Archive for Março, 2008
Gostei muito deste bocadinho. Garanto que gostei. Tive mesmo momentos de entusiasmo, daqueles em que o Mundo, contra todas as chances, bateu certo.
Mas outro momento chegou. O da partida. Sem dramas nem estados de alma, deixo o Aspirina. Desejo-lhe longos dias. Longos e cheios.
Cá o Degas ficará onde sempre esteve, onde é o […]
O filme Fitna, de Geert Wilders, deve ser visto. O seu registo amador, enquanto peça de comunicação, está dirigido ao contexto social e político da Holanda. Por aí, ignoro a sua relevância, impacto e eventuais consequências. Mas sei da necessidade em falar do terror islamita. Precisamos que sejam os próprios crentes islâmicos a espalhar a […]
Na foto, professor mostra conhecer bem a História de França
Desde o ajuntamento dos 100 mil indignados, para o carnavalesco passeio em direcção ao Tejo, que a avaliação da classe docente está em curso. Não se trata de atacar, sim de reconhecer: estes são os professores que temos. Mas, estes, quem? Números, sindicatos, associações e Governo […]
Hoje, quando for 1 da manhã, não se esqueça de mudar o endereço do nosso amigo Shark para a sua nova morada de Verão: CHARQUINHO
* Assinatura, aqui do pilas, feita para o Sapo em 2002, e que ainda se usa algures.
Uma livraria com livros e muita música
Na passada quinta-feira (27 de Março) aconteceu música nova numa jovem livraria (Trama) na Rua S. Filipe Nery ao pé dos CTT do Rato. Estava frio e sair de casa não é fácil pois tudo nos envolve na chamada «cultura de apartamento». As pessoas são convidadas a comprar filmes […]
Se é óbvio que Sócrates é o chefe que o PSD adoraria ter, situação em que seria endeusado pelos mesmos que não lhe largam as canelas há dois anos, não menos óbvia deveria ser a solução para a crise social-democrata: ter o chefe que o PS adorasse ter.
Se existe esse ser, é neste momento um […]
Dinis Machado na mais velha estação de comboios do Mundo
A fotografia belíssima da estação do Rossio que Fernando Venâncio colocou no «aspirinab» levou-me a recordar algumas memórias. Um dia na Veiga Beirão fui com Dinis Machado falar numa turma de Português. A pedido do professor escrevi estas palavras: «Qualquer maneira de começar é uma boa […]
«Não é uma boa prosa que ambiciono» (Miguel Torga)
Isto de escrever em público e para o público, tem que se lhe diga. Não é fácil, não é como nos «Morangos com açúcar» onde acontece tudo e ninguém paga nada, desde a prancha de surf ao copo de água tónica. Outro dia falando com o director-geral […]
Aqui chove. As cores, cobertas de água, saturam-se. Cheira a terra molhada. A beleza é tão fácil. E aí?
Eis o mais recente teste à disposição do português para detectar se um outro português é imbecil, lunático ou, simplesmente, falho de bom senso e bom gosto: basta pedir ou detectar opinião quanto à notícia de uma bulha entre professora e aluna, a qual foi registada em vídeo para proveito comunitário. Se vier relação com […]
Um Tê Zero na Ericeira
Pôr-do-sol de encantar
Vou logo à segunda-feira
Mais tempo a ver-o-mar
Livro feito por Fernanda
Mistério, Ilha Terceira
Uma aventura comanda
Estas tardes da Ericeira
Alto da Forca, moinho
Não faz farinha, é ruína
Num escritório vizinho
As traduções de Regina
Na Brincosa, Anabela
Com aulas e o mestrado
Não pode estar à janela
Tem o seu tempo ocupado
Loja da Berta, enxoval
Lençóis, camisas, toalhas
É o […]
Onde se prova que os preconceitos mais animalescos não resistem a uma básica investigação. Temática bem actual para a sociologia nacional.
Já que a palavra bullying (que rogo se traduza, sem pestanejar, por bulha) entra na moda, não a deixemos apenas na escola.
Afinal, também há chavalas com cabeça.
Os pretos que se armam em pretos têm um […]
O interesse que a morte acrescenta à vida de Maria Gabriela Llansol cruza-se com o interesse em promover o programa Câmara Clara, da autoria de Paula Moura Pinheiro. Vai para 2 anos que esta revista, este magazine, proporciona encontros audiovisuais com os desprezados televisivos da cultura portuguesa, precisamente aqueles que a criam, alimentam e protegem. […]
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Uma das nostalgias da minha meninice é o cheiro a fumo do túnel do Rossio. Nostalgias, e entendam-se não aquelas que nos chegam depois, mas as que não esperam e logo nos dão na altura. Eu passava meses lembrando-me do cheiro desse fumo bem real, o que a máquina ia lançando lá à frente, e penetrava pela […]
Como um pastor que esquece os nomes das suas ovelhas
e não reconhece os balidos dos seus cordeiros,
O Senhor fechou os olhos ao sangue dos holocaustos.
A Terra inteira deitou-se com as dores do parto
mas, quando a aurora chegou,
viu que o berço se tornara em ataúde,
que os animais domésticos eram como feras selvagens,
que a enxada se transformara […]
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O livro tem algum interesse, isso garanto-lho eu. Simplesmente, a edição já disponibilizada, numa livraria perto de si, vai ser retirada do mercado. Não é por nada, mas não está tecnicamente apresentável. A editora, a perfeccionista Assírio & Alvim, vai muito em breve repor a obra. Perfeitíssima. Como é seu timbre.
Agora a boa notícia. É que Último Minuete em Lisboa […]
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Morreu ontem o escritor belga Hugo Claus. Nascido em 1929, era romancista e poeta. Está em português o seu espectacular romance «O Desgosto da Bélgica». Era, a par do holandês Harry Mulisch, um eterno nobelizável de língua neerlandesa. Um dos seus mais célebres poemas, «Een bed in Brugge», vai aqui, em tradução publicada em 1997.
Uma cama em Bruges
«Sou empregado […]
No tempo da guerra é que foi mesmo de mandar carouço. Uma pessoa nem sequer podia chamar seu àquilo que era seu, que vinham fiscais ver o que cada um tinha de trigo e de milho, e ficava um tanto para os donos e outro tanto para o governo, para levar para quem não tinha. […]
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O seu carro descontrola-se, e você atropela o seu escritor favorito, digamos José Rodrigues dos Santos? Em legítima defesa, você dispara um laser paralisante, e atinge, por estúpida coincidência, o seu cantor favorito, digamos Mickael Carreira? Chato, muito chato. Foi o que sucedeu a um piloto de guerra alemão, que abateu - sem sabê-lo - o escritor […]

