Todos os artigos de Valupi

Vamos lá a saber

Isto de a reacção do PS ao discurso de Passos, onde este se orgulha da destruição causada, e à decisão de Cavaco, para quem a Constituição não deve perturbar o Orçamento, ser mais inaudível do que o barulho da barba a crescer será também uma das famigeradas imposições da Troika?

O madeiro – Parte II

Fizemos nestes anos progressos muito importantes na redução do défice orçamental, e não fomos mais longe porque precisámos dos recursos para garantir os apoios sociais e a ajuda aos desempregados. A estratégia abrangente que pusemos em prática para salvar o País do colapso, para reformar a economia e trazer prosperidade, está a mostrar os seus primeiros frutos.

O trabalho, a tenacidade e o empenho diário de milhões de portugueses, quer estejam dentro ou fora das fronteiras nacionais, são a melhor razão para termos uma esperança renovada no nosso futuro. São o fundamento do abandono do pessimismo que ensombra as nossas vidas há já muitos anos. Sabemos do que somos capazes e estamos a mostrar ao mundo inteiro, sobretudo aos que, nos momentos mais exigentes, menos confiaram em nós, que acreditamos em nós próprios. Temos hoje a confiança, o respeito e admiração dos nossos parceiros Europeus e dos nossos amigos por todo o mundo.

Pedro, um bom rapaz

A minha carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Como é que está a Mãe Natal? Na cozinha ou a embrulhar presentes, né? Pois, alguém tem de trabalhar. Olha, para este Natal quero receber um Presidente da República que respeite a Constituição. Caso não seja possível, porque imagino que nem aí na Lapónia se fabriquem bonecos desses, já me consolo com um cidadão que respeite o juramento que assina ao tomar posse do cargo para que foi eleito em nome do Povo.

Prontos, é só isto, pá. Se não couber pela chaminé, deixa à porta que ninguém rouba uma coisa dessas.

E, já agora, Feliz Natal para ti também,

V

“Qual é a pressa?”

Partidos da coligação aproximam-se do PS

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, relativa ao mês de dezembro, mostra uma ligeira subida de PSD e CDS e uma descida dos socialistas.

PSD e CDS a subir, PS a descer mas a manter a liderança. No entanto, António José Seguro continua a ser o líder mais popular e Passos Coelho mantém saldo negativo. Estes são os dados mais significativos da sondagem mensal da Eurosondagem para o Expresso e a SIC.

Os partidos do Governo, tal como o Bloco de Esquerda, subiram ligeiramente nas preferências dos portugueses. PSD e CDS juntos somam 35%, o que significa uma subida de um ponto percentual em relação a novembro. Ainda assim, os socialistas continuam à frente nas intenções de voto com 36,5%, apesar de uma descida de 0,8%. Os 49,5% que deram a vitória à coligação PSD/CDS em 2011 estão, assim, longe de serem atingidos nesta altura.

António José Seguro continua a ser o mais privilegiado na popularidade junto dos inquiridos. O Presidente da República também tem vindo a subir – de outubro a dezembro já cresceu 4 valores percentuais. Todos os líderes dos principais partidos registaram um aumento da popularidade, à exceção de Paulo Portas.

Fonte

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PSD, CDS e Cavaco a subirem nas sondagens. PS a descer mas – alto, pára tudo! – continua à frente e o seu líder é o mais querido do povoléu bom e sério. Portanto, os cães socráticos que ladrem até perderem o latido que a caravana do novo ciclo, do novo rumo e da nova forma de fazer política está bem, cada vez melhor, e vai na bisga em direcção aos amanhãs que dançam à volta do madeiro carbonizado.

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É aproveitar e fechá-los todos lá dentro durante 6 meses, mínimo

Cerca de 30 “portugueses influentes”, como Horta Osório, Armando Zagalo ou Joaquim de Almeida, reúnem-se na segunda-feira com governantes e altos responsáveis em Portugal para discutir “novas ideias sobre soluções para o futuro” do país.

Trata-se do primeiro encontro anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, criado faz na quinta-feira um ano, e decorre no Palácio da Cidadela, em Cascais, estando já confirmada a presença de 29 conselheiros de Portugal no mundo e 30 governantes e outros líderes, informou a organização.

Na reunião de segunda-feira deverá participar o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o líder do Partido Socialista, António José Seguro, assim como outros ministros e dirigentes de empresas em Portugal como a REN, a Brisa, o BES ou a IBM.

Em debate vão estar “três grandes temas”: a mobilidade inteligente, o financiamento alternativo das empresas portuguesas e a discussão sobre se Portugal está pronto para o futuro.


Portugueses influentes discutem soluções com Governo

Correia de Campos, alguém se lembra?

Portugueses

Tenho visitado várias regiões do País e procurado conhecer melhor as dificuldades, os receios e as aspirações das nossas gentes. O despovoamento e o envelhecimento das populações é um problema sério do interior do País que os poderes públicos não podem ignorar.

O acesso aos cuidados de saúde é uma inquietação de muitos Portugueses. Não estão seguros de que os utentes, principalmente os de recursos mais baixos, ocupem, como deve ser, uma posição central nas reformas que são inevitáveis para assegurar a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde.

Seria importante que os Portugueses percebessem para onde vai o País em matéria de cuidados de saúde. Poderiam, assim, avaliar melhor aquilo que tem sido feito.

Presidente da República, Mensagem de Ano Novo, Janeiro de 2008

O líder parlamentar do PCP exigiu hoje explicações do ministro da Saúde no Parlamento sobre as consequências do encerramento de urgências, de que a morte de uma criança à porta do Hospital da Anadia disse ser exemplo. Uma bebé de três meses morreu hoje no acesso ao Hospital de Anadia, dentro da ambulância do INEM.

“Este caso concreto e outras situações exigem que o ministro da Saúde venha à comissão para se explicar. Estas consequências do fecho de urgências têm que ser avaliadas”, afirmou Bernardino Soares, em declarações aos jornalistas, no Parlamento. O grupo parlamentar do PCP questionou o ministro, através de requerimento, sobre se tomará medidas para “impedir novas tragédias” como a da morte de um bebé de três meses à porta de um hospital, em Anadia.

“A criança terá estado na ambulância do INEM a aguardar a chegada da viatura VMER (viatura de emergência médica), até que sucumbiu”, refere o deputado.

Janeiro de 2008

O deputado socialista Manuel Alegre disse ontem em entrevista à Sic Notícias que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a sofrer uma “grande machadada”, e que o ministro Correia de Campos não tem condições para continuar no Governo. Sobre a petição cujo primeiro signatário é António Arnaut, Alegre disse que espera que a petição tenha eco sobre o primeiro-ministro e sobre o governo.

“Há que tirar conclusões do clamor público”, afirmou. E prosseguiu: “Custa-me muito ver o SNS ser atingido desta maneira. Isto vai provocar danos irreparáveis ao PS, ao governo e à sociedade.”

Manuel Alegre diz que Correia de Campos não tem condições para continuar, Janeiro de 2008

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Correia de Campos já contou várias vezes em público que terá dito a Sócrates, ao ser convidado para realizar reformas na Saúde, que não duraria mais de dois anos no cargo. Esta lembrança sai-lhe sem rancor, sequer ressentimento, antes se constituindo como uma agridoce consolação. Pelo menos, ele não se terá desiludido porque começou por não se iludir: tentar fazer o que Sócrates pretendia era arriscar uma vida muito curta como Ministro da Saúde.

Passado um ano da sua demissão, já era pacífico, ao centro, falar da racionalidade das suas medidas, as quais se constituíam como um bondoso e eficaz equilíbrio entre a alteração da lógica de custos e a qualidade do serviço prestado. Contudo, Sócrates não resistiu à acção concertada de toda a oposição, mais Cavaco, mais a exploração sensacionalista e engajada da comunicação social, mais uma parte do PS em desforço contra um secretário-geral que não pretendia ser o amiguinho de tudo e de todos no Rato. Aliás, uma maioria absoluta no Parlamento não resistiu à sociedade, assim é que fica bem descrito.

Mas isso foi num passado que parece estar a um século de distância. Recordar a história de Correia de Campos e o seu sacrifício no altar dos poderes fácticos, do cinismo partidário e da cegueira ideológica é igualmente lembrar um tempo em que o Governo agia tomando em consideração os diferentes interesses que constituem a comunidade. E é, ainda, lembrar uma política que se propunha corrigir problemas nos gastos públicos dentro da matriz nascida do 25 de Abril e adaptada aos sucessivos ciclos políticos ao longo de 35 anos.

Perante a devastação económica e social causada por um grupo de oportunistas e fanáticos, vendo a sua pose que cada vez mais se parece com um desfile triunfal na cidade ocupada, e constatando como a sociedade é agora conivente com um plano de reengenharia cultural que tem no Tribunal Constitucional a sua última linha de defesa, podemos ter a certeza de estar a passar por algo que não compara com nada de que haja memória viva em Portugal. Os bárbaros nasceram entre nós.

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Sábias palavras

“Economia neoliberal pôs os pobres uns contra os outros.”

Em entrevista n’O Estado da Nação, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, Eugénio Fonseca dá como exemplo os “horríveis ataques ao rendimento social de inserção”, que foram aproveitados de forma populista por alguns sectores da política portuguesa, para mostrar como os portugueses mantêm preconceitos em relação aos mais pobres, mesmo num País em que ter os rendimentos de um emprego não significa viver acima do limiar da pobreza.

Fonte