições.

    1º, foi god quem levou o Mayflower até àquela terra ínvia e lhes deu autorização que chacinassem os infiéis.
    Depois, foi god quem lhes ordenou o lucro, que é sagrado.
    Posteriormente foi god quem lhes segredou ao pé da orelha que só o pecado levava à pobreza, logo os ricos, virtuosos por inerência, não têm que ter pena de quem peca.

    E assim até hoje. O Bush também teve uma visão antes da batalha, mas temos que ter algum cuidado com estas afirmações porque o Paulo Portas tamém foi guiado a partir de cima.

  295. roles:

    Estás a contar que o mundo resolva o gravíssimo problema da violência juvenil impedindo os gay de dar aulas?

    ahahaha

    Olha que até pra tropas os aceitam
    “:O)))

    Estes casos (no pluaral, não este singular que o Valupi escolheu para agit prop) só me têm supreendido pelo tom ingénuo de quem parece que descobriu a pólvora.

    Fora isso é só bacorada. Porque ou caem nos estremos à Ana Gomes, com canga e exposição pública de castigos exemplares (para limpar fachadas) ou vão à questão de fundo.

    E essa é, e sempre foi, política. Estritamente política e bem identificada em todos os países e até cá.

    A diferença do estrangeiro para cá é apenas porque eles têm muito mais emigração problemática e nós ainda estávamos a tempo de não fazer a mesma asneira em matérias de eduquês e egualitarismos sem hierarquias, se não fosse estarmos nas mãos dos mesmos de há 30 anos a esta parte.

    Mas é claro que há agora, neste preciso momento, mais outra questão política em que até este anedótico exemplo do telemóvel serve de amostra.

    É este governo que ainda quer escaqueirar mais ao instituir a avaliação dos profs por estes e outros alunos mil vezes piores, mais os papás mil vezes piores (no caso de não estarem na cadeia) e tudo para meter umas massas ao bolso.

    Já que cortar nas mordomias e gigantescos buracos das trafulhices do poder, é que nunca.

  296. A menos que achem que queiram fazer como o Valupi, mudar 140 mil profs por outros importados do “estrangeiro- do mesmo que até ja´cá os vem buscar porque lá não há quem se ofereça) e mudar de povo e de oposição política, para podermos (ele e os amigos) ter o tal Tuga Novo-simplex.

    E não ia chegar. Porque ele tem oposição dentro do próprio partido do poder e até parece que vamos ter xuxialismo-rambo e casas de correcção com base em denúncias do youtube.

  297. É claro que isto é uma tramóia para poupar dinheiro. Mas é uma burrice que só lhes tem trazido chatices. Seleccionavam pela altura, ou assim, e só se as pessoas crescessem mais uns centrímetros é que iam subindo de escalão. Um sistema de avaliação muito mais limpo, inteligível, que só tinha o inconveniente de não os entreter a tempo inteiro.

    Também concordo que o ensino não é lá para todos, só para mulheres de laca no cabelo.
    Cada tiro cada melro.

  298. ainda vim dar uma espreitadela porque sou gamado em aspirinas, mas já estou com um olho banzo

    vem de antes dos américas: já nos judeus um homem abençoado (por JHVH) é rico, bem sucedido e tem muitos filhos, são discursos de autolegitimação das elites oligárquicas – e a corrupção é para quem a sabe fazer

    nos últimos 30 anos não tivémos um único político condenado por corrupção, e se a houve

    tudo por causa do dispositivo do ónus da prova

    o Cravinho tentou propôr a inversão e foi para um exílio dourado

  299. «Seleccionavam pela altura»

    ahahahahahaha

    realmente… entre tarimba e altura

    Na América já oferecem pizas aos alunos que se oferecerem para x horas de entretenimento.

    Por cá ainda andam com a mania de “negociar” com eles o “aprender a aprender” e oferecem muito “reforço” aos bons pombos-negociantes

    “:O))))

  300. Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim !!!

    Não há nada como fazer serão, z.

    O Cravinho está a atravessar o deserto e já aí vem.

  301. olha que capicuaste, (M), se calhar sagraste a mensagem… :-))

    portanto no discurso oficial o défice já está nos 2,6%, mas com o 1% dos submarinos do Portas lá vai uma carga de prof.s para o desemprego, e para o psiquiatra, e para os tribunais, já que se tem de dar trabalho a essa gente toda

    esses submarinos servem para quê? a gente nunca foi bons nas profundezas, era mais de cruz na vela e lá vai ela, a caravela, e também seguiam as naus e os galeões

    e porque é que o BCE não financia as compras de defesa estratégica aos Estados_membro com uma taxa de juro negativa?

  302. Zazie: tu tens uma panca pelo Valupi, acho eu, não te esqueças que ele é teu primo!, por causa aqui duma transitividade,

    eu gosto muito de lê-lo, provoca sempre

    tá solzinho

  303. Olha que tu não fales muito alto nos submarinos para a marinha não te ouvir, aqueles sonares têm mais acuidade do que os olhos das lagostas. Não gostam do Portas mas gostam de entrar os portos a fazer continência em cima do convés.

    Concordo contigo, não há nada como uma boa crise para pôr o país a mexer. Não tinha pensado nisso, mas talvez seja alguma estratégia do Sócras para aumentar a produtividade e mostrar que a Espanha só nos come as papas na cabeça nas alfaces e T-shirts.

    Bom solzinho, eu hoje tenho que ficar aqui à sombra.

  304. este gajo anda a choramingar feito idiota, e a escrever em tudo quanto é sítio, mais que bem remunerado, caguinchas, nem tem tomates para assumir o erro,

    agora mentira define-se assim:

    «Não houve mentiras porque Bush e Blair estavam convencidos de que as armas de destruição maciça existiam no Iraque», JPP in Publico on-line, hoje

    -> pôr do Sol

  305. ahahahaha
    É verdade, é, z, só falta grafitar as paredes da rua a dizer o mesmo.

    E depois vêm logos os macaquinhos de imitação a citá-lo

  306. zaziiieeeeee! Vamos amanhã ver no embate sagrado/profano quem é que ganha, por aqui, mas eu aposto que a questão está bem orientada, só que eu sou um optimista incorrigível quase sempre, quando não me dá um ataque de acedia,

    ora, fazer um redondão destes é raro

  307. migos,
    «Acontece que o famoso Estatuto do Aluno, que todos comentam mas poucos terão lido, prevê no seu Artigo 27.º as seguintes Medidas Disciplinares Sancionatórias: a) A repreensão; b) A repreensão registada; c) A suspensão da escola até cinco dias úteis; d) A suspensão da escola de 6 a 10 dias úteis; e) A expulsão da escola. Face à situação que todos vimos, será que uma destas medidas não assegura a intervenção suficiente e necessariamente proporcional ao ocorrido? Será assim tão essencial, ou mesmo desejável, a intervenção da Procuradoria Geral da República numa aula de Francês da Escola Carolina Michaelis? Será mesmo isto que queremos para as nossas escolas? E para a nossa Procuradoria, já agora? Vale a pena ler, a propósito, as palavras de Pedro Sales, publicadas no seu ‘Zero de Conduta’ e que eu não resisto a transcrever, porque perfeitas na ilustração do meu próprio sentir. Ora leiam.

    O mesmo Procurador Geral da República que precisou de ler quatro edições de uma investigação efectuada pelo Expresso – com base em material de prova que estava há anos na posse do MP – para perceber que tinha que fazer qualquer coisa sobre o Casino de Lisboa, dedica agora meios e recursos para investigar aquilo que, sendo um lamentável caso de indisciplina e insolência, não deve deixar de ser equacionado à luz da relativa gravidade do incidente. Mas o coro de apoio ao anúncio feito por Pinto Monteiro não se fez esperar. Afinal a “turba” de “canalhas” tem que ser posta na ordem e os professores não têm meios para o fazer. A sério? Será que quem anda há uma semana a proferir afirmações destas, que passam por uma verdade incontestável e inquestionável, alguma vez perdeu dois segundos para ler o que é que diz o estatuto do aluno em vigor? (..) Advertência, Suspensão, ou expulsão com decorrente perda do ano lectivo. O que é que querem mais? Colocar uma míuda malcriada no pelourinho e, de permeio, fazer um retrato de toda uma geração a partir de um caso que, podendo não ser isolado, será sempre ultra-minoritário? Quer me parecer que há por aí muito boa gente que “anda nisto” apenas para provar que esta é que é mesmo a geração rasca.»

    Isto e mais umas coisitas, aqui:
    http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/03/vocao-do-pgr.html

  308. rnv

    Não estou dentro dos meandros legais que levam este tipo de infracções para fora dos portões escolares, mas adianto-te já que a famosa expulsão, que agora é vista como milagrosa, desaparece de vez no novo estatuto, e é actualmente das sanções mais difíceis de aplicar, seja qual for a gravidade da situação. Tem vindo relatado na imprensa que há pouco tempo na mesma escola uma aluna bateu numa professora e, tendo a escola insistindo várias vezes com a DREN para que lhe fosse permitido aplicar, nem sequer a expulsão, mas a simples transferência de escola, nunca foi autorizada.
    Podia contar-te muitos mais casos sem ser dos jornais, mas nem vale a pena.

    Quando o bloguista se refere ao Estatuto do Aluno em vigor, reporta-se à Lei 30/2002, anterior à Lei 3/2008 agora aprovada. E esquece-se de que dentro de qualquer estatuto há sempre dois: um para alunos dentro e outro para alunos fora da escolaridade obrigatória.
    A penalização máxima para todos vai passar a ser a transferência de escola. O novo estatuto entrou em vigor em Fevereiro mas foi imediatamente suspenso, porque os nossos inteligentes governantes não se aperceberam de que havia contradições com os Regulamentos Internos das escolas.
    Até meados de Fevereiro estatuto velho, durante uns dias estatuto novo, voltando o velho a vigorar, com implicações totalmente diferentes no regime de faltas.
    Enfim, a ‘eficiência’ que muita gente pensa reconhecer nesta ministra.

    O bloguista que citas esqueceu-se ainda de referir, ou simplesmente não sabe mas poderia saber se lesse a Lei até ao fim, é que os alunos dentro da escolaridade obrigatória, caso desta aluna do Porto, não podem ser transferidos de escola nem ‘expulsos’ sem que lhes seja assegurada primeiro uma escola que queira recebê-los. E acho que nem vale a pena perguntar a ninguém se pensa que existem muitas escolas voluntárias. Expulsão do sistema, seja por que tempo for, pura e simplesmente não existe neste momento para alunos dentro da escolaridade, e vai deixar de existir em breve para qualquer um.

    Chegando à transferência, só as Direcções Gerais têm poder para desbloquear a situação quando nenhuma escola se mostra disponível e convido também toda a gente a tentar adivinhar o que é que fazem normalmente além de lavar as mãos. Este caso foi tão mediatizado que se viram obrigados a mexer-se um bocadinho para que o novo estatuto possa passar entre os pingos de chuva.

  309. M,
    Bom saber tudo isso, explica o funcionamento da cozinha a quem vai ao restaurante. É um prazer ler-te. O que me dizes é que para qualquer criação estatutária existirá sempre uma infinidade de paus a encravar a engrenagem, assim o factor humano do sistema o queira. Porque essa é a outra face da moeda que mostras, da incompatibilidade do novo estatuto com os regulamentos internos existentes, e que explica a suspensão. Isto sem prejuízo da condenação do toca-e-foge ministerial, a ser exacta a nabice. De qualquer forma, julgo que se levanta aqui outra questão, na abordagem do Pedro Sales. Que se traduz nesta pergunta que te faço: independentemente de qual é a mais grave sanção das existentes no estatuto aplicável a este caso, o velho ou o novo, crês necessária uma intervenção da PGR no sentido de criminalizar o que sucedeu naquele dia (imaginando mesmo que a aluna tinha idade para tal)? E seria para quê, para fazer exemplo, punindo? Dizes-me então que todos ganham, alunos, profes, pais, escola, país, se um dia existir jurisprudência que coloque um ameaço de penalização legal na aura e na aula de cada professor, para lhe aquecer as costas? Mais os cursos de defesa pessoal anti-bullyng, claro. Chegámos a tanto, de certeza? E mais: soubemos que tínhamos chegado a tanto agora, pela Adozinda? São estas questões que me inquietam ao avaliar a decisão do nosso PGR em anunciar, com a pompa de quem resolve, que só está de olho nas escolas porque há que evitar que o menino Carlinhos vire assassino quando for grande. Ou pior: fumador, Deus nos livre.

  310. rnv, a minha opinião é que se deve deixar a ‘judicialização’ da indisciplina escolar à porta o mais possível e tentar resolver por meios próprios o que for resolúvel e não incorra na alçada de outro foro. Parece-me que a banalização da ameaça com a justiça só enfraquece a autoridade escolar, como aquelas mães que, incapazes de lidar com as traquinices dos filhos, os ameaçam com ‘vais ver quando o teu pai chegar’. Mas é preciso que funcione e não seja uma figura de estilo, como tem sido até aqui, salvos raras excepções.

    E rnv, não te digo que ganham, alunos, profes, pais, escola, país, se um dia existir jurisprudência que coloque um ameaço de penalização legal porque já existe. A verdade é que a maioria das pessoas parece desconhecer que o estatuto dos alunos já está ‘jurisprudenciado’ ao estatuir a responsabilidade civil e criminal dos actos praticados pelos alunos, princípio que se manterá na Lei 3/2008. Ou quando estabelece que um aluno expulso, desde que não abrangido pela escolaridade obrigatória, só por decisão judicial poderá voltar a frequentar qualquer escola pública, cooperativa ou privada durante o tempo imposto pela sanção. E é por aqui que o Ministério Público e a Comissão de Menores entram.
    No novo estatuto tudo que diz respeito à expulsão desaparece, é claro.

    Responsabilidade civil e criminal
    1 – A aplicação de medida disciplinar prevista no presente diploma não isenta o aluno
    e o respectivo representante legal da responsabilidade civil a que, nos termos gerais de direito, haja lugar.
    2 – A responsabilidade disciplinar resultante de conduta prevista no presente diploma
    não prejudica o apuramento da responsabilidade criminal a que haja lugar por efeito da mesma conduta …

    Não sei ao certo o que se passou no filme da Adozinda, acho que ninguém ainda sabe a não ser os actores e figurantes, desconfio que nem o realizador foi posto ao corrente. Só analisando o enredo que resultou da montagem pode falar-se com segurança se é caso de polícia ou apenas de director de turma. Ou de ambos.
    E até te digo mais, conheço casos em que se aplica sem sombra de dúvida o Artigo 55º, foi feita participação às autoridades competentes, e passado um ano não transpira sequer se a fita foi aprovada para distribuição ou se vai ficar enroladinha na caixinha de lata.

    Quanto à suspensão do novo estatuto, que muita gente adjectiva de ‘monstruosidade’ em termos de responsabilização dos alunos e consequentes sequelas na autoridade escolar, está suspenso exactamente por isso que te disse. Remete para os regulamentos internos, que tal como existem não enquadram a nova legislação. E não se trata apenas do estatuto do aluno, a própria avaliação se encontra na mesma situação e por isso nas escolas, neste momento, equipas de professores em horário extra-laboral estão a tentar reformular a mata-cavalos todos os documentos internos, para possam adequar-se aos normativos que a troika engendrou e que insiste em ver aplicada de imediato.

  311. M,
    vês as três pernas deste éme? Pois fica sabendo que a segunda e a terceira estão trocadas, por mim, de propósito. Eu cá não sou vingativo, mas a mim quem mas faz paga-mas!

  312. Eu cá lembro-me quando se passavam bilhetinhos, acto que já deve estar extinto das salas de aulas nos dias de hoje.
    Alguns foram-me confiscados no acto da troca, e lidos, e a humilhação era suficiente para não dar mais um pio no resto da aula.
    Não me lembro de haver revoltas por parte dos alunos para reaver tão precioso bilhete.

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