Arquivo da Categoria: Valupi

Revolution through evolution

People with similar faces likely have similar DNA
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Many types of leisure time activities may lower risk of death for older adults
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Physical activity may have a stronger role than genes in longevity
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Sleepless and selfish: Lack of sleep makes us less generous
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Dogs cry more when reunited with their owners
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News addiction linked to not only poor mental wellbeing but physical health too, new study shows
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Random acts of kindness make a bigger splash than expected
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Dominguice

O adepto não percebe patavina de futebol. Se o clube ganha, ele acha bem. Se o clube perde, ele acha mal. Para cada situação, mil explicações. O adepto considera-se especialista na ciência de ver os outros jogar à bola. Ele não seria capaz de fazer o que vê ser feito, nem sequer de concluir um treino, mas tal impotência só aumenta a fúria com que julga os jogadores por não lhe terem oferecido o que ele adepto considera ser o melhor para os seus interesses. Tal alucinação, nos dias de sorte, transporta-o para o êxtase narcísico quando os seus outros ganham aos outros dos outros. E tudo de novo, sempre, a cada jogo.

O adepto é feliz.

Avariados do clima

Record-breaking heat wave in Europe will be the norm by 2035, analysis shows

13 anos. Até lá, que se pode fazer? Ninguém sabe, pelo que se continuará a fazer o mesmo que se tem feito: pouco. Mas mesmo que se fizesse o que está acordado, como o artigo refere e foi há muito estabelecido na comunidade científica, continuariam a dar-se alterações climáticas com os mesmos cenários previstos de aquecimento global. Certos processos são irreversíveis, como o aumento da temperatura das águas oceânicas.

Ainda mais preocupante é a constatação de não existirem modelos computacionais que acompanhem o aumento das temperaturas já registadas em sequência, a que se soma esta gracinha catastrófica: o Ártico parece estar por um fio, à beira de uma transformação que trará alterações climáticas radicais a nível planetário. O que tal poderá fazer à produção agrícola e ciclos da água potável é completamente imprevisível.

Donde, temos um futuro próximo onde o clima irá oferecer ao Planeta aquele que será o maior desafio político alguma vez posto à consideração desta civilização de macacos verbosos.

De facto, é o partido da batatada

«Um desentendimento que culminou numa agressão de Bruno Nunes a Gabriel Mithá Ribeiro, numa reunião do grupo parlamentar, antes de um Plenário na Assembleia, terá sido o que precipitou a saída do vice-presidente do Chega da posição de vice-presidente.

Ao DN chegaram relatos do episódio, que terá sido testemunhado por vários elementos do gabinete parlamentar daquele partido, mas André Ventura "não tomou posição nem defendeu o seu vice-presidente" e coordenador do gabinete de estudos. Pelo que Mithá Ribeiro considerou que não poderia manter-se no lugar.»


Agressão estará na origem da demissão de Gabriel Mithá Ribeiro

Que pena a demagogia asinina não pagar imposto

«O presidente do PSD, Luís Montenegro, exigiu esta quarta-feira que a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, pedisse desculpas aos portugueses por ter dito que, face à "severidade meteorológica", a área ardida este ano deveria ser 30% superior.

"Exigimos um pedido de desculpas aos portugueses, às famílias que estão hoje a sofrer este flagelo e também a muitos milhares de pessoas que estão no terreno a combater os incêndios florestais", afirmou o líder social-democrata, referindo que as declarações da governante exemplificam "o estado em que está o Governo".

"O Governo está em roda livre. Os membros do Governo estão a dizer coisas que são absolutamente inauditas e que nós entendemos com grande perplexidade e estupefação", acrescentou, em declarações aos jornalistas.»


PSD exige que Patrícia Gaspar peça desculpa aos portugueses

Revolution through evolution

Multiple shots of the BCG vaccine protect type 1 diabetics from COVID-19, study finds
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Who’s looking out for aging doctors susceptible to cognitive decline?
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Testosterone promotes ‘cuddling,’ not just aggression, animal study finds
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We all know exercise is important, but is it better to do a little every day, or a lot a few times a week?
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E-scooter riders nearly always drunk when they crash at night, study finds
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Is it still worth attending a university?
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New study maps the influence of organized crime and the wealthy over Russian foreign policy
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Dominguice

Por que razão nos agarramos à irracionalidade? Todos o fazemos, embora uns muito mais do que os outros, e outros muito menos do que os demais. Quando se investiga o assunto vão-se recolhendo dados contraintuitivos: aqueles que mostram tendência para crenças irracionais respondem a tentativas para os educar tornando-se ainda mais irracionais. Reagem ao conhecimento científico e aos factos como se fossem uma ameaça à sua identidade. Porquê? Talvez por ser emocionalmente negativo aceitar que, afinal, se ignora um dado assunto, e que esse assunto parece tão inacessível que tentar entendê-lo iria expor as fragilidades e incompetências cognitivas próprias (não se garantindo sucesso no moroso processo de aprender). Então, por automatismo pulsional e lei do menor esforço, barricam-se no que conseguem dominar e exibir, a sua densa e infecta ignorância.

É preciso ter paciência e compaixão com os broncos mas igualmente urge ter tolerância zero perante a sua irracionalidade – e essa prática deve começar na lide da nossa própria bronquite crónica. O bronco em nós não dorme e até sonha.

Perguntas simples

Se já se fizeram missas e procissões a pedir chuva ao criador do Universo, por que raio nunca se fizeram procissões, ou que fosse meia missa, para pedir à mesma entidade a suprema (urgentíssima) graça de acabar com os abusos sexuais de crianças, jovens e adultos por sacerdotes católicos e demais pessoal com responsabilidades religiosas?

Putin bem

«"A aventura norte-americana em Taiwan não se trata apenas de uma viagem de um político irresponsável, faz parte de uma estratégia intencional consciente que visa desestabilizar e tornar caótica a situação naquela região e no mundo", afirmou.

É uma "demonstração descarada da sua falta de respeito pela soberania de outros países e das suas obrigações internacionais", continuou Putin, referindo que houve uma "provocação cuidadosamente preparada" por parte dos norte-americanos.»


Fonte
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Putin, o exemplar pacifista respeitador da soberania de outros países, muito bem contra aquela mulherzita perigosíssima que anda de avião e poisa aqui e ali. Isso deve ser denunciado por quem tem autoridade moral para o fazer, como o magnífico Putin. E, se calhar, a sua presença em certos aeroportos até justifica que se invada Taiwan e se matem uns milhares, ou milhões, de pessoas que lá vivem, de caminho destruindo aquilo tudo. Para quê? Para estabilizar a região e acabar com o caos que a tal mulher provoca com as suas aterragens no estrangeiro, claro.

Não, pá, esquece os botões

«O livro de Chamayou encerra com um capítulo que avança com uma hipótese sinistra: a de que os drones passarão a ser telecomandados nos laboratórios de investigação militar por robots. Esta “robótica letal autónoma” não é ficção científica, é o resultado de todo o conhecimento e energia despendidos para que “já não exista o sujeito”, como previu Adorno. Os drones accionados e telecomandados por robots não requerem a presença do humano em nenhum momento da operação, nem acima dela. São as máquinas que tomam a decisão de matar, já não há ninguém a carregar no botão.»

Crimes de guerra

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Santa ingenuidade, ou epistemológica cegueira, de um dos nossos melhores cronistas. Alguém que lhe explique o que é um algoritmo. E que os algoritmos têm autor, dependem de uma ou vária autoridade e limitam-se na sua autonomia.

O semáforo, o motor do avião, a chama no bico do gás, “não requerem a presença do humano em nenhum momento da operação” – desde que os ponham a funcionar. Mas expressam a natureza humana em todos os instantes do seu funcionamento.

Antropomorfizar as máquinas é útil para escrever ficção científica batida ou despachar serviço num jornal, não contribui é para a inteligência das coisas.

Revolution through evolution

Moms’ problems linked to adolescent attachment issues
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Aging neutralizes sex differences in the brain: Animal study
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How measuring blood pressure in both arms can help reduce cardiovascular risk and hypertension
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Which Leisure Activities Are Linked to Lower Risk of Dementia?
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Safe havens for cooperation
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Strategy, Psychology Behind Effective Negotiating
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Size matters for men using a dog to win a woman’s heart – here’s why
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Dominguice

Quando falamos sabemos o que estamos a dizer mas não sabemos porque o estamos a dizer. Só conseguimos testemunhar que algo foi dito por nós, sem que o tivéssemos previsto ou aprovado. Falar é sempre um exercício de improviso, o resultado de a nossa identidade ser uma manta de retalhos sensoriais, um caleidoscópio neuronal.

Não somos apenas, nem fundamentalmente, faladores. Somos falados pelo inefável.