Más companhias

«Nós vivemos agora numa situação em que cada vez se nota com mais evidência que o país está desgovernado», afirmou à Agência Lusa Belmiro de Azevedo quando confrontado se esperava a descida rating de Portugal, anunciada hoje pela agência de notação financeira Fitch, face à situação da economia portuguesa, escreve a Lusa.

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Belmiro, 72 anos, passou metade da sua vida no salazarismo e metade na democracia. É um dos portugueses mais poderosos em Portugal. E um dos últimos a quem se perdoa a deturpação grosseira de factos económicos e financeiros para ataques políticos. Tal como faz nesta associação entre uma avaliação da agência Fitch e o Governo. A falácia é tão básica que desperta um sentimento de incredulidade – como se pode ignorar o contexto volátil, e esconso, da decisão da agência e ainda as etapas governativas que o Governo tem vindo a alcançar apesar da coligação negativa? Pela mesma lógica, de cada vez que as acções da SONAE baixam, Belmiro amaldiçoa Teixeira dos Santos. Ver alguém que ganhou o estatuto mítico de maior empresário do pós-25 de Abril a exibir a ciência política de um fogareiro é assustador.

João Marcelino, na Comissão de Ética, alertou para as perversidades que nascem da misturada entre directores de informação e administradores dos meios de comunicação. O caso do Público é paradigmático da promiscuidade entre os interesses, ou vinganças, do accionista e a perseguição política. Como é evidente, o Zé Manel só se permitiu a guerra com Sócrates porque contava com o apoio entusiasmado de Belmiro. O que fazem as más companhias…

6 thoughts on “Más companhias”

  1. Amor com amor se paga…Já que é assim, senhor Belmiro, misturando politica com negócios, também lhe faço a guerra que posso: não entro mais nos seus «Continentes».

  2. Ou mais ainda: não entro mais nos seus Continentes, Modelos, Bonjours, Centros comerciais Sonae Sierra, Worten, Sportzone, Vobis, Zippy, Modalfa, Loop, Bom Bocado, Book.it, Optimus, Público, Miau.pt, Maxmat, Geostar, MDS.
    Ah, e não compro mais mobílias feitas em Portugal…

  3. Segundo consta, não está nada bem de finanças. A gentileza de comprar acções próprias para oferecer aos funcionários, lembra-me os tempos do BCP, em que a falência técnica já existia e as acções movimentavam-se através dos funcionários e de empresas próprias.

    Vamos estou para ver como vão acabar os grande grupos portugueses que apadrinharam o Cavaco e que mamaram desalmadamente os fundos comunitários que entraram em Portugal.

    O resultado continua a ser um país pobre, de baixo índice de formação pessoal e profissional e que não perde um programa do Fernando Mendes e do Malato.

  4. A mim só admira que se perca tempo com alguém que “tem a ciência política de um faroleiro”.
    Ai se Belmiro de Azevedo aprendesse com “o” Valupi!?
    Este sim, tem “ciência política” para dar e vender!

    Mas eu sei que se um diz destes “o” Belmiro elogiar o PM, “o” Valupi rapidamente o promoverá a “grande cientista da política”.
    Afinal de contas, a “ciência política” mais não é do que:
    Pensar numa coisa; dizer outra e fazer o seu contrário.
    Mas disso percebe “o” Valupi, pois então!

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