Arquivo da Categoria: Valupi

Pastéis de Belém

«Quanto ao facto de os partidos da oposição não reconhecerem os resultados eleitorais e de o líder do maior partido da oposição (UNITA), faltar à investidura, entende que o importante é que haja maturidade, "independentemente do debate sobre a legitimidade", e que isso não afete o funcionamento das instituições.

"Nós tivemos um debate sobre legitimidade em Portugal em 2015/2016 quando eu assumi funções, discutia-se sobre a legitimidade das forças que iam exercer governo, uns diziam que deviam ser uns, outros que deviam ser outros, de acordo com a leitura diversa das eleições", lembrou a propósito da "geringonça" formada após as eleições legislativas de 2015.»


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Após ter papado o 10 de Junho, fortíssimo candidato ao Prémio Pessoa

«“Oh, não, lá vem ele outra vez”, suspiram os leitores mais enfadados sempre que recordo as ligações dos actuais membros do governo, ou do presidente da Assembleia da República, ou de vários eurodeputados, aos tristíssimos tempos em que José Sócrates envenenava o país.

Tenho uma profunda falta de respeito intelectual e político por todos aqueles que andaram de braço dado com José Sócrates durante anos a fio e nunca conseguiram perceber quem ele era. Ou eram corruptos, ou eram burros, ou eram cegos, e mesmo que escolhamos a mais bondosa das opções – a cegueira –, ela só se pode explicar por tribalismo, partidarite, espírito de claque e cultura apparatchik. Será com este tipo de gente que se vai salvar o SNS em Portugal?»

Caluniador profissional pago pelo Público

Revolution through evolution

Do masculine leadership titles undermine women’s leadership?
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Frequency of premenstrual anxiety, mood swings a public health issue, study finds
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Study calls for change in guidance about eating fish during pregnancy
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Walk this number of steps each day to cut your risk of dementia
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Study shows that a one-hour walk in nature reduces stress-related brain activity
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WVU study finds control, fear and shame tactics don’t work for effective messaging
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The Way You Talk to Your Child About Math Matters
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O PCP foi para um lugar donde não há regresso

«"A escalada da guerra na Ucrânia e a espiral de sanções impostas pelos Estados Unidos da América, a União Europeia e a NATO, com a cumplicidade do Governo português, são indissociáveis da desenfreada especulação e aumento dos preços da energia, dos alimentos e de outros bens de primeira necessidade, do ataque às condições de vida dos povos, arrastando o mundo para uma ainda mais grave situação económica e social", sustentou o dirigente comunista perante os participantes da Festa do Avante!.

Na ótica do secretário-geral do PCP, "a realidade está a demonstrar quem tudo faz para que a guerra não termine" e também "quem tudo faz para acumular lucros colossais com a sua continuação", referindo-se à indústria do armamento e às multinacionais do setor da energia.

Seis meses depois do início da invasão russa à Ucrânia, Jerónimo de Sousa fez questão de deixar, mais uma vez, vincada a posição do partido, antes de passar para o tema seguinte: "Razão tem o PCP ao estar desde a primeira hora do lado da paz e contra a guerra, razão tem o PCP ao defender uma solução política para o conflito".»


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Marcelo defende Sócrates, será esta a Sétima Trombeta?

«O chefe de Estado recordou que, durante a governação socialista de José Sócrates, muitos países europeus disseram que "era preciso gastar" e, depois, questionaram: "mas como é que foram gastar tanto". "Se me perguntam se gostaria que fosse mais ambicioso, gostaria, mas daqui a uns meses isso vai ser escrutinado intensamente. Sabe a pouco, mas fazer tudo o que os portugueses precisariam teria custos muito elevados em termos de equilíbrio financeiro português se esta guerra se prolongasse", disse.»


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«Marcelo recordou inclusive os tempos de José Sócrates para, no fundo, dizer que o PS aprendeu. Lembrou como, perante os riscos de uma recessão, a chanceler alemã disse que era preciso pôr dinheiro na economia e o Governo português aumentou o investimento público e, passados meses, tinha a Europa a dizer que afinal tinha gastado demasiado dinheiro. Agora, ressalvou o PR, o Governo não teve pressa em ser dos primeiros a tomar medidas e foi cauteloso.

“O Governo teve a preocupação de não dar argumentos a esse tipo de ataques”, justificou Marcelo, sem deixar de manter a porta entreaberta para uma eventual revisão de estratégia, caso a situação se mantenha ou venha a agravar-se no futuro.»


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Revolution trough evolution

Female Managers Pay Fairer
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Stronger religious beliefs linked to higher levels of sexual satisfaction, study shows
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When immersed in sexual harassment, workers can’t identify it
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Gender-diverse teams produce more novel, higher-impact scientific discoveries, study shows
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Sharing on social media makes us overconfident in our knowledge
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Increase Positivity in Life by Building Up your Self-esteem
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Humble leaders can help make groups more effective
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Dominguice

Não era da minha família. Não tínhamos intimidade de amigos. Nem sequer nos tratávamos por tu. Mas ele era um dos meus seres humanos favoritos. Através do seu trabalho espalhava prazer e alegria para centenas ou milhares de pessoas. Partilhávamos o mesmo nome próprio e tínhamos quase a mesma idade. Na penúltima vez que nos vimos explicou-me com imprevisto conhecimento histórico a toponímia da rua onde falávamos. Na última, reparei que estava subitamente muito magro. Em semanas, uma doença fulminante matou-o.

O universo é essencialmente absurdo. E tão canalha.

Corrigindo Fernanda Câncio

É muito raro ter uma oportunidade para corrigir Fernanda Câncio, pelo que se deve aproveitar a preciosa ocasião. Aqui:

«Por esta altura já conhecemos bem a técnica habitual deste político, que depois de tentar a sorte no PSD decidiu, ao dar-se conta do êxito que o discurso de ódio teve no Brexit, com Donald Trump, com o Vox e Bolsonaro, copiar a fórmula e criar um partido como projeto de poder pessoal.»

Para termos uma ideia

O político em causa é Ventura, a propósito de mais um dos seus apelos à violência política e ao crime. E o erro no texto consiste na expressão “tentar a sorte no PSD“. Porque se passou exactamente ao contrário: foi Passos Coelho que “tentou a sorte” ao escolher um artista de programas de futebol para ser cabeça de cartaz em Loures e – porque era Loures – ali ensaiar com a chancela do PSD um discurso tangivelmente securitário, xenófobo e racista. Sem essa escolha de Passos o Chega nunca teria nascido.

De tal maneira este argumento é válido que então o próprio CDS não aguentou a colagem a quem tinha escolhido uma minoria étnica como arma de arremesso eleitoral. De tal maneira este argumento é válido que depois de o CDS ter rompido a coligação autárquica com o PSD se viu Passos Coelho subir ao palco para aparecer na fotografia ao lado de Ventura. Estávamos em 2017, Passos tinha perdido o poder em 2015 e entregava-se a uma radicalização considerada impossível vir a acontecer no PSD. Mas aconteceu.

Ventura sai do PSD apenas porque Passos largou a presidência e Rio não lhe iria permitir o que os passistas lhe garantiam e alimentavam. Criou o Chega sob a égide do seu patrono, aquele que lhe deu uma carreira política fulgurante. E de lá para cá faz parte dos que sonham com o regresso do Pedro para voltar a expulsar os piegas, estroinas e madraços para fora da sua zona de conforto. Metendo alguns na prisão, como já ameaçou várias vezes.

É tudo na reinação, certo? Eis como trata a CNN (ahahahahahahah) a sugestão de assassinar António Costa: André Ventura admite ser difícil tirar o PS do poder e faz “piada” com António Costa. Uma piada de bom gosto, pois, para todos os que contam com este ignóbil aprendiz de feiticeiro para conquistarem o poder executivo.

Daniel Oliveira, autor de fotonovelas

«A demissão de Temido, num sistema que demonstra brutais insuficiências, acontece num caso em que ele até não falhou. Dela, não se pode dizer que servia outros interesses. O seu pecado foi não ter aproveitado a força política que ganhou na pandemia para exigir apoio para uma reforma urgente. A começar pelas carreiras médicas e de outros profissionais de saúde. Deixou-se inebriar pelo galanteio de Costa, que a levou ao palco do congresso do PS, promovendo-a a candidata a líder. Não exigiu, depois da pressão da pandemia, apoios absolutamente excecionais. Há de o ter percebido quando Medina, depois secundado por Costa, disse que o problema não era falta de dinheiro. Foi um cordeiro sacrificial. Temo que venham os interesses de sempre. Só esses compram a paz junto dos lóbis privado e corporativo mais fortes neste país. É isso que Costa quer: poucas ondas. Se não se fizer aeroporto, se as carreiras médicas tiverem de esperar, paciência. Estes quatro anos são para preparar outros voos. Os seus.
O resto vai-se gerindo. Sem lealdades. E até se perceber que os problemas nos ministérios são responsabilidade sua, assim serão as coisas. Quando fica insuportável, manda-se ministro borda fora.»

Usada e abandonada, mais uma vítima da ambição de Costa

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30 de Janeiro de 2022 foi um dos dias mais amargos na doce vida do Daniel Oliveira. Depois de ao longo da legislatura se ter entregado a um intenso, feroz, sórdido assassinato de carácter a António Costa, depois de ter garantido com soberba ao longo da campanha eleitoral ser impossível que o PS tivesse maioria absoluta, chegava às vinte horas desse domingo e via desenhar-se no horizonte o pesadelo: o triunfo absoluto do seu obsessivo ódio político e mediático.

Foi com ferros que conseguiu tirar as palavras nessa noite. A perplexidade do resultado esmagava-o e ele só queria fugir do palco. Como tinha sido possível? Tantos a repetirem o mesmo, da direita decadente à esquerda pura e verdadeira, que Costa era o pior que nos podia acontecer, que não passava de um reles manipulador dos pobres serventuários que o cercam, que já estava de malas feitas para Bruxelas e para as prebendas e sinecuras milionárias, e vem o povo e decide não só que queria mais 4 anos de Costa como agora em versão limpa das irresponsabilidades e traições do PCP e do BE.

O que especialmente lhe doía era o choque da realidade. Afinal, o que tinha acontecido às horas e horas e horas de raiva televisiva? Para onde tinha ido a bílis com que encharcou os seus textos? Seria possível que o império de Balsemão, onde ganha o pão a disparar para o mesmo alvo do militante nº 1 do PSD, não conseguisse fazer a cabeça ao Zé votante?… Desgraça.

Oito meses depois, Daniel Oliveira recuperou a forma e a fórmula. Costa é o pai de todos os males, um ambicioso que não descansa enquanto não se passear nos corredores alcatifados da alta finança a encher os bolsos. Os ministros de que se rodeia são todos vítimas do seu pérfido carácter. O valente Pedro Nuno Santos, que um dia se irá vingar do Costismo e fazer um Governo a mielas com a Catarina, é chamado para pastas altamente relevantes e complexas só para ser queimado, explicou à exaustão desde 2019. Os outros são uns títeres do novo diabo socialista. Ou uns ingénuos, como essa tonta da Marta Temido; a qual, na sua condição de volúvel fêmea, “deixou-se inebriar pelo galanteio de Costa“. Coitadinha, má sorte não ter os túbaros do bravo Pedro.

A psicologia de carroceiro que aplica nas suas análises, tal é a sanha que o consome, faz desta estrela do comentariado um promissor autor de fotonovelas. Talvez esteja na altura de ele propor ao patrão Balsemão que se volte a esse formato editorial. Afinal, quem lançou o estrondoso fenómeno de audiências chamado OPTO, o qual pagou bom dinheiro por uma série giríssima sobre os podres do Engenheiro, também pode gastar mais uns milhares a oferecer ao Daniel Oliveira o gostinho de poder ilustrar a sua campanha antiCosta com fotografias à maneira e diálogos castiços.

Lapidar

A justiça faz-se a partir de procedimentos e meios de prova legalmente permitidos. A perceção não é uma coisa nem outra.
Que juizes contribuam para percecionar a corrupção na justiça com base num achismo corriqueiro, não pode deixar de preocupar. No mínimo, o que se lhes exigiria é que dessem voz aos factos que justificariam a publicitação de tal perceção.


Perceção e justiça

Estado da direita: 18 anos seguidos de politização da Justiça e judicialização da política

«O PSD considera que a passagem da relação com a Europol e a Interpol da Polícia Judiciária para a alçada do secretário-geral de Sistema de Segurança Interna é "extremamente grave" e "põe em causa o Estado de direito". Depois de André Ventura, líder do Chega, ter dito no comício de rentrée, que António Costa quer "controlar a Justiça" e "calar os procuradores", depois de a Iniciativa Liberal considerar que a proposta de lei "coloca claramente em causa a separação entre o poder político e o poder judicial”, o vice-presidente do PSD Paulo Rangel reagiu dizendo que não só fica prejudicada a "independência" e a "autonomia" das investigações judiciais, como uma decisão destas prejudica a própria cooperação internacional da Judiciária.»


PSD acusa António Costa de querer politizar a investigação criminal: “Está em causa o Estado de direito”