21 thoughts on “De facto, estamos perante um madeiro”

  1. A propósito do madeiro.
    Análise politica do ano vai para o Inferno, espécie de noticiário do canal Q.
    Analisando o acordo IRC entre a direita e o PS, dizia o “jornalista” :
    O acordo só será válido depois de obter a concordância de quem manda no PS, ou seja, de Soares, Sócrates e e António Costa.
    Se não for aceite terá então de votar à estaca zero, isto é , a António José Seguro…

  2. … e não passam este sonso pelas brasas ? Tisnado ainda dava para disfarçar! Já agora podia convidar o PPC e o PP e seus muchachos e muchachas ( ou é ao contrario ?) e ficarem lá até ao Natal de 2030 ou então até quando o PIB crescesse a 5% ao ano! També poderiam dar-lhes ocupação numa horta comunitária!

  3. Perdoai-lhe Senhor,Ele não sabe o que diz.Nem o que faz!(…)
    Perante todo este tipo de bananadas,um dia destes,até Francisco,vai sentir vergonha de ser padre em Paróquia tão desprovida de senso e de sentido do ofício.
    É nisto a quem temos de confiar o nosso futuro colectivo,alternativamente àquela coisa que,supostamente, já nos reina?
    Cada vez mais,o que me apetece é recorrer ao Vernáculo Vicentino,para mandar esta tropilha para os lugares de onde nunca deviam ter saído.

  4. Naquele tempo não havia Pai Natal.
    A noite estava horrível. Quem se importava com o estado da noite! Naquele tempo não se sabia de antemão como ia estar o tempo. Eram tempos em que a tecnologia só nos tinha dado o Telefone e o Rádio. Ainda recordo o primeiro telefone público na minha terra. Estava afixado na Padaria Mendes. Alguns iam ali efectuar chamadas telefónicas ou recebê-las. Os mais humildes até tinham receio de enfrentar o telefone. E quando ali eram chamados para receber uma chamada mais medo tinham. Sabiam que não iam ser boas notícias. Uma desgraça ou a morte de qualquer familiar que vivia fora da terra. Eram estas notícias que vinham pelo telefone. Se outra fosse era mandada por recado.
    O rádio era diferente. Transmitia relatos de futebol e música. Mas também era raro nas casas dos mais pobres. Não era só pelo seu custo. Também porque a maioria das casas não eram possuidoras de electricidade. Assim só restava ir para um café ou taberna ouvir a rádio. De ouvidos bem atentos ouviam o relato do Benfica do Sporting ou Porto. Música era o que mais dava. Convinha ter o povo distraído com este tipo de emissões. Assim não pensavam na política. Não reclamavam da miséria que lhes ia porta adentro.
    A noite continuava horrível. A chuva e a trovoada fazia-se ouvir. Que interessava. Se naquela noite não ia sair de casa. Só pensava nisso porque estava para chegar a casa uma filha que era criada de servir no Porto. A camioneta da carreira já devia estar a chegar. Como precaução mandou o seu filho mais velho esperar a irmã. Mas estava aflito porque a noite estava horrível. Raramente vinha a casa. Mas neste dia que já entrava na noite, vinha.
    Vinha três vezes no ano. Pela Páscoa, festas da Vila e Natal. Era o que acontecia nesta noite. A hora do jantar aproximava-se e eles não chegavam. Já não era só pela noite horrível. Era também pelos presentes que tinha pedido a sua filha para comprar no Porto. Não era que não houvesse em Freamunde casas com tais quinquilharias. Haver havia. Mas o dinheiro era tão pouco. Como a sua filha ia receber a mensalidade comprava no Porto. Por que ele só recebia a semanada no sábado, último dia, de trabalho semanal. E como a véspera de Natal tinha calhado numa quarta-feira não havia dinheiro de sobra para esse efeito. E como pai gostava de dar algo aos filhos. Fosse a coisa mais insignificante. Mas que gostava de dar gostava.
    No seu tempo de criança era raro receber. Também não tinha um par de sapatos para pôr ao pé da lareira. Tempos horríveis. E a noite continuava horrível. E… não havia maneira de ela chegar. Teria perdido a camioneta! Oxalá que não. Estava entretido neste pensamento e nem deu pela chegada dos dois. Também quem podia ver com uma noite horrível. Não havia luz pública no lugar em que habitava.
    Ainda recorda uma noite em que uma sua filha adoeceu e teve que a levar a casa do médico. Ele com a filha ao colo a mulher com um candeeiro a petróleo para os alumiar. Mesmo assim era topada atrás de topada. O que interessava era não deixar cair a menina. Já bastava o estar doente.
    Cogitava nisto quando a sua filha chegou junto dele e lhe deu um beijo. Estás mais gorda e bonita, disse para a filha. Mas deixemo-nos destas formalidades porque está na hora de jantar. Está bem mas primeiro vou desfazer a mala, disse a filha. Não quer ver os presentes para os meninos? É melhor não. Eles podem-se aperceber e depois não crêem no menino Jesus. Sim! Naquele tempo não havia Pai Natal. Era o Menino Jesus que trazia as prendas.

  5. Lindo relato Manuel Pacheco, adorei.
    Tal vez estas palabras sejam adecuadas para o narrador: “Conto o que sei por ter vivido. Falo de acontecidos verdadeiros.Aminha fala é simples e sem pretenssão. Quem não quisser ouvir pode ir embora”(Jorge Amado )

    Bom natal:)

  6. E no tempo do contrabando do volfrâmio que ainda não tinha lá chegado a penincilina…aquilo era uma perigo quando um homem ia sem a patroa a Castelo Branco.

    Sem falar na bixarada que lá se apanhava!

    Ó Pacheco, aquilo é que era uma desgraceira!

  7. Oh Manuel Pacheco, na terra onde nasci não era bem assim. Havia muitos “ratinhos” que binham das berças trabalhar para a CUF. E na noite de Natal iam à missa do galo, por volta da meia noite porque lá iam também os srs. engenheiros e eles, os “ratinhos” precisavam de ser vistos. Como está sr. engenheiro. Como quem diz: eu tamém sou católico, tamém venho à missa do galo tal como o sr. engenheiro.
    Uma noite dessas eu e um amigo mais velho, com idade de ser meu pai, pintor de profissão e um pouco bronco, não tínhamos para onde ir àquela hora e resolvemos ir ver o que se passava na tal missa do galo. E lá fomos. Ainda a igreja não estava cheia e lá entramos e ficamos ali encostados a uma parede. Veio chegando cada vez mais gente e a páginas tantas ficamos literalmente bloqueados e sem possibilidades de sair a não ser que incomodássemos todo aquele pessoal. A determinada altura da missa disse o sr. padre que nos iria dar a hóstia. E pergunta a um sujeito que estava a seu lado o tal meu amigo um pouco bronco: mas quem é que vai papar a hóstia? Somos todos nós. Todos nós? questiona o meu amigo. Oh Tobias vamos embora pá que estes tipos nos querem enfiar a hóstia. Com licença, com licença. E lá foi abrindo caminho até chegarmos à rua. Olha lá, diz-me ele, já viste do que a gente se livrou?
    Com que então queriam-nos impingir aquela coisa.
    E eram assim as nossas noites de vésperas de Natal. Depois, no 25 de Abril, todos aqueles “ratinhos”, das berças, mais os GNR’s viraram comunistas e rebentaram com a CUF.

  8. ho…ho…ho… a mixomatose do tobias faz mais sentido e explica melhor a hipocrisia do natal do que um menino, recém nascido e de fralda, a distribuir presentes natalícios chaminé a baixo. aqui na parvónia fazemos, na tarde do dia de natal, o desfile das prendas que costuma ser ganho pela mercedes.

  9. andar a bater no ceguinho,quando quem está la dentro o maximo que faz é conspirar,apetece-me perguntar para o quê isto, se ninguem nem nenhuma tendencia se chega à frente? o costa ou fica na camara ou vai para belem,se está à espera de melhores dias o melhor é virarmos as espingardas para o governo,para evitar que uma possivel candidatura a secretario geral não chegue ao partido com 20% de votos.somos diferentes e por isso voto ps,mas nunca vi os outros partidos a criticarem os seus lideres com esta contudencia.estou à vontade por que já vi quem era seguro há seis anos,mas volto a perguntar,para quê a critica e a pressa se ninguem se quer queimar no madeiro!

  10. Essa do Tobias da CUF, GNR também tem porras.

    Era no tempo da crise sem FMI.

    E essa dos GNR´s e ratinhos virarem comunas, o Tobias esqueceu-se de dizer aqueles comunas que foram todos para o PS onde estava o taxo.

    É tudo um folclore do caraças não é Tobias.? Desde o menino nas palhinhas até aos políticos, (quer dizer intriguistas), é tudo uma merda, não é Tobias?

  11. Nuno CM

    Votar PS com o sonso do Seguro como Secretario Geral ? Para ficar de mal com a minha consciência para o resto vida ???? Nem por sombras. Felizmente , nessas condições o voto em branco ainda será possível!

    Para M Pacheco – gostei desta aproximação às raízes. Muita gente não se recorda que a vida das pessoas só mudou de facto com a grande transformação que o 25 de Abril permitiu. Afinal, há cerca de 70 anos ainda havia senhas de racionamento, eram os “almocreves” que levavam e traziam noticias, a água era a do poço, faziam-se colectas para os funerais, os burros eram ferramentas, a luz era a do azeite ou do petróleo, a comida era feita no fogo de lenha, cozia-se o pão para a semana no forno individual ou comunitário,fazia-se o azeite em casa , ia-se buscar o medico de burro, andavam-se quilómetros para ir telefonar, o carteiro era uma pessoa de confiança, etc etc etc …. E tantas outras coisas! E 70 anos, foi ontem! Passaram num estalar de dedos ! E entretanto houve a guerra colonial .E não esqueçamos que ainda se lutou nas serras de Espanha até final da década de 1970!

  12. f soares,vais-me desculpar mas eu desconfio que tu nunca votaste ps.não digo isto por este texto de agora.se seguro se aguentar(espero que não) como não sou burro,não vou votar no jeronimo ou no be. não deve haver mais anti seguro do que eu,mas como sou socialista não militante, mesmo assim não gosto de dar borlas aos adversarios. como não estamos em tempo de vacas gordas,ninguem se chega à frente então há que aguentar até que apareça alguem com outro carisma e que não tenha vergonha do legado de socrates.até lá, façamos a nossa critica sem entrarmos no ataque pessoal e se possivel apresentar ideias.a minha postura é a de socrates,que tinha razoes de sobra para o trucidar,mas como poe os interesses do partido acima de tudo, critica num tom construtivo,como ontem se viu na reduçao do irc para as pequenas empresas.termino dizendo-lhe que de “mineiros” estou eu farto!.

  13. reaça,os comunas foram todos para a direita.em viana do castelo e outros lugares, ainda no anonimato ,preferiram coligar-se com a direita a faze-lo com o ps.que os pariu

  14. reaça,os comunas foram todos para a direita.em viana do castelo e outros lugares, ainda no anonimato ,preferiram coligar-se com a direita a faze-lo com o ps.

  15. Caro Nuno cm
    O meu problema com o Seguro é que não suporto gajos que têm vergonha do passado. Estão aqui, estão a “filtrar” as fotos onde aparecem pessoas que não concordam com eles…

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