Todos os artigos de Valupi
Alta política: aquela que chega às nossas raízes
Uma hora cheia de fértil inteligência, abundante de ideias.
Compinchas
Ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Dias Loureiro é uma coisa;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Oliveira e Costa é outra;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Duarte Lima é outra;
ter por compincha, correligionário e alto quadro de confiança o Isaltino Morais, outra ainda.
Ter os quatro em simultâneo por compinchas, correligionários e altos quadros de confiança é arte, é gosto refinado, é exigência; uma selecção gourmet, jamais um acaso.
Que pena Portas estar no Governo, o que ele não faria com este petisco
Nem este Governo conseguirá fechar esta estação
Perguntas simples
Velhacos e dançarinos
No seu habitual comentário no programa Política Mesmo da TVI 24, o antigo presidente do PSD, recuou até 2010, o ano em foi decido colocar portagens nas Scut, lembrando que houve um acordo entre o Governo de Sócrates e o grupo Mota para a introdução de portagens nas auto-estradas Costa de Prata, Grande Porto e Beira Litoral.
[…]
O antigo presidente do PSD, lembrou que os prejuízos “quase davam para pagar o subsídio de férias e de Natal que vai ser cortado aos funcionários públicos e pensionistas” (cerca dois mil milhões em termos líquidos) e falou na possibilidade de se estar perante “um caso de polícia”.
__
A figurinha a que se presta Marques Mendes, alguém que muito provavelmente terá amigos e conhecidos na administração da Mota-Engil, expõe a matéria moralmente putrefacta que enche as entranhas desta actual direita partidária que nos calhou em desgraça. O que ele diz publicamente será apenas uma pequeníssima parte, e sem o vernáculo, do que a oligarquia vocifera contra Sócrates em restaurantes, jantares, casamentos, jogatanas de golfe e idas aos saldos a Londres. Estamos a falar de marmanjos que celebram compulsivamente a riqueza pela riqueza, desbundando desde o berço com as historietas das negociatas deste e daquele que se encheram à grande e à portuguesa. Estamos a falar de passarões que estão juridicamente blindados pelos melhores escritórios de advogados e têm acesso directo à protecção dos mais poderosos que servem ou poderão vir a servir. Estamos a falar da pândega, bolorenta, elite nacional.
Eis o que Mendes se permite despejar na rua: tivemos um Governo embrulhado em duas crises internacionais, um bocadinho para lá de colossais, que aproveitou a necessidade de reduzir as despesas do Estado para entregar dois mil milhões de euros a uns senhores que os pediram apenas porque o seu papel na sociedade é sacar o nosso papel. Que devemos pensar de gente assim? De acordo com este ex-presidente do PSD, insigne cavaquista, devemos louvar o sucesso do Grupo Mota na tramóia e devemos gritar à janela que os tais ex-governantes envolvidos na coisa são criminosos da pior espécie, tão ruins, tão ruins, tão ruins que o actual Governo, um Governo de e da gente séria, não teria de cortar os subsídios de Natal e de férias aos funcionários do Estado e aos pensionistas não fora este gamanço a pedir polícia e tribunal. Muito bem, até aqui estou com o Mendes, acho que ele é um bravo, um exemplo para a mocidade portuguesa com a sua excitação na denúncia da malandragem. A chatice é que o Mendes não informou a respeito dos passos seguintes, nomeadamente da sua ida à Procuradoria para entregar provas ou indícios, o que me faz pensar na alta probabilidade de estarmos perante mais uma escabrosa pulhice com sabor a laranja.
Perante estas declarações, vindas de quem vêm, o silêncio dos visados na calúnia pode significar que assumem a culpa, restando-lhes esperar pela bófia, mas também pode significar que não querem perder tempo com velhacos que atiçam os piores instintos dos mais ignorantes e doentes, muito menos com dançarinos para quem o Estado de direito é apenas música na grande festança dos privilegiados.
Máximas para os mínimos
Vamos lá a saber
Good food for good thought
“Transparency”
Six times as popular in the business press as it was in 2002; about one in 40 press releases claim it. It’s taking over “honesty” and “integrity,” maybe because you can claim transparency without any suggestion you’re doing something that improves anyone’s life. Note: The glass industry uses “transparency” in marketing less than the average, but the audit industry uses it ten times as often. Draw your own conclusions.
The 7 Iconic, Transparent, Empowering Business Buzzwords That Need To Die
Coisas que acontecem
Impressionar no desemprego, brilhar na falência, seduzir na miséria
Generation X Report: Survey Paints a Surprisingly Positive Portrait
.
Conservatives Are More Squeamish than Liberals
.
Want to Resist Temptation? Thinking Might Not Always Help You, Study Suggests
.
Peer Pressure in Preschool Children: Children as Young as 4 Years of Age Conform Their Public Opinion to the Majority
.
Government considers ‘right to know’ on domestic abuse
.
Harsh Discipline Fosters Dishonesty In Young Children
.
Subjects Move Virtual Chopper With Thoughts
.
Sexism and Gender Inequality
.
Study Links Unemployment, Mental-Health Problems
Política com final feliz
A primeira edição do Orçamento Participativo em Cascais entrou agora na última fase: votação. Em Lisboa, a quarta edição foi concluída recentemente, tendo logo depois sido anunciados os projectos vencedores. Saltou-se de 11 mil votos em 2010 para 18 mil em 2011 na Ulisseia. A popularidade da iniciativa disparou e, se continuar, não demorará muito a atingir os 100 mil registos. E tudo aqui brilha ao mais alto nível de eficácia cidadã, desde a metodologia da escolha dos projectos à ubiquidade da possibilidade de participação, passando pela informação disponibilizada antes, durante e depois da votação. Para quem se envolve na escolha de um projecto apenas na fase final, sem mais gasto de tempo do que aquele resultante da consulta da lista dos finalistas no todo ou em parte, o destino é o prazer: prazer de descobrir as ideias em disputa para melhorar a qualidade de vida na cidade, prazer de encontrar a sua proposta favorita e prazer de conhecer os sonhos que se irão concretizar e juntar-se aos já inaugurados ou em construção. Ganha-se sempre, mesmo quando se perde, porque se tem a certeza de irmos todos aproveitar com os investimentos a fazer, sejam eles quais forem.
Mas é nas fases de elaboração, apresentação e selecção das propostas finalistas que a iniciativa se revela como uma escola de cidadania de vasto alcance, permitindo a qualquer munícipe uma experiência plena do que é a essência da política: o encontro dialogante e volitivo com os vizinhos, o sentimento de se pertencer a uma comunidade maior do que os problemas individuais. Por razões de disponibilidade, são os reformados e os estudantes aqueles que mais podem participar nas sessões nas Juntas de Freguesia. E serão também estes dois grupos os que reúnem mais energia e sapiência para renovarem os espaços urbanos, pois os vivem com uma intensidade que escapa aos que se fecham nas carroças e nas gaiolas durante o dia até chegar a hora de se fecharem em casa. Ora, se conseguirmos aumentar a frequência do convívio entre reformados e estudantes com vista ao bem comum, algo de profundamente vital estará a acontecer no espaço público. As consequências da união de esforços em projectos locais entre pessoas de vária escolaridade, idade, ideologia, experiência e tipos de vida tem profundas consequências para o amadurecimento político da sociedade portuguesa.
Os Orçamentos Participativos mostram que não podemos invocar qualquer desculpa para o absentismo cívico. Só não participa quem não quiser. E isso é o que podemos dizer a respeito de outras instâncias da intervenção pública, em que o cidadão abdica espontaneamente de um conjunto formidável de direitos que lhe garantem voz e espaço de acção. O discurso contra os políticos e contra a política é papagueado pelos mais mentalmente frágeis e pelos mais moralmente perversos. O que pretendem, inconscientes os primeiros e canalhas os segundos, é a continuação do afastamento dos cidadãos da sua fonte primeira de poder: a liberdade para serem autores da cidade onde habitam, onde se realizam. Só nos irão derrotar se deixarmos, somos nós que daremos um final infeliz ou feliz a este mistério de estarmos juntos.
Good food for good thought
The Republican-Democratic debate over income tax rates and the size of government has been long on rhetoric but short on data. What does published research say about what different economic groups do with savings from income-tax cuts? Will the economy slow if Washington cancels tax cuts on millionaires and billionaires?
Most experts agree that tax cuts can stimulate a weak economy over the short term through increased consumption and investment, provided the money flows to people who are more likely to spend than save. Past observation has shown that because lower-income people often live paycheck to paycheck, they are more likely than the wealthy to spend. Yet “our research suggests that hasn’t been true for the past decade,” says economist Joel Slemrod of the University of Michigan at Ann Arbor. Because the last few tax cuts have followed financial crises, poorer people may have used the extra income to increase their cushion by building up assets or paying down debt. But the rich haven’t been spending freely either. Last year a study by Moody’s Analytics suggested that the 2001 and 2003 tax cuts spurred the wealthy to significantly increase their savings as well.
What should the administration do to design a better economic shot in the arm? One finding on which researchers seem to agree is that consumers respond more vigorously to policies thought to be long-lasting. Therefore, Slemrod says, one farsighted action may plausibly help the economy: convincing the general public that the federal government is committed to getting its fiscal house in order.
Low Taxes, High Rhetoric: What Consumers Really Do with Their Tax Cuts
Praxe e praxis
Malhar nas praxes é actividade sazonal coeva da época da castanha. Foi o que fez, e recordou, há dias a Shyznogud – “barbárie consentida, a boçalidade celebrada e a estupidez oficializada” – deixando apontamentos que assino por baixo e ligações para outros textos sintonizados na batida.
Por um acaso laboral, tenho a possibilidade de atravessar diariamente a pé (quando não chove muito) a Católica, o Estádio Universitário (Medicina), a Alameda da Universidade (Direito, Letras, Psicologia e Ciências da Educação), a Faculdade de Ciências e parte do Campo Grande (Lusófona). Isso permite-me observar com zoológica atenção os tétricos espectáculos que se estendem ininterruptamente de Setembro a Maio (pelo menos) nesta vasta reserva académica que ainda inclui nas cercanias o ISCTE, Farmácia e Medicina Dentária. Já muitos disseram o que havia para dizer, e nem sequer os aspectos das supostas humilhações e culto do machismo, do anacronismo e da aculturação, são os que mais relevo. Por um lado, nem tudo o que parece é, e os rituais implicam um acordo quanto à sua convenção lúdica e teatralidade, pelo que partem de um consentimento e oferecem um sentido colectivo. Essa experiência não pode ser descrita a priori como humilhante, frequentemente sendo até desejada e festejada pelos caloiros. Por outro lado, as extrapolações críticas de cariz ideológico e/ou moralistas, absolutamente legítimas e eventualmente úteis, são já convencionais de tanto serem repetidas. Acresce que existe a altíssima probabilidade de vários daqueles mais entusiasmados na maldição das praxes poderem ter participado nelas com alarve gozo, ou jamais perdido uma caloria com a questão, in illo tempore. Mas como frisa a Shyznogud, e outros, o século está maduro para se passar à intervenção política e pedagógica por parte das direcções académicas docentes e discentes, ajudando os alunos universitários a compreender as vantagens de se libertarem das formas menores, quando não degradantes, de socialização. Haverá, seguramente, outras soluções para se conseguir embebedar caloiros com vista ao aproveitamento dos seus recursos sexuais sem os obrigar às figurinhas tristes.
O que mais me impressiona nas praxes é o fenómeno da crescente fetichização do traje académico, movimento que vem dos finais dos anos 80 e da massificação do ensino superior ao longo dos anos 90. Deixando de lado a gargalhada de se andar por Lisboa, Évora e Faro em Setembro com farpelas preparadas para o Inverno coimbrão, a uniformidade do vestuário está involuntariamente a representar a uniformidade do pensamento. O assomo étnico-corporativista que se exibe como farda é a negação mesma da libertinagem criativa e criadora que está na essência da vocação intelectual que inventou a Civilização. Em vez de se exibirem únicos e diversos, os nossos trajados querem é repetir-se na exaltação do conservadorismo mais anti-universitário que é possível conceber. Haja alguém que lhes explique essa relação que antecede todo o pensamento científico, sem a qual qualquer actividade cognitiva gerará apenas opinião: é pelo particular que se chega ao universal.
Foi você que votou nestes senhores?
«O Governo perdeu a confiança dos portugueses e, sem confiança, o Governo está ferido de morte. Portugal precisa de confiança, precisa de verdade e precisa de transparência», disse o deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD.
«O PSD tem, por isso, o dever patriótico de, com seriedade e com serenidade, travar este caminho errado e sem futuro do Governo socialista. O PS governou 13 dos últimos 16 anos em Portugal. Os resultados estão à vista. O Governo que nos trouxe para esta crise não é definitivamente parte da solução», acrescentou.
Segundo Luís Montenegro, «Portugal precisa de cumprir os seus objectivos orçamentais», mas de outra forma: «O caminho passa por ter coragem de cortar mais na máquina do Estado e não impor mais sacrifícios inúteis aos portugueses.»
Good food for good thought
In the weeks since his death, Jobs has been compared to Einstein and Edison. Maybe so. But the problem with using his interpersonal style as a management role model is that the rest of us, to parrot Apple advertising, will assuredly blow it. In business, the control freak boss—the emblematic Jobs model—is a recipe for unintentionally delivering your best employees as new hires to your closest competitors.
Millions of people have to manage others, and this challenge doesn’t necessarily bring out the best in us. A 2005 article by two psychologists from the University of Surrey, “Disordered Personalities at Work,” found that senior British executives were more likely to demonstrate histrionic personality disorder (grandiosity and lack of empathy among other traits) than criminal psychiatric patients at Broadmoor Special Hospital in Berkshire, England, and they were equally likely to show narcissistic (perfectionism and a dictatorial bent) and compulsive tendencies. Is it that this type of person is attracted to the job or the workplace encourages this type of behavior? Who knows? But entreating subordinates to “insanely great” levels of performance, to quote Jobs’s hyperbolic rhetoric, is more likely to initiate a collective bargaining drive than produce the next iPad.
Steve Jobs: A Genius, Yes; A Role Model for the Rest of Us, No Way
Perguntas simples
No dia 9 de Março, a meio da tarde, o espírito de diálogo construtivo capaz de assegurar os entendimentos que melhor sirvam os interesses do país, quer a estabilização financeira, quer o crescimento económico, a criação de emprego e a preservação da coesão social ainda não era imperativo? E no dia 23 de Março, no final da tardinha, ainda não era essencial que os portugueses congreguem esforços e vontades e tenham uma atitude activa de cooperação e solidariedade?
As extraordinárias PPP
Dia extraordinário, esta terça-feira passada. Não pela realização do Conselho de Estado e conhecimento das suas conclusões ordinárias, mas pela ida de Paulo Campos e António Mendonça à comissão parlamentar de Obras Públicas. O primeiro é um dos alvos favoritos de ranhosos e imbecis na imparável campanha de criminalização de socialistas. Dir-se-ia que o infeliz senhor iria ser reduzido a uma papa de incompetência e corrupção pelos feros deputados da nova maioria e seus aliados comunas, ali onde não se poderia furtar ao mais rigoroso interrogatório por parte daqueles que possuem a Verdade. Dir-se-ia, mas diz-se muita coisa.
Pois o Campos foi para a frente da manada com números que contam uma história também extraordinária: nos Governos Sócrates, o peso das PPP baixou por comparação com os valores de 2005. Talvez esta seja a tanga do século, mas a réplica ininteligível do deputado do PSD não conseguiu sequer beliscar o argumento. Já pelo lado de Mendonça, foi dito o óbvio: as PPP podem ser vistas como gasto ou como investimento. Vê-las como investimento é o que melhor cuida dos interesses futuros. A estas declarações na primeira metade do dia seguiu-se o mui extraordinário silêncio dos trastes que têm largado as maiores atoardas acerca das obras públicas do anterior Governo.
Salto para a porqueira. Crespo tinha uma reportagem sobre a sessão na comissão parlamentar onde as PPP eram descritas na locução como uma bomba-relógio. Repetia-se, insinuando, a retórica de estar nelas a raiz de todo o mal e de todas as malfeitorias à mistura com declarações de Campos e Mendonça na Assembleia. O espectador ingénuo, ainda não destituído de mínimos na sua capacidade lógica, ficou à espera de ver em estúdio um dos dois ex-governantes para se aprofundar o tema no contraditório. Só que o Crespo gosta de surpreender os ingénuos com baldes de merda que lhes atira para cima. O que tinha preparado era a enésima calúnia contra Sócrates e sabe-se lá quem mais. Apareceu António Sérgio Azenha, autor do livro Como os Políticos Enriquecem em Portugal, para dar cobertura à associação que o porcalhão queria fazer entre os governantes socialistas responsáveis pelas PPP e um qualquer ganho ilícito daí resultante – na denúncia do qual as provas deixam de ser necessárias, basta o sorriso gorduroso do Crespo para que canalhas, broncos e patarecos se babem alucinados na caça a mais um bandido do PS.
Vale a pena ver para não nos esquecermos do que Balsemão, outrora pilar do regime democrático, permite que se faça ao espaço público em Portugal.
O interesse nacional, segundo Passos Coelho
Sempre que olharmos para Passos Coelho com o propósito de adivinhar o que vai naquela cabeça, devemos fazer um favor a nós próprios e recordar estas palavras:
“Recebi há momentos a confirmação do Dr. Fernando Nobre de que aceita o convite que lhe dirigi para ser, na próxima legislatura, o candidato do PSD a Presidente da Assembleia da República”, revelou Pedro Passos Coelho.
“Não vos escondo a enorme satisfação que sinto neste momento. Quando fiz este convite, sabia que se tratava de uma iniciativa arriscada e que não seria fácil conseguir um sim da sua parte, pois o Dr. Fernando Nobre foi candidato a Presidente da República e não contou, nessa ocasião, com o apoio do PSD. Mas entendi que o deveria fazer, sobretudo, em nome do interesse nacional”, explica.
Passos Coelho elogia a adesão que Fernando Nobre conseguiu “de cidadãos que se têm mostrado progressivamente desiludidos com a política e com as instituições.”
“O resultado que o Dr. Fernando Nobre alcançou há poucos meses é bem demonstrativo de que existe um segmento expressivo de portugueses que acreditam na capacidade de regeneração da política e na possibilidade de reconquistar a confiança nas nossas instituições democráticas”, acrescenta.
“Senti que nos encontrávamos perante uma oportunidade única: tentar convencer alguém que gerou, com a sua candidatura presidencial, uma nova esperança de cidadania livre, a levar essa esperança ao Parlamento”, adianta.
Num certo sentido, tudo o que Passos venha a dizer e fazer no Governo não passará de uma nota de rodapé do que aqui revelou de si e do modo como entende a política.

