Os medievais exortavam a que aprendêssemos não só a distinguir o bem do mal como, e ainda com maior afinco, o mal maior do mal menor e o bem menor do bem maior.
Os animais distinguem o mal do bem. Os animais não distinguem mais nada.
A entrevista de Costa ao Expresso deve-lhe ter dado um gozo extasiante. Aceitou ser questionado por um império de comunicação onde se simula fazer jornalismo e aproveitou para mostrar na cara dos fanáticos e mercenários que eles são uns merdas. Uns merdas que se limitam a escrever e dizer merdas para o seu patrão, os seus amigos e as suas claques.
A diferença entre Costa e quem o acompanha na governação (na verdade, todo o PS) e as vedetas do bota-abaixo ao serviço do laranjal não é apenas, nem principalmente, ideológica ou programática. É antes de pundonor, decência e higiene – mas é mais de higiene.
São só isto, não passam disto, a suposta imprensa reduzida à intriga e à chicana:
Numa entrevista ao “DN”, disse que Eduardo Cabrita é um ministro “excelente”. Tem outros adjetivos para ele — como “insubstituível”?
Ninguém é insubstituível. Agora o que eu tenho visto a ser discutido é a remodelação da oposição.
Falou com Cabrita sobre a festa do Sporting antes de ficar definido o modelo de celebração?
Não.
O tema celebração do campeonato, naquela altura de saída do confinamento, nunca foi discutido entre o primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna?
Não foi nem tinha de ser. Houve um trabalho que foi feito entre o clube, o município, as forças de segurança sobre a forma como deviam decorrer.
Se és direitola decadente, pulha inveterado e/ou caluniador profissional, que te está a causar mais azia e insónias?
OPÇÕES
A – A resposta do SNS e o processo de vacinação estarem a ser um sucesso na mitigação das consequências da pandemia, inclusivamente quando nos comparamos com os países mais ricos do Mundo.
B – A população empregada registar, no segundo trimestre do ano, valores superiores aos verificados no período anterior à pandemia (2019), atingindo 4,81 milhões de pessoas empregadas e uma taxa de desemprego de 6,7%.
C – Ainda não ter ocorrido na "época de incêndios" nenhuma desgraça em área ardida, bens destruídos e vidas perdidas, para poderes voltar a berrar pela "falência do Estado" e para tratares o Eduardo Cabrita como um assassino em série.
Escolhe uma das opções e justifica na caixa de comentários.
E esta, hem? 😳
Chega de Vila Real diz que “funcionários do Governo” no centro de vacinação “iam tentar injetar veneno” a Ventura https://t.co/RbezzFNEo8 via @expresso
— Rui Rio (@RuiRioPSD) August 9, 2021
Desejo que o Dr. Ventura recupere o mais rápido possível da covid-19 e que não tenha qualquer sequela.
Também desejo que aproveite este tempo de paragem, ou recolhimento espacial, para ver um programa muito giro da Netflix. Chama-se Como ser um tirano e aquilo é um festival de ensinamentos para quem escolheu o caminho político que o Dr. Ventura livremente decidiu trilhar – apoiado pelo “homem invulgar”, o qual sabia tão bem o que a casa gastava que, entre 308 opções, o lançou precisamente em Loures; assim dando azo a termos visto, pela primeira vez em democracia, o endosso de um partido com representação na Assembleia da República à promoção e defesa de um discurso xenófobo e racista. Nesse tempo, os ovos que o Dr. Ventura levou para a campanha das autárquicas eram de lagartixa. Agora, crescido, homem feito, líder carismático cuja missão de mandar nesta merda toda foi validada pela Nossa Senhora de Fátima e por Deus (não necessariamente por esta ordem), os ovinhos são quase à descarada da famosa serpente.
Claro, o Dr. Ventura poderá alegar que não precisa de lições de ninguém, que conhece aquelas histórias de ginjeira, que já tem essa matéria toda estudada e decorada. Mas, olhe, Dr. Ventura, tenha paciência, seja humilde, pois só tem a ganhar em recordar o que essa rapaziada fez, e como fez. Inspire-se. E tente fazer ainda melhor, como o Dr. sabe que é capaz.
Food or sex? Fruit flies give insight into decision-making
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Physical activity jolts brain into action in the event of depression
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Learning foreign languages can affect the processing of music in the brain
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Giraffes are as socially complex as elephants, study finds
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Mathematician reveals world’s oldest example of applied geometry
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Study Shows Users Banned From Social Platforms Go Elsewhere with Increased Toxicity
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‘Virtual Nature’ Experiences Reduce Stress in Prisons
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Continuar a lerRevolution through evolution

«Contactada pelo Expresso a candidatura de Moedas explica que a ideia da imitação foi "intencional" e visou chamar a atenção dos eleitores "curiosamente pela diferença".
"É um cartaz que vai na linha do próprio posicionamento em Lisboa. A escolha é clara entre Carlos Moedas e Fernando Medina e os lisboetas vão ter que escolher se querem uma mudança para melhor ou mais do mesmo", justifica fonte oficial da candidatura de Moedas.
Questionado sobre se a ideia transmitida pode ser exatamente o oposto, que os dois candidatos representam quase o mesmo, a candidatura de Moedas recusa que seja esse o efeito. "Admitimos que essa é a mensagem que o PS quer transmitir, se virmos a floresta e não apenas a flor. Mas temos recebido ótimas reações ao cartaz, que tem criado na verdade algum buzz e burburinho", acrescenta a mesma fonte.»
Ao ler este título – Rio e Medina pegam-se. Dois políticos em luta pela sobrevivência – do que era uma suposta notícia, fiquei intrigado. Será que o DN tinha voltado aos gloriosos tempos da “brigada laranja”, a qual, em 2011, produziu dez gloriosas transferências da redacção do jornal para o tal Governo que ia pôr os piegas fora da sua zona de conforto? Dez bravos escolhidos por nomeação directa do Pedro, um justo prémio por terem resistido à “asfixia democrática”, esse calvário onde só podiam usar a carteira de jornalista para dizerem e escreverem o que lhes desse na gana, quase sempre a favor do PSD e contra o PS, e pouco mais.
A dúvida resistiu dois segundos. “Isto é coisa do João Pedro Henriques, aposto 10 euros.” É que o título conseguia o feito de continuar a enterrar Rio e, em simultâneo, denegrir Medina. Medina, esse candidato que está destacadíssimo à frente nas sondagens, e que no episódio relatado reduzia o presidente do PSD a uma papa de ridículo e vergonha alheia, aparecia subitamente transmutado num náufrago a ir ao fundo. Não só, ficava nivelado por baixo com Rio, este um vero náufrago que se sentou no fundo da Fossa das Marianas e tem estado entretido a escavar o solo marinho.
Fui ver, era do JPH. Agora, a quem é que vou pedir os 10 euros?
Comissão de inquérito ao Novo Banco: valeu a pena https://t.co/UeQwcfUu94
Vale muito a pena ler este texto do António Ramalho— Pedro Marques Lopes (@pedroml) August 1, 2021
Tem toda a razão Pedro Marques Lopes. Vale muito e muito a pena ler o texto de António Ramalho. É exemplar e didáctico.
Mas então, foda-se caralho, como é que alguém que recomenda esta lição sobre a disfunção cognitiva inerente às comissões parlamentares – disfunção no sentido em que os partidos prolongam a cultura decadente onde a política é uma farsa de sensacionalismo e maledicência para poder reclamar vitórias que em nada se relacionam com o bem comum – é o mesmo alguém que alimenta a estrambólica calúnia do “assalto ao BCP”? É que tudo o que este Ramalho teclou se aplica, ipsis verbis e mutatis mutandis, às comissões de inquérito que se fizeram sobre a gestão da CGD no período em que Armando Vara era um dos administradores. Tudo.
Vale a pena pensar nisto, como dizia o outro.
When they don’t express negative emotions, women are seen as more effective leaders than men
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Many Parents Still Believe Boys Are Better, More Competitive at Sports Than Girls
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Fit Kids, Fat Vocabularies
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We are more forgiving when people close to us misbehave
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Does testosterone influence success? Not much, research suggests
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People who are more creative can think of ideas with greater ‘distances’ between them
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No Particular Risk of Infection of SARS-CoV-2 From Cash
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Quando está morto é terrorista, quando está vivo é “Sempre me pode assinar este livro?” pic.twitter.com/ZpqsiTwsFE
— Guilherme Trindade (@SexoGratweeto) July 31, 2021
«Deixem-me recordar o óbvio: há dezena e meia de pessoas assassinadas pelas FP-25 que deixaram família. Esta gente está viva, ainda chora a forma como os seus pais, filhos ou irmãos morreram, e certamente vê noticiários. Alguém pensou um minuto nessas pessoas e em como se sentiriam se vissem agora aquele foi considerado o grande autor moral dos crimes que conduziram à morte dos seus familiares a ser enterrado com honras de Estado?»
Caluniador profissional pago pelo Público
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Para quem na morte de Otelo releva o seu papel no derrube do fascismo e releva o seu papel na tentativa de derrube da democracia (é favor consultar o dicionário), e posto que o Estado não lhe deu honras de herói, qual seria a melhor forma de homenagear tão crucial e dilemática figura da História de Portugal?
28 de Junho de 2021. Onde é que ele já vai. Mas foi nesse dia que Rio colocou em cima da mesa o fim da sua presidência no PSD – Rui Rio assume que mau resultado nas autárquicas é “encontrão para cair“. Se atendermos apenas ao que percebemos estar a querer dizer, parece o contrário. Parece que está a confiar ter-se atingido o fundo do poço em resultados autárquicos para o PSD em 2017, com Passos, e a capitalizar na imaginada impossibilidade de eles serem piores daqui a uns meses; donde, poder alegar que tem condições para disputar as próximas legislativas bastando-lhe ter uma junta de freguesia a mais. Porém, Rio é um dos mais ineptos líderes que o laranjal já conheceu, tendo ultrapassado o que reputados investigadores internacionais de Ciência Política chamam de “Limiar LFM” (onde LFM é sigla de “Luís Filipe Menezes”). Daí, ele não entender que o seu gosto em se ouvir apenas conseguiu deixar a malta toda a olhar para a representação mental da sua saída de cena.
Os dias continuaram a passar após este involuntário anúncio de demissão e os impérios mediáticos da direita chutaram para canto o haraquíri. Até porque à volta a implosão do partido continuava a bom ritmo com as cegadas entre a direcção e o Conselho de Jurisdição Nacional, a peixeirada de António Oliveira em Gaia, o bluff que Carlos Moedas revela ser a cada acto de campanha em que decide participar, e o improviso de um Marcelo desasado a gritar por socorro, implorando que alguém acuda com urgência ao PSD.
Rio também não esteve nada mal como artista a solo, ao exigir uma explicação acerca dos documentos do carro que transportava Eduardo Cabrita no acidente, ao manter a sua paranóia sem remédio contra as empresas de sondagens e ao lançar uma proposta de revisão constitucional que foi menos audível do que o som de uma solitária mão a bater palmas, eis três exemplos do seu inimitável estilo de liderança. Do outro lado, do lado da inexistência de imprensa em Portugal, a harmonia foi completa, não tendo sido incomodado sequer quando o Ministério Público anunciou querer a absolvição de Azeredo Lopes. O mesmíssimo Azeredo Lopes que Rio deu como culpado em 2019 e à pala do qual lançou calúnias que visavam envenenar a campanha eleitoral com chicana de tasca e esgoto. Estas palavras de Costa a respeito merecem ser lidas por serem o retrato exacto da pulhice onde Rui Rio mergulhou de cabeça e boca aberta – António Costa. Rui Rio “envergonha-se a si próprio” e atingiu “dignidade da campanha eleitoral“. Escusam de procurar no inenarrável canal Twitter deste tratante porque nem aí foi capaz de dizer alguma coisa do foro do arrependimento ou sequer deixar um daqueles emojis com que tem animado as suas hostes e revelado o que lhe vai na alma.
O PSD é neste momento um território de caça para qualquer maluco com arma na mão ou sem ela, o cadáver de Rio apenas um zombie obrigado a um último arrastar de pés antes de ser pulverizado pela máquina. Faz esta derrelicção mal à democracia? Faz. Mas muito menos do que o mal que um PSD decadente espalha, o PSD que se enterra em acordos com o Chega e ainda recebe o apoio explícito de Cavaco e Ferreira Leite a tal conúbio, o PSD que afunda o País numa crise económica e social colossal evitável nesse nível de destruição atingido só para provocar eleições e governar escudado em soberanias estrangeiras. Esse PSD do poder pelo poder, do vale tudo, da judicialização da política e da politização da Justiça, do golpismo, se desaparecesse de vez era um alívio, um descanso. O potencial vazio donde viria a nascer um partido genuína e honradamente social-democrata.