São muitos anos a dar pontapés na chicha.
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Desbloquear
“Para desbloquear a esquerda democrática portuguesa é preciso também que haja alternativas sólidas aos governos de maioria absoluta”, referindo depois que este apelo não se dirige apenas ao PS, mas também aos restantes partidos da esquerda (Bloco e PCP) “para que aceitem o princípio da realidade, a opção europeia do país, para que sejam capazes de gerir as lideranças e saber o que é necessário”.
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Que pensam Bloco e PCP deste pedido de Paulo Pedroso? Talvez o mesmo que pensa o PS quando ouve Louçã ou Jerónimo a reclamar o seu simétrico: que o PS aceite a meta do idealismo, admita a saída do colete europeu, promova a rotatividade das lideranças e saiba o que é justo. Todavia, vai bem Pedroso por este caminho, posto que nele acredita. A grande curiosidade é descobrir se encontrará algum interlocutor na esquerda da esquerda. Nenhum sinal, o mais ténue, aponta nesse sentido. Bem pelo contrário.
O Bloco tem de manter a estratégia de fractura do PS, sob pena de se reduzir ao que é: uma manta de retalhos incoerentes e anacrónicos, mantida unida pelo marketing de Louçã. E o PCP é uma organização religiosa, cada vez mais dependente das liturgias e dos fanáticos.
Talvez o caminho tenha de ser outro: desistir de quem não aceita a democracia e partir ao encontro daqueles que estão afastados da política. Esses ignoram o seu poder, pelo simples facto de ignoraram os seus direitos e os deveres de todos.
Experiencing Different Cultures Enhances Creativity
É também por esta razão que abomino o racismo, para lá de todas as outras.
Vendetta
A ferocidade, e em muitos casos demência, dos ataques à direita contra Sócrates nasce de um objectivo reconhecimento do seu valor eleitoral e governativo, por um lado, e do pânico em que esse tecido sociológico entrou por causa dos acontecimentos no BCP, BPN e BPP, pelo outro. De repente, olhavam à volta e já não tinham os banqueiros amigos que tanto lhes tinham dado a ganhar ou tanto os tinham ajudado em situações de perda. A CGD e o BES também estavam feitos com o Engenheiro, pensavam com os seus neurónios conspirativos, e a crise internacional ia agravando desvairadamente o pesadelo. A situação era insustentável para quem vinha do cavaquismo com o papo cheio até 2008, algo teria de ser feito. E fez-se: Ferreira Leite e Pacheco espalharam a estratégia da asfixia democrática e Belém começou a bombardear S. Bento sem parar. Chegava? Não, era ainda preciso recorrer ao trunfo na manga para cortar todas as vazas: magistrados entraram na cena política como nunca antes se tinha visto em Portugal.
Vara, amigo de Sócrates, era um dos alvos mais apetecidos para a calúnia. Figura já chamuscada à conta de alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, nunca provadas e acabando o processo por ser arquivado, com um currículo partidário extenso que o tipificava negativamente, representava a infâmia socialista: passeava-se pelos corredores do sacrossanto BCP, outrora símbolo do poder financeiro-religioso e cúpula suprema de uma pirâmide social que reunia famílias e empresários habituados a 20 anos de triunfo capitalista pela férrea mão de Jardim Gonçalves. Exigia-se vingança.
Não faço ideia se Vara é culpado de alguma ilegalidade ou imoralidade, obviamente. O que sei é que já está a pagar.
Verde cor da esperança
Caça aos bruxos
Paulo Querido e Luis Rainha defendem que é preferível usar o nome de registo civil para assinar na Internet, ainda a propósito do episódio que remete para a perseguição a alguns pseudónimos (só alguns, claro, escolhidos a dedo). Os dois textos seguem caminhos completamente diferentes. Enquanto o Paulo enquadra a questão dentro do óbvio e relaciona-a com o próprio conhecimento que tem de mim, o Luis anuncia a sua propensão para assumir a chefia da Entidade Reguladora da Comunicação Digital e passa-me um responso pateta como se não me conhecesse.
E tudo vai dar ao conhecimento, né? Miguel Torga era conhecido, logo não era anónimo, apesar do pseudónimo. Por sua vez, um nome próprio pode não chegar para uma correcta identificação se existirem outros nomes iguais e nenhum outro dado biográfico estiver presente. Assim, a acusação de anonimato contra pseudónimos não é mais do que o protesto contra a ignorância. A própria.
Um pseudónimo pode não ser mais do que uma alcunha. Passa pela cabeça de alguém tratar os familiares, amigos, colegas e conhecidos que sejam nomeados por alcunha como anónimos? Nas minhas relações, pessoais ou profissionais, não se ignora que escrevo num blogue assinando Valupi. E mesmo que o quisesse, e não quero, seria impossível manter qualquer segredo a esse respeito dada a livre circulação da informação. Este assunto, no fundo, só deu que falar porque a pseudo-direita que o Pacheco e o Mascarenhas representam é um fiasco intelectual e uma miséria moral. Acossados pelo excelente Câmara Corporativa, pegaram nas tochas e saíram à rua para uma caça aos bruxos. A sua pulsão difamatória espalhou-se como uma doença que teve no Carlos Santos o cordeiro sacrificial.
O lugar da ministra da educação

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No discurso auto-laudatório e pretoriano de Louçã para festejar os resultados eleitorais de Setembro, Maria de Lurdes Rodrigues foi o principal alvo dos costumeiros ataques corporativos de um partido especializado em propaganda demagógica. Era o corolário de uma longa campanha diabolizante que apostou na exploração das emoções mais básicas e destrutivas, de forma a garantir um estado de conflito imune à racionalidade e à negociação. O comentário supra ilustra o que se pretendeu atingir.
O recente lançamento do livro A Escola Pública Pode Fazer a Diferença é notável por várias razões, a menor das quais não será este bom exemplo de legar um documento que alia a teoria e a prática de um dado governante. A relevância maior do acontecimento, porém, decorre da área em causa, Educação, e da pessoa que nela deixa obra admirável e polémica. Com esta síntese detalhada dos seus 4 anos à frente do ME, Lurdes Rodrigues remata um ciclo de reformas decisivas que tem a sua assinatura.
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Singularidade lusitanas
Temos um Governo minoritário que não governa, dizem aqueles, ou que governa apenas para servir os capitalistas, dizem aqueloutros, a usar todo o poder da sua governação para enfrentar uma poderosa empresa espanhola, para confrontar os poderosos accionistas de uma empresa portuguesa e para afrontar os super-poderes da União Europeia. Propósito? Defender os interesses de uma comissão de trabalhadores desprovida de qualquer poder na matéria.
Viva la España!
À atenção da FIFA
Como é superior o catolicismo
No catolicismo, é possível roubar a vitória certa ao adversário, no exacto último segundo de jogo, recorrendo a uma falta. Os deuses pagãos nada podem contra esta potestade que escarnece das regras e da moral do futebol.
Enquanto a África não se converter, continuará a pagar pelo seu pecado original. Para entrar no céu das meias-finais muitos são chamados, apenas os latinos e os europeus são escolhidos.
Brasil foi Portugal à solta
À rasca? Desenrasquemos
Como se criam novos empregos? Criando empregos novos. Por exemplo:
Guarda-diurno
Recorrendo ao mesmo modelo de pagamento dos guardas-nocturnos, estes guarda-diurnos seriam muito mais úteis. Passeariam pelos bairros sem armas, quais Bobbies, apenas munidos de apito e telemóvel para chamar as autoridades. A sua presença garantiria uma permanente vigilância e consequente aumento do sentimento de segurança. Cada conjuntos de prédios numa mesma rua, ou praceta, chegaria para pagar um ou dois destes vigilantes. Em ruas mais compridas, é dividir e multiplicar.
Agricultores de minifúndio
Quem conheceu o campo nos anos 30, 40, 50, 60 e 70 sabe que há muita terra ao abandono. Isso traz vários problemas, aumentando a desertificação do interior. Para um desempregado, e com as tecnologias e vias de comunicação do presente, este tipo de agricultura pode ser uma actividade fértil em mais do que um sentido.
Caça-fantasmas
Os fantasmas em causa são os resíduos florestais, os entulhos e o lixo na natureza, praias incluídas, os quais assombram a paisagem, a segurança e a economia. Os ganhos virão da diminuição dos incêndios, da reciclagem e do turismo. É uma actividade que pode ter lugar de Norte a Sul, Litoral e Interior, Continente e Ilhas.
E tu, que novas actividades profissionais propões?
discursos históricos do primeiro magistrado
Espero que o Porfírio faça disto uma série. Cavaco é um sósia de Bush em vários aspectos, do aparato religioso serôdio e oportunista às figuras ridículas em público. Mas com esta diferença: Bush tinha graça na sua tonteira, Cavaco não tem graça nenhuma, e ainda menos quando se julga engraçado.
Perguntas simples
Gostar de futebol
Quem gosta de futebol não liga ao futebol. Quem liga ao futebol são os matarruanos que antecipam a reforma para gastarem os dias a ver os treinos dos seniores, dos juniores, dos juvenis, dos iniciados, dos infantis, dos recém-nascidos e dos intra-uterinos. Conhecem melhor os funcionários do clube do que a família. Comem, bebem, mijam, barafustam e vêem televisão no bar. Só não dormem nos balneários ou no relvado porque são expulsos das instalações quando desligam as luzes. Decoram centenas ou milhares de biografias dos jogadores, são capazes de relatar ao minuto o que aconteceu 30 anos antes numa eliminatória da Taça de Portugal. Isto é ligar ao futebol.
O resto da Humanidade limita-se a gostar de futebol. Quando há vitórias, há festa. Quando se perde, muda-se de assunto que temos muito mais em que pensar. Os jogos não são importantes pelo resultado, mas pelo exemplo. Quem gosta de futebol está sempre à espera de encontrar exemplos de entrega, disciplina, criatividade, respeito, sacrifício, heroísmo. Em suma, amor à camisola. Se a equipa perder dando prova destas qualidades, há um sentimento de realização. A vitória não é necessária, até porque não depende do esforço. O que importa é dar testemunho de uma vontade indómita, de uma esperança infinita. É por isso que ouvimos senhoras a declarar que não percebem nada de futebol e, acto contínuo, a expressarem a sua tristeza ou alegria com o desfecho de um dado jogo. Falam dos jogadores como se eles fossem os guardiões da cidade, defendendo nas muralhas a sua prole da investida do inimigo. Elas estão a captar o essencial: o futebol é o microcosmo da vida comunitária, o que acontece dentro das quatro linhas espelha o que acontece nas linhas do destino de cada um. A bola que entra na baliza entra também nos planos de Deus.
Red Dead Redemption – Revolution Trailer
O socialismo chegou aos jogos digitais. O capitalismo deve estar por um fio – ou já ser wireless, que eles estão sempre a inventar manigâncias para escravizarem o proletário computorizado.
Tem cuidado, ó Carolina
Perguntas simples
A paella causou azia?
Toma umas doses deste remédio. É estupidamente simples: impedir que o gato saia do tabuleiro. Que acontece quando se perde ou ganha? Absolutamente nada. Ao fim de uns minutos, o estado de apatia ganha densidade suficiente para anular os ácidos gástricos do prato espanhol.