Persuasive Speech: The Way We, Um, Talk Sways Our Listeners
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New Solar Product Captures Up to 95 Percent of Light Energy
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Odds Are Against ESP: New Statistical Approach Doesn’t Support Claims That Extra-Sensory Perception Exists
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Hospitals Misleading Patients About Benefits of Robotic Surgery, Study Suggests
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Brain Region Necessary for Making Decisions About Economic Value Identified
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Practice, Not Loss of Sight, Improves Sense of Touch in the Blind
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Affluent, Educated Women May Be Choosing Sexual Prostitution
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Genetically Altered Virus Detects Cancers Early
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The Power of Placebo
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Can Going to Work Make You Fat?
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Poll Shows Young People More Positive Toward Immigrants and Minorities
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Not All Viewers of Arab TV Networks Develop Anti-American Feelings
Todos os artigos de Valupi
Deriva continental
Africanista de Massamá – […] Sr. Eng. José Sócrates, se hoje o Estado Social está maltratado, e o sinal mais evidente da falência do modelo que o senhor seguiu está nos 700 mil desempregados que existem em Portugal, se o senhor consegue explicar aos portugueses porque é que chegou a uma situação com o desemprego historicamente mais elevado em Portugal e com o Estado Social menos presente para apoiar as pessoas, depois de me responder a esta questão nós podemos falar da revisão constitucional que apresentei…
Europeísta de S. Bento – Eu compreendo que não queira falar do seu projecto de revisão constitucional, mas lamento muito mas vai ter que o discutir, porque as suas propostas são propostas que rompem com um consenso social na sociedade portuguesa, e na Europa, a propósito daquilo que são as funções sociais do Estado. E lamento muito, mas vai ter de as discutir. Em segundo lugar, devo dizer, Sr. Dr., que está equivocado. Desde que sou Primeiro-Ministro, as prestações sociais em percentagem do PIB passaram de 17%, em 2005, para 22%. Hoje, o Estado dá em prestações sociais, em assistência social, mais de seis mil milhões de euros do que dava em 2005 – apesar da crise. O senhor não tem outro discurso que não seja acusar-me de ser o responsável pela crise; pela crise em Portugal, não considerando aquilo que foi a crise internacional. Mas nem sempre o Sr. Dr. pensou assim. Porque o Sr. Dr., quando era administrador de empresas, não pensava assim. E, de facto, tinha uma análise séria daquilo que foi o impacto que teve no nosso país a crise internacional. […]
Perguntas complicadas
A vitória dos derrotados
Quem esperava um Passos Coelho vestido de bom escuteiro, suave e ligeiramente baralhado, enganou-se. Até ontem, o candidato do PSD tinha perdido todos os debates. A expectativa era baixa, quase inexistente. Podia, de facto, ter sido penoso. Não foi. Não só Passos resistiu, como encontrou finalmente a forma de se mostrar cortês sem parecer assustado. Educado, sem parecer permissivo. Simples, sem parecer impreparado. É verdade que Sócrates o pressionou na Saúde com os famosos co-pagamentos. É também verdade que o candidato do PS conseguiu passar grande parte do tempo a atacar as propostas do adversário, procurando assim evitar o choque com a terrível realidade do País. No entanto, Passos aguentou-se. Não só porque que se esperava pouco dele, mas porque pela primeira vez nesta sequência de debates foi o único candidato que nunca deixou Sócrates fugir às responsabilidades pela situação do País – “700 mil desempregados”, disse e repetiu ao longo do debate. Sócrates ouviu e calou-se. E perdeu.
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Ler os relatos daqueles que dizem ter Passos ganhado o debate, seja na versão taxista do Miguel Sousa Tavares ou na versão prestidigitador do João Marcelino, causa uma súbita apreensão. Não que haja algo de errado na previsibilidade com que as opiniões seguem os gostos e os humores, fenómeno antropológico inevitável, mas porque as posições estão a ser apresentadas sem qualquer argumentário aferível que as substantive. Não se trata de um acaso, óbvio, pois a leitura objectiva do confronto (recorrendo aos tempos despendidos em cada tema e ao registo de quem tomou a iniciativa para a sua discussão, entre outros factos mensuráveis e comparáveis) só permite uma conclusão: Sócrates mostrou que estava numa outra divisão de responsabilidade, Passos não foi além da vulgaridade de principiante. Assim, a celebração forçada, artificial, irracional, de uma suposta vitória de Passos faz parte da dinâmica do desespero que assombra a campanha do PSD já desde Fevereiro.
É por isso que a prosa do André Macedo acaba por ser o resumo dos resumos da claque do PSD. Diz ele que a expectativa para o desempenho de Passos não podia ser mais baixa, o que lhe garantiria uma qualquer vitória caso conseguisse aguentar até ao fim do debate sem começar a chorar. E diz mais o meu amigo André, consegue descrever fielmente o que todos vimos: Sócrates passou o debate ao ataque. Ataques sem defesa, por fuga e atrapalhação de Passos, ou avassaladores – um deles que até levou à perda da face, quando Passos acusou Sócrates de estar a mentir só para ser desmascarado como o verdadeiro mentiroso naquela mesa. O André poderia ter continuado a juntar factos ao descritivo, lembrando o raspanete que Passos levou para casa a propósito do seu anti-patriotismo e pessimismo eleitoralista. Ou o confrangedor momento em que ficou aos papéis à pala dos seus papéis que Sócrates leu, onde ficámos a saber que houve um tempo em que a crise internacional também fez parte do conjunto de neurónios na posse do africanista de Massamá. O André poderia ter contado isto e muito mais, mas tinha pressa em acabar. E acabou em grande, faça-se justiça. Porque enunciou, com precisão milimétrica, o que Passos foi fazer para o debate: repetir a expressão “700 mil desempregados”. Por causa disso, conclui ex machina o André, Passos venceu.
Estaríamos perante a vitória mais derrotista de sempre, então. Mas a qual explicará, e na perfeição, o entusiasmo suscitado em tantos derrotados.
DN ensina como se faz
Tal como aqui fiz referência, o DN está a dar cartas em matéria de técnicas de propaganda política não assumida. A subtileza, ou à-vontade, com que tenta favorecer o PSD e prejudicar o PS é tanta, ou tão pouca, que a sua descodificação está alcance de qualquer aluno do Secundário. Proponho que futuramente se façam nas escolas trabalhos de grupo acerca deste trabalhinho do grupo.
Maneiras que foi assim
A árvore e a floresta
A perseguição a Sócrates, o desejo infrene de ver a sua cabeça exibida numa travessa aos convivas do banquete oligárquico, tem sido o principal – para muitos, exclusivo – alento da elite nacional que já leva 6 anos de achincalhamento. Nessa afã, contam com a aliança do racismo ideológico do PCP e BE, para quem os únicos socialistas bons são os socialistas derrotados.
Se, até 2005, alguém dissesse que um dia apareceria um primeiro-ministro reformista a conseguir congregar, por igual, o ódio da CGTP e do Belmiro, dos professores e do Soares dos Santos, de jornalistas e de magistrados, receberia gargalhadas de desprezo e seria tratado como um maluquinho. Em Portugal esse primeiro-ministro imaginado teria um fim inevitável, fulminante, esmagado sem piedade pelos poderes fácticos e adjectivos. O absurdo de pensar que um português qualquer ousaria enfrentar a nossa colectiva e secular fatalidade não passava de um topos de publicistas especializados em descrever as misérias que lhes inspiram o verbo. O medo de existir, a não inscrição do que se repetia clandestinamente ou que a própria subjectividade reprimia, atingiu o cúmulo com a fuga de Barroso e o circo de Santana. A maioria dada ao PS foi um pedido de socorro sem destino conhecido.
Um dia se farão estas contas com fôlego e detalhe. Estar dentro da floresta não deixa ver certos tipos únicos de árvore.
Escrita Política
Prognósticos para o derby da campanha
Que gostarias de ver no debate Sócrates-Passos?
Eu gostava que Passos Coelho convencesse os telespectadores de ser ele, com os seus atributos inatos e a superioridade intelectual e moral da sua equipa, quem nos vai fazer recuperar estes 6 anos perdidos, 6 anos negros, os 6 anos da bancarrota, e levar-nos de novo para os índices de desenvolvimento, saúde das contas públicas, futuro da segurança social, média de escolaridade dos adultos, percentagem de pobreza, investimento em ciência e tecnologia, grau de burocracia estatal, qualidade do parque escolar e valores do desemprego que Portugal registava quando Jorge Sampaio deu aquela golpada palaciana que impediu Santana de continuar a aprofundar, e expandir, o já magnífico legado de Durão Barroso, Ferreira Leite e Portas.
Do que se tem visto até agora, Passos não terá dificuldade em atingir este objectivo.
Excepcionalmente vulgares
Quando olhamos para Portas e Louçã, vemos dois políticos excepcionais, excepcionalmente hábeis na retórica e na oratória. Nos seus partidos respectivos, não têm rivais nem delfins. Ao ponto de não se conceber o que possam valer esses partidos quando mudarem as lideranças. E, cada um à sua maneira, homens e partidos, têm sido más influências nas evoluções e convulsões da democracia portuguesa dos últimos 20 anos.
No debate desta noite, tivemos dois dos responsáveis pelo derrube do Governo, e pela consequente necessidade do pedido de empréstimo nas piores condições possíveis, a lavarem as mãos das suas responsabilidades. Pelo contrário, servem-se da situação criada para atacarem Sócrates e se atacarem entre si.
Claro que tudo isto é política, política convencional. Eles seguem regras, crêem conhecer os desejos da audiência, procuram exceder-se nessa lógica previsível. O que significa que não basta ser excepcional para fugir da vulgaridade. No caso destes dois, a sua força é a nossa fraqueza.
Aqui entre nós
Isto da democracia não nos dá bons exemplos, avisa a SEDES
O País sofre diariamente os maus exemplos que chegam de cima e nenhuma sociedade pode resistir por muito tempo ao impacto negativo dos comportamentos desviantes da ética da verdade e da responsabilidade. A pedagogia do bom governo não é apenas um factor de credibilidade das instituições democráticas, mas uma bitola permanente para o comportamento dos cidadãos. O exemplo é sempre um factor superior do funcionamento das sociedades democráticas mais avançadas e não pode ser menosprezado.
Panfleto anti-socrático da SEDES
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A SEDES entrou na campanha para ajudar o PSD e apresenta a mixórdia de clichés catastrofistas que os seus autores vêm repetindo desde 2008. Se a narrativa não surpreende, o discurso tem interesse pelo que revela do estado decadente a que chegou a direita portuguesa. Obviamente, a SEDES não pode – em público – convocar Hitler para atacar Sócrates, mas já pode trazer a Primeira República para falar do risco de uma tirania. E de quem será a culpa por essa terrível e iminente ameaça? De Sócrates e do PS, olha o raio da pergunta, os tais que diariamente – e não será hora a hora? – dão maus exemplos ao povo. Exemplos desviantes da ética da verdade e da responsabilidade, especificam os signatários do alto do seu facciosismo ressabiado.
Tal é a sua aversão ao presente que até a data tem um ano de atraso:

Bibó Porto! Bibó Braga!!
Para além da época perfeita, e de duas décadas e meia de domínio desportivo, o Porto é também – ou por isso mesmo – um clube que dá lições ao Benfica e Sporting quanto à política de transferências e gestão das equipas técnicas. Incrivelmente, parece que em Lisboa nada se consegue aprender, a sucessão de incompetentes e erros é inacreditável tanto na Luz como em Alvalade. Mas em Braga está a nascer uma outra escola de excelente gestão, a qual acaba de ter uma época que só não foi perfeita por causa da lotaria do último jogo com o Sporting e a perda do 3º lugar. Quanto ao resto, o que conseguiram fazer com o orçamento inicial, não há conquista de taça europeia que se compare em razões para estarem orgulhosos.
A contratação de Domingos para o Sporting representa a consagração deste duplo triunfo futebolístico do Norte.
Novo hino de campanha do PSD
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Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Wake up Angelita, your mama just turned off the light
Manolo is already waiting by the old water-pipe
Her shoes in one hand she carefully walks down the stairs
Holding her breath ‘cause there’s danger and love in the air.
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Your papa will beat him if he ever finds out
Begging the Virgin won’t help when you’ll hear Manolito shout,
He’s already standing under the starlit sky
You run to his arms and you laugh and you cry as he holds you tight
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
He says he’ll be leaving you soon still you beg him to stay
But he wants to make it somewhere in the U.S.A.
And though he’ll be far he promises he’ll write every day
When time will be right he’ll come back and he’ll take you away
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Your papa don’t like him, he says he’s no good
He steals and he fights and he never bahaves, like a young man should
Angelita she knows, he’s not bad inside
She takes the medal, she wears on a chain, and presses it into his palm
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Ai, ai, ai, ai, ai, ai Puerto Rico
Força, Sporting!
Da panaceia ao pandemónio
O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) é um partido político que visa transformar a mentalidade e a sociedade portuguesas e contribuir para a transformação do mundo de acordo com valores éticos e ecológicos fundamentais. Estes valores são ainda mais imperativos no século XXI, quando o desenvolvimento tecnológico da humanidade permite um impacte sem precedentes na ecosfera planetária que compromete as gerações futuras e a sobrevivência das várias espécies, incluindo a humana, conforme é cientificamente reconhecido. Pela sua maior capacidade de intervenção sobre a natureza, o meio ambiente e os seres sencientes, bem como pela sua possibilidade de livre arbítrio, memória e previsão, a humanidade é eticamente responsável pela harmonia ecológica e pelo bem-estar dos seres vivos. Assumindo que todos os seres sencientes, humanos e não-humanos, são interdependentes no seio de um mesmo ecossistema e têm como principais interesses em comum satisfazerem as suas necessidades vitais, não sofrerem e experimentarem sensações e sentimentos de prazer, segurança, bem-estar e felicidade, o PAN pretende criar as condições jurídicas e políticas, na sociedade humana, para que esses direitos lhes sejam reconhecidos e tal aconteça o mais ampla e rapidamente possível.
Introdução do Programa Eleitoral do PAN
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O PAN vai ter milhares de votos, a maioria deles de senhoras que alimentam gatos ou pombos na rua e de senhores que resolveram marrar contra as touradas. A estes juntar-se-ão votos dos que consideram serem os políticos uns animais a merecer muito menos respeito do que as alimárias elas próprias. Há aqui potencial para elegerem um deputado, ou mesmo uma ranchada deles. Veja-se só o que prometem, onde nem falta um aceno aos professores e a mais reles demagogia para os pensionistas: Principais Propostas.
Claro que estamos a lidar com um grupo de lunáticos, mas aí está, e precisamente, o poder hipnótico para quem tem uma visão incipiente, confusa ou traumatizada da política. Basta ler o primeiro parágrafo da introdução ao seu programa, acima, para mergulharmos num registo delirante. Segundo o PAN, os seres sencientes (que sentem; isto é, que possuem sentidos) devem ter condições jurídicas e políticas (??) para experimentarem sensações e sentimentos de prazer, segurança, bem-estar e felicidade, e isto sob a forma de direitos. Ora, não sei quantos são agora, mas da última vez que contei os seres sencientes não-humanos, numa épica madrugada de Ano Novo em 1997, fiquei com a vaga ideia de que eram para cima de mais que muitos, onde se incluíam o cão, o cavalo, a girafa, o lince da Malcata, a boga, o porco-preto, a varejeira e o Fernando Nobre, entre outros seres sencientes não-humanos cujo nome infelizmente já esqueci porque não tive tempo para anotar. Mas o ponto que pretendo frisar é o seguinte: esta proposta do PAN de que o Parlamento deve legislar no sentido de instituir o direito ao bem-estar e felicidade da boga será, talvez, arrojada demais para a próxima legislatura. Seria preferível começar com um ciclo de palestras e ir aos poucos habituando a população à ideia de ser necessário desviar os nossos recursos para os legítimos direitos da boga ou, porque não e para dar outro exemplo igualmente legítimo, da pulga.
Eis o meu contributo para a causa e dou os parabéns a qualquer um que vá votar só porque este partido concorre. Em democracia, a panaceia é o voto – mesmo quando pode provocar um pandemónio.
Louçã-Passos
Este foi o melhor debate até agora, exclusivo mérito de Louçã que se apresentou com uma novidade absoluta, uma estreia mundial: a sua defesa do PS. Tudo se passou à volta do programa Novas Oportunidades, onde o vimos a desfazer a demagogia desmiolada de Passos e a partilhar testemunhos de pessoas que ele conhece e que muito aproveitaram com a possibilidade de aumentarem a sua escolaridade e formação. O sóbrio entusiasmo com que falava não deixou dúvidas, Louçã estava a enaltecer a necessidade, relevância e bondade de uma das mais importantes bandeiras políticas do PS. E daqui partimos para a seguinte reflexão: caso o BE tivesse seguido este realismo, em vez de diabolizar o PS numa estratégia megalómana e sectária, onde poderíamos hoje estar? Como seria Portugal se BE e PCP aceitassem compromissos com o PS e viabilizassem um amplo e versátil Governo de centro-esquerda?
Passos também esteve bem. Regista-se a sua cada vez mais apurada técnica para imitar Sócrates no modo discursivo, assim simulando uma autoridade que não tem nem vai ter. Como é um líder muito fraco, a máscara de chefe sai-lhe artificial, nada nele convence. Mas tem feito progressos na pose, estando no seu limite de capacidade expressiva. Continua é com o tal problema chato, o ter de dizer coisas. Aí, a sua fragilidade é aflitiva. De tal forma que um seu adversário de debate o poderia levar ao tapete apenas fazendo-lhe perguntas e ficando calado a assistir às respostas.
Palpites
Não sou analista de sondagens. Não vou deter-me nessa matéria.
Passos, a 10 de Maio, ao ser confrontado por Judite de Sousa com os valores do PSD nas últimas sondagens
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A ideia de que um político não sabe interpretar sondagens, mesmo que fosse candidato a presidente da Junta, é equivalente à de um médico declarar-se incapaz de entender as análises e radiografias que os pacientes lhe levam, reenviando-os para os técnicos que produziram tais registos. Porém, tratando-se do Passos Coelho que preside ao PSD, é altamente provável que nos esteja a dizer a verdade: sondagens é coisa para analistas, ele prefere ocupar o seu tempo a falar do que conhece por experiência própria, directamente, não liga a estas confusões estatísticas feitas sabe-se lá como e com quem.
Para encontrar uma hipocrisia de calibre tão boçal como esta temos de recorrer a esse paradigmático momento em que Passos invocou o seu indescritível currículo de gestor para largar postas de pescada acerca da avaliação de professores:
Eu fui gestor de empresas, vários anos, apliquei sistemas de avaliação de desempenho, e posso-lhe garantir que nem numa mesma empresa o sistema de avaliação de desempenho é igual para todas as unidades de negócio.
A perspectiva de ter o País entregue nas mãos deste reputado avaliador de desempenhos que nada percebe de sondagens é capaz de não ser a melhor opção.
Os portugueses são suficientemente inteligentes
Já começou a estudar o regimento da Assembleia?
Já. Quem conseguiu estudar todos os tratados de Medicina, de Cirurgia Geral e de Urologia, pode perfeitamente estudar o regimento. Nesta fase tenho muitas coisas para estudar, como por exemplo o programa do partido, e tudo o que vai acontecendo no dia-a-dia do nosso país.
Quanto a outras reacções, houve uma que foi um ataque concertado, político, e partidário, no sentido de me atingir pessoalmente, na minha ética, na minha integridade enquanto ser humano e não só a mim a título pessoal, à minha família e à instituição que fundei há 27 anos e que foi sempre louvada.
Que partido lançou esse ataque?
Não vale a pena dizer o partido. Os portugueses são suficientemente inteligentes.
Está a falar do PS?
Assim o disse. Como se diz na gíria da criminologia, pensa-se logo em quem aproveitou o acto. Esse acto foi desencadeado para me desacreditar e para atingir este partido. Foi um ataque concertado, disso não tenho dúvidas.
É possível tornar o cargo de presidente da Assembleia da República mais interventivo?
No respeito pela lei, pode ter uma intervenção cívica mais actuante. Eu faria uma intervenção lata no quadro real dos meus poderes e da minha representação. Se for eleito, vou fazer tudo para que a AR seja a casa da democracia e da cidadania. Faria questão de pugnar por uma legislação muito mais transparente e eficaz, por uma transparência do portal da AR, e para que cidadãos independentes credíveis pudessem ser chamados amiúde ao Parlamento, de acordo com a conferência de líderes.
A enxada e o tractor
Jerónimo explicou o plano do PCP para aumentar a produtividade, a riqueza e os salários recorrendo ao seguinte exemplo: um trabalhador precisará de um dia inteiro para cavar um terreno, mas com um tractor o trabalho fica feito num instantinho. Clara de Sousa, benemérita, tentou ajudá-lo dizendo que se estava perante uma metáfora, só para ser admoestada em protesto. Metáfora coisa nenhuma, indignou-se Jerónimo, aquilo era o que havia de mais concreto para dizer ao povo.
O debate trouxe uma novidade do foro científico: revelou que os dinossauros falavam e que se extinguiram afogados no Alqueva.
