27 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. e até o povo se pronunciar a favor de continuar a receber o ordenado vai fodendo a paciência dos credores. de imediato é levantar os trocados do millenium.

  2. Ora está algo que Sócrates talvez pudesse ter usado contra a comunicação social corrupta, se o referendo em Portugal não fosse tão difícil de convocar. A canalha que ladrava contra ele tinha ficado desarmada.

  3. Pode ser uma tragédia, uma hecatombe, tudo e mais alguma coisa, mas, se a democracia vale na Alemanha e a senhora Merkel joga com, e depende do, eleitorado, como não aceitar que os gregos façam o mesmo?

  4. …ora bem…oro para que o povinho grego dê finalmente uma patada de jeito nesta trampa …um «não» alto e em bom som vai cair muito bem na sopa da cambada da direitola sarronca que governa a europa… claro que isto nada tem a ver com os alemães os franceses polacos finlandeses e outros povos…todo esse blabla não passa de um embuste que os nossos neos de trazer por casa nos vendem através dos médias vendidos…isto tem a ver com a politica de direita…direita neoliberal…com a especulação financeira feita pelos banqueiros corruptos que dominam o mundo financeiro e que não têm pátria nenhuma…este referendo pode ser um belo pontapé no cu para essa tropa nojenta…

  5. Basta ouvir canções gregas de Mikis Theodorakis cantadas por Maria Farandouri para perceber que há ali muitas contas a ajustar, há muita poeira no ar desde 1945. Os alemães perderam duas guerras com armas e podem perder esta guerra com dívida soberana. Faz lembrar (esta Grécia) o Bairro Alto em ponto pequeno – viver em cima de uma botija de gás…

  6. “Faz lembrar (esta Grécia) o Bairro Alto em ponto pequeno”

    tá bom de ver, se fosse bairro alto em tamanho natural eram precisas praí umas dez alemanhas. andas a abusar do borba, o tinto.

  7. Ocorreu-me uma frase de um conhecido meu, brasileiro, inteligente, com uma capacidade de síntese verbal que, nós portugueses, só podemos invejar: “a audácia cresce com medo dos outros”.

    Nem mais… pois não?

    Leonor Pinto

  8. nigérrimos só se forem de madureza pela responsabilidade partilhada. e também para ganhar tempo. não é bem a mesma coisa convocar a família para decidir-se, em conjunto, se se paga uma dívida contraindo uma outra ou a decisão familiar se se morre de joelhos ou se se vive em lentidão – porém ergido. antes um divórcio negro do que um casamento estável e podre. e o negro também pode ser de fumo.

  9. Pago para ver o Passos a fazer o mesmo com a sua desejada (dele) renegociação com a troica.
    Nem os tem no sítio, nem os que mandam nele o deixavam.
    Marionete nasce e será até que lhe cortem os fios que a sustentam.
    O tipo é mais frouxo do que parece.
    Quem tem esta coisa toda na mão é o senhor de belem.

  10. Penso que é o fim. De muita coisa. Dizem os entendidos que a Grécia jamais ia sair do buraco por causa de tanta austeridade e sem meios para crescer. O governo grego foi empurrado para a pobreza e não aceita. A Alemanha e UE fizeram tudo errado. E agora? Também penso que a grande derrotada vai ser a Alemanha. Merkel convenceu os Alemães que estavam a dar dinheiro aos pigs e não a emprestar e com juros impiedosos. Nem avisou os seus compatriotas que a falencia dos pigs era a sua derrota. Destruiu o seu mercado ao pé da porta.

  11. A opção dos gregos é simples. Ou ficam a fritar na frigideira ou saltam para o lume. Por mim preferia a segunda hipótese. Entretanto, durante o salto, ia mijando para a fogueira.

  12. QUE MEDO QUE ESTES “DEMOCRATAS” TÊM, DE VER A DEMOCRACIA A FUNCIONAR, FUGINDO-LHES DAS MÃOS OS MECANISMOS DE CONTROLE PARA PODEREM CONTINUAR A LUDIBRIAR E ENGANAR OS POVOS. POR AQUI SE VÊ QUE QUALIDADE DE DEMOCRACIA PROSSEGUEM.
    A PÁTRIA MÃE DE TODAS AS DEMOCRACIAS, TOMOU O CAMINHO CERTO.
    SE O PAÍS ESTÁ EM GRANDE PERIGO O POVO TEM QUE SER CHAMADO A PRONUNCIAR-SE SOBRE QUE RUMO QUER SEGUIR. A PARTIR DAÍ TODOS SERÃO RESPONSABILIZADOS. ERA ASSIM QUE NA VELHA ATENAS SE FAZIA, FOSSE PARA FAZER A GUERRA OU DECIDIR A PAZ.

  13. José,
    Totalmente de acordo. Papandreou está não só respeitando como sendo digno dos seus antepassados clássicos.
    E compare-se a estatura e grandeza dum governante assim que dá voz ao seu povo para decidir sobre a austeridade que de fora o obrigam a impor ao povo grego, com a utilização da austeridade, imposta a mata cavalos pelos nossos governantes paus-mandados, para decretar o “empobrecimento” dos portugueses sem lhes passar cavaco.
    Ou com cavaco se quizerem.

  14. Seria prudente tomarem conhecimento de que o Governo da Grécia substituiu o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas. Pensem um pouco, por favor, no que isso significa.

    O referendo (ou a ameaça do referendo) aparece numa situação em que Papandreou não tem o próprio Pasok unido, a oposição de direita é a mesma que aldrabou as estatísticas e quer é ir ao pote depressa (como o outro), a Grécia tem um passado recente de ditadura militar sangrenta e uma guerra civil devastadora em pleno conflito mundial (II Guerra Mundial) e na partilha das esferas de influencia entre Churchill e Staline, houve um atraso de 1 ano e meio na ajuda europeia (por causa dos riscos sistémicos dos bancos e das alavancagens e da putativa acalmia dos mercados), etc, etc.

    E além disso:
    – Alguém se lembrou de se informar acerca das dívidas de guerra da Alemanha?
    – Alguém parou um pouco para pensar na genialidade de Sócrates, que, em Paris e sozinho conseguiu assanhar (irremedivelmente?) esta Crise Mundial, que não existia como factor mais do que determinante da hecatombe em curso? Não era senhor PM? Segundo as notícias desta manhã um Banco na Alemanha, dois na França, três na Itália, três ou quatro nos EUA, um na Asia, estão em risco acelerado de falência. E são bancos importantes. Íssimos. O Socrates é mesmo poderoso, safa!
    – E mais o Magalhães e os Estaleiros de Viana e a diplomacia económica do senhor ministro dos negócios estrangeiros na Venezuela? Afinal o Chavez só era mau quando ir ao pote era o desígnio nacional dos actuais partidos no poder?
    – E não seria também aconselhavel fazer uma revisãozinha sobre o Chile, os Chicago Boys, Milton Freedman, a Senhora Thatcher e R.Reagan? E porque não ler Tony Judt?

    Cada vez mais: o que parece muitíssimas vezes não é e o cidadão, no mundo actual, tem o dever imprescindível de se informar e actuar. Enrouquecendo a dizer mal dos políticos, dos partidos e dos corruptos (“eles”. Nós não: nunca o fomos nem seremos)? Não, obviamente, os partidos e a democracia são indesligáveis. Mas o mundo mudou de tal modo que ou o cidadão se informa (claro que ocupa tempo. Mas é uma prioridade. “Podes não te interessar pela política, mas está a estender a passadeira para que a política se interesse por ti”) ou limita-se a papaguear o que os jornais e os telejornais e o Crespo e o Barreto e o Medina lhe enfiam.

  15. Também acho que Papandreou deu o grito do Ipiranga – ou há moral, ou perdemos todos!
    Agora é que vamos tirar as máscaras…Ou será que os gregos é que são os vigaristas e os mercados os “salvadores e sacrificados?!?

  16. Papandreou apanhou um cagaço desgraçado quando lhe chegaram as suspeitas de que ia ser vítima de um golpe militar ao melhor estilo dos “coronéis” (Uma tradição grega tão conhecida como a democracia); daí ter substituído as chefias militares e convocado um referendo para conseguir safar o coiro e a sua tão estafada reputação.

    É o mesmo que um comandante atirar com o navio contra um iceberg e entregar o comando aos empregados da copa, saltando para um escaler e pondo-se a andar.

  17. Permito-me copiar o comentário de Martin Wolf no FT e que o blogue “Jugular” nos “oferece” hoje:

    Quarta-feira, 02.11.11

    “We are all on the same planet. Agree to fix its messes, right now.”

    João Galamba

    Martin Wolf – Creditors can huff but they need debtors*:

    Blessed are the creditors, for they shall inherit the earth. This is not in the Sermon on the Mount. Yet creditors believe it: if everybody were a creditor, we would have no unpaid debts and financial crises. That, creditors believe, is the way to behave. They are mistaken. Since the world cannot trade with Mars, creditors are joined at the hip to the debtors. The former must accumulate claims on the latter. This puts them in a trap of their own making.

    (…)

    The country with the credit sets the rules. Debtors have to beg, particularly in a fixed currency arrangement, whenever finance is needed to cushion an adjustment imposed via deflation. Creditors can also insist on their interpretation of the causes of a crisis. Germany states that it is all the fault of bad fiscal policies: correct those and bind fiscal policy for all time; the virtuous will then inherit the earth.

    This view of the world suffers from three drawbacks: it is wrong; it is self-defeating; and it is destabilising. It is wrong because far from all crisis-hit countries suffered from irresponsible fiscal policies. In important cases, they suffered far more from irresponsible private lending and borrowing. It is self-defeating, because attempts by every member country to tighten fiscal policy at once will impoverish all, including creditors. The view is also destabilising, because the way out of this trap would be via a shift of the eurozone into external surplus. Resolving the internal imbalances by worsening global ones is a bad idea.

    (…)

    Do creditors rule the world? Not really. In the short run, they can threaten to turn off the credit. But their surpluses depend on the willingness and ability of others to run deficits. It would be more sensible to admit that there has been too much borrowing by the profligate because there was too much lending by the supposedly prudent. Once it is understood that both are at fault, both must adjust. Imposing one-sided adjustment on erstwhile debtors will not work. As little Greece seems about to prove, debtors are able to inflict a great deal of damage on everybody – as the US discovered in the Great Depression. It would be a good idea to rediscover that reciprocal interest urgently, right now. Creditors do not sell to Mars. We are all on the same planet. Agree to fix its messes, right now.

    * Manuela Ferreira Leite não tinha razão quando disse que quem paga é que manda.

  18. Sinceramente, não percebi a pergunta: “que os tem negros”?. O que é “os”? De resto, a atitude da Grécia é louvável, mas só se for levada ao limite: a queda perfeita do euro e dos mercados associados (i.e. todos), é a solução perfeita para a crise. O que faz falta agora: políticos e intelectuais brutalmente mortos em praças públicas, às mãos da populaça; o pânico dos mercados terminar com bombardeamentos suicidas sequencialmente ininterruptos; cancros para o Sarkozy e a Merkel (é a doença política da moda). Sem perdão, nem consideração: há que proceder.

  19. eheh, delicioso Aspirina, estava com uma coceira de saudades nos peludos. Ali o kruzes kanhoto e mais uns vão diretos ao alvo.

    Pois pás, eu continuo a achar que isto é tudo do Euro2004, claro que é no plano simbólico, mas símbolo não quer dizer por junto?

    Quanto ao resto: não esquecer que Portugal é dos países mais ricos em lítio do mundo e sabe-se lá que mais! Além disso ando a estudar o Andrada e ele identificou quatro minerais e os suecos descobriram lá lítio.

    Depois ainda tem a lampreia de ovos.

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