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Chefe é chefe

Já sabíamos que o “Laboratório de Ideias” do PS esteve pensado para ser o veículo da promoção interna do Carrilho, assim mostrando aos socráticos que se deviam preparar para serem tratados abaixo de cão. A sonsice vingativa não correu bem, porém, tendo Carrilho de alegar uma estupidez qualquer para desistir do lugar. Agora, Seguro anuncia que o “Laboratório de Ideias” está cheio de chefes de família, que o Secretário-Geral é um chefe de família e que os chefes de família distinguem-se por fazerem contas à vida.

A facilidade, a genuinidade, a espontaneidade – aliás, o orgulho – com que Seguro se identifica com uma visão patriarcal da família é coerente com o culto de personalidade de que é o primeiro e mais entusiasmado militante. Tendo em conta que o homem afiança estarem dezenas, ou centenas, ou milhares de outros chefes de família a debitarem sentenças no “Laboratório de Ideias”, é altamente provável que ainda se veja este PS a defender que devem ser os maridos a decidir se as mulheres podem ir trabalhar ou estudar. Tudo em nome do corte com o passado que nos levou à bancarrota.

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Candidato ao papado
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Ri. É um puto (65 aninhos). É brasuca. Deve ser um bom garfo. Daria um credível Frei Tuck num qualquer seriado da Globo. E tem o nome mais português de todos os nomes apontados como candidatos à sucessão de Bento XVI: João Braz de Aviz.

É exactamente desta fibra, e desta linhagem, que a Igreja Católica precisa para um novo fôlego de humanismo.

Cineterapia

Vai ver este filme
Lincoln_Spielberg

Vai ver este filme. Talvez seja o melhor Spielberg de sempre. Sem dúvida, o mais fordiano.

Vai ver este filme. Uma beleza. Ternura.

Vai ver este filme. Vem descobrir, ou celebrar, as mãos sujas de liberdade sem as quais a democracia não nasce nem vence.

Revolution through evolution

Men Married to Women With Higher Incomes More Likely to Use Erectile Dysfunction Medication
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Cupid’s Arrow: Light Shed On Laws of Attraction
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Playtime: Affectionate, Less Controlling Mothers Have Strongest Relationships With Their Children
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Men Are from Mars Earth, Women Are from Venus Earth
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The Brilliance of the Dog Mind
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Twenty-One Minutes to Marital Satisfaction: Minimal Intervention Can Preserve Marital Quality Over Time
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Targets of Bully Bosses Aren’t the Only Victims
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Why Norway Is Paying a South American Country To Not Cut Down Its Trees
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Mediocre Managers as Damaging as the David Brents of the Workplace, According to New Study
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Food on the Mind: 20 Surprising Insights From Food Psychology
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Having a Tony Stark in the Office Is Fine as Long as You Hire a Pepper Potts
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What Are Dogs Saying When They Bark?
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Study Finds It’s Better, Healthier to Give Than Receive

“Piqueno Livro Laranja” de Oliveira e Costa

Foi então que alguém disse, numa reunião qualquer, que o Sócrates andava a fazer quilómetros para os tascos e rulotes da Margem Sul em ordem a receber os envelopes castanhos com que andou a vender o Freeport aos bifes. Aquilo deixou-nos a pensar… envelopes… e logo dos castanhos… o sacripanta dum raio… Nisto, tive uma visão: sacos beges. Muitos. Grandes. Do tamanho das sacas de farinha de 50 quilos. Era genial: a malta só tinha de encher o saco no banco e despejá-lo em casa. E dava para reutilizar o mesmo saco uma série parva de vezes!

Era nestes pormenores que se via a nossa sofisticação e superioridade face aos foleiros do PS que nem roubar com pinta sabiam.

Capítulo 11, A Linha de Masssa

Seguro lava mais branco

Pode dar-se o caso de Seguro ter a estratégia certa; isto é, conseguir mesmo chegar a primeiro-ministro com este discurso onde camaradas seus com responsabilidades governativas anteriores sejam retratados como mentirosos e cobardes. Tudo é possível neste universo quântico. Mas os factos são os factos:

– Ninguém obrigou Seguro a candidatar-se a secretário-geral do PS na situação em que iria suceder a Sócrates e ficar condicionado pelo Memorando.

– O silêncio cúmplice com a direita a respeito do passado do PS que foi mantendo até 5 Junho de 2011, e o qual manteve até à presente crise interna, é algo completamente estranho e disfuncional, até aviltante, na história do partido.

– Ao permitir-se injuriar os “quatro últimos Governos” (??) por atacado, equivalendo os contextos e razões que levaram ao não cumprimento das promessas eleitorais respectivas, Seguro verbaliza o maior branqueamento que é possível fazer-se da golpada de Passos-Relvas utilizando o seu próprio partido como instrumento dessa operação.

Seguro repete, repete e repete que nada tem prometido porque é o único político em condições de carácter para cumprir seja lá o que for que venha a prometer quando chegar o tempo das promessas. Pelo meio, anuncia-se como mais um salvador que, com a sua transcendente coragem, vai finalmente fazer as reformas que mais ninguém conseguiria realizar.

Pois, nada disto mereceria o gasto de uma caloria ao cidadão apaixonado pela cidade não fosse o actual regime democrático estar dependente do PS para se sustentar num compromisso republicano onde impere a racionalidade e o bem comum. O que faz do PS um partido demasiado importante para ser deixado a sufocar afogado no poço sonso desta vexante liderança.

Socratopatia

Assim que Cavaco e Santana abandonaram o poder, em 1995 e 2005, não mais foram alvo dos extremados insultos e aversão que marcaram o seu exercício governativo. Puderam nos anos seguintes usufruir do espaço público sem sofrerem qualquer estigma ou perseguição oriunda da esquerda, sequer da extrema-esquerda.

Não é esse, jamais será, o destino de Sócrates. A caminho dos dois anos depois de abandonar o poder, o cerco continua. Provavelmente, não passou um único dia em que o seu nome não tenha sido invocado por um governante, deputado, dirigente partidário, publicista, jornalista ou participante popular numa qualquer rubrica de discussão aberta na comunicação social. E esta atenção em nada diz respeito a um balanço e discussão de boa-fé da sua actividade como primeiro-ministro, algo que a ser feito muito enriqueceria o debate político, e até a cultura portuguesa, fossem quais fossem os resultados. Nada disso. Quem fala em Sócrates obsessivamente pretende continuar a castigá-lo e a usá-lo como bode expiatório.

Há dois, e só dois, tipos de figuras que não largam Sócrates: os pulhas, que exploram as vantagens da constante e alucinada calúnia para efeitos de hipocrisia e alienação política ou para ganhos comerciais; os broncos, que são o fruto da miséria, tanto a económica, como a intelectual, como a moral. Tudo somado, é muita gente junta. As campanhas negras tiveram, e continuam a ter, sucesso – inclusive junto de militantes e actuais dirigentes socialistas! Para milhares, quiçá milhões, de portugueses já nada poderá resgatar o bom nome daquele político que foi alvo das maiores e mais ousadas conspirações que aconteceram em Portugal depois do 25 de Abril.

Veja-se o que aconteceu no Público: acaba de ir buscar ao Correio da Manhã, onde estava como peixe na água, o João Miguel Tavares. Este ser pertence a um grupo de profissionais da indústria da calúnia que depende de Sócrates para o seu ganha-pão e que tem no Pacheco Pereira o lendário mentor e perene inspiração. É claro que se adivinha haver ali algo mais, uma genuína perturbação mental. Contudo, eles trocam o seu ódio por dinheiro e, remédio santo, exibem-se em níveis óptimos de vitalidade quando invocam a diabólica entidade.

Neste mesmo Público encontramos uma brilhante pista para o diagnóstico da epidemia, pela mão de outra e celebérrima vedeta na indústria da calúnia:

Ninguém deve acreditar em coincidências, sobretudo quando os actos políticos têm como protagonistas políticos de apurado faro como provaram ser os “socráticos”.

Zé Manel, 8 de Fevereiro de 2013

É mesmo assim: se mete socráticos, não há coincidências. A realidade torna-se cristalina e, súbito, é tudo muito simples. O que há é perfídia, maldade e perigo para a gente séria. E quem serão os terríveis socráticos? É qualquer um que tenha sido visto a tomar um café com Sócrates, ou mesmo quem não berre pela prisão dessa gatunagem com os decibéis suficientes. É o Pedro Silva Pereira, obviamente, esse paspalho sem qualidades. É o Vieira da Silva, esse monstro que esmaga laranjas ao pequeno-almoço. É o temível Lello. É o prestigiado Ricardo Rodrigues, um líder que arrasta multidões sempre que não anda ao gravador. É o Costa, mas só caso se deixe contaminar pela presença de tão detestáveis parceiros. É a cona da minha mãe (juro). Mas, acima e antes de tudo, é quem apareça com “apurado faro“.

Percebe-se. Contra o apurado faro, não há perfume que consiga disfarçar o bafo putrefacto que emana de quem vendeu a inteligência à oligarquia.

Estado da oposição

Governo eliminou intencionalmente ligação à SLN

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Franquelim Alves: Nuno Melo não disfarça o embaraço

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Álvaro Santos Pereira invocou carta de 2 de Junho de 2008 para demonstrar que Franquelim Alves denunciou fraude do BPN.

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“Menos de um terço” das PPP são dos governos de Sócrates

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O regresso do TGV

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UTAO: Buraco na receita pode comprometer défice

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Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e SIC relativa a fevereiro revela uma ligeira recuperação dos sociais-democratas e uma pequena perda dos socialistas.

“Piqueno Livro Laranja” de Oliveira e Costa

No princípio, éramos todos honestos. Com frequência diziamos verdades uns aos outros e até a alguns estranhos. Mas depois, com o passar repetitivo das estações, reparámos que o Constâncio nos estava a provocar com a sua passividade, com a sua indiferença. Isso magoou-nos muito, muito. Começar a roubar, e cada vez mais, foi a única forma que encontrámos para conseguir aguentar a dor.

Maldito sejas, Constâncio, que nos arrastaste para uma vida de luxúria e estadias prolongadas em Porto Rico.

Capítulo 22, Formas de Pensar e Métodos de Trabalho

Este Djaló é que é um ganda craque

“De facto a excisão não está no Islão e nos ensinamentos do Profeta Maomé também não vimos nada disso, até porque as filhas do Profeta, as filhas dos seus discípulos, não foram submetidas à excisão. Isto é um uso e costume de certas comunidades islâmicas”, declarou o imã Mamadu Aliu Djaló, da mesquita central de Bissau.

O imã Djaló, que é também o segundo vice-presidente do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos, defendeu que, com a adopção da Fatwa, “todos os líderes religiosos islâmicos” guineenses “sabem que devem abandonar esta prática”.

Líderes islâmicos proíbem excisão genital na Guiné-Bissau

O esforço foi titânico, ainda estão a descansar

A entrevista de Seguro do passado dia 30 tem os usuais elementos de interesse para o retrato da sua pessoa política, mais umas novidades que importa realçar numa próxima oportunidade. Entretanto, colhe dirigir o foco para o José Gomes Ferreira. Como noutras ocasiões, estamos perante um jornalista que introduz no exercício da sua função uma explícita tomada de posição política. Nesta entrevista, o Zé Gomes faz ditirâmbicos elogios ao Governo Passos-Relvas e utiliza Seguro – numa cumplicidade não desmentida – contra Sócrates.

Ora, bá lá ber. Não tem mal. A cena nem sequer está mal. É fixe termos órgãos de imprensa que assumam as suas preferências e aversões ideológicas, partidárias ou tão-somente fulanizadas. Correcção: era fixe termos órgãos de imprensa que assumissem as suas preferências e aversões ideológicas, partidárias ou tão-somente fulanizadas. Mas não temos, temos pena. O que apenas temos é uma paisagem mediática onde o PSD e o CDS podem contar com canais oficiosos para as maiores canalhices políticas e perversões do espaço público de que forem capazes, tais como o Correio da Manhã e o Sol (outrora, também a TVI do casal Moniz, o Público do Zé Manel e o Expresso do Monteiro), a que se junta o softcore com interlúdios hardore, como se faz na SIC, no DN, na Renascença e até na TSF. A própria RTP, sob asfixiante domínio socrático, quando não estava a ser escrupulosamente pluralista e neutra estava a ser juditedesousada. O coitado do Pacheco Pereira até se via obrigado a andar à babugem no Jornal da Tarde a fiscalizar o alinhamento e a contar os segundos das peças em ordem a conseguir manter os níveis da sua hipertensão. Moral desta imoral história: a oligarquia domina a comunicação social portuguesa e tem na mão os partidos e poderes fácticos que lhe permitem todo o tipo de violação do suposto compromisso de idoneidade, respeito democrático e integridade cívica.

Houve um tempo em que um célebre candidato a presidente do PSD se levantou no hemiciclo do Parlamento Europeu e declarou que Portugal já não era um Estado de direito. A razão? Esse célebre candidato a presidente do PSD estava com a impressão de que o primeiro-ministro de então poderia ter censurado um artigo de opinião num jornal. Houve um tempo em que 15 reaças se abraçaram a 15 comunas e foram todos juntos passar meia hora da hora de almoço ali para os lados de S. Bento. Alguns iam de branco, os restantes revelavam-se alvares. Esses foram magníficos tempos para a defesa da liberdade de expressão e para a exaltação da imprensa livre. Compreendemos, pois, que tamanho esforço de tamanhos valentes tenha gerado um desgaste tamanho que os esteja a impedir de dizer seja o que for quando um sabujo como o José Gomes Ferreira faz propaganda a coberto da carteira de jornalista.

A ameaça da legionela na comissão que gripou o apuramento de responsabilidades do laranjal

Alguns Srs. Deputados queixam-se do calor. É assim: as senhoras queixam-se do frio e os Srs. Deputados queixam-se do calor. Se ninguém levar a mal os Srs. Deputados homens tiram os casacos, se as senhoras não se importam, até porque este ar condicionado vai muito dirigido àquele lado e penso que até para ali, para a bancada dos Srs. Jornalistas.

Não se esqueçam que é a época das rinites alérgicas provocadas pelos vírus dos ares condicionados e, se bem que eu tenha a sincera expectativa de que a manutenção dos nossos ares condicionados seja devidamente assegurada e não corramos o risco da legionela, não há nenhum problema em tentar evitar isso e, Srs. e Sr.as Deputados, nós fomos feitos para suportar alguma amplitude térmica, o que obriga o nosso organismo às adaptações que são inerentes à nossa natureza humana, de maneira que, se não se importam, ficamos com a porta aberta para tentar arejar e logo veremos como isso se processa.

Então, Sr. Deputado Nuno Melo, pode usar o método pergunta/resposta, pedindo-lhe para ser muito parco na utilização desta facilidade.

COMISSÃO DE INQUÉRITO SOBRE A SITUAÇÃO QUE LEVOU À NACIONALIZAÇÃO DO BPN E SOBRE A SUPERVISÃO BANCÁRIA INERENTE, 24 de Março de 2009

Três importantes questões do empresário Lucílio Cavaleiro

O Fórum TSF é o meu focus group diário para o conhecimento do nobre Povo que se deixa tourear pelo casal Passos-Relvas. O espécimen que se pode ouvir abaixo apresenta-se como empresário e acaba com uma extraordinária pergunta onde consegue ligar um queixume contra a empresa que representa, a qual o obrigará a andar de fato e gravata no Inverno, à falta de autoridade do PS para falar em ética. Sim, é mesmo como estou aqui a resumir e a antecipar.

Pelo meio, discorre-se acerca do Anticristo e do atrevido do Nuno Galamba – perdão, Sérgio Galamba – que tem o descaro de ir para o Parlamento de brinco na orelha. Sim, é mesmo como estou aqui a resumir e a antecipar.

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