Que faz com que a direita portuguesa seja um pardieiro de caluniadores, dos mais reles de que há memória? Pacheco, Mascarenhas e Helena Matos, para só referir três casos a merecer estudo, não têm equivalente no PS. No Bloco e no PCP há vários que também reduzem a sua intervenção política à produção ininterrupta de suspeições de natureza criminal ou moral. Daí a santa aliança entre reaças e comunas, ranhosos e imbecis, ressabiados e ressentidos.
Este episódio em que Helena Matos ataca Inês de Medeiros é paradigmático: uma cidadã com poder mediático utiliza o espaço público para denegrir a imagem e o bom nome de uma cidadã com responsabilidades políticas. O que leva a Helena para a perversão do contrato cívico com a comunidade é o regime de impunidade e diluição ética que caracteriza a praxis da falsa direita nacional. Falsa porque não tem sequer capacidade para tomar consciência da gravidade dos seus erros, quanto mais assumir responsabilidades pelo que faz.
Teve muita graça, pois, ver Carlos Abreu Amorim ensaiar uma rápida e displicente ajuda à Helena, só para receber originais boas-vindas ao elenco opinativo do DN.
A hipocrisia asinina da falsa direita portuguesa é uma das principais causas do atraso económico e da degradação das instituições. Vivem para a insídia, são cínicos anafados e broncos.
