Facebook profiles may expose mental illness
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Data shows domestic violence, rape an issue for gays
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Empathy Varies by Age and Gender: Women in Their 50s Are Tops
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Toddlers start lying as early as age 2
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More Sex for Married Couples with Traditional Divisions of Housework
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Want to Lose Weight? Take a Bite and Wait
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Penicillin, Not the Pill, May Have Launched the Sexual Revolution
Arquivo da Categoria: Valupi
Indústria da calúnia
Vermos alguém que se considera de esquerda, e de uma esquerda intelectual e moralmente superior nem que seja por se conseguir exibir com as mãos sem vestígios da “sujidade” do poder, a alinhar com a escória da direita na redução da política aos assassinatos de carácter e à fúria persecutória é sempre uma grande lição de antropologia. Desta vez, aconteceu com o melífluo, e por vezes muito interessante (e outras um letal bocejo), Viriato Soromenho-Marques:
No seu afã de se mostrar amigo de Seguro – ou mais provavelmente na sua pressa de se mostrar inimigo de Sócrates – este pensador profissional apenas encontra vis conspiradores na oposição interna do PS. Serão uns seres danados que tentaram entrar dentro da cabeça do probo Costa para o manipularem a bel-prazer, porém, conta-nos o preclaro Viriato, falharam a sórdida golpada urdida contra os neurónios e alma do presidente da Câmara de Lisboa.
Que se devia fazer com essa gente malvada? O texto é claríssimo: como se trata de um bando de incompetentes que entregaram Portugal à troika e a Passos-Relvas por, lá está, serem tão incompetentes que raia a actividade criminosa, eles terão agora de se penitenciarem pelo que causaram na sua estultícia e deboche – caso não o façam, e tendo em conta que ainda não o fizeram, então os seus direitos cívicos devem ser reduzidos e a actividade política ser-lhes vetada até que a humilhação pública ocorra. Quanto à explicação dos acontecimentos e decisões que sustentam a culpa lavrada em poucas linhas, devemos contentar-nos em fazer fé na autoridade do confiante e soberbo plumitivo.
Nestas como noutras ocasiões, em que já ninguém se lembra do que este bacano escreveu um dia depois da coisa ser publicada, fico sempre a roer-me com a pergunta: quanto é que se saca por mês a despachar pulhices destas?
O que há para dizer sobre o Sporting e que só um leão teve juba para assumir
O Professor Mário Moniz Pereira, esta terça-feira, à margem do descerramento de uma lápide comemorativa dos 50 anos do Grupo Stromp, no Estádio José Alvalade, criticou certos adeptos leoninos e afirmou que o fim do futebol não significa o fim do clube.
Para o “sr. Atletismo”, o “futebol é uma modalidade como outra qualquer”.
“Se o futebol acabar, continua o Sporting” apesar de “as pessoas acharem que o futebol é que é importante”, opinou.
Crazy love
Se os famélicos ainda não morreram, porque é que insistimos em querer comer?
Se os sem-abrigo aguentam, porque é que nós não aguentamos?
Ulrich, alguém cuja pesporrência já não se suporta
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Faz sentido ver na insana pergunta uma ilustração desbragada, por vir de quem vem, do usual desprezo pelo sofrimento dos outros, dos pobres, dos não-ricos, que caracteriza a direita do poder, a oligarquia e os seus fanáticos. Por aí, nem sequer comporta qualquer originalidade, sendo apenas notável a pulsão provocatória que o banqueiro se permite exibir.
O que me importa registar é o seguinte aspecto: Ulrich está mesmo convencido de que os sem-abrigo estão a “aguentar”; ou seja, que estão a resistir às adversidades, antigas ou recentes, e a cumprirem-se livres na plenitude da sua dignidade. Isso dito numa entrevista para a função de caixa num banco era suficiente para o mandar imediatamente sair da sala com a recomendação para consultar um sem-abrigo, um psicólogo e um padre (mas não necessariamente por esta ordem).
Gente séria é outra coisa
A taxa de desemprego em Portugal aumentou 0,2 pontos percentuais em Dezembro de 2012 e atingiu um novo máximo histórico de 16,5%, segundo os resultados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat. Os números do desemprego voltam assim a subir depois de terem ficado nos 16,3% em Outubro e Novembro.
Desemprego: novo recorde de 16,5%, segundo o Eurostat
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Eu não estou agarrado ao meu lugar, não quero ser Primeiro-Ministro a qualquer preço. Mas ninguém no PSD quer ganhar mais estas eleições do que eu porque numa altura em que o País enfrenta, provavelmente, a última grande oportunidade nos próximos anos de inverter esta tendência de empobrecimento em que tem caído, Portugal tem crescido, nos últimos dez anos, em média 0,5%, o que significa que se não inverter esta situação os 700 mil desempregados que hoje tem crescerão para perto de 900 mil muito rapidamente – o que significa uma situação absolutamente desastrosa e caótica. Nós hoje só não temos 15% de desemprego em Portugal porque temos a maior taxa de emigração dos últimos 90 anos em Portugal. Portanto, ou vamos inverter esta situação rapidamente e as pessoas acham que é importante fazê-lo, e escolher um Governo que, de uma vez por todas, entregue este resultado e lute por ele, ou não temos isso e então o País terá escolhido o seu destino e eu assumirei a minha responsabilidade; é porque eu não fui suficientemente convincente. Mas estou muito determinado em entregar este resultado e não será por falta, nem de preparação, nem por não escolher as pessoas com melhor perfil, nem de levar a maior isenção e abertura para o Governo, que a estratégia não será bem sucedida.
Exactissimamente
Um típico chefe de família
Este Fórum da TSF emitido ontem, intitulado “Agitação no PS”, regista 4 convidados e 14 participantes. Metade dos convidados fez a apologia de Seguro e a outra metade analisou objectiva e criticamente a situação. Entre os 14 cidadãos que se ouviram, nenhum manifestou apoio a António Costa. Dois deles estavam contra o PS. Os restantes 12, 85% dos “espontâneos”, repetiram as seguintes mensagens, na maioria dos casos usando as mesmíssimas expressões e sua ordem de exposição:
– Seguro tem tido uma vida difícil.
– Seguro aceitou ser líder depois da segunda maior derrota de sempre do PS.
– Seguro não é responsável pela assinatura do Memorando.
– O grupo parlamentar do PS está cheio de intriguistas de corredor que apenas criam problemas ao partido e a Seguro.
– A actual agitação deve-se a um pequeno grupo de antigos membros do Governo de Sócrates que têm sede de poder.
– Com Seguro o PS está à frente nas sondagens.
– Costa, e quem o apoia, está a servir os interesses do Governo.
– Costa deve dedicar-se exclusivamente a Lisboa.
– Costa deve ser candidato a Belém.
– Seguro chega sempre primeiro onde o Governo de Passos chega atrasado.
– Seguro é o garante da unidade do PS, ficou mais forte com o episódio da contestação e agora é tempo de se acabar com as discussões internas.
– Seguro tem ética, seriedade, princípios, determinação, coragem, ousadia, espírito de missão. É o grande líder.
As máximas acima coligidas, disparadas bovinamente pelos apparatchiki de mão, imitam e desenvolvem as declarações de Seguro e sua guarda pretoriana vindas a público desde que rebentou a crise socialista. A actual direcção do PS acha que Portugal está ao nível deste confrangedor e patético exercício de manipulação de um espaço de intervenção pública. Tudo bem. Na verdade, é até natural que assim pense, o que só vem acrescentar coerência ao que conhecemos destes valentes noutras situações um bocadinho mais importantes para o presente e futuro dos portugueses. A questão que trago, porém, é de uma ordem mais comezinha. É que dois dos zelosos participantes conseguiram reproduzir uma citação atribuída a Gandhi. Esta:
Primeiro eles ignoram-te, depois riem de ti, depois combatem-te, e depois tu vences.
Ora, podendo ser uma fiel tradução de algum dito do filho de Karamchand e Putlibai, sei lá eu, não deixa de ser uma frase enconada. Revela um sentimento de humilhação, seguido de vocação martirizadora, culminando na descida ex machina de um contentor de Prozac. Não pode, pois, surpreender a aversão ao passado que estes amigos exibem dado que não consta haver memória de tal promoção da boçalidade no longo historial do partido. No passado, esta macacada pura e simplesmente não teria acontecido.
Seguro, tu que és o grande chefe desta família e de outras famílias, pelo menos assoa o nariz à rapaziada antes de os deixares sair à rua.
Tuitecurtição
Seguro contra acidentes domésticos
A direcção da bancada do PS está contra a iniciativa de alguns deputados do partido que vão requerer a fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado para 2012 junto do Tribunal Constitucional.
Tal como Bigelow ensina no seu último filme, certas missões são demasiado difíceis para os frágeis machos
Felizmente, o PS está entregue a um exemplo insuperável do que é a lealdade ao seu partido e aos seus camaradas
O dirigente socialista António José Seguro foi um dos três deputados do PS que bateram hoje palmas a Cavaco Silva no final do seu discurso de tomada de posse como Presidente da República, no Parlamento.
Seguro contra terceiros
Proponho-vos também uma forma diferente de fazer política, com ética e
com transparência.As palavras, em política, estão gastas. Os portugueses estão desiludidos
com a forma como fazemos e dizemos a política.Só ganharemos a confiança dos portugueses através do exemplo. E a
política portuguesa está carenciada de bons exemplos.Tomaremos muitas iniciativas neste domínio da transparência. Começo
já, por dar o exemplo, no interior do PS.O Partido Socialista vai adoptar um Código de Ética para o exercício de
funções públicas. Todos os membros do Secretariado Nacional do PS
assinarão, tal como eu, um compromisso de honra de que respeitarão esse
Código de Ética. O mesmo acontecerá para todos os candidatos do PS às
futuras eleições autárquicas, europeias e legislativas.
Seguro, discurso de encerramento do XVIII Congresso Nacional do Partido Socialista
Vamos lá a saber
Amy Cuddy: A nossa linguagem corporal molda quem somos
Diário de um homem invulgar
“Por que razão, quando patrioticamente o que nós devemos exigir de todos é um esforço grande para vencer a crise e para reganhar a autonomia do país, estão alguns tão interessados em olhar para o seu umbigo e para as suas perspetivas eleitorais?”, perguntou Pedro Passos Coelho.
Já temos defeitos que cheguem e sobrem
Não existem erros. O subsídio de férias será pago por defeito em duodécimos, ao setor privado. De fora ficam apenas os subsídio de férias em atraso, que não entram para este fracionamento.
Subsídios em atraso não contam para duodécimos
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Haveria muito para dizer a respeito dos defeitos governativos que levaram a esta medida do pagamento antecipado e mensal de parte dos subsídios, mas neste momento só me interessa a praga do “por defeito” estar consagrado como tradução do inglês default. Trata-se da vitória da preguiça mental, criando uma aberração semântica. E a importância da perversão não me parece pequena, pois estamos a aceitar que os significados vocabulares sejam abastardados sem ninguém se incomodar. Como alguns mais avisados, ou tão-somente lidos, dirão: quem fala mal, pensa mal.
Poderemos dar Olivença como perdida, mas, raios, haja módico brio para resistir à estupidez. Na notícia do DN acima qualquer uma destas alternativas cumpriria a função informativa:
– O subsídio de férias será pago por norma em duodécimos ao setor privado.
– O subsídio de férias, salvo excepções, será pago em duodécimos ao setor privado.
– Por princípio, o subsídio de férias será pago em duodécimos ao setor privado.
Para além das óbvias vantagens, ainda se oferece de borla a correcção da aplicação – essa, sim, por inquestionável defeito – da puta da vírgula.
Perguntas simples
Que dizes desta marosca, Nogueira?
Já não é possível regressar aos mercados
Porque já regressámos. Já lá estamos. Já está feito. Foi mais fácil do que fatiar manteiga com uma lâmina de barbear aquecida. Um notável caso em que a união fez a força. Só que não estamos a falar da união dos portugueses, da união da coligação governativa ou até da união dos neurónios na iluminada cachimónia do primeiro-ministro. Falamos da União Europeia, falamos do sistema, falamos de um contexto já com largos meses de tendência que por pouco até permitiria à Grécia igualmente regressar aos mercados e anunciar que se tinha afastado de si própria. Portantos, triunfo propagandeado e trunfo gastado, segue-se o quê, pazinhos? Um anticlímax ao retardador.
Por um lado, o empobrecimento da classe média e o empurrão dos pobres para a indigência fará o seu inexorável caminho. Tendo em conta os constrangimentos do quadro partidário, onde não há neste momento nenhum partido que acene com uma qualquer alternativa à situação, a sociedade irá tomar directamente nas suas mãos a manifestação dos seus interesses. 15 de Setembro lá para Abril ou Maio. Por outro lado, os mercados continuarão a ignorar olimpicamente a retórica dos capatazes que nos desgovernam e manterão os olhos fixos no BCE. A aritmética continuará a esmagar a semântica no que diga respeito à descida ou subida dos juros. E a economia internacional não vai deixar de se manter caótica só para agradar ao Excel do nosso ministro das Finanças.
A emissão de dívida, numa operação para português ver, acaba por ter uma enorme vantagem: permite afastar essa cenoura do arsenal demagógico da direita que nos atraiçoou, dado que fica patente a completa ausência de nexo entre a lógica dos leilões da dívida pública e os números dos principais parâmetros económicos nacionais. Quer dizer que até um Governo de coligação MRPP-PNR regressaria aos mercados a correr e a saltar nesta altura do campeonato. Falta apenas que apareça alguém interessado em fazer oposição.
