Como é superior o catolicismo

No catolicismo, é possível roubar a vitória certa ao adversário, no exacto último segundo de jogo, recorrendo a uma falta. Os deuses pagãos nada podem contra esta potestade que escarnece das regras e da moral do futebol.

Enquanto a África não se converter, continuará a pagar pelo seu pecado original. Para entrar no céu das meias-finais muitos são chamados, apenas os latinos e os europeus são escolhidos.

10 thoughts on “Como é superior o catolicismo”

  1. Há muito sangue Africano na “latina” América – desde os tempos das plantações rabineiras du sucre doce – e também por entre os passes de bola do futebol “europeu” a preto e branco. Um dia ainda vais ter que converter este pirolito ligeiramente ironizante, não-escarnecedor, em gasosa de origem, quando reparares que a África é menos pagã que a Europa. Basta ires pela Liberdade da tua Lisboa abaixo e começares a perguntar às pessoas qual é a diferença entre o deus dos electrodomésticos e o dos telemóveis. Savvy?

  2. Acompanho este blog e dentre as muitas besteiras que já vi postas aqui, esta é uma das mais estúpidas. A vitória não foi roubada à Gana, vez que a infração cometida pelo jogador uruguaio foi assinalada pelo árbitro e se não houve a conversão em gol, deveu-se a uma série de causas que tansitam inclusive pela imperícia na cobrança da penalidade máxima. De todo modo, mesmo que a penalidade não tivesse sido assinalada, o que em futebol é algo muito mais que frequente, é de uma gritante má-fé querer associar uma atitude, digamos, antiesportiva, com uma religião seja qual seja, ainda mais especificamente o catolicismo.

    Se quisestes ser apenas engraçado, fostes infeliz, como em tantas outras oportunidades. Se quisestes usar de mais uma ocasião para destilar tua peçonha contra o catolicismo, mais infeliz fostes ainda.

  3. “Se quisestes(sic) usar de mais uma ocasião para destilar tua peçonha contra o catolicismo, mais infeliz fostes(sic) ainda.”
    Oh Val, excomunga já este! Quanto a mim o teu maior senão é pertenceres à seita vaticana, uma das muitas do género que os poderes usam para aquietar a populaça, com a promessa que depois de mortos é que vai ser…
    “Peçonha”? Pfff… Amor, talvez.

  4. Estas sínteses são desafiantes. Oh oh, se são. Tanto que fico intrigada quanto à bibliografia e à experiência que as sustentam.

    Ainda assim me atrevo: as regras do jogo são feitas por homens pelo que contêm todas as suas imperfeições. Só há um caminho: tentar aperfeiçoa-las, sabendo que é um caminho sem fim mas que tem de ser percorrido.
    Num jogo regulado pelo tempo como o futebol o aperfeiçoamento das regras é importante pois além da suas repercussões tácticas, estas têm de ser avaliadas também do ponto de vista ético. As faltas estratégicas (chamemos-lhes assim) merecem mesmo uma boa discussão.

  5. o nomear o catolicismo sem mais o pessoal pom-se nervoso, não se pode fazer brincadeira. Quanto medo.

    Acho que as duas equipas deviam passar pelo jogo tão generoso que fizeram, acho que os deuses não ficavam a prol de ninguem, houvera gostado de que passara Ghana.

  6. A conversão, transforma tudo na mesma matéria, é perigoso segundo a termodinâmica; podemos correr o risco de uma entropia universal.

    O pecado original é a força que dá forma à matéria. O embrião é uma forma, o óvulo a sua matéria; o homem é uma forma, o embrião a sua matéria. A Natureza é a conquista da matéria pela forma; é a inovação permanente, é a vitória da Vida.

    Desde os Gregos e os Romanos que os protagonistas são sempre os mesmos; é tempo dos outros povos, outras culturas, outras relegiões, provarem que fazem mais e melhor pelo progresso da Humanidade, que somos todos nós.

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