Dois argumentos cínicos infalíveis para entrarmos em 2009 aliviados e confiantes

1º Todos os políticos são incompetentes.

2º Todos os políticos são mentirosos.

Donde, se os políticos dizem que 2009 vai ser um ano desgraçado, é certo que estão a errar ou a mentir. Não falha.

12 thoughts on “Dois argumentos cínicos infalíveis para entrarmos em 2009 aliviados e confiantes”

  1. Também acho! A crise não deve atacar assim tanto um país em que o salário mínimo é de 490 euros ( ou -)! e com o petróleo tão baratinho o Algarve deve continuar a encher nos fins-de-semana prolongados (e não só)! e como vai haver deflacção de preços na habitação, já toda a gente pode comprar uma casa nova! lol.

  2. Só vai ser um ano desgraçado para eles porque vão ter que descalçar a bota política da maior percentagem de abstenções desde o 25 de Abril…
    (É uma das previsões do Mago Professor Karimba)

  3. …E quem não vota devia ter vergonha de abrir a boca, para criticar ou simplesmente para emitir opinião. Desistiram de si próprios! Evidentemente que falo da abstenção em democracia. Da que temos, fraquinha, mas é por aqui que se começa. Tão vergonhosa como a atitude dos politicos mentirosos e incompetentes é a cobardia de quem se abstem de votar contribuindo, de uma forma perfeitamente irresponsável, para a corrosão da democracia. Bem poderiamos dizer, exagerando, que votar é viver a democracia e, abster-se de votar, é desistir dela.

  4. Muito bem, Mário. O problema é que os vícios da democracia à CEE já são tantos que até a esquerda, que tradicionalmente era quem sabia resolver as crises, está comprometida com os esquemas foleiros que desembocam na D. Branca.
    Por exemplo o Bloco de Esquerda defende com unhas e dentes a legalização dos imigrantes em vez de explicar aos jovens portugueses que devem deixar-se de mordomias e devem empregar-se nos cafés, na construção civil, no apoio a idosos etc., mesmo que tenham cursos superiores. Se isso acontecer têm um emprego que não é muito bom, mas dá um salário! A alternativa é andarem uns anos atrás dos subsídios e depois, todos frustrados, irem à mesma parar ao café ou à construção civil, mas nessa altura, subordinados a um chefe brasileiro!
    Fazer o jogo dos países que não conseguem controlar a demografia é meio caminho andado para sermos encurralados em esquemas de gestão da coisa pública ainda mais foleiros que os actuais. Olhem a Bósnia!

  5. É o mesmo que dizer dos empresários, dos sindicalistas, dos professores, dos estudantes, dos homens, das mulheres, dos taxistas, dos funcionários públicos, dos dirigentes do futebol, etc, que são todos isto ou aquilo. Os homens são todos uns cabrões, as mulheres todas umas cabras. Os capitalistas são todos ladrões encostados ao Estado. Os sindicalistas são todos calões ao serviço de partidos. Os partidos são todos iguais, só querem o poder para sacar. São juízos burros e enjoativos.

    Os portugueses foram mantidos num estatuto de menoridade política durante meio século. Depois veio a revolução, que exibiu toda a nossa inexperiência e imaturidade política, mas também abriu portas à informação livre e à acção responsável dos cidadãos. Continuou a acreditar-se piamente em figuras messiânicas e em políticas de salvação nacional, mas os governantes e os dirigentes partidários passaram a estar debaixo da lupa dos jornalistas e dos eleitores. O sectarismo político tomou conta de muitas mentes, mas formou-se uma classe política que gradualmente aprendeu e ensinou a respeitar os que pensam diferentemente.

    Portugal tem alguns excelentes políticos, na oposição como no poder. Muito melhores, sob todos os aspectos, do que há 40 ou 20 anos. Estamos tão bem servidos de políticos como de futebolistas, embora estejamos sempre a cascar-lhes. Temos de aprender a não exigir da política e dos políticos mais do que eles podem dar. A crítica em que todos graças a deus excelemos ajudou a aperfeiçoar a classe política e é sempre indispensável. Mas quanto melhor for a crítica, melhor efeito terá sobre os políticos. Criticar estupidamente é ficar abaixo do nível deles. Fazer acusações parvas é abdicar de ter uma acção positiva sobre os dirigentes.

    Feliz Ano Novo.

  6. Nik, você escreveu 1.475 palavras (sem contar com o Feliz Ano Novo) e não disse rigorosamente nada. Deve ser um político português!

  7. Olá Manolo. Por acaso, eu não estava a falar consigo, nem que você fosse o Valupi.

    A minha homilia adormeceu-o? Vá antes ao futebol, homem. Uma versão light do que eu disse pode resumir-se nisto, que você deve entender: criticar os políticos com argumentos bacocos ou estúpidos é ficar bastante abaixo do nível médio de inteligência e competência dos políticos que temos. Não sei qual é a sua fasquia, mas se chamar-me político português para si é um insulto, imagino que você pertence ao rancho dos bacocos que dizem que todos os políticos são isto ou aquilo.

    O meu comentário tinha 276 palavras, que você confunde com caracteres. Aprenda com o Valupi, que ele é mais esperto do que você.

  8. Deixa-me cá dar uma de Panoramix: pessoal olhem que agora os romanos são os banqueiros se eu bem percebi,

    também começo já com o Feliz Ano Novo, que eu gosto muito quando muda de ano

  9. Z, muito obrigado pela entrevista. No entanto, diz mais do José Gil do que de Sócrates.
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    Manolo Heredia, isso é factual: certas despesas ou preços, muito importantes, estão a diminuir o seu peso.
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    shark, não apostaria nesse cavalo. Acho que vai ser ao contrário, com maior interesse e envolvimento da malta. Isto porque a malta está cada vez mais consciente de que é para ela que a democracia existe.
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    Mario, não posso concordar mais. No entanto, também sabemos que muita da abstenção vem de fragilidades educacionais, intelectuais e psíquicas. Depois há aquela que é de origem moral, de pessoas que só conhecem a exploração e roubo do próximo, esses também não precisam da democracia para nada.
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    Nik, exactamente.

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