Votos de um 2009 com saúde, alegria e o dinheiro suficiente para serem clientes regulares da FNAC e da AMAZON, são os meus desejos para todos os que aqui passam. Especial saudação para os nossos amigos Nik, Z, ramalho santos, Marco Alberto Alves, M, Aires, zazie, claudia e MFerrer. (se esqueci alguma mensagem, mereço o inferno)
Votos para 3 eleições: europeias, legislativas e autárquicas. Vai ser um ano muito rápido, animado, divertido. Os milhões de portugueses que odeiam Sócrates poderão tirar a barriga de misérias e cascar forte e feio nesse tirano, correr com ele sem piedade. O meu desejo é o de que essas pessoas não falhem nenhuma das eleições, que se envolvam nas campanhas, conheçam os programas dos partidos, interessem-se pelas biografias e ideias dos candidatos e tentem convencer aqueles à sua volta da importância de ir votar. Também alimento a fantasia de Sócrates não se recandidatar e deixar o lugar vago no próximo congresso. Adoraria ver o PS entregue ao Alegre e ao Seguro, rodeados pela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Paulo Portas. Que despautério, que alucinação. Que circo.
Votos de que a democracia seja cada vez mais, e para mais, uma paixão e um destino. Está na altura de adaptar o celebérrimo dito de Churchill ao século XXI: A democracia é a melhor forma de governo, apesar de todas as outras que possam vir a ser testadas de tempos a tempos. Os elitistas servem-se da democracia, não a promovem nem protegem. Simulam desavenças entre si só para manterem secretos os mecanismos da repartição dos bens públicos, por isso não há renovação na classe política desde os anos 80. As mesmas caras rodam pelas mesmas cadeiras, é uma perfeita oligarquia que apenas altera os elencos pela morte, doença ou quezília pessoal insanável entre os artistas. Não há escândalos que tenham consequências, é um fartar vilanagem perante a monstruosa ineficácia da Justiça. Quem ama a democracia são os aristocratas. Estes podem ter estudos ou apenas instrução, mas comungam da mesma cultura e querem a mesma civilização. Eles sabem que a democracia é o mais difícil dos regimes porque é aquele onde a confiança tem maior valor. Os democratas confiam na inteligência alheia e seguem uma aritmética básica: aumentando o número de indivíduos inteligentes, aumenta a inteligência da comunidade. Essa inteligência que faz da ética a sua casa, e da coragem o seu caminho. É por isso que a democracia é o regime que depende dos aristocratas para poder nascer e crescer – porque um aristocrata é aquele cidadão que dá o melhor de si para ajudar qualquer outro a ser melhor.
Vamos a eles.