Máximas para os mínimos

A Europa, a realidade, é o tal elefante na sala escura. Cada sábio, cada nós, estende a mão e descreve o que consegue tocar. Depois fingimos que já conhecemos o animal, inteligências de porcelana.

9 thoughts on “Máximas para os mínimos”

  1. Mas isso é a parte divertida, não é? Sobretudo tendo em vista que o sacana do Babar não pára quieto, e cada vez que metemos a mão sentimos uma coisa diferente.

  2. Metendo a mão por essa sala da Europa ainda encontramos um homem, Papandreou. Metendo a mão na sala do nosso último Conselho de Estado não encontramos um só. Um só. Só ratas velhas a roer as páginas, uma a uma, da Lei e do Direito, em convivio ameno com a ratazana que lhes serviu o repasto. A Lei da República foi vilipendiada descarada e confessadamente, quase orgulhosamente, e aquelas ratas velhas, ditos conselheiros, enfastiados com alguns reparos sentenciaram: é feitio do gajo.
    Não chegamos à Madeira. Ultrapassámo-la em cobardia e imoralidade pelo silencio e cumplicidade.
    Um qualquer Duarte Lima é o cravo vermelho que fica bem na lapela, para estes senadores da República exibirem garbosamente.
    Estamos entregues aos ratos.

  3. A Sociologia é a ciência que há muito vem dando resposta ás questões que a Revolução Industrial desde sempre colocou ao homem ocidental. Somos ainda uma sociedade industrial

    Mas agora uma sociedade industrial cada vez mais globalizada. São necessárias respostas, para esta nova realidade. Penso que a ligação funcional entre sociologia e sociedade deixou de existir ou não funciona à dimensão global, porque não tem escala, a sua formatação é apenas regional. Mais parece um problema de entropia.

    É dos livros; entre a sociologia e a sociedade industrial deve existir um nexo cronológico e principalmennte uma ligação funcional.

    Só não vê quem não quer ver: hoje, só funciona a cronologia.

  4. A Europa só sabe reagir (não proagir) de pois de provocar as suas próprias catástrofes. Vem na História. Parece é que ainda marcha ao ritmo da guerra dos 100 anos.Paquiderme estronso, é o que é a Europa, nos nossos dias…

  5. não percebi nada , Franciscano. No ocidente estamos na era pós industrial , infelizmente , porque uma quase exclusivamente sociedade de serviços ( uns 70% da economia é de serviços ) não tem pés para andar. bem precisávamos de ser uma sociedade industrial , mas , cronológicamente as revoluções industriais são precedidas pela revolução agrícola ( que na inglaterra até levou , a 1ª , a uma revolução demográfica ) mas como ninguém quer pegar na terra , olhe , suponho que o caminho para sermos o 3º mundo é certinho e rapidinho.

  6. Caro jesuíta vou tentar explicar doutra maneira; vou falar do caso do homem da pêra Rocha.

    O Oeste tem muita e boa fruta, grande variedade, mas também aqui é o mercado quem mais ordena.

    Então faz muito tempo, um agricultor por sinal gago, lançou uma novidade, a pêra Rocha e acertou com a preferência do mercado. Fez fortuna e logo toda a gente desatou a plantar aquela espécie. Hoje existe excesso de oferta e será o caos se não aparecer outro gago. Isto é um fenómeno natural, podemos aprender com a Natureza.

    As núvens circulam das regiões de alta pressão para as regiões de baixa pressão, quando isto deixar de acontecer será o fim de muita coisa, incluindo os mercados. Teremos um outro caos, por certo bem mais grave; o caos climatérico.

    A Termodinâmica, a Entropia explicam isto, mas não resolvem nada tal qual este governo.

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