Quando o telefone não toca

Passos Coelho meteu o discurso da crise governativa, e do tiro ao Procurador-Geral, na gaveta e falou como se tivesse sido empossado presidente da INATEL. A sua capacidade soporífera não se desgastou com a campanha, nem se baralhou com a vitória, prometendo centenas de horas de fatal aborrecimento. Todavia, em resposta aos jornalistas, fez uma importante revelação, a de que Ferreira Leite ainda não lhe tinha telefonado a dar os parabéns.

Ferreira Leite, temos de admiti-lo, é a seriedade em pessoa. E como poderia ela dar os parabéns a quem nem sequer mereceu ser deputado? No dia em que Passos Coelho chegar aos calcanhares de António Preto e Pacheco Pereira, aí sim, receberá a chamadinha.

6 thoughts on “Quando o telefone não toca”

  1. Haja alguma esperança no último presidente da era pré-Rio. Aborrecido sim, mas se conseguir pôr o PSD novamente a funcionar como, hum, partido político, pode ser que deixe a casa suficientemente arrumada. Sem ideias, mas com alguma credibilidade política.
    É que a longo prazo, também me começo a preocupar com a sucessão de Sócrates.

  2. Caro Vega9000
    Se tudo correr bem, a sucessão de Sócrates passará por António José Seguro. Isso seria, no meu ponto de vista, uma excelente notícia.

  3. Caro Nicolae, António José Seguro será então o próximo Fernando Nogueira. Pode ter as melhores qualidades, mas falta-lhe o mais importante em líderes políticos: carisma. Há quem o tenha naturalmente, há quem o demonstre numa luta pela liderança. É raro notar-se num contexto de sucessão.

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