Arquivo da Categoria: Valupi
Revolution through evolution
Yes, men run faster than women, but over shorter distances – not by much
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Can I Get the Flu From Touching Surfaces? Rutgers Researcher Says No.
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Being lonely and unhappy accelerates aging more than smoking
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Coffee drinking is associated with increased longevity
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Telling fellow students they are wrong can help everyone in the group learn
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Dogs can smell when humans are stressed, study suggests
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The expansion of capitalism led to a deterioration in human welfare
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Dominguice
É natural que Deus não se queira pronunciar sobre os casos de abusos sexuais por iniciativa dos seus homens de mão (desconheço se há religiosas suspeitas). E a razão é esta: o silêncio de Deus é necessário ao pleno usufruto da liberdade para este tipo de criatura originalmente pecadora que somos. Que valor teria a nossa adoração se Deus aparecesse a cada um numa sarça ardente, num pinheiro chamuscado ou num bico de gás de botija, e desatasse a dizer-nos coisas, quiçá divinos impropérios? Pouco ou nenhum, está bem de ver. É útil fazer-se uma vez a um fulano já barbudo mas se fosse para fazer a oito mil milhões de papalvos (embora possível, não se discute) seria jogo falseado.
Não, deixemos Deus descansado no seu abismal silêncio. E soltemos esta curiosidade: os católicos que vão à missa, pelo menos estes, estão calados porque ninguém lhes pergunta nada ou por nada terem para dizer?
Gente feliz
Na véspera de 24 de Fevereiro, Putin foi para a cama sabendo que estava a horas de mandar matar muitos ucranianos, milhares, coisa que parece deixá-lo indiferente senão mesmo satisfeito. Mas ele igualmente sabia que muitos russos poderiam morrer, embora achasse que seriam muito menos. Tudo gente na flor da idade, na sua enormíssima maioria. 7 meses depois, a sua decisão já terá causado mais de 100 mil mortos na soma das baixas respectivas, fora os feridos. A previsão é a de que o conflito se arraste por meses, ou anos, sem poder ser ganho nem perdido por qualquer das partes, o que irá continuar a somar milhares de mortos à lista. E se porventura Putin for tão demente que resolva usar o arsenal nuclear, as fatalidades serão aos milhões num número imprevisível, tanto directamente no seu ataque como pelas consequências da retaliação sobre a Rússia e os efeitos da radiação no Planeta.
Putin não parece ser louco. Parece ser estúpido. Um estúpido que quis brincar aos imperadores achando que metia medo aos EUA e à Europa. Os militares russos que honram a tradição de incrível heroísmo da sua nação precisam de resolver esse problema chamado Putin. Um problema que ameaça a civilização.
Perguntas simples
Exactissimamente
Chega cá, diz o PSD
Ventura e Montenegro são aliados. O acordo que fizeram implica que uma eventual maioria parlamentar desta direita (com a IL) será conseguida através da exploração do racismo, xenofobia e autoritarismo pelo Chega enquanto o PSD trata de normalizar essa prática de forma a tornar socialmente aceitável virmos a ter Ventura como ministro de alguma coisa.
Esta a única lógica que explica não só a inesperada direcção de voto PSD para que o seu grupo parlamentar apoiasse a candidatura do Chega a uma das vice-presidências da Assembleia da República como ainda a inacreditável pressão de Montenegro sobre Augusto Santos Silva para obter um resultado que nem sequer conseguiu junto dos seus próprios deputados.
Ou então isto – Constitucionalista Bacelar Gouveia e ex-ministro do PSD Gomes da Silva rendidos ao Chega – onde o fedor a conluio de figuras gradas do PSD com a escória proto-fascista é insuportável.
Há surpresa nesta obscenidade mas ela desaparece de imediato. Montenegro é o passismo sem Passos, e o passismo inventou Ventura precisamente para que ele viesse a ter o papel que tem no sistema partidário. Teremos de beber este cálice até ao fim, exercendo tolerância zero junto de quem desonra a herança de Sá Carneiro.
Justiça em Portugal, uma beca emporcalhada
Seixas da Costa, antigo diplomata, foi condenado em 1ª instância por difamação agravada a Sérgio Conceição após lhe ter chamado “javardo” no Twitter. Javardo, ensina o dicionário, é sinónimo de javali. Mas atente-se no conteúdo completo do que foi publicado nessa rede social (sem sequer recuperarmos o contexto desportivo antecedente e envolvente), ilustrando o absurdo da condenação:
Sérgio Conceição até parece não ser um mau treinador! Mas é – sejamos claros! – um javardo. Não vale a pena estar com eufemismos. E os adeptos do FCP que se revêm no seu estilo são isso mesmo – uns javardos. Como o são os adeptos do (meu) Sporting que gostam do Bruno de Carvalho
— Francisco Seixas da Costa (@seixasdacosta) March 31, 2019
O agora condenado, mas ainda inocente, vai recorrer. E logo se verá o que a lotaria da Justiça lhe reserva. Obviamente, o valor pecuniário em causa é irrelevante para as suas finanças.
Para mim, a decisão (entre tantas outras que, por não envolverem uma figura pública, passam socialmente incógnitas) prova a irracionalidade que envolve a actividade judicial. Porque de imediato temos de comparar este desfecho com tantos outros em que comentadores, jornalistas e directores, usando em pleno o poder dos seus poderosos órgãos de comunicação (os mais poderosos em Portugal), disparam acusações contra governantes, políticos e alvos avulso carimbando-os como criminosos – mas não só nem apenas, dado que os envolvem em conspirações onde o “regime” teria sido captado pela sua actividade criminosa colossal, imparável, horrenda. Nesses casos, os ilustres juízes ilibam os supostos difamadores e caluniadores alegando que os valores da liberdade de imprensa e liberdade de expressão se sobrepõem aos achaques dos assim vilipendiados na praça pública.
Caso para dizer: há muito javardo de beca.
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Babies react to taste and smell in the womb
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Study suggests watching TV with your child can help their cognitive development
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Research finds trust in algorithmic advice can blind us to mistakes
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Keys to keeping your brain healthy
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Chimpanzee stone tool diversity
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People who distrust fellow humans show greater trust in artificial intelligence
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Study Shows Genetic Link to Moving to the Beat of Music
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Dominguice
Não podemos impedir o crime nem adivinhar quem vai ser criminoso antes deste o ser. Não conseguimos impedir as alterações climáticas nem sequer sabemos o que as causa. Não temos o poder de evitar doenças incuráveis nem o envelhecimento. Não há nada que possamos fazer contra o azar nem a favor da sorte.
Apesar disso, somos a inveja de todos os deuses criados e por criar.
O João Miguel não odeia, ama
«Esta mistura despudorada de futebol, jornalismo e política só serve para uma coisa: agravar uma cultura de ódio que envenena há décadas este país.»
Caluniador profissional pago pelo Público
A pulhice resulta quase sempre em quase todas as situações onde o pulha procura obter um ganho ou manter uma posição vantajosa. Porquê? Porque a pulhice consiste em usar o instinto gregário de terceiros, e seus inerentes vieses cognitivos, com vista a recolher proveitos individuais ou tribais.
Como neste caso deste famosíssimo caluniador. Ele não nasceu assim, com fulgurante consciência infantil e adolescente de poder ser a calúnia uma carreira milionária. Mas as circunstâncias abriram-lhe esse caminho, em 2009, o qual de imediato lhe pareceu a sorte grande. De lá para cá, o que a citação ilustra corresponde ao seu modus operandi. Faz o mal e a caramunha, como qualquer hipócrita típico.
Não sabemos o que entende por “cultura de ódio”, nem sequer a que correspondem as “décadas” aludidas (20 anos? 90?), mas dá para perceber que o autor não se considera parte da maleita que denuncia. Ou seja, quem usa poderosos veículos de comunicação social para andar há anos a fazer campanha pela prisão sem provas nem julgamento de certos cidadãos não está a “odiar”. Quem usa poderosos veículos de comunicação social para perseguir difamando certos cidadãos que a Justiça portuguesa não condenou não está a “odiar”. Quem usa poderosos veículos de comunicação social para alimentar as pulsões populistas contra os governantes e a classe política em geral, incluindo as instituições pilares da República, não está a “odiar”. Que estará a fazer, então?
Vou apostar os 10 euros que tenho no bolso nesta resposta: está a amar. Ele ama ser esta versão de si mesmo. Ama ter quem lhe pague pelos serviços prestados.
Proto-fachos e neopassistas, eis o futuro da direita
O presidente do Chega afirmou, esta tarde, que foi concertado com Luís Montenegro o apelo, feito pelo líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, para que os deputados do partido aprovassem o candidato do Chega à vice-presidência da Assembleia da República, Rui Paulo Sousa.
O líder do Chega agradeceu ao PSD o gesto e, em declarações aos jornalistas, antes da votação, na Assembleia da República, declarou que tem existido um trabalho de aproximação com o PSD e a Iniciativa Liberal, para que possa haver uma alternativa de direita - um caminho que, defendeu, é possível agora com Luís Montenegro, e que não o tinha sido com Rui Rio.
"É evidente que esta normalização era o caminho que Rui Rio nunca aceitou fazer e era o caminho que tinha de ser feito para que se possa haver aquilo se chama, minimamente, uma alternativa", atirou André Ventura
"Rui Rio ficou calado na eleição do vice-presidente da Assembleia da República, Montenegro está a ter uma atitude diferente", notou. "Ainda há pouco, eu via notícias que deixavam claro que esta posição de Joaquim Miranda Sarmento foi concertada com Luís Montenegro - e foi mesmo, concertada com Luís Montenegro e comigo", adiantou.
"Não houve concertação nenhuma", respondeu Montenegro quando confrontado, pela TSF, com as declarações do líder do Chega de que teria, precisamente, concertado com o homólogo social-democrata o apoio à candidatura de Rui Paulo Sousa.
"As declarações que li dizem precisamente o contrário, que não houve concertação nem reunião comigo, nem com o PSD, a nossa posição é institucional", garantiu Montenegro, antes de acrescentar aos jornalistas no local que o caso "não tem significado político" e que a situação é "muito clara" para o partido que lidera.
Burros a cavalo

A Coreia do Norte, salvo melhor opinião do Bernardino Soares, é uma tirania nepotista que coloca as fichas todas na chantagem nuclear para conseguir sobreviver. Terá Kim Jong Un um vasto arsenal nuclear à disposição? Não, basta-lhe apregoar que tem um singular míssil atómico capaz de atingir a Coreia do Sul ou não sei onde para conseguir o efeito desejado. Imaginemos agora que o fulano resolvia mesmo disparar a coisa nalguma direcção, que aconteceria a seguir? Dá ideia que a resposta do país atingido e dos seus aliados viesse a ser algo prejudicial para o nosso Kim, familiares e amigos. O fulano, portanto, ou está na reinação ou é suicida.
Quem também ou está na reinação ou é suicida é o fantástico Putin. Logo no início da invasão da Ucrânia fez ameaças de guerra nuclear através de terceiros do seu círculo e agora deu-lhes voz própria. Putin, portanto, acaba a sua carreira política a nivelar-se pelo líder da Coreia do Norte, ambos com perfil de criminosos capazes de tudo para manterem o poder. Donde, pode ser que a Rússia resolva tentar acabar com a Humanidade lançando o seu vasto arsenal atómico com vista a provocar um “inverno nuclear” em nome da desnazificação da Ucrânia. Não sei exactamente qual será a opinião da China e da Índia a esse respeito mas em tal cenário uma coisinha parece certa: o próprio Putin, amigos e familiares não teriam tempo para se ficarem a rir.
Putin não é, neste momento, apenas uma ameaça para a civilização em geral. Ele também ameaça a vida de quem com ele desfruta de um regime criminoso. São esses que precisam de resolver o problema de terem um burro perto do botão da demência.
Jogos de paz
No dia 28 de Agosto, dois navios de guerra norte-americanos atravessaram o estreito de Taiwan. Ontem, um navio de guerra norte-americano e outro canadiano repetiram essa travessia, e por lá voltarão a passar nos próximos meses e anos como o têm feito desde sempre. Trata-se de um nico de águas a separar a China da ilha rebelde, 180 quilómetros. Águas que a China considera suas na totalidade e que os diabólicos americanos acham que devem permanecer internacionais num filetezinho que permita o trânsito livre.
Qual a importância disto? Não teríamos tempo, muito menos conhecimentos, para começar a desenvolver o assunto. Pelo que o melhor é saltarmos para 2 de Agosto, altura em que Nancy Pelosi aterrou em Taiwan. A resposta da milenar China ao avistar a líder do Congresso norte-americano ali tão perto da Grande Muralha foi espectacular. Durante dias e dias gastaram combustível e munições como se quisessem mesmo iniciar a invasão ainda a tempo de acertarem com uma chuva de misseis na cabeça da senhora. E depois recolheram o material e o pessoal quando se fartaram.
Ora, se um singelo fato cor-de-rosa desperta a fúria do magnífico exército comunista-capitalista, e muito bem pois há limites, como explicar que os mesmos implacáveis generais fiquem imóveis e calados ao ver passar nas suas (realmente suas, como apregoam sem vacilar) águas soberanas cruzadores estrangeiros cheios de armamento e militares que não lhes pediram licença nem mostram ter medo?
Parecendo confuso é simples. Os navios de guerra dos EUA e dos seus aliados que desafiam as pretensões da China não prejudicam nenhum dos seus interesses presentes, apenas alguns dos seus interesses futuros. Compete à China ponderar se vale a pena prejudicar muitos dos seus interesses futuros por causa de um específico interesse presente. Se achar que sim, escolhe iniciar uma guerra de destruição incalculável. Se achar que não, são os americanos e seus aliados quem está a garantir a liberdade e a paz.
Vamos lá a saber
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Who flirts to get ahead at work? Study finds it’s most often subordinate men
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Scientists say the best way to soothe a crying infant is by carrying them on a 5-minute walk
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The 4-7-8 method that could help you sleep
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Moral values explain differences in COVID-19 vaccination rates across US counties
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Pace as important as 10,000 steps for health
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Refreezing poles feasible and cheap, new study finds
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Typical movement behavior at large events increases risk of spreading infectious diseases
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Dominguice
Este estudo – Losing Sight of Piecemeal Progress: People Lump and Dismiss Improvement Efforts That Fall Short of Categorical Change — Despite Improving – abrange observações feitas a 10 556 adultos e obteve a seguinte informação: achamos que menos do que 100% na resolução de problemas públicos (mas não só) equivale a 0% nos resultados obtidos pelas soluções adoptadas. Isto é, não conseguimos reconhecer melhorias numa dada situação colectiva quando a dificuldade inicial persiste após a tentativa para a erradicar. Trata-se de um viés especialmente destrutivo nas democracias, onde as oposições e a imprensa exploram este efeito ad nauseam de acordo com as suas agendas sensacionalistas e políticas – causando um permanente desgaste nos Governos ao arrepio do seu grau de sucesso relativo na administração da coisa pública. Se o fenómeno parece desesperantemente estúpido é porque o é realmente.
Continuam a ter razão os medievais, pois, quando avisavam que a fundamental diferença entre a esfera humana e o reino animal não consiste na capacidade de distinguir entre o bom e o mau. Antes, no conseguir escolher entre o mau e o pior, entre o bom e o melhor, eis a realização da mais alta inteligência.