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O socratismo chegou à Madeira

E José Sócrates? "Não nos falávamos, acabámos amigos. Fizemos as pazes no dia dos aluviões. O gajo foi impecável. Combinámos um plano de apoio à Madeira. Estava de férias no Porto Santo e telefona-me o Sócrates: 'Tenho uma proposta para lhe fazer. Suspende-se o que está no Orçamento do Estado [OE], arranja-se uma lei para isso, por quatro anos. E eu compenso. O dinheiro que você ia receber dali do OE, vai receber na lei de apoio à recuperação dos aluviões'. E eu: 'Ó homem desde que eu não perca dinheiro você faça como quiser'. E ele: 'É que não posso perder o Teixeira dos Santos'. A certa altura ele não falava com o Teixeira dos Santos e disse-me: 'Quando precisar de tratar coisas das Finanças vai falar com o Emanuel dos Santos', que era um secretário de Estado da confiança dele, 'sem o Teixeira dos Santos saber'. E eu [risos]... porra de país em que eu estou metido."

E Teixeira dos Santos? "Só soube disto por mim, um dia que me convidou para jantar, anos depois. Ficou branco." [Risos].

A gargalhada foi quebrada de rompante. Bastou perguntar por Passos Coelho. "Aí é mais grave, aí é mais grave. O Passos é um situacionista do sistema político. O Passos nunca tolerou que eu fosse adversário político do sistema constitucional de 1976. O Passos nunca entendeu as autonomias, porque é um retornado de África. E acha tudo isto uma ameaça à unidade nacional. E o Cavaco também não gostava muito dele. O Passos começou a apoiar o [Miguel] Albuquerque contra mim. Chegou ao ponto de vir à Madeira homenagear os ingleses que tinham sido contra o PSD o tempo todo. E a última foi quando houve aqui, no Congresso, a passagem de testemunho. Fundei o partido aqui, dei 40 e muitas vitórias ao partido, consegui mudar um pedacinho a Madeira, e ele nem uma palavra teve para mim. Nem sequer um 'Olha, obrigado Jardim'. Nada. Foi como se eu não existisse. Isto é ofensivo. Vim a saber que ele tinha dito numa reunião que 'O Jardim, daqui a três meses, ninguém se lembra dele'. Olha o sacana!"

O tom depreciativo aumenta. Quase não preciso de fazer perguntas. "O que ele fez foi uma política de genocídio social. Não se recupera uma economia cortando salários, recupera-se travando a inflação. Não se tira poder de compra às pessoas. Não se vai tirar a uns desgraçados, já com reformas vergonhosas, o pouco que têm. O que ele fez ao país é imperdoável. É a negação da social-democracia."

Por instantes, um silêncio. Jardim beberica um pouco. E se o Passos Coelho regressar?, pergunto. Jardim olha-me em espanto e responde sem hesitar: "Se ele vier eu tenho que votar noutra pessoa qualquer."


Entrevista a João Jardim

Os homens que agridem e assassinam mulheres usam o mesmíssimo argumento

«Roger Waters discursou no Conselho de Segurança na qualidade de "ativista civil a favor da paz" a convite da Rússia, que convocou esta reunião para discutir o aumento do fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente.

Apesar de considerar que a invasão russa da Ucrânia foi "ilegal", Waters frisou, por videoconferência, que não se pode dizer que "não aconteceu sem provocação".»


Fonte

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Dominguice

Quem vê caras não vê corações. Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Quem cala, consente. Não se fazem omeletes sem partir ovos. Quem não chora não mama. Em terra de cego, quem tem um olho é rei. Quem feio ama, bonito lhe parece. À noite todos os gatos são pardos. Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte. A ocasião faz o ladrão. Quem não arrisca não petisca. Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão. Quem tem capa sempre escapa.

Ou seja, nunca digas desta água não beberei.

Da normalização da calúnia

Ana Gomes tem nojo do PS, sente ganas de vomitar no Largo do Rato. Como ela diz, não aceita nem reconhece este Partido Socialista, experiência que lhe revolve as entranhas e desperta-lhe uma vontade insana de caluniar. Daí, aos domingos, ir para um canal do Balsemão apelar a que se tire essa gente do poleiro e se meta lá a sua. De preferência, enfiando alguns no chilindró, a começar ou a acabar no odiado Costa. Sem exagero: aquando das notícias relacionadas com um inquérito judicial a Manuel Salgado, a senhora frisou enfaticamente que a investigação devia chegar a Medina mas não parar aí, pois não foi este quem meteu o alvo na CML…

Donde, posto ser uma autoridade moral da Grei, temos de concordar com ela. A ida de Ana Catarina Mendes à convenção do Chega está realmente a normalizar esse partido. É inegável, porque lógico. Só que a lógica em causa não é da responsabilidade do PS, antes da Constituição e do Tribunal Constitucional. O Chega é um partido inserido na legalidade, concorre a eleições legislativas e autárquicas, tem mais deputados do que o PCP e o BE juntos, cresce nas sondagens. Aparecer um membro do Governo na sua Convenção demonstra respeito democrático para com os eleitores desse partido. E ouvirmos as declarações desse membro do Governo à saída do evento, onde avaliou politicamente o conteúdo testemunhado, demonstra o respeito ideológico do Governo e do PS para com os restantes eleitores que não votaram nesse partido.

De facto, este PS não é o de Ana Gomes. Tal como não eram os anteriores, excepção para o de Seguro. Isso não a impediu de ser uma alapadíssima deputada europeia durante o socratismo, acabando a morder na mão de quem a alimentou. Agora, exibe o título de Candidata a PR2021 e dedica-se à vingança contra o partido que não apoiou a sua ambição. Nesse sentido, a chungaria fascistóide do Ventura e sequazes consegue ser mais honesta do que os maus fígados desta profissional da calúnia.

O ódio como motivação

«A presença de Miguel Pinto Luz no encerramento da convenção é a confirmação do que se já percebeu: se o PSD precisar do Chega haverá um acordo. E quanto mais sinais der disso mais utilidade terá o voto no Chega, à direita, e mais precisará dele. Percebendo a centralidade que lhe dão, Ventura subiu a parada: quer ministros. E a sede de poder da direita será tal que os terá.

[...]

Quanto à presença de Ana Catarina Mendes, em representação do governo, é ainda mais significativa. O PS não esteve presente, mas, ao escolher uma das suas principais ministras, Costa quis valorizar o Chega, passando a ideia de que por ele passa qualquer alternativa. O que Macron tem feito, destruindo todo o sistema partidário francês. Só há um problema: as coisas estão a chegar a um ponto em que até o PS parece estar a perder votos para a extrema-direita. Costa está a alimentar um monstro que lhe garantirá a sobrevivência a curto prazo. O problema não são apenas os inimigos da democracia. São os que estão demasiado ocupados consigo mesmos para a defender.»

Daniel Oliveira

🤹‍♂️

O excerto acima pendurado é mais um paradigmático exemplo do que é o “raciocínio motivado”, servido por este especialista no assassinato de carácter de António Costa. Listemos as deturpações crassas:

1. “Quanto à presença de Ana Catarina Mendes, em representação do governo, é ainda mais significativa.” ⇽ Ainda mais significativa do que a presença de Miguel Pinto Luz, vice-presidente do PSD, e pintado como apoiante de um acordo com o Chega, acordo esse que implicará dar ministérios a Ventura? Como é que a presença de alguém que denuncia o Chega como uma força política que apela ao ódio pode ser mais significativa do que a presença daquele para quem esse ódio será instrumental para tomar o poder?

2. “O PS não esteve presente, mas, ao escolher uma das suas principais ministras, Costa quis valorizar o Chega, passando a ideia de que por ele passa qualquer alternativa” ⇽ O PS esteve presente, porque Ana Catarina Mendes, para além de actualmente ser ministra de um Governo socialista, continua a ser uma deputada eleita pelo Partido Socialista e sua secretária nacional. Ana Catarina Mendes pode ser uma das principais ministras mas foi enquanto Ministra dos Assuntos Parlamentares que esteve presente num evento de um partido com representação parlamentar muito relevante, actual terceira força. Que devia o Governo fazer para satisfazer o escriba, enviar o Ministro da Cultura? Costa não quer valorizar o Chega, quer desvalorizá-lo, precisamente porque por ele passa uma qualquer alternativa. E és tu, Daniel, quem garante que passa umas linhas acima no teu texto.

3. “O que Macron tem feito, destruindo todo o sistema partidário francês.” ⇽ A sério que é Macron quem anda a destruir o sistema partidário francês? E o sistema deixa? Temos Napoleão! Não admira que Costa o queira imitar, que sonhe todas as noites com a destruição do sistema partidário português. É que deve dar um gozo do caraças.

4. “Só há um problema: as coisas estão a chegar a um ponto em que até o PS parece estar a perder votos para a extrema-direita. Costa está a alimentar um monstro que lhe garantirá a sobrevivência a curto prazo.” ⇽ Parece ou está? Há muita coisa que parece e não é, né? Parece que o Sol roda à volta da Terra, é o que parece. Será? O mesmo acerca desses nutrientes para o monstro. É mesmo assim ou parece-te? Vê lá isso bem, pá. O ódio nem sempre é o melhor conselheiro.

5. “O problema não são apenas os inimigos da democracia. São os que estão demasiado ocupados consigo mesmos para a defender.” ⇽ A tese é a de que compete ao Governo defender a democracia da ameaça do Chega, não ao PSD disposto a levar a chungaria fascistóide para São Bento nem ao cidadão interessado em viver numa sociedade onde se respeitam os valores da integração e do socorro aos mais desvalidos, dentro das possibilidades geradas pelo apoio à classe média, ao empresariado e às instituições da saúde, educação, ciência, segurança. Esse encargo, a missão de governar, com a sua desvairada complexidade, surge ao comentador profissionalizado como sendo equivalente a “estar ocupado consigo mesmo”. O nível de psicologização e fulanização é folhetinesco, o exercício de usar o Chega para atacar um primeiro-ministro que se tornou um alvo obsessivo desde 2019 é patético.

Combater Ventura passa por mostrar que ele é um vendedor de banha da cobra, na sua cara. E já foi alcançado, pela mais inesperada figura possível, o Tiago Mayan. Este sui generis protagonista fez mais pela defesa da democracia em 35 minutos do que a colecção completa dos tratados antiCosta que o Sr. Oliveira vende semanalmente ao Balsemão.

A civilização não teme os tratantes

O PS, o Governo e Ana Catarina Mendes fizeram muito bem em ter estado institucionalmente presentes no encerramento da V Convenção do Chega. Por duas principais razões: (i) O Chega é um partido com representação parlamentar, correspondendo ao terceiro maior grupo de deputados — ou seja, para além de ser democraticamente legítimo é socialmente relevante; (ii) a democracia pode ser conquistada pelas armas mas a sua defesa reside na palavra, só na palavra.

À saída do antro fascistóide, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares disse: “Aquilo a que aqui assistimos é o que nunca defenderemos: o discurso de ódio, de desrespeito pelos portugueses e de ataque de portugueses contra portugueses. Aquilo que aqui ouvimos foi um incitamento ao ódio.” Depois pediu cooperação na União Europeia, construída para defender a paz, e pediu respeito para os imigrantes. “Todos os que aqui chegam têm direitos e merecem ser tratados com dignidade”, considerou a ministra.

Consequência? Quem quiser, quem se interessar, quem se importar, poderá verificar se há mentira, distorção ou exagero nas suas declarações. Poderá rever o discurso final de André Ventura e tirar as suas conclusões. No caso de não se importar, não se interessar nem querer saber do que disse uma e outro, também está bem. Não poderá é dizer que não foi avisado.

As palavras têm consequências. Foi assim, cuidando das palavras, que se inventou a civilização.

Parece o circo, e é

«Marcelo Rebelo de Sousa acha difícil António Costa recuperar do clique negativo que considera ter acontecido com o caso TAP e, embora continue a dar tempo ao Governo, espera que Luís Montenegro acelere o passo. O que faz falta, disse esta semana, é “que o Governo governe e governe melhor” e que a oposição seja “cada vez mais contundente”. O que significa que, depois de ter aconselhado Luís Montenegro a não ter pressa, Marcelo pede agora ao líder da oposição que carregue no acelerador. Não vá o relógio trocar o ciclo.

Pela sua parte, o Presidente da República não vai deixar que a crise no Governo altere o calendário que há muitos meses definiu na sua cabeça e que coloca nas eleições europeias de 2024 o momento para avaliar se a legislatura tem condições para chegar ao fim.»


por Altifalante de Belém

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Dominguice

Se nos fosse dado o poder de voltar a nascer, mudando certos parâmetros, que escolheríamos alterar? O local, preferindo outra localidade ou país? O ano, século ou milénio de nascimento, indo para um qualquer outro passado ou futuro? Os pais e familiares, trocando os nossos por outros que nos agradassem mais por isto ou aquilo? O género e/ou o fenótipo? A espécie, optando por nascer animal ou planta?

Fosse qual fosse a nossa escolha, voltar a nascer seria sempre nascer pela primeira vez.

Corrupção em sessões contínuas

A TSF e o DN entrevistaram Fernanda de Almeida Pinheiro, a nova bastonária da Ordem dos Advogados, e puseram o mesmo título à notícia publicada em cada meio:

Portugal “tem um problema de corrupção grave”

Quer isso dizer, de acordo com a mais básica noção do que seja um título, que a nova bastonária deu uma entrevista onde se alongou no tema da corrupção, ou dele ofereceu uma análise especialmente relevante, ou que terá elencado casos incontornáveis da julgada e transitada em julgado corrupção portuguesa, factos esses a merecerem destaque em parangona, né? Népias. O vocábulo “corrupção” é usado uma única vez por apenas um dos três participantes. Nessa única vez, cai de pára-quedas numa resposta relativa à notícia de existirem advogados que foram constituídos arguidos, sendo que a pergunta era dirigida à imagem dos advogados na opinião pública, não ao tema da corrupção, muito menos à sua problemática nacional. Donde, a referência à corrupção em Portugal nessa parte da entrevista não tem qualquer valor sequer informativo para o leitor ou ouvinte do trecho. Foi uma contextualização improvisada cujo propósito na economia do seu argumento era tão-somente o de defender a classe dos advogados.

Assim, por que caralho Rosália Amorim e Pedro Cruz resolveram enganar as suas audiências? Foi porque a bastonária só disse inanidades para além dessa oração de oito palavras? Ou terá sido porque à Rosália Amorim e/ou ao Pedro Cruz interessa manter o tema da corrupção no espaço público, desta forma bisonhamente sensacionalista, para que gere alarmismo, desânimo, revolta e extremismo político? Que lógica jornalística pode ter criar um título que se esgota em si mesmo, que se transforma em slogan? Porque será que até os caluniadores profissionais, os quais enchem o bolso à pala dos “corrrruuuuptos”, nunca apresentam dados registados, números estimados, tipologias agregadas, comparações internacionais?

Uma coisa é certa, o fenómeno da corrupção na imprensa — onde se viola o código deontológico da Carteira, se fazem assassinatos de carácter, se lançam campanhas negras e se cometem crimes — é um espectáculo de sessões contínuas.

Só se enganou na última frase

«Há alguma mão invisível que o PCP veja que esteja a funcionar em termos de Justiça?
Não sei se é mão invisível, mas uma gestão política destes casos acho que há. É uma evidência. Basta ver que, nas várias sequências de “casos e casinhos” que têm surgido, diferentes uns dos outros, nalguns casos são notícias requentadas com mais de dois anos que voltam a surgir com uma nova dimensão que não têm ou que podem não ter. Há aqui um problema mais de fundo.

Estamos perante uma situação que mina o próprio sistema democrático, mina a democracia e quer arrastar todos para o lamaçal. Essa é que é a questão de fundo com que estamos confrontados. É preciso, primeiro, que a Justiça cumpra o papel que tem — e está a fazê-lo —, que tenha meios para isso, mas simultaneamente, também não procurar desviar a atenção para o centro destes casos que todos os dias vão surgindo, desviando daquilo que é fundamental, que é a situação das pessoas e a situação do país.»

Fonte

Vamos lá a saber

Como é que a marca “Pedro Nuno Santos” ficou após assumir que no começo do caso — e até à ida de Christine Ourimières-Widener ao Parlamento, onde garantiu ter provas por escrito da concordância do Governo — “não se lembrava” de ter aprovado, por WhatsApp, a indemnização de Alexandra Reis na TAP?

Chegou a este ponto

Chegou ao ponto de Ana Drago, que não gasta uma caloria de simpatia com o PS, sentir que tem de denunciar a politização do Ministério Público, o qual está a interferir conspirativamente contra o regime, contra a democracia, contra a liberdade dos cidadãos: Há perguntas a que o Ministério Público deveria responder

Claro, Ana Drago poderia ter publicitado a mesmíssima denúncia a respeito de tudo o que foi feito contra Sócrates, logo a partir de 2008, em cima da chegada de Ferreira Leite ao PSD e ao lançamento da bandeira da “verdade” por Cavaco e pelo laranjal. Foi esse o contexto político do Face Oculta, uma operação desenhada para perverter as eleições de 2009 através da colocação do então primeiro-ministro como arguido de um crime inventado em Aveiro por um Vidal. Especialmente, é impossível a quem agora regista o óbvio ululante das coincidências dos calendários de certos agentes da Justiça com os actos eleitorais, e a quem denuncia o deboche dos crimes cometidos por magistrados e jornalistas na violação do segredo de justiça, não ter percebido a completa utilização do poder policial e judicial para montar o que é, essencialmente, um linchamento político e uma tentativa de criminalização de um partido.