Cineterapia

Vai ver este filme
Lincoln_Spielberg

Vai ver este filme. Talvez seja o melhor Spielberg de sempre. Sem dúvida, o mais fordiano.

Vai ver este filme. Uma beleza. Ternura.

Vai ver este filme. Vem descobrir, ou celebrar, as mãos sujas de liberdade sem as quais a democracia não nasce nem vence.

17 thoughts on “Cineterapia”

  1. Tentei ve-lo na televisão. Uma chatice. Como o peqeno ecran aperta os planos resulta numa coisa escura. O cinema fica para quando passar a crise. Há coisas prioritárias por estas bandas.

  2. Irei. Ouvira críticas negativas, e ja não estava nos meus plans, mas como acredito bem na tua opinião, farei-te caso, ainda que acho que tambem vou gostar mais de Argo.

  3. e se um presidente fosse um homem capaz de ser mais político do que homem, por amor aos homens e à dignidade preto no branco?
    e se a liberdade fosse, como um novo estado dos estados desunidos, a maior virtude a alcançar?
    e se a politização, e não a profetização, pudesse ser o caminho para chegar à terra dos iguais?

    expressões fortes e olhos profundos.

  4. Fui ver. Um enorme bocejo. Em inglês técnico, “it’s a bore!”.
    Sim, os intérpretes principais vão bem, os diálogos têm graça e está bem filmado. Vai ganhar muitos óscares, pois os americanos pelam-se por que digam bem da pátria. No ano da reeleição de Obama, é um filme politicamente correcto, que apenas sublinha o óbvio. Será o filme mais fordiano de Spielberg, mas comparado com o verdadeiro Ford (Young Mr. Lincoln) fica muito aquém. Spielberg não convence nos seus filmes mais “adultos”. É um “entertainer” e o seu melhor cinema está nos anos setenta (“Duel” e “Jaws”, por exemplo). O Pedro Mexia escreveu um bom artigo sobre este tema na semana passada. Concordo com ele.

  5. onde está, rui mota, o tédio e o óbvio em um filme que exprime a visão do realizador, como homem e cineasta, acerca do mundo – uma visão perfeitamente individual, e única, de um homem e político, aos seus olhos? há uma espécie de lógica invertida, isso sim, trabalhando-se o mito para falar simplesmente de humanidade: é a humanização da política no seu esplendor. e também a festa da palavra.

  6. Olinda,

    A “festa da palavra” é, com certeza. Eu próprio o sublinhei. Mas, bom cinema é, um pouco mais do que isso. Vê o Ford original e compara. Mas, se gostas, quem sou eu para te contrariar?

  7. oh mota! cá pra mim o teu problema chama-se obama e ser um preto a inventar o serviço nacional de saúde. o outro tamém teve problemas desses quando acabou com a escravatura e hoje os republicanos até se orgulham disso, tirando o césar das neves que é kkk.

  8. Ignatz,

    Já estava a sentir a tua falta, pá!
    Não, o meu problema não é o Obama (um dos poucos estadistas dignos desse nome). É o cinema de Spielberg, (de quem nunca fui grande fã, confesso), ainda que o considere um bom artesão. Há muitos bons realizadores, mas poucos bons cineastas. Se não compreendes a diferença, não posso fazer nada por ti. Olha, vê filmes!

  9. realmente não sei qual é a diferença entre realizador e cineasta, mas deve ser qualquer coisa espiritual, tipo bacalhau, que só os gourmets sabem apreciar. quanto a ver filmes, vou vendo as fitas que fazes para te armares em entendido.

  10. o filme mostra como a América continua a ser “the home of the brave”, nem que tenham que comprar os corruptíveis para chegar aos ideais…Política em estado nobre, em estado humano. “Uma bússola não chega, há que ver os pântanos que estão no caminho que nos levam ao norte”.
    Fica obra prima…
    http://www.youtube.com/watch?v=osHBA6YAHAo

  11. Rui Mota

    “O Spielberg não convence nos seus filmes mais adultos”

    Então amigo nao ficaste convencido com:
    O Império do Sol
    O Resgate do Soldado Ryan
    A Lista de Schindler
    Munique e tantos outros…
    Esta tua visão do cinema é um pouco redutora.

    Abraço

  12. francisco todrigues

    Gosto de (alguns) filmes do Spielberg e já citei dois num comentário lá mais para trás. Considero-o um bom realizador “mainstream”, mas nunca o trocaria pelo Martin Scorsese, por exemplo. Podia citar mais dez…é uma questão de gosto e, gostos, não se discutem.

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