11 thoughts on “João Galamba”

  1. Bom dia Valupi,

    Bolas, é incrivel como eu consigo concordar com muitas coisas que tu escreves sendo quase sempre radicalmente avesso às tuas simpatias instintivas e aos teus primeiros movimentos (que respeito no entanto).

    Eu li a primeira pagina da entrevista do Galamba e, na verdade, não fui capaz de ir mais à frente. E’ impossivel alguém (da minha geração) estar mais no oposto de tudo o que eu prezo e valorizo. Então, a parte em que ele explica : fui estudar uma coisa qualquer para não trabalhar, acabei por acreditar no que me impingiram na faculdade mas agora sei que não é bem assim, por razões que continuo sem compreender mas em que acredito porque me pagam…

    Bom, mas vamos ser claros. Ja me aconteceu concordar com algumas posições que ele assume. Acho que ele é um grande beneficiado da minha propensão para olhar mais para o que é dito do que para quem o diz…

    Vejo pelo post a seguir que ja começaste a aplicar o mesmo principio com Alegre.

    E vejo também que te custa quase tanto quanto a mim. Eu percebo e, no fundo, até concordo : o Alegre é um mau simbolo, apenas existe porque, e na medida em que, a esquerda esta desnorteada. Tens razão, estamos a confundir um simbolo com um sintoma e existe o perigo de estarmos a querer celebrar um tumor !

    OK, pensando melhor, até concordo com algumas das tuas reacções epidérmicas. Por isso venho aqui alias.

    Mas o Galamba não consigo, não consigo mesmo !

  2. Addenda : quando digo “da minha geração” quero dizer da geração de quem não era adulto durante o fascismo. Na verdade ele deve ter uns bons 5 ou 10 anos a menos do que eu (que tenho 27, como toda a gente sabe).

  3. joão, se não foste capaz de ler a entrevista, como podes discordar? E desde quando é que a moralização da biografia, para mais tão frontalmente assumida, serve a pólis?

  4. Tens toda a razão.

    Não me lembro de ter escrito que discordava da entrevista, mas e se o escrevi é obvio que estive mal.

    Ja agora, tu que conseguiste ler, o que foi mesmo que o homem disse ?

  5. OK, OK não respondas, tens mesmo razão. Para penitenciar-me vou mesmo ler as paginas restantes, para ver se mudo de opinião sobre o homem…

    Foi apenas uma reacção epidérmica. As vezes vale a pena deixar que se exprimam livremente !

  6. Dizes que ele está no oposto do que prezas e valorizas, e declaras que não passaste do começo da primeira página, não será pois grande feito concluir que não te agradou a entrevista. Toda.

    E o que ele disse está lá à tua espera. Ele fala de política, partilha a sua experiência como deputado e dá um exemplo aliciante do caminho a trilhar para despertarmos a vocação cívica no maior número dos nossos concidadãos; vocação sem a qual não crescemos como comunidade, antes definhamos e adoecemos.

  7. Sim Valupi, os nossos comentarios cruzaram-se.

    Eu estava mais a referir-me ao que me incomodou na primeira pagina (e na percepção que tenho do homem, da sua propensão para encher a boca com citações para adornar evidências que o enchem de espanto quando as lê nas capas dos livros, e assim…).

    Mas acabei por ir mesmo ler. Sou, como todos sabem, um irremediavel imbecil e portanto a minha opinião não interessa nada. So a dou aqui em baixo para vocês medirem até que ponto uma pessoa pode descer quando esta mesmo de ma fé.

    Agora uma coisa é certa, para além da homenagem à blogosfera (a que subscrevo), apenas consegui aprender três coisas com a entrevista :

    – o que é “bodyboard”
    – que as primeiras impressões e as antipatias instintivas às vezes acertam
    – que o homem afinal não é nada da mesma geração do que eu, alias duvido que ele seja da mesma geração do que quem quer que seja…

    Mais uma vez, estou errado e o que esta aqui em cima é cisma puramente doentio.

    Apenas é mais forte do que eu…

  8. Então, não achaste interessante, e meritória, a partilha da dificuldade – ou mesmo impossibilidade – em fugir do modelo retórico das intervenções parlamentares? E não és sensível à cândida exposição de um idealismo juvenil que, por se manter, é antídoto contra o cinismo?

    Quanto a ele fazer citações, trata-se do que lhe acontece: anda a ler e a pensar no que lê.

  9. João Galamba é um excelente exemplo de um Mestre em “ciência política”.
    Qual Belmiro qual quê?! Este “faroleiro” que se “limita” a ser rico…
    Sorte (?) a do PS, que está repleto de insignes figuras como esta.
    Azar a de Portugal, que tem que os aturar.
    Mas isto vai. Ó se vai!

  10. Azar de Portugal é ter de aturar bota abaixistas como o Pinto que se limitam a dizer mal de tudo e mais umas botas!
    Ó Pinto agarra-te ao vinho e continua a conduzir o táxi, mas em alturas separadas senão resulta nestes acidentes que lemos diariamente!

  11. Já eu fico muito feliz em ler o seu comentário, Nuno.
    Fico satisfeito por confirmar a sua indigência cerebral, já que se limita a copiar argumentos próprios de quem nada mais sabe dizer.
    Você até tem sorte, uma vez que não precisa de beber para fazer tristes figuras ehehehe.
    Continue assim, para não destoar dos restantes “socialistas”.

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