9 thoughts on “Exactissimamente”

  1. E o socialismo , pá?

    Já nos esquecemos não é?
    Isso agora não interessa nada!
    Preparemos pois a eleições que isso agora é que interessa.

  2. Exactissimamente?!
    Só quem andou muito distraído não percebeu que muitas das apostas certas, não para o PS, mas para o país, foram delineadas e postas em prática pelos governos de Sócrates. O plano tecnológico, a aposta nas renováveis, na investigação científica, na educação, na saúde, no combate à exclusão social. Ainda agora se colhem os frutos dessa virtuosa aposta, butalmente interrompida. E chegam-nos as provas do sucesso, através das organizações internacionais. Os actuais governantes fazem de tudo para esconder os resultados. Ainda na semana que finda foi divulgado que Portugal poupou 6 mil milhões em importações na factura energética ao exterior. Em 2009 éramos o país da UE que mais crescia em número de doutorados.
    Mas o actual PS resolveu renegar este passado recente da sua governação e pretende entreter-se a congeminar não sei o quê. Começar tudo de novo, sem dar continuidade ao que ficou demonstrado ser o caminho correcto. Só porque surgiu um grave precalço a nível internacional, que era preciso contornar.
    Vão à bardamerda, meus caros senhores do PS para o século XXI. Com ou sem Seguro. Podem ir com o Paulo Pedroso. Ele ficou sempre muito bem ao lado de Manuel Alegre, durante a primeira legislatura Sócrates.

  3. A propósito…

    Ana Sá Lopes, ontem no “i”:

    O dia de ontem foi um mimo deste paradoxo: enquanto os socialistas discutiam nos corredores da Assembleia da República as amenidades da comissão nacional de amanhã ou a entrevista que António Costa haveria de dar à noite, no plenário votavam disciplinadamente o famoso “défice zero”. O “défice zero” foi o compromisso histórico que os partidos socialistas e social-democratas da Europa assumiram com a senhora Merkel e amigos para tentar “salvar o euro”. Esse compromisso, como já foi amplamente escrito, ilegaliza na Europa o keynesianismo, por proibir políticas públicas expansionistas. E se ilegaliza políticas públicas expansionistas, obviamente ilegaliza o socialismo e a social-democracia. Não deixa de ser interessante que os deputados de esquerda do PS tenham votado com alegria a favor dessa ilegalização. Carlos Zorrinho, o líder parlamentar, congratulou-se, sabe Deus porquê: “O PS diz sim à permanência de Portugal na zona euro, à necessidade de rigor orçamental e à urgência do crescimento económico. Em coerência, votaremos a favor desta lei que transporta para o direito interno o tratado que aqui aprovamos.” No PS registaram-se apenas três abstenções. A saber, recusaram ilegalizar o keynesianismo os deputados socialistas Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves e Rui Pedro Duarte.

    É evidente que o ministro Vítor Gaspar mostrou com gáudio o seu triunfo. A política do custe o que custar tinha acabado de ser sufragada pelo PS, ainda que, em discursos, o PS pareça agora mais distante do governo: “A sétima alteração à Lei de Enquadramento Orçamental constitui uma verdadeira transformação nas finanças públicas portuguesas.” Não deixa de ser sintomático dos loucos tempos que atravessamos que um dos grandes opositores do défice zero tenha sido Cavaco Silva, um homem de direita. Mas isto já está tudo baralhado.» [i]

  4. Caro Pedro,

    Não tem a obrigação de se lembrar do que disse e escrevi “na primeira legislatura” de Sócrates e é legítimo que apenas se lembre das “parangonas”. Mas umas consultas, se tiver paciência para isso, ao “Canhoto” e ao “Banco Corrido” ajudá-lo-ão a ver onde estive e o que disse. De modo muito rápido, discordei profundamente da sua gestão dos assuntos partidários (viu-se o resultado), divergi de algumas ideias para a saúde (como a evolução em direcção aos co-pagamentos ou a aposta nas agora esquecidas PPP da área), tive dúvidas sobre algumas medidas na legislação laboral, que expressei em declaração de voto, defendi sistematicamente as reformas da educação (quando muitos viam nelas a desgraça eleitoral futura do PS) e, nem vale a pena dizê-lo, a política científica – que regressou às orientações do Governo Guterres pela mão do mesmo Ministro – e todos os progressos na luta contra a exclusão social, incluindo a reversão das maldades feitas por Bagão Félix ao RSI. Sobre as energias alternativas, acho que nunca escrevi muito, mas claro que aplaudi (Em rigor, sobre estas, quem não aplaudiu?).
    Sobre o Euro, que refere na sua segunda mensagem, acho hoje que os socialistas europeus se dividiram entre “coniventes” e “anjinhos” na gestão dos seus erros de concepção. Eu estive entre os segundos e talvez, sejamos claros, essa seja uma das áreas em que o governo Sócrates esteve – mal – na nossa tradição de alunos bem-comportados. Ainda me recordo de ver Luis Amado a defender a “regra de ouro” enquanto MNE.
    Não deixa, contudo, de ser engraçado ser visto no PS como tardo-socrático e por espíritos aparentemente atentos como anti-socrático. Será o efeito de romper com uma tradição muito tuga de ou estar caladinho ou escolher uma figura e alinhar sempre com ou contra ela?

    Porque respondo a quem me mandou bardamerda? Porque não é a essa parte do que escreveu que estou a responder. Quanto a isso, vá V. Exa.

  5. oh paulo! pouco me importa se discordaste de umas e apoiaste outras, isso é o faz as rolhas flutuarem, o que eu gostava de saber é se conspiraste com o manel alegre.

  6. À atenção dos senhores que pretendem inventar um “PS do século XXI”. E do sr Paulo Pedroso. Eu pergunto: por que se menospreza o legado dos governos Sócrates, sabendo nós que Sócrates continuou, e bem, Guterres? Foi buscar a “paixão” de Guterres, a educaçao e a ciência, e até reconduziu Mariano Gago. Uma e outra vez. Por que se quer começar de novo, se Guterres e Sócrtes apontaram um caminho promissor? Para fazer a vontade à direita, alinhando com ela no repúdio de Guterres e de Sócrates? Será assim tão dificil perceber que é o PS e as suas políticas viradas para o aprofundamento do Estado Social que estão a ser difamadas e destruidas pela direita? Ora, renegar os governos PS da forma que Seguro está a fazer é aplaudir a direita mais parola e retrógrada que a democracia conheceu.
    Mais uma opinião:

    Maria Manuel Leitão Marques, Voltem depressa estão perdoadas:

    ‘Voltaram à agenda, para consumo próprio ou para exportação, as energias renováveis, os “magalhães” e esta semana até o projecto do TGV. Voltou alterado, é certo, mas veremos ainda quanto.

    Com jeito, regressarão os programas para a qualificação, com o nome de novas oportunidades ou qualquer outro; para a redução da burocracia, em especial para as empresas, chame-se Simplex ou tenha nova designação; para o incentivo à investigação científica e à inovação, em forma de plano tecnológico ou com diferente papel de embrulho; para o alargamento da rede das lojas do cidadão, como meio de racionalização dos serviços públicos existentes e não da sua replicação. Mesmo que tudo isto volte avaliado, corrigido e melhorado, como é óbvio deve sempre acontecer, mude o governo ou não, é um regresso de quem já andou por cá!

    Lamento mais ainda que o Partido Socialista tenha, pelo silêncio, consentido um tal enjeitamento, em vez de ter sido o defensor das políticas que iam no bom sentido, as quais devia conhecer por dentro nos seus pontos fortes e nos seus pontos fracos (que tinha até a legitimidade de alterar).’

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