Amazonas

A Islândia, um deserto rodeado de água com uma quantidade de habitantes rigorosamente igual à do Baixo Vouga e já contando com a Bjorka, conseguiu foder a economia de tal maneira que tiveram de eleger a primeira chefe de Governo lésbica na Via Láctea de forma a terem alguém com o nível de testosterona adequado à gravidade da situação. Acontece que a senhora Johanna Sigurdardottir governa um país onde se aprovou uma lei que vai fechar os clubes de striptease. A tese é a de que o comércio do corpo trata o ser humano como produto, logo é inaceitável. Uma argumentação feminista, não de substância religiosa ou moral.

O feminismo divide-se quanto à indústria do sexo, ora se denunciando a exploração e violência a que as mulheres se sujeitam, ora se reconhecendo a liberdade e o poder de que as mulheres desfrutam.

E tu, em que lado da barricada estás?

76 thoughts on “Amazonas”

  1. ora gajo !!! faz lá a cronologia. há quanto e durante quanto tempo podemos nós disfrutar do sexo? enquanto as lésbicas ( que sofrem dos mesmos defeitos dos gajos ) não meteram mãios na massa. é simples.
    e digo-te , moi , rapariga hetero , recuso qualquer ajuda de lésbica na minha luta. eu gosto de homens. não quero aniquila-los. domestica´-los , talvez,,, deixando.-os brincar como eles gostam…aquele post abaixo de uma rapariga esperta que desdenhaste?

  2. daquela rapariga que diz que a gente deve deixar condescentemente os rapazes brincar à vontade : ser homens , ou seja , crianças. Let men be men?

  3. Acho degradante todo o sexo pago. Mas não imponho as minhas ideias a ninguém.
    Estive uma só vez num clube de strip e não vi ninguém feliz: nem as dançarinas, nem os clientes, nem os barmen, nem os porteiros. Se calhar escolhi mal o dia, perdão, a noite.

  4. Imaginem que era a Igreja Católica que propunha e fazia aprovar a lei. Caia o Carmo, a Trindade e a Palmira F. Silva. Mas como são as feministas, crickets, como dizem os americanos.
    A questão não são lados da barricada no feminismo, ou no tratar o ser humano como isto ou aquilo. São lados da barricada na liberdade individual. E aí, sei de que lado estou.

  5. Confesso que tenho alguma inveja das pessoas que sabem sempre de que lado da barricada é que estão. O meu sentido de orientação é tão mau, tão mau, que muitas vezes nem dou com a barricada, quanto mais com o lado certo. :)

  6. Deste lado do ecrã no que toca ao filmado, do lado que eu e a minha mulher preferirmos no momento no que toca ao home-made e noutro estádio a ver outro jogo no que toca ao pago. Serve como resposta?

  7. Há quem considere o striptease uma arte e como sendo uma actividade que pode não ter nada a haver com a prostituição embora vulgarmente estejam (indevidamente?) associadas.
    Eu só tenho que respeitar o que é opção pessoal e condenar a subjugação a que alguém possa estar submetido.nos seus mais diversos factores.

  8. “violência e exploração a que as mulheres se sujeitam” ou são sujeitadas? É diferente.
    Barreira? Liberdade de poder escolher, mais nada.

    (e o poder do sexo anda sobrestimado há muito. a Sherazade conquistou o rei persa com sexo ou com histórias de encantar?)

  9. hum…estou como a guida, não alinho em barricadas para já.

    Mas gostava de pensar um pouco sobre a questão:diz-me, Val, o strip tease masculino também foi proibido?

  10. Tambem…..os islandeses já devem estar tão tesos que esta lei não os aquece nem arrefece:)) Mas esta senhora é uma castradora e alerta para o facto de a salvação (neste caso do país) ter sempre um preço a pagar dependendo do salvador.Não há almoços gratis.

  11. O que sinto é que é muito bom haver homens – o nosso yang, mas que também tem criança e mulher incluídos. Uma homenagem aos homens, carago.

    Mas os homens não seriam o que são se não existíssemos nós, gajas.

    Por isso, barricadas só se fôr para quando andamos a brincar às guerras dos sexos. :)

  12. essas invenções sociais são tão treta como os soutiens. eu abomino a igualdade porque não somos iguais. parece-me ser um caso – o dessa senhora -, antes, de uma “não ama a zona”. :-)

  13. edie, não sei se concordo contigo. as gajas andam a estragar os homens. eles depilam-se, eles pôem cremezinho nos cotovelos, eles amuam, eles chama-nos fofas (juro que é verdade, já vi isto escrito e acredito em tudo o que leio). os homens viraram umas meninas. acho que vamos ter novamente de fazer uma revolução sexual e queimar uns soutiens, mas desta vez queimamos os deles.

  14. LOL…
    se calhar foi porque houve uma masculinização na atitude feminina e o yin deles sentiu que tinha de preencher esse espaço…

    Mas é verdade que, nas perfumarias, já têm tanto espaço de prateleiras de cosmética como nós. E pensando bem, em casa também. Hum…

  15. Mas isso não é novidade. Recuem lá dois séculos e vejam se havia diferença entre homens e mulheres. Aquelas perucas, rendinhas, folhinhos, pó de arroz, ou lá o que era, sinais postiços. Para não falar da pose. Os homens actuais ainda têm de comer muito pãozinho… :)

  16. guida até era assim mas qualquer lady que se prezasse conhecia o caminho das pedras que a levava direitinha à cabana do caseiro. agora parece-me que mesmo os viris Oliver têm uma Hello Kitty pendurada na porta do quarto.

  17. Boa tarde Val,
    Apeasr do frio da Islândia eu mantinha os clubes de strip abertos.
    Sejam de mulheres sejam de homens que também os há.
    Começo a ficar farto de tanto moralismo de pacotilha.
    Bom fim de semana prolongado

    P.S. : termos de começar a combinar o restaurante para o almoço de homengaem ao genial Carvalhal

  18. futebol, pois…. é mesmo o melhor exemplo do que se quer dos homens. tu já olhaste bem para o arzinho dos jogadores, e de como se atiram ao chão cheios de doi doi ao primeiro sopro, e como se fartam de fazer queixinhas uns dos outros e o árbitro é mau e feio e não gosta deles? não me parece que seja por aí que recuperam a virilidade perdida

  19. edie, esses dormem comigo todas as noites na capa do livro que ainda não consegui acabar de ler mas começo a acreditar qu a única vantagem que têm é estarem caladinhos e quietos.

    Hoje estou, ao contrário de ti, francamente descrente. há dois ou três dias um deus, daqueles do olímpo, entrou-me vistinhas adentro. tinha tudo, tudinho, nem um único defeito se vislumbrava naquela criatura. lindo, inteligente, culto, sentido de humor, bom gosto, discreto, enfim, uma daquelas coisas que nos fazem voltar a acreditar que deus existe. mas então não é que afinal até deus tem pés de barro e a palavra “fofo” lhe saiu boca fora? Diz-me, será que ainda é possível hoje em dia encontrar um gajo que nunca, mas nunca, tenha oferecido um peluche a uma gaja com mais de 16 anos?

    (queres vêr que continuam caladitos?)

  20. (porra, estava a falar do Jeff Bridges).

    É totalmente possível. Eu conheço (meu Deus, obrigada!!).

    Pois, isso às vezes acontece…
    Mas pensa na cena contrária…quando vêm de patinho feio e depois…bingo!

  21. Bem, Jeff Bridges é um bom trunfo mas quem me garante que não manda beijos fofos e chama babe?

    edie, o problema é que já não há patinhos feios, agoram descobriram os tais cremes.

    (se conheces um tu guarda-o que a procura é grande)

  22. (deves estar a querer conversa, deves deves…)

    EU ESCREVI DOI DOI PORQUE É ASSIM QUE ELES FALAM!

    (já agora, tu não te metas com Buda. Já estragaste Deus agora queres dar cabo do Buda, é?)

  23. Já estou como alguem que disse:

    Será que a Islândia estava preocupada com o consumo de drogas e álcool, com doenças venéreas ou mesmo querendo combater alguns crimes paralelos ligados aos clubes? Os três criminosos do país (dois por vadiagem e um por tentar fazer sexo com uma maçaneta em público) devem estar desesperados…

    E vcs cuidem-se…
    Se a moda pega em Portugal lá será encerrado o Edifício do Largo do Rato… LOL

  24. (E queres conversa ou queres falar?)

    Pois eu acho que fofo é lindooooooooo. (não sei porquê mas hoje fogem-se-me as mãos para estas palavras kiduchas)

    (Deus não vem com defeito, tu é que onde pões as mãos tiras a virtude)

  25. Pode haver outro motivo que tenha desencadeado o caso.

    Como todos sabemos, a indústria do sexo está, contabilisticamente falando, situada na conta da economia subterrânea, que imagino tenha proporções enormíssimas na Islândia. Logo, a mediada talvez faça sentido.

  26. Bom, se tem que se escolher um lado da barricada eu fico do lado onde estiverem as pobres desempregadas a precisarem de uma palavra amiga e de um ombro para desabafarem as suas mágoas.
    Eu sei, este meu coração generoso ainda vai deitar-me a perder…

  27. shark!!! Bem vindo…Estávamos precisamente a comentar que os gajos não se metiam nesta conversa, porque estão umas verdadeiras meninas e só querem saber de cremes e futebol.

    Tu vens provar que não é bem assim.

    Mas continuo com aquela dúvida lá de cima (o Val não respondeu). E então os desempregados do striptease? Ninguém aborda o problema do ponto de vista desses desgraçados?

  28. Bom, volto a ficar preocupada. Afinal uns dominam na perfeição a técnica de conversação em salão de cabeleireiro, outros já participaram em sessões de stripease no Largo do Rato…

    Continuamos à espera de homens a comentar aqui neste post.

  29. Eu confesso que o problema dos desempregados do ramo não me sensibiliza tanto, pois we will always have Teixeira Duarte…
    Por outro lado, e voltando ao post, ficarem desempregados com base numa decisão idiota é coisa que me incomoda um nadinha. O precedente é perigoso e tresanda a fundamentalista.
    Já assisti a mais do que uma sessão de strip, amador e profissional, e tirando neste último o pormenor farsola do roça-roça no varão metálico estilo quartel de bombeiros não vejo nada digno de proibições.
    Ah, e as artistas (como eles) são sempre voluntárias…

  30. Zeca Diabo, bem observada essa infelicidade. Por outro lado, porque raio teriam de estar felizes? Onde estão os felizes?
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    Vega9000, bem pensado.
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    guida, disseste bem, pode não haver sequer barricada.
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    João André, a tua é uma resposta que serve às mil maravilhas.
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    edie, a lei também se aplica à rapaziada, posto que a rapaziada também tem um corpinho a defender.
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    Tereza, falo só das que se sujeitam, as que são sujeitas são vítimas de crimes e tal é outro assunto (evidente, de resto).
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    António P., por mim é quando quiseres (e eu puder). Talvez consigamos convidar o Carvalhal para ir almoçar connosco.

  31. Com a cena do varão… a Islândia ficou fora da discussão (OHHHH)

    Voluntárias aqui não faltam, para fugir ao tema em apreciação, faltam é homens para lhes alimentar a …..

    Gatas do meu país, deixem-se de pudores….calcem um salto alto e agarrem-se ao varão.

    E já agora não aprendam só roça-roça no varão, uma gata fica bem mais sexy a lamber o dito cujo e a fazer uns miaus….Ui!!! :P. Sigam o exemplo:

    http://www.youtube.com/watch?v=r-2AtmufGJY&feature=player_embedded

  32. Mente Quase Perigosa, também não falaste para mim.
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    Carmen, essa tese parece-me sofisticada demais, ou de menos, para o que tem uma marca ideológica fortemente vincada e relativa ao poder político feminino na Islândia.
    __

    shark, o teu ombro deve estar todo ensharkadinho.

  33. (Pronto, já vou dormir mais satisfeitinha. E nem foi preciso chamar-lhe fofo!)

    Val, amanhã falo só para ti!

    E até provo que sei fazer comentários sérios e tudo e tudo e tudo. Amanhã, tá bem?

  34. Val, eu sinto-me feliz quando aprecio descuidadamente o rosto de uma mulher bonita, sou feliz quando aprecio a harmonia de um corpo de mulher, sou capaz de andar nas ruas atrás do suave navegar de um par de pernas, sem malícia, só pelo prazer de olhar e ver, tenho a sorte de ficar contente com singelas coisas que a Mãe Natureza nos dá, de graça, e a cosmética auxilia.
    Num bar de strip é suposto existirem dançarinas, raparigas ou mulheres, satisfeitas por poderem mostrar o que de melhor julgam ter, o próprio corpo, e ganharem a vida com esse gozo; é suposto serem observadas por pessoas que pagam – caro – o privilégio de apreciar a dança “erótica”, a arte do despir e o prazer de apreciar o corpo nu, ou quase, das exibicionistas; também é suposto os funcionários da casa, do porteiro ao aprendiz a estagiar na copa, estarem satisfeitos por ganharem mais do que os seus camaradas que labutam em serviços similares durante o dia; finalmente, os donos das casas que há muito escolheram viver a noite, quase sempre por prazer. Todo um conjunto de pessoas que deveria estar de bem com a vida, atendendo à circunstância e ao local. Mas não foi isso que pude ver, um dia. O que vi foi muita tristeza escondida em olhares entre o desinteressado e o lúbrico, muitas manifestações de “alegria” forçada, muito recalcamento afogado em uísque, todo um ritual estranho ao bulício diurno, e muita solidão.
    Não vou dizer o que leva as pessoas a frequentar esses lugares, simplesmente porque não sei, nunca me debrucei sobre o assunto. Mas seria lógico que as pessoas se divertissem, ou que ficassem contentes com o espectáculo. Como já disse, fui uma vez a um estabelecimento do género, levado por um empresário que pensava dar-me uma grande prenda (venha, venha, olhe que lá no Norte não há disto, isto é do melhor que Lisboa tem, etc) e só vi o que disse acima. E a casa estava cheia! Cheia de gente triste. (*)
    Agora, onde estão os felizes? Sei lá! Quando vou à pesca à truta vejo muitas pessoas felizes com pouco.

    (*)Nessa noite diverti-me o melhor que pude porque a uma senhora, que encostou uma perna à minha, a pedir um copo, fui convencendo, ao longo de uma hora, da minha – falsa – condição de padre. Valeram-me umas patranhas sobre Agostinho de Hipona e umas frases ao calhas falsamente atribuídas a Paulo de Tarso, mais umas “rezas” murmuradas. Demorou a acreditar, mas antes de sair ouvi a senhora em confissão, de fugida, na antecâmara para as instalações sanitárias, com o empresário de guarda, e a recordação desse facto faz-me sentir remorsos. O empresário passou todo o dia seguinte a apresentar-me como “o padre Inácio”.

  35. Zeca Diabo, essa história é, como dizem, priceless.
    Já quanto ao estado feliz ou infeliz de quem lá trabalha, basta visitar qualquer fábrica para ser ver pessoas tão ou mais infelizes, e igualmente muitos problemas com álcool. E muita gente “forçada” a aceitar trabalhos degradantes para sobreviver – assistente de veterinário, alguém quer? A profissão de stripper é um trabalho como qualquer outro, não muito diferente da de modelo fotográfico ou de nús na faculdade de belas artes, apenas tornado “diferente” e “degradante” pelos olhos dos outros e por certa moralidade puritana. Talvez seja essa avaliação, e não a profissão em si, que torna essas pessoas infelizes.

  36. Fernando Frazão, recordista nada.Aliás este tema para começar a ter alguma relevância tem que ultrapassar o comentário 69.

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