O interesse nacional, segundo Passos Coelho

Sempre que olharmos para Passos Coelho com o propósito de adivinhar o que vai naquela cabeça, devemos fazer um favor a nós próprios e recordar estas palavras:

“Recebi há momentos a confirmação do Dr. Fernando Nobre de que aceita o convite que lhe dirigi para ser, na próxima legislatura, o candidato do PSD a Presidente da Assembleia da República”, revelou Pedro Passos Coelho.

“Não vos escondo a enorme satisfação que sinto neste momento. Quando fiz este convite, sabia que se tratava de uma iniciativa arriscada e que não seria fácil conseguir um sim da sua parte, pois o Dr. Fernando Nobre foi candidato a Presidente da República e não contou, nessa ocasião, com o apoio do PSD. Mas entendi que o deveria fazer, sobretudo, em nome do interesse nacional”, explica.

Passos Coelho elogia a adesão que Fernando Nobre conseguiu “de cidadãos que se têm mostrado progressivamente desiludidos com a política e com as instituições.”

“O resultado que o Dr. Fernando Nobre alcançou há poucos meses é bem demonstrativo de que existe um segmento expressivo de portugueses que acreditam na capacidade de regeneração da política e na possibilidade de reconquistar a confiança nas nossas instituições democráticas”, acrescenta.

“Senti que nos encontrávamos perante uma oportunidade única: tentar convencer alguém que gerou, com a sua candidatura presidencial, uma nova esperança de cidadania livre, a levar essa esperança ao Parlamento”, adianta.

Num certo sentido, tudo o que Passos venha a dizer e fazer no Governo não passará de uma nota de rodapé do que aqui revelou de si e do modo como entende a política.

4 thoughts on “O interesse nacional, segundo Passos Coelho”

  1. O GASPAR FAZ MUITA CACA

    Da Comissão de Agricultura do Alentejo

    Ao Excelentíssimo Senhor Ministro das Finanças

    Exposição

    Porque julgamos digna de registo
    a nossa exposição, Senhor Ministro,
    erguemos até vós humildemente,
    uma toada uníssona e plangente,
    em que evitámos o menor deslize,
    e em que damos razão da nossa CRISE.

    Senhor! Em vão, esta província inteira,
    desmoita, lavra, atalha a sementeira,
    suando até à fralda da camisa.

    Mas falta a materia orgânica precisa
    na terra, que é delgada e sempre fraca,
    a materia em questão chama-se caca.

    Precisamos da merda, Senhor Gaspar!
    Da que o Senhor se farta de cagar.

    Se os membros desse ilustre Ministério
    querem tomar o nosso caso bem a sério;
    se é nobre o sentimento que os anima,
    mandem cagar-nos toda a gente em cima
    dos maninhos torrões de cada herdade,

    e mijem-nos também. Por caridade…

    E oiça Senhor Ministro Gaspar,
    quando tiver vontade de cagar,
    venha até nós, solicito, calado,
    busque um terreno que estiver lavrado,
    deite as calças abaixo, com sossego,
    ajeite o cu bem apontado ao rego,
    e Senhor Gaspar, siga o conselho,
    queira espremer-se até ficar vermelho!

    A nação confiou-lhe os seus destinos?
    Então, comprima, aperte os intestinos;
    E ai… se lhe escapar um traque, não se importe…
    Quem sabe se o cheirá-lo não dará sorte?
    Quantos porão as suas esperanças
    Num traque do Ministro das Finanças?

    E quem viver aflito, sem recursos,
    já não distingue os traques dos discursos.

    Não precisa falar! Tenha a certeza,
    que a nossa maior fonte de riqueza,
    desde as grandes herdades às courelas,
    provem da merda que juntarmos nelas.

    Precisamos da merda, Senhor Gaspar!
    Da que o Senhor se farta de cagar.

    …adubos de potassa? Cal? Azote?!…
    Tragam-nos merda pura, do bispote!

    E de todos os penicos portugueses
    durante, pelo meses, uns seis meses.
    Sobre o montado, sobre a terra campa,
    continuamente eles nos despejem trampa!

    Ah terras alentejanas, terras nuas,
    desespero de arados e charruas,
    quem as compra ou arrenda ou quem as herda
    sempre a paixão nostálgica da merda…

    Precisamos da merda, Senhor Gaspar!
    Da que o Senhor se farta de cagar.

    Ah! Merda grossa e fina! Merda boa
    das inúteis retretes de Lisboa!
    Como é triste saber que todos vós
    andais cagando, sem pensar em nós!

    Se querem fomentar a agricultura,
    mandem vir muita gente com soltura.
    Nós daremos o trigo em larga escala,
    pois até nos faz conta a merda rala.

    Ah, venham todas as merdas à vontade,
    não faremos questão da qualidade.
    Formas normais ou formas esquisitas!
    E desde o cagalhão às caganitas,
    desde a pequena poia à grande bosta,
    de tudo o que vier a gente gosta.

    Precisamos da merda, Senhor Gaspar!
    Da que o Senhor se farta de cagar.

    Diga ao Coelho que também pode ajudar
    porque não tem feito outra coisa senão cagar!
    (e assim, este país já está a transformar-se
    numa grande merda!
    Digo eu!)

  2. E também será do interesse “nacional” que no OE de 2012, estejam consignados 2.093.650€ para pagamento de …subsídios de férias e de Natal ao pessoal da Assembleia da República? Como é que defendem isto perante os outros funcionários? Enfim, mais uma a ver se passa…e passa.

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