Todos os artigos de Valupi

Onde está a direita?

Que faz com que a direita portuguesa seja um pardieiro de caluniadores, dos mais reles de que há memória? Pacheco, Mascarenhas e Helena Matos, para só referir três casos a merecer estudo, não têm equivalente no PS. No Bloco e no PCP há vários que também reduzem a sua intervenção política à produção ininterrupta de suspeições de natureza criminal ou moral. Daí a santa aliança entre reaças e comunas, ranhosos e imbecis, ressabiados e ressentidos.

Este episódio em que Helena Matos ataca Inês de Medeiros é paradigmático: uma cidadã com poder mediático utiliza o espaço público para denegrir a imagem e o bom nome de uma cidadã com responsabilidades políticas. O que leva a Helena para a perversão do contrato cívico com a comunidade é o regime de impunidade e diluição ética que caracteriza a praxis da falsa direita nacional. Falsa porque não tem sequer capacidade para tomar consciência da gravidade dos seus erros, quanto mais assumir responsabilidades pelo que faz.

Teve muita graça, pois, ver Carlos Abreu Amorim ensaiar uma rápida e displicente ajuda à Helena, só para receber originais boas-vindas ao elenco opinativo do DN.

A hipocrisia asinina da falsa direita portuguesa é uma das principais causas do atraso económico e da degradação das instituições. Vivem para a insídia, são cínicos anafados e broncos.

Why You Can’t Help Believing Everything You Read

Mais um erro de Descartes, mais um triunfo do maior filósofo português de sempre, Bento de Espinoza.

A ideia é esta: assimilar informação implica uma adesão cognitiva ao seu significado, o que leva a outra subsequente adesão ao seu sentido. É nesta segunda adesão que ficamos apanhadinhos. Resultado: para lermos temos de acreditar no que estamos a ler.

E é isto que nos acontece amiúde. Lemos um tipo a dizer bem de A e acreditamos. Lemos uma tipa a dizer mal de A e também acreditamos. Se forem os dois a dizer mal, este tipo e esta tipa, ainda é mais fácil acreditar – por isso ranhosos e imbecis apostam tanto nas suspeições, nas calúnias, nas difamações, nas pulhices.

Solução? Continuar a pensar. Isto é, aprendermos a ser críticos do que se passeia na nossa consciência. Nem tudo o que nos habita é nosso ou merece a nossa hospitalidade.

Se é assim no futebol

Se reina a mais desvairada confusão jurídica no futebol nacional, não temos de nos admirar com outros casos, bem menos importantes, onde a Justiça parece inexistente ou – o que é incomensuravelmente pior – privada.

Seja como for, é uma lástima o Hulk não ser do Sporting e reconheça-se que o Benfica não merecia esta mancha na sua bela festa.

Amazonas

A Islândia, um deserto rodeado de água com uma quantidade de habitantes rigorosamente igual à do Baixo Vouga e já contando com a Bjorka, conseguiu foder a economia de tal maneira que tiveram de eleger a primeira chefe de Governo lésbica na Via Láctea de forma a terem alguém com o nível de testosterona adequado à gravidade da situação. Acontece que a senhora Johanna Sigurdardottir governa um país onde se aprovou uma lei que vai fechar os clubes de striptease. A tese é a de que o comércio do corpo trata o ser humano como produto, logo é inaceitável. Uma argumentação feminista, não de substância religiosa ou moral.

O feminismo divide-se quanto à indústria do sexo, ora se denunciando a exploração e violência a que as mulheres se sujeitam, ora se reconhecendo a liberdade e o poder de que as mulheres desfrutam.

E tu, em que lado da barricada estás?

Crapulinsky

Louçã diz que o PS é inimigo dos trabalhadores, amigo dos liberais, e que só o BE pode levar a cabo uma política socialista, em aliança com o PCP. Acrescenta que esse dia está cada vez mais próximo porque o BE está cada vez mais forte, o PS cada vez mais fraco. No fundo, sugere que já cheira a Louçã como Primeiro-Ministro.

O seu discurso repete as fórmulas dos pregadores, incluindo a retórica diabolizante e a prosódia sermonária. Fala de dois grupos: o mau, que junta PS, PSD e CDS; e o bom, onde o BE dará a mão ao pequeno PCP e salvará os pobres e oprimidos através de um Governo que cumprirá todos os ideais de Outubro e Abril do século passado. É o maniqueísmo sempre eficaz na manutenção da identidade das seitas, veneno da inteligência e intoxicação da liberdade.

Durante os anos do 1º Governo Sócrates, o Bloco declarou que a causa de todos os males políticos residia exclusivamente na maioria absoluta. Sem ela, inevitavelmente apareceria uma nova governação, onde o PS aceitaria as propostas da oposição ou faria coligações. Foi-se a maioria, tempo para o BE moldar o destino do País? Sim, mas apenas como fonte de guerrilha. A lógica é a mesma, manter a promessa de que os santos estão só de um lado, e que não fazem milagres apenas porque os demónios não deixam. Vamos ter de esperar mais um bocadinho, então, para que Portugal se torne no único país do Mundo onde o socialismo derrotará o grande capital, o liberalismo, os banqueiros, os ricos, os abastados, a burguesia, os contra-revolucionários, os inimigos do proletariado – e Louçã terá toda a legitimidade para se auto-coroar imperador do marxismo.

Capuchinho Laranja

Uns dias antes das eleições no PSD, António Capucho foi à porqueira do Crespo. Instado a comentar a sondagem publicada pelo Sol, onde Passos aparecia com 51%, Rangel 31% e Aguiar-Branco 8%, Capucho desvalorizou os resultados e disse que havia uma suspeita acerca dessa sondagem que punha em causa os seus resultados. Não quis contar o que era, empinando o nariz e dando a entender que um tipo com o seu nível não enchia a boca com qualquer denúncia. Vai daí, o Crespo serviu-lhe a papinha: contou que a empresa onde se fez a sondagem tem como director um elemento da candidatura de Passos Coelho. Capucho aproveitou para continuar a espalhar a suspeição de aqueles serem resultados martelados.

Como sabemos, a sondagem até pecou por defeito com Passos Coelho, vindo a ter uma percentagem de 61% na votação. Assim, que pensará agora Capucho da legitimidade do trabalho da Pitagórica? Continuará a pensar que se fez uma deturpação para favorecer um dos candidatos? E se porventura não o pensa, que pensa de si próprio, que fez uma insinuação caluniosa e difamante para cima de uma empresa, de Alexandre Picoito e de Passos Coelho?

Continuar a lerCapuchinho Laranja

Clarifiquemos

Portugal precisa de uma inspiração mobilizadora e não de exercícios de cálculo. Cabe ao Presidente da República indicar o caminho e não os atalhos. A defesa da estabilidade não é um jogo de sombras, é uma prática de clarificação.

Alegre

*

Há argumentos fortes para o PS escolher este homem como seu candidato presidencial, e todos antecipam que assim aconteça. Mas há argumentos valiosos para só aceitar votar nele numa hipotética segunda volta. Porque é óbvio faltarem-lhe condições para ser um Presidente da República à altura das responsabilidades intelectuais da função, por um lado, e de acordo com as necessidades políticas do País, pelo outro.

Alegre vem de ser oposição velhaca ao PS, tendo utilizado o seu lugar de deputado num exercício revanchista que contribuiu para a perda de votos e reforço do BE. Chegou a fazer comícios com aqueles cuja única paixão é a desagregação do PS, e teve a supina egolatria de ameaçar sair para fundar um partido. As suas declarações, desde que lhe caiu em cima o milhão de votos, são invariáveis hinos a si próprio. Os sinais de estar a viver uma fantasia sebastianista onde faz a festa e apanha as canas multiplicam-se em crescendo. Leia-se a citação supra, repare-se na concepção profética subjacente, atente-se no acordo que está a ser proposto onde o Rei-Poeta deixa de recorrer ao cálculo para se entregar à inspiração. A política reduzida àquele que aponta o caminho. Medo…

Alegre é um fenómeno criado pelo BE. Sem a manipulação de Louçã, o sr. Fiquei à Frente de Soares passaria o resto do tempo em almoços comemorativos do feito heróico de 2006 e não seria o berbicacho para o PS, e para a qualidade da democracia, em que se tornou. Louçã sabe que a irracionalidade de Alegre suscita conflitos dentro do PS, tendo levado muitos a viraram-se contra o partido, subitamente visto como parte do problema e não da solução.

A máquina calculadora que se esconde dentro da lira quer dividir para reinar.

Espionagem política

Vieira da Silva tinha razão. Santos Silva tinha razão. E só quem não tenha olhos é que não vê: o Face Oculta é também, ou principalmente, um caso de espionagem política. A impunidade com que prossegue esta campanha de devassa da privacidade, cujo único móbil é o assassinato de carácter e a intoxicação da opinião pública, emporcalha a sociedade.

E veja-se quem são aqueles que chafurdam nisto. A sua irreversível corrupção moral.

Aprender com o exemplo

A vitória de Passos Coelho é esmagadora. Só perdeu na Madeira, o que até acaba por ficar bem no seu mapa de ascensão interna. Como Passos não tinha qualquer ideia aproveitável que justifique a amplitude dos resultados, o que aparece como a principal conclusão das eleições no PSD remete para o desfasamento da anterior liderança face ao seu eleitorado. A sanha caluniosa, bota-abaixista, catastrofista e dessocratisante só excitava a corte do reino de Pacheco. Grandes senhores do partido, habituados a pernoitar na Lapa, queriam abarbatar o Governo através de uma golpada, seguindo a ancestral tradição da família. Fazer política, pensar, escutar as pessoas, e voltar a pensar, não era com eles. Dava muito trabalho e não garantia resultados. Chegava a banha da cobra da Política de Verdade, a aliança com Belém, o Freeport e a asfixia democrática em spray.

Entretanto, o povo social-democrata admirava a união do PS apesar de todas as pulhices despejadas para cima de Sócrates, como nunca se viu com outro político em Portugal. A mensagem dada à próxima direcção partidária no congresso do PSD foi clara: comecem a fazer política. O ressabiamento de uma geração caduca fez com que o PSD de Ferreira Leite fosse vítima do cavaquismo decadente. Por causa desse desastre, a concepção puramente oligárquica do partido, cujas disfunções feudais não se conseguem esconder, estatelou-se ao comprido nas eleições.

Passos Coelho tem tudo para concretizar a sua promessa abstracta: mudar. Vai é ter de começar por dar o exemplo.

Más companhias

«Nós vivemos agora numa situação em que cada vez se nota com mais evidência que o país está desgovernado», afirmou à Agência Lusa Belmiro de Azevedo quando confrontado se esperava a descida rating de Portugal, anunciada hoje pela agência de notação financeira Fitch, face à situação da economia portuguesa, escreve a Lusa.

*

Belmiro, 72 anos, passou metade da sua vida no salazarismo e metade na democracia. É um dos portugueses mais poderosos em Portugal. E um dos últimos a quem se perdoa a deturpação grosseira de factos económicos e financeiros para ataques políticos. Tal como faz nesta associação entre uma avaliação da agência Fitch e o Governo. A falácia é tão básica que desperta um sentimento de incredulidade – como se pode ignorar o contexto volátil, e esconso, da decisão da agência e ainda as etapas governativas que o Governo tem vindo a alcançar apesar da coligação negativa? Pela mesma lógica, de cada vez que as acções da SONAE baixam, Belmiro amaldiçoa Teixeira dos Santos. Ver alguém que ganhou o estatuto mítico de maior empresário do pós-25 de Abril a exibir a ciência política de um fogareiro é assustador.

João Marcelino, na Comissão de Ética, alertou para as perversidades que nascem da misturada entre directores de informação e administradores dos meios de comunicação. O caso do Público é paradigmático da promiscuidade entre os interesses, ou vinganças, do accionista e a perseguição política. Como é evidente, o Zé Manel só se permitiu a guerra com Sócrates porque contava com o apoio entusiasmado de Belmiro. O que fazem as más companhias…

Génio de Carvalhal

Quando uma equipa se habitua à chapa 3, torna-se indiferente ganhar ou perder. Interessa é garantir a desportiva trindade no resultado final. Foi esse o genial plano do genial Carvalhal, o qual mandou para o meio campo dois médios defensivos e um defesa. De fora, deixou Postiga, Pongolle, Pereirinha, Matias, Vuk e Izmailov. Uma óbvia manobra de terrorismo psicológico, mostrando ao Marítimo que o Sporting tinha chegado à Madeira não para ser o rei da selva mas do carnaval.

Um dos sinais da actual ignorância que grassa em Alvalade acerca da mística é este das coincidências. Para os néscios, o autogolo do Pongolle é apenas um acto fortuito. Para o iniciado, todos os acontecimentos são emanações dos conflitos celestes entre as potestades menores que regem este mundo. Assim, a entrada de Pongolle no jogo foi castigada. A mística consiste na sensibilidade apurada para o compreender e no subsequente arrependimento salvífico. Estou certo de que Carvalhal, genial como é, um dia chegará a este nível de consciência. Pode é já não trabalhar no Sporting.

Quando o telefone não toca

Passos Coelho meteu o discurso da crise governativa, e do tiro ao Procurador-Geral, na gaveta e falou como se tivesse sido empossado presidente da INATEL. A sua capacidade soporífera não se desgastou com a campanha, nem se baralhou com a vitória, prometendo centenas de horas de fatal aborrecimento. Todavia, em resposta aos jornalistas, fez uma importante revelação, a de que Ferreira Leite ainda não lhe tinha telefonado a dar os parabéns.

Ferreira Leite, temos de admiti-lo, é a seriedade em pessoa. E como poderia ela dar os parabéns a quem nem sequer mereceu ser deputado? No dia em que Passos Coelho chegar aos calcanhares de António Preto e Pacheco Pereira, aí sim, receberá a chamadinha.

Let men be men

Men look at attractive women the way women look at pretty butterflies.

Louann Brizendine

*

Esta senhora explica tudo, tudo, tudinho, e mais alguma coisa, em relação à guerra dos sexos. E termina aconselhando as mulheres a deixarem os homens serem homens. Sim, estamos perante um neo-feminismo de base neuronal e genética. O fim dos problemas da rapaziada, a consagração dos tarados – ou seja, atingimos um patamar histórico no secreto combate pela condição masculina.

Quem preferes ver à frente do PSD?

Agora, angustia-me pensar na ausência de oposição ao PS. Naturalmente, num sistema assumidamente pluripartidario, a inexistência de partidos com lideranças à altura de formar governo é preocupante, tanto mais que depois utilizam a calúnia para desacreditar o partido dominante, fustigando a politica e infligindo à sociedade o penoso castigo de se aguentar sem alternativas credíveis que promovam o necessário escrutínio das politicas desenvolvidas pelo governo.

Oferta da nossa amiga Carmen Maria

Para animais com quatro pernas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite

Neste sábado fui ver o Rei Édipo. Por acaso, entrei no foyer logo a seguir ao Ruy de Carvalho. Chegados às portadas interiores, e por causa do andamento da bicha, virou-se para trás e fez uns salamaleques brincalhões para nos ceder a passagem. Disse-lhe Primeiro a arte!, mas aposto que nem ouviu, já se virava para a frente. Cada casal foi para o seu lado no corredor.

Há actores de embirração. Que nos irritam seja qual for o papel que façam. O seu rosto, voz e maneirismos provocam um incómodo irracional, visceral. Como, no meu caso, o Michael York e a Sandra Bullock, insuportáveis. Depois há aqueles que o eram até deixarem de o ser. Como o Travolta até ao Pulp Fiction ou a Meryl Streep até The Bridges of Madison County. Pois bem, o melhor elogio que tenho para o Diogo Infante é isto de estar na dúvida acerca da embirração que sempre me provocou – terá acabado com o seu Édipo? Teria de voltar a ver a peça.

E bem que o gostaria. Só uma vez não chega, para mais com a agravante de ter vindo directamente do balcão do Gambrinus para a plateia do Nacional. Não chega para admirar a política encenação do Jorge Silva Melo. Política porque nos coloca a todos, espectadores, no meio da pólis. E não chega para saborear o magnifico texto em versão original. Esta peça devia voltar e ficar. Anos. E nem era por mim, que a voltaria a ver mais umas 10 vezes, era por ti e pelos teus.

Édipo, o Rei, chegou, viu e foi vencido. Por ele próprio. Pelo simples e brutal facto de existir. Não se tratou de ter errado algures no caminho da vida, mas do oposto: tinha a crença de conseguir evitar o mal. E conseguiu. Fugiu de casa e da cidade para proteger os pais, matou apenas para se defender, casou e deu filhas à sua mulher, foi amado pelo povo de uma cidade onde não tinha crescido. Um caso de sucesso a merecer inveja e lenda. Contudo, há algo muito pior do que o mal que ele conseguiu evitar. É o bem. O bem vai tirar-lhe tudo, até o olhar.

Sempre que vou ao teatro castigo-me por não ir mais vezes. Ao contrário do cinema, arte onírica, o teatro desperta o metabolismo, enche de energia. Os actores estão ali para nos provar que estamos aqui. É por isso que o teatro é a melhor escola de política que o Ocidente alguma vez criou. Se o Ensino tivesse como única finalidade formar estudantes que chegassem ao final do 12º ano com vontade de conhecer a tragédia do feliz Rei Édipo, este ou outro qualquer, a nossa terrinha seria um farol da civilização.

O longo bocejo

Se Sócrates tivesse faltado à cimeira europeia para ficar no Parlamento a discutir o PEC, a oposição entraria num berreiro de acusações contra a sua falta de sentido de Estado. Diriam que os maiores interesses de Portugal tinham sido descurados nesta altura tão crucial para a Europa e que estávamos entregues a um Primeiro-Ministro que fazia tudo para criar conflitos com a oposição.

Como Sócrates foi para Bruxelas, a oposição entrou num berreiro de acusações.

Para quem tiver ouvidos

O momento mais revelador da ida de Nuno Santos à Comissão de Ética consistiu na indignada recordação do processo de contratação para a SIC de um Mário Crespo emprateleirado e acabado, decisão do Nuno e de Emídio Rangel.

Claro, o próprio Crespo já não está em condições de captar o subtexto do que ficou à mostra a seu respeito.

Na Inventona de Belém ninguém toca

Luciano Alvarez e Tolentino de Nóbrega não estão para se maçar a ir ao Parlamento explicar seja o que for acerca do mais debochado caso de manipulação mediática com intento de perverter um acto eleitoral que se regista na História da democracia portuguesa. Ou talvez apenas se sintam asfixiados, o que manifestamente os impedirá de falar. Ainda por cima, estamos perante um caso cujos mandantes são membros da Presidência da República, a gravidade não pode ser maior. Vai daí, o Bloco abandona a coisa. A direita, de resto, nunca foi uma preocupação para o BE, até podem ser aliados. O inimigo chama-se PS.

O que aconteceu entre o Público do Zé Manel e a Casa Civil, à mistura com o comportamento e declarações de Cavaco, é um escabroso escândalo. Não por acaso, aqueles que cavalgaram a inventona, e que aproveitam toda e qualquer calúnia contra Sócrates, são os que mais berram as palavras de ordem de qualquer totalitarismo: carácter, seriedade, verdade.

Hipócritas de merda.